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| Escrito por Adérito Caldeira em 15 Dezembro 2016 |
Desde da independência nacional, as opções de desenvolvimento iniciais seguida por mais de década e meia de guerra civil mantiveram o nosso País pobre. Com o advento da democracia e a entrada do capitalismo seguiram décadas de crescimento pujante da economia onde a ajuda internacional para o desenvolvimento somou-se ao investimento directo estrangeiro, focado na exploração dos recursos naturais, porém esses biliões de dólares resultaram acabaram por ficar nos bolsos de uma pequena elite predadora, com ligações umbilicais ao partido Frelimo. Não só as desigualdades agravaram-se como também aumentou o número de moçambicanos muito pobres.
Afeganistão, Angola, Bangladesh, Benin, Butão, Burkina Faso, Burundi, Cambodja, República Centro Africana, Chade, Comores, República Democratica do Congo, Djibouti, Guiné Equatorial, Eritrea, Etiópia, Gambia, Guiné Conacri, Guinea-Bissau, Haiti, Kiribati, Lao, Lesotho, Libéria, Madagáscar, Malawi, Mali, Mauritania, Myanmar, Nepal, Níger, Ruanda, São Tomé e Príncipe, Senegal, Serra Leoa, Ilhas Solomon, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Timor-Leste, Togo, Tuvalu, Uganda, Tanzania, Vanuatu, Iémen e Zâmbia são os restantes Países menos desenvolvidos do mundo.
O relatório da ONU que estamos a citar prevê que a desigualdade entre os 48 países menos desenvolvidos e o restante do mundo aumentará nos próximos anos.
Desde 1990, a proporção de pessoas sem acesso à electricidade nos países do grupo aumentou para dois terços e agora elas representam mais da metade do total mundial. Já o número dos que não têm acesso à água potável duplicou e chega a 43,5% do total global.
Em Moçambique a energia eléctrica somente chega a cerca de um quarto da população e o acesso a água potável canalizada é de somente 21,8% dos moçambicanos.
Moçambique continuará entre os menos desenvolvidos em 2025
A recomendação da Nações Unidas é que se evite a dependência das matérias-primas, como advogam os poucos economistas não alinhados em Moçambique. Acelerar as políticas e os planos de graduação para a transformação das economias rurais, combinar políticas industriais e um aumento considerável do investimento público são as outras recomendações do relatório da UNCTAD que ainda aconselha a aumentar o espaço fiscal e abordar a desigualdade de género.
Mas mesmo cumprindo todas essas recomendações da ONU, e com as esperanças do Gás Natural da Bacia do Rovuma começar a ser produzido em 2021, Moçambique está entre os Países que ainda farão parte do grupo dos menos desenvolvidos em 2025, de acordo com o relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento.
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
Moçambique é um dos Países menos desenvolvidos do mundo e continuará a sê-lo em 2025, afirma ONU
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1 comentário:
Triste.
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