sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Imaginem a seguinte situação: um mendigo sentado na esquina entre Julius Nyerere

Elisio Macamo
13/12 às 10:09 ·

Ku nyola

Não sei como se traduz esta expressão para o português. Usávamo-la quando jogávamos futebol em Xai-Xai. Referia-se ao acto de obrigar alguém a ir buscar a bola muito longe depois de ter sido propositadamente chutada para lá. Pois bem, estou a “nyolar” desde ontem no Facebook.

Imaginem a seguinte situação: um mendigo sentado na esquina entre Julius Nyerere e 24 de Julho em Maputo a pedir esmola (“peço 10 Mts para comprar pão”, está escrito no cartaz que exibe). Boa parte das pessoas que passam por ele olham-no intensamente nos olhos, não dizem nada, não dão nada (porque não têm, é a crise ou estão a pensar em dívidas ocultas, etc.). Outras pessoas dão-lhe uma palmadinha nas costas (no Facebook chama-se “like”) e prosseguem a marcha.

Outras ainda chegam perto e dizem-lhe na cara, e de dedo em riste, que sabem que ele quer pegar no pão e fazer “tentação” ou qualquer outro aguardente, que vá ver o pão feito por outros, que o único que quer é ser capaz de andar a dizer por aí que não é verdade que o pão é de má qualidade como se anda aí a dizer. Algumas percebem que ele está mesmo a pedir esmola para comprar pão e falam de todas as padarias que conhecem, de todos os padeiros, dos vários sabores e tipos de pão. Entretanto formou-se uma multidão ao redor do mendigo, os outros transeuntes que talvez poderiam ajudar já nem conseguem ver o mendigo para, caso puderem, ajudarem. Só vêem a confusão com algumas pessoas, entretanto, a tirarem “selfies” para constarem no vídeo do ano preparado pelo Facebook. A pergunta agora é porque é que ele quer pão. O mendigo ficou suspeito porque é conhecido como grande fã de farinha de trigo, a qual, como muitos da geração do mendigo sabem, nos tempos de carência gingava muito e era arrogante. Quando ele explica que quer pão para matar a fome, só isso, aparecem outras pessoas a perguntar que diferença faz matar a fome comendo pão ou outra coisa qualquer, sei lá, pastel de natas.

Para você ser mendigo em Moz precisa de ser filósofo, juro.

Volto a pedir: se alguém tiver referências de entrevistas ou discursos em que veteranos da luta armada de libertação nacional dizem que têm direito ao enriquecimento por terem participado na libertação do país, por favor, estou a pedir. Não quero interpretações do que eles disseram porque quero ser eu próprio a interpretar. Quero o que disseram em primeira pessoa. Também estou a procurar e já recebi algumas dicas boas. Se também tiverem qualquer referência sobre dizeres problemáticos do filho menos querido da nação, por favor, não hesitem.

Desde já agradeço o silêncio dos que não me podem ajudar com o apelo feito pelo nosso irmão lá do Atlântico, Leo. É só bumbar! Deixem-me rasgar calção sozinho, tá?

É bumbar - Leo feat. Yuri da Cunha
Leo - mais uma grande prova do talento angolano!
youtube.com


Lyndo A. Mondlane coloquailmente se usa tambem quando alguem espera algo que depois nao se cumpre ou o esperado nao aparece sem justificar.."para ser mendigo em mz, precisa ser filosofo..kkkkkkk..essa é boa"... felizmente nao entro nesses de que alguem disse que alguem disse disse que o outro disse, raras vezes se sabe o que se disse......
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 12:43 · Editado

Elisio Macamo ouvir dizer tem conjuntura em moz.

Ricardino Matusse O mendigo, sabe onde ir pedir o pão. Ele conhece as mesquitas e casas de órfãos que distribuem pão às sextas feiras. O mendigo, não pode vir aqui no Xipamanine nos pedir pão, porque posso interpretar isso como gozação, porque, se de facto ele quer pão sabe onde encontrar.
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 13:27

Elisio Macamo já viu? e lá vamos nós...
Gosto · Responder · 13/12 às 13:28

Rildo Rafael Elisio Macamo: Ku nyola
Não sei como se traduz esta expressão para o português. Usávamo-la quando jogávamos futebol em Xai-Xai. Referia-se ao acto de obrigar alguém a ir buscar a bola muito longe depois de ter sido propositadamente chutada para lá. Pois bem, estou a “nyolar” desde ontem no Facebook.
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 14:08

Rildo Rafael Na Beira chamava-se "TAMANHO".....Boa lembrança Elisio Macamo: Esses "castigos" desportivos estão em "desaparecer" na memória dos jovens!!!

Rildo Rafael Na Beira chamava-se "TAMANHO".....Boa lembrança Elisio Macamo: Esses "castigos" desportivos estão em "desaparecer" na memória dos jovens!!!
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 14:01

António Francisco Elisio Macamo, mandei-te alguns links por email, um sobre a frase do General que usei na apresentação que contem a imagem seguinte, e outro do General Veloso. O Mal-Amado também tem algumas, várias; recordo-me da entrevista dele ao Jornal Domingo algures em 2004, em que usou o termo mentaldade miserabilista, mas não sei tenho cópia. Boa sorte.

Gosto · Responder · 5 · 13/12 às 14:33 · Editado

Elisio Macamo obrigado, António, pelas dicas. foram úteis.

Buene Boaventura Paulo Professor, se alguma vez leu um artigo com teor do que está a pedir é uma questão de fazer marcha atrás até encontrar a pessoa que publicou tal ou tais artigos. O seu pedido fica complicado por sublinhado que efectuou no que se presume ter sido dito por esta ou aquela figura pública.
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 16:06

Elisio Macamo a questão é que muitos repetem coisas que ouviram por aí. quando pergunto não sabem dizer onde encontraram.
Gosto · Responder · 13/12 às 18:06

Buene Boaventura Paulo Quando há muita ociosidade as pessoas ocupam - se do que ouviram dizer, mas há coisas e palavras atribuídas a figuras públicas, não necessariamente porque elas o fizeram ou disseram, mas ao jeito "não basta parecer há que ser". Algumas vezes um orador faz comentário à leste do seu discurso e isso é o que fica, porém se for a ler esse discurso não vai encontrar o dito cujo. Tudo tem a ver com quem veicular a informação e o propósito a atingir (bom ou mau). Por isso Professor vai nyolar de verdade
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 18:23

Elisio Macamo risos. horraíte.

Mussá Roots Nyolar também pode ser "fica no meio" e procure recuperar a bola, enquanto os amigos vão trocando ela, "ho nyola"... Tipo, profe, vai ter com o fulano e este diz vai ter com sicrano que por sua vez, te manda ir buscar com beltrano...no caso os "#discursos", e jamais alguém te faculta o que procuras....(risos)... Era assim quando jogavamos peladínha no quarteirão...

Contudo, parece que alguém, finalmente passou "a bola" ao profe...e já deu para perceber, que andamos aquí a brincar a leituras e interpretações de textos e discursos das nossas figuras...aínda que não simpatizemos com alguns, mas devemos ser honestos na nossa interpretação, sobretudo ao transmitír aos demais.
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 22:39 · Editado


Elisio Macamo sim, também nesse sentido.

Elisio Macamo
12/12 às 17:02 ·
Pedido

Se alguém tiver as entrevistas ou discursos em que Mariano Matsinhe, Jacinto Veloso e Alberto Chipande reclamam o direito de enriquecimento por terem lutado pela pátria e Armando Guebuza, o filho mais odiado da pátria, fala dos apóstolos da desgraça ou do Facebook como fábrica de sonhos agradecia que me facultasse. Obrigado.

Gabriel Muthisse Ninguém vai trazer! As pessoas, muitas vezes, inventam espantalhos para se zangarem mais justificadamente.

A táctica é fazer citações incompletas, fora de contexto, com pequenas variações que mudam completamente o que os citados queriam dizer.

É só ver a citação que se faz sobre "faríamos a mesma coisa". Ou "libertei este país! Quem são vocês para me inquirirem?" Vi jornais "sérios" a irem por este caminho. Sem essas invencionices, a profissão de indignado iria à falência.
Gosto · Responder · 5 · 12/12 às 19:58

Ana Maria Branquinho Elísio Macamo....não vou fazer comentários....mas seria bom que muita gente soubesse ou se lembrasse s uqe : devemos ser os últimos nos benefícis !!!!Lembra-se de mim ? Instituto de Línguas ??
Gosto · Responder · 3 · 12/12 às 20:22

Elisio Macamo minha professora!

Emmanuel De Oliveira Cortês http://macua.blogs.com/files/cmc_n162_porqueguebuza.pdf
Gosto · Responder · 2 · 12/12 às 20:23

Elisio Macamo obrigado.

Emmanuel De Oliveira Cortês http://macua.blogs.com/.../chipande-insiste-na-legalidade...



Chipande insiste na “legalidade” dos dirigentes da Frelimo serem ricos
macua.blogs.com
Gosto · Responder · 1 · 12/12 às 20:24

Gabriel Muthisse Emmanuel De Oliveira Cortês não trouxe o discurso, em primeira mão, de Chipande a afirmar que, por ele ter combatido, tinha o direito de ficar rico.

O que me lembro foi ter ouvido o velho General a perguntar: Afinal para quê lutamos contra o colonialismo? A pergunta surgiu, de acordo com o meu entendimento, pelo facto de alguns sectores torcerem o nariz sempre que moçambicanos se engajam em iniciativas empresariais. A pergunta de Chipande era uma forma retórica de dizer: "lutamos contra o colonialismo, nós os moçambicanos, para também sermos actores no nosso desenvolvimento". Se alguém trouxer o texto dessa afirmação/pergunta de Chipande, isso ficará de certeza claro.
Gosto · Responder · 3 · 12/12 às 20:41

Gabriel Muthisse Sobre Facebook como "fábrica de sonhos" uma leitura atenta da frase e do contexto em que foi formulada deixa claro que Guebuza não condena os utilizadores desta ferramenta. Aponta alguns riscos que uma utilização nao criteriosa poderia suscitar.

Aliás, Guebuza já teve (ou tem) um blog desde 2009, tendo sido um dos primeiros políticos moçambicanos a abraçar as redes sociais. Já teve (ou tem) uma página de facebook e lançou em Janeiro deste ano a sua página web. Como é que uma pessoa com estes antecedentes poderia se transformar num opositor ao uso das redes sociais?
Gosto · Responder · 1 · 12/12 às 20:47 · Editado

Tiago Tendai Chingore Será difícil obter prof Macamo
Gosto · Responder · 1 · 12/12 às 21:36

Carlos Nuno Castel-Branco Bom, as intervenções de Chipande e de Veloso foram ou em reuniões ou em entrevistas. Não sei se existe um discurso. O discurso do "voltaria a fazer o mesmo" foi na antpenúltima sessão do CC a que ele presidiu e numa sessão do CC da OJM. No comício popular de celebração do 50 aniversário da frelimo, o "voltaria a fazer" falou desses assuntos e estava particularmente criativo no que dizia respeito a impropérios. Foi neste comício em que ele disse que ia irritar os críticos. Onde é que isso está escrito? Eu ouvi na rádio. Será que a rádio tem uma gravação não "purificada"? O meu irmão goes Luis Nhachote tem uma lista exaustiva dos adjectivos que o nosso "bem amado" criou para os "críticos" - aliás, "crítico" já é um adjectivo desqualificativo pois em Moçambique não há ideias diferentes nem debate, mas um grupo de "críticos" "tagarelas". O Chipande falou do assunto dos roubos - que os roubos vão continuar porque somos humanos e não somos Santos - numa palestra na UEM. Na mesma palestra ele disse que dívida não é nada e o estado vai pagar porque o estado é responsável. Isso está escrito? Não sei se ele escreve essas coisas ou lhe saem pela boca fora. Já tentaram "normalizar" a crise e a estratégia de acumulação dependente de endividamento em economia extractiva. Já tentaram "normalizar" a componente ilícita da dívida. Agora vão tentar "normalizar" o discurso desses? Podem falar com o Luís de Brito e com o Sérgio Chichava, do IESE, que já fizeram alguns exercícios de análise do discurso político do vosso ídolo. Eles têm a possibilidade de vos darem as referências exactas. Aliás, é a segunda vez que faço esta sugestão ao Elisio Macamo.
Gosto · Responder · 9 · 12/12 às 21:53 · Editado
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Elisio Macamo quero as fontes originais, não apenas interpretações.
Gosto · Responder · 1 · 12/12 às 23:16

Carlos Nuno Castel-Branco As interpretações não são feitas de fontes originais? E se só houver transcrições jornalísticas? E se só houver entrevistas não contestadas? Porque não vais falar com as pessoas que sugeri, que analisam discursos e, portanto, têm registos mais completos? A maior parte dessas declarações está registada por órgãos de comunicação social. Vai procurar. Não confias nesses órgãos? Bom, em muitos casos não há outro registo e os registos não foram contestados. Ninguém tem a obrigação de fazer a pesquisa por ti. O bom professor, ao contrário da opinião de alguns, insiste em que o estudante procure e aprenda a procurar, a não ser que esteja na posse de informação que não pode ser obtida por outra fonte. Neste caso, não se trata de professor/aluno - deus me livre dessa assumpção - mas de uma questão lógica: porque deverá alguém fazer esse trabalho por ti quando a informação existe, mesmo que algumas das fontes do registo possam ser menos credíveis? Por que é tão difícil isso?
Gosto · Responder · 2 · 13/12 às 0:23 · Editado

Gabriel Muthisse Porque tu és uma das pessoas que faz sistemático uso dessas "afirmações". Era suposto que fosses capaz de dizer onde as encontraste, Carlos Nuno Castel-Branco
Gosto · Responder · 13/12 às 9:32

Carlos Nuno Castel-Branco Já disse onde as encontrar. Vão à imprensa, à rádio, à TV, que são quem divulga as intervenções de figuras públicas quando estas não estão escritas em discursos oficiais publicados. Vão ter com pessoas que fazem análise de discurso - análise de discurso é diferente de usar discurso para analisar um tema - porque têm tudo registado e organizado sistematicamente, independentemente do tema (já indiquei nomes de algumas dessas pessoas). Já dei outras pistas sobre momentos em que foram feitas certas declarações (por exemplo, reuniões do CC do partido e da OJM). Leiam o discurso do 75 aniversário do Chipande, que saiu na imprensa. Apanhem as gravações da sua aula na UEM em que falou sobre os roubos. Há uma breve intervenção dele publicada pelo O País em que ele diz que não foi mal entendido quando falou de ter direito a ser rico e ter lutado para isso (Rebelo e Vieira andavam a dizer que ele fora mal entendido). Vejam o discurso de Guebuza sobre o estado da nação em 2014, na parte em que fala sobre a partilha da riqueza dos mega projectos. Apanhem as gravações do improviso dele no comício popular do 50 aniversário da frelimo. Vejam os discursos dele na abertura da antepenúltima, penúltima e última sessões do CC a que ele presidiu. Vejam as entrevistas que ele deu antes de ficar PR. Agora, porque não vão procurar? Porque insistem no "traz tu" ou no "não me interessa a imprensa, quero o original". Vocês fazem parte da sua máquina de propaganda, pelo que têm acesso fácil a todo esse material. A sensação que dá é que estão simplesmente a tentar viciar todo o debate para desacreditar qualquer crítica. Se há jornais que falsificaram o debate isso não significa que todo o debate esteja falsificado. Se há quem nunca leu as intervenções e comenta isso não significa que toda a gente que comenta não leu as intervenções. Vão ao arquivo histórico, aos órgãos de comunicação social e aos arquivos oficiais desses "heróis" e obtenham o material. Depois façam um estudo que demonstre que o resto do mundo entendeu mal o que os "heróis" disseram. O que aqui estão na fazer é recusar todas as pistas e informações que vos levam ao material que precisam, todas, mesmo sabendo que na maior parte das vezes essas tais figuras públicas falam para a imprensa sem discurso escrito, mesmo sabendo que a imprensa é um dos principais, se não mesmo o principal, veículo de comunicação pública do que essas pessoas dessas dizem, mesmo sabendo que a maior parte das afirmações mais agressivas ou mais explícitas não estão escritas nos discursos oficiais. O método que estão a seguir é o mais fraco possível e mais propagandistico para fazer um argumento. Vão procurar, sigam as pistas dadas - que só cobrem uma pequena fracção dos temas e fontes - estudem e demonstrem que todos os outros estão errados. O Rogério Sitoe deu uma pista sobre em que discurso ouviu uma afirmação pela primeira vez. Vocês recusaram logo acusando-o de interpretativo. Vocês nunca vão aceitar uma fonte que seja menos do que a gravação com imagem e voz ou o discurso original anotado. Procurem a primeira nos órgãos de comunicação social e a segunda nos arquivos dessas pessoas. Eu vi na TV o discurso de abertura da última sessão do CC em que ele ameaçou seriamente a crítica interna. Logo a seguir ao discurso vi na TV as reacções de Jorge Rebelo, Pascoal Mocumbi e Óscar Monteiro. Não tenho as gravações comigo mas vi em directo. Será que por não ter as gravações comigo estou a mentir? Será que vocês não têm acesso fácil a esse material? Já dei uma pista, finais de Março de 2015 sessão de abertura do CC do partido. Vão procurar.
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 12:06 · Editado

Gabriel Muthisse Carlos Nuno Castel-Branco, tu sistematicamente, na tua página, "citas" essas "afirmações" de um modo extremamente demonizador. Era suposto teres uma fonte donde extrais as "citações". Ficou claríssimo deste debate que não tens sido rigoroso, como se esperaria de uma figura da tua envergadura, nas "citações" que fazes. Se estivesses seguro das frases que usas como bandeira para demonizares essas pessoas, já te-las-ias trazido aqui.

O que se espera, em nome da honestidade intelectual é que, da próxima vez que disseres que Chipande disse que tinha lutado para ser rico, indicares onde lhe ouviste a dizer isso. Elementar isso, meu amigo. E não dizeres aos que te interpelam: "deixem-me usar a "citação" (falsa e capciosa) à vontade. Quem tem dúvida que procure ele". Tenho a certeza de que tu próprio nunca ouviste uma colocação assim. Quem cita é quem tem de trazer as referências. E tu "citas" profusamente!!! E deixa-me dizee-te, com pouco rigor, como este debate demonstrou
Gosto · Responder · 13/12 às 12:20 · Editado

Carlos Nuno Castel-Branco Gabriel Muthisse no início desta conversa eu já tinha adiantado o que ias fazer - mudar todo o debate para o meu comentário. Isso é uma técnica de contrapropaganda bem conhecida e que sabes que sei que a conheces. Eu já te dei as pistas dados fontes. Queres que faça o quê? Que vá buscar datas exactas para cada caso e local onde foram pronunciados? Para isso tenho que ir fazer uma pesquisa de arquivos, pois a minha pesquisa não são os discursos mas os temas. Só uso discursos no contexto de um tema, se houver algo relevante sobre esse tema em discursos. Já te dei montes de pistas: abertura da sessão do CC finais de Março de 2015. Discurso do estado da nação em 2014 na AR. Intervenção improviso no comício popular do 50 aniversário da frelimo (se esqueceste, o 50 aniversário foi em 25 de Junho de 2012). Isto são exemplos de inúmeras pistas que fui dando. Vai buscá-las. O problema não reside na minha resposta mas na tua intenção - queres limpar a imagem do bem amado e do seu regime com um truque de ilusionismo em que todos os outros estão errados. Já te dei montes de pistas - aqui mencionei 3 exemplos - e já te disse onde ir buscar um registo sistemático completo (eu não me interesso por discursos mas por temas, pelo que o discurso só tem validade para o meu registo em função do tema) de todos os discursos e o que dizem. Diz-me que informação eu não te dei? Queres as gravações da TV vai pedir à TV. Queres as reportagens do savana vai lá. Já te dei indicação de discursos, vai buscá-los. Estás simplesmente a tentar manipular desacreditando com argumentos falsos, nada mais. Isso é baixo e improdutivo.
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 12:34

Gabriel Muthisse As coisas não funcionam assim Carlos Nuno. Nem na academia, nem na vida real. Se citas alguém (e de uma maneira negativa) tens a obrigação de dar referências se alguém perguntar. Eu sei que tu sabes isso.
Gosto · Responder · 13/12 às 12:37

Carlos Nuno Castel-Branco Nunca citei ninguém sem mencionar a fonte. Num dos comentários anteriores até te disse onde encontrar uma entrevista dele em que ele diz que não foi mal entendido, ao contrário do que Rebelo e Vieira argumentavam para o defender. O País publicou isso. Achas que não é verdade? Vai procurar no O País e pergunta ao Chipande. Depois traz um desmentido. O Chipande nunca desmentiu. O Chipande nunca desmentiu a reportagem da palestra que deu na UEM em que falou dos roubos. Vai falar com ele e traz o desmentido.
Gosto · Responder · 13/12 às 12:39

Carlos Nuno Castel-Branco Eu dei as referências, Gabriel Muthisse
Gosto · Responder · 13/12 às 12:40

Carlos Nuno Castel-Branco Vai buscá-las.
Gosto · Responder · 13/12 às 12:40

Carlos Nuno Castel-Branco Olha, vou dar-te uma fonte. Quando fui interrogado pela PGR entreguei uma série de fontes. Ano e meio mais tarde eles pediram as mesmas fontes de novo (se calhar perderam ou queimaram). Então vai lá buscar. Tenho vários artigos publicados em que cito discursos e as fontes estão lá. Vai ler as suas listas de referências (estão todos livremente disponíveis online). Quando eu digo "discurso de abertura do CC em finais de Março de 2015" o que falta como indicação de fonte? Quando eu digo "discurso sobre o estado da nação em 2014 na AR" o que falta como fonte? Quando menciono a palestra de Chipande na UEM e o tema, o que falta como fonte? Queres uma citação em forma académica do tipo "Guebuza, Armando. 2014. O estado da nação. AR. Publicado no Jornal Noticias de xx/xx/xxxx. pp xx-xx? É isso que queres?
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 12:47

Gabriel Muthisse Estás a insistir que Chipande afirmou que lutou para ele ser rico? E que um jornalista o interpelou, dizendo-lhe que Rebelo e Vieira tentaram defende-lo e ele não só desmentiu os seus camaradas, como insistiu que havia lutado para enriquecer? É isso que estás a dizer, Carlos Nuno Castel-Branco?

Se for isso que estás a dizer, não achas que a peça chave desse imbróglio seriam as primeiras declarações de Chipande, essas que tu e outros usam at eternum para o chamuscar. Não seria, já agora, de trazer essas declarações que vocês "citam"?
Gosto · Responder · 13/12 às 13:26 · Editado

Carlos Nuno Castel-Branco Estou a dizer que o O País publicou isso, que na STV isso saiu e que ele não desmentiu.
Gosto · Responder · 13/12 às 12:49

Carlos Nuno Castel-Branco http://opais.sapo.mz/.../2393-chipande-reitera-suas...



Chipande reitera suas convicções sobre direito à riqueza
opais.sapo.mz
Gosto · Responder · 13/12 às 12:50

Carlos Nuno Castel-Branco Está aí uma fonte. Lê. Apanha a gravação. Fala com o Chipande. Desmente ou confirma.
Gosto · Responder · 13/12 às 12:51

Carlos Nuno Castel-Branco Vai procurar, Gabriel Muthisse. Essas fontes foram amplamente citadas quando as coisas foram ditas pela primeira vez. Vai procurar. Faz o teu trabalho. Vai buscar o discurso dele, que foi amplamente divulgado, no seu 75 aniversário (está aqui outra fonte). Faz o teu trabalho. Se eu escrever um artigo sobre isto as fontes vão estar lá.
Gosto · Responder · 13/12 às 12:53

Gabriel Muthisse “publiquem na íntegra, duas ou mais vezes ao dia, para que o povo possa ouvir. Não estou mal compreendido, e eu quero que vocês (órgãos de co­municação social) divulguem mais as minhas declarações. Reafirmo o que disse”

Não vês que Chipande pede o mesmo que Elisio Macamo, Carlos Nuno Castel-Branco? "Publiquem na íntegra as minhas declarações". Alguém o fez? Tu próprio o fizeste alguma vez?
Gosto · Responder · 13/12 às 12:57

Elisio Macamo francamente. há diferença entre o que alguém disse e o que alguém disse que ele disse. este excerto do jornal o país é sobre o que alguém disse que ele disse, não o que ele disse. pode ser que tenha dito o que o jornal diz que ele disse, mas aqui ainda não está o que ele disse. está o que o jornal diz que ele disse. custa perceber a diferença? reproduzo o que o jornal escreve: "O histórico combatente da Luta de Libertação Nacional e membro da Comissão Política da Frelimo, Alberto Chipande, reiterou as suas declarações se­gundo as quais os membros do partido Frelimo têm o direito de enriquecer, porque lutaram pela independência de que os moçambicanos estão hoje a usufruir.
Em contacto com a nossa equipa de reportagem, Chipan­de não só disse reiterar as suas declarações, como também ins­tou os órgãos de comunicação social a difundirem “duas ou mais vezes ao dia” as suas decla­rações, de forma a permitir que o “povo e a sociedade” compre­endam a sua mensagem.
“Não fui mal compreendido”
Alberto Chipande disse, ain­da, que não se sente incompre­endido pela sociedade, pelo que instou os órgãos de comu­nicação social a difundirem cada vez mais as suas declara­ções. “publiquem na íntegra, duas ou mais vezes ao dia, para que o povo possa ouvir. Não estou mal compreendido, e eu quero que vocês (órgãos de co­municação social) divulguem mais as minhas declarações. Reafirmo o que disse”, vincou Chipande ". a que é que ele se refere quando diz que não foi mal compreendido? ao que ele disse ou ao que o jornal diz que ele disse? o que é que ele disse? enfim...
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 12:58

Gabriel Muthisse Sérgio Vieira, também an­tigo combatente, supõe que “ele foi mal reportado e in­terpretado, porque o que ele estava a tentar dizer, e con­cordo perfeitamente, é que qualquer moçambicano, atra­vés do seu trabalho honrado e suas iniciativas, tem o direito de melhorar a sua vida. Ele fez parte da geração que libertou o país, e não é uma geração que deve ser maltratada."

Esta leitura do Sérgio Vieira coincide com o meu próprio entendimento, do que ouvi Chipande a dizer
Gosto · Responder · 13/12 às 13:28 · Editado

Carlos Nuno Castel-Branco Agora, faz uma análise do meu site no fb e vê quanto tempo dedico a cada um desses. Pouquíssimo. Dedico o meu site a temas. Lembras-te, Gabriel Muthisse, quando tivemos um debate sobre endividamento público (ainda quase nada se sabia publicamente sobre as dívidas ilicitas) e tu me chamaste intelectual de capelinha por estar preocupado com assuntos que não preocupam o povo? Achas que o tal povo não se preocupa quando salários na função pública e pensões aos idosos não são pagos há 3 meses ou mais em muitos distritos (fonte, entrevistas directas com funcionários e pensionistas, confirmadas por administradores)? Achas que não se importa quando os centros de saúde não têm luz ou medicamentos? Achas que não se importa quando os preços de bens alimentares subiram mais de 40% num ano? Sei que vais inverter isto, que é o que a contrapropagamda faz. Mas não faz mal. No fim, quem vai passar o rato da vida a tentar defender o indefensável são vocês. Tenho pena. A minha empatia. Ou, pelo menos, tentem aprender da experiência e andar para a frente com mais conhecimento e vitalidade.
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 13:03

Carlos Nuno Castel-Branco Segundo o País, o Chipande desmentiu os camaradas dele, Gabriel Muthisse
Gosto · Responder · 13/12 às 13:04

Gabriel Muthisse Carlos Nuno Castel-Branco, traz a declaração de Chipande a dizer que lutou para ele ser rico! Só isso. Mais tarde podemos ir ver se te chamei intelectual de capelinha e em que circunstância afirmei isso
Gosto · Responder · 13/12 às 13:07

Carlos Nuno Castel-Branco Elisio Macamo onde está o desmentido do Chipande? O que tu e o Gabriel Muthisse estão a fazer é pôr em causa a credibilidade de toda a comunicação social quando uma certa afirmação só se encontra disponível na comunicação social escrita. Por que é que vocês não vão apanhar os registos da comunicação social e vão perguntar ao Chipande e confronta -lo com esses registos? Depois tragam os desmentidos e confirmações uma por uma. Não digam que não há fontes. Não digam que as pessoas não têm fontes. Digam que por razões A ou B vocês não aceitam essas fontes, mesmo quando haja imagem, e, então, façam o trabalho de desmentir confrontando os registos com as pessoas. Talvez as pessoas possam explicar melhor o que querem ou queriam dizer ou possam desmentir.
Gosto · Responder · 13/12 às 13:09

Carlos Nuno Castel-Branco Gabriel, vai procurar isso na comunicação social.
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 13:10

Carlos Nuno Castel-Branco Tu sabes muito bem onde isso está. Se tu me pagares uma semana de trabalho eu meto férias sem vencimento por uma semana e apanho tudo isso para ti.
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 13:11

Carlos Nuno Castel-Branco Além disso, como já te expliquei não sei quantas vezes, se queres um registo já pontinho com todas as fontes e pronto a usar, contacta as pessoas que te disse que são analistas de discursos. Eles registam tudo e classificam tudo indecentemente do tema.
Gosto · Responder · 13/12 às 13:13

Elisio Macamo se não podes ajudar, Carlos Nuno Castel-Branco, tudo bem. vai aparecer alguém que possa ou eu vou encontrar. eu quero saber o que eles disseram, só. não o que dizem que eles disseram. se isso põe em questão a credibilidade da comunicação social, bom, aceito. boa comunicação social sabe informar, não confia apenas na credulidade dos seus leitores.
Gosto · Responder · 13/12 às 13:14

Carlos Nuno Castel-Branco E se o Elisio Macamo não aceita a comunicação social como fonte, mas também não quer fazer o trabalho de desmentir essa comunicação social, de que vale estar a dar-vos fontes da comunicação social, mesmo que essa fontes nunca tenham sido desmentidas?
Gosto · Responder · 13/12 às 13:14

Gabriel Muthisse Eu acho que este debate é útil para algumas coisas. Doravante, algumas pessoas não vão engolir facilmente as "citações", sobretudo aquelas que demonizam gente. Mesmo que não o expressem, algumas pessoas vão começar a se indagar a si próprias: "onde tal figura disse tal coisa?" O analista que pinta negativamente uma dada figura trouxe, com objectividade, os dados que nos permitam inferir que isso foi dito? Deste debate as pessoas vao começar a fazer isso, Carlos Nuno. Mesmo que não nos digam de frente. Far-nos-ao, mesmo que intimamente, um teste de honestidade
Gosto · Responder · 13/12 às 13:16

Elisio Macamo quem disse que não aceito? o que não aceito é a interpretação do que eles disseram. de resto, faz parte do trabalho de análise do discurso problematizar a fonte.
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 13:23

Carlos Nuno Castel-Branco Elisio Macamo estás a ser desonesto a níveis que nunca pensei que chegarias. Porque dizes que não posso ajudar? É a tua maneira de dizer que não sei? Já te dei não sei quantas peças de informação. Porque não te pronuncias em detalhe sobre elas: discurso do estado da nação de 2014 na ar (só há um por ano); discurso de abertura da antepenúltima, penúltima e última sessões do CC presidido por Guebuza; vai ver as listas de referências de dois artigos publicados no desafios para Moçambique que analisam o discurso político sobre a pobreza; vai buscar as gravações da recente palestra no Chipande na UEM. Vai aos arquivos de O País e procura Chipande rico. Não aceitas estas fontes? OK. Confronta os visados com os registos. Há analistas de discursos que têm tudo registado ao pormenor como historiadores que são - vai ter com eles e pede. Como é que não posso ajudar? Desculpa, mas como é que podes dizer isso? Bom, vão trabalhar. Eu também vou.
Gosto · Responder · 13/12 às 13:23

Carlos Nuno Castel-Branco Tu estás a recusar as fontes, não a problematiza-las ou a discutir interpretações.
Gosto · Responder · 13/12 às 13:25

Elisio Macamo certo. estou a recusar as fontes.
Gosto · Responder · 13/12 às 13:25

Carlos Nuno Castel-Branco Pediste fontes. Dei. Depois dizes que não posso ajudar, isto é, não posso ajudar em dar fontes - porque foi o que pediste. Até te disse com quem podes falar que tem tudo organizado. Isto nem é problematizar fontes nem problematizar interpretações. É recusar as fontes simplesmente. Isso é desonesto. Faz o teu trabalho. Reinterpreta tu, traz outras fontes. Ilusionismo não resolve os problemas do país embora possa esconder, por algum tempo limitado, os problemas de um regime.
Gosto · Responder · 13/12 às 13:28

Carlos Nuno Castel-Branco Ia, ainda bem que aceitaste. Então procura-as tu
Gosto · Responder · 13/12 às 13:29 · Editado

Elisio Macamo obrigado, Carlos Nuno Castel-Branco pelos teus esforços. altamente apreciados. há mais amigos por aqui. espero que me ajudem ainda mais.
Gosto · Responder · 13/12 às 13:31

Carlos Nuno Castel-Branco O que é na "íntegra" Gabriel Muthisse?
Gosto · Responder · 13/12 às 13:39

Carlos Nuno Castel-Branco Quando começa e quando acaba a citação para ser na íntegra?
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 13:39

Carlos Nuno Castel-Branco Porque não públicas tu na íntegra, depois de definires o que é integra, Gabriel Muthisse?
Gosto · Responder · 13/12 às 13:40

Carlos Nuno Castel-Branco Assim resolves o problema.
Gosto · Responder · 13/12 às 13:40

Carlos Nuno Castel-Branco De nada, Elisio Macamo. Karibu.
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 13:41

Gabriel Muthisse Publicar na íntegra seria, no caso da TV, mostrar a gravação em que Chipande diz que deve enriquecer porque lutou. Na imprensa escrita seria publicar a citação exacta do que foi dito. Mesmo que, depois, o jornalista interpretasse essas declarações com toda a liberdade. Agora, interpretar desde o primeiro parágrafo!!! Sem deixar que, nós próprios, vejamos o que foi dito!!!
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 13:46

Carlos Nuno Castel-Branco Qual é a tua fonte que mostra que não foi publicada a declaração integral?
Gosto · Responder · 13/12 às 13:52

Gabriel Muthisse Que a trouxesses! Todo este barulho teria terminado ontem. Nem eu, nem tu, não precisaríamos de ter feito trabalho extra, para agradar os nossos respectivos patrões. Há muito mais contra-informacao a fazer!
Gosto · Responder · 13/12 às 14:01 · Editado

Carlos Nuno Castel-Branco Pensava que era o Elisio Macamo que queria as fontes - que nunca aceitou nem investigar. Afinal eras tu. Ah, vê lá que não tinha entendido. Bom, e eu a pensar que havia um jogo de futebol a sério mas afinal vocês só estavam a chutar a bola para longe para enganar e divertirem-se. Xi, paciência. Um dia ninguém ha-de ir buscar a bola e vocês vão ficar aí sozinhos a ensinar a missa ao Papa.
Gosto · Responder · 2 · 13/12 às 14:15

Maria Laura Inácio Nota Dr. Elisio Macamo Eu adoro como o Sr. interve, gosto

Gabriel Muthisse Carlos Nuno Castel-Branco, traz as entrevistas ou os discursos. Esse foi o pedido de Elisio Macamo. Em muitos casos tu és pior do que o que críticas. Estás sempre a qualificar os outros. Ou a fazer julgamentos de intenções. Sempre apresentando os que nao concordam contigo negativamente. Guebuza deve ter aprendido de ti. Ou tu dele. Afinal trabalharam juntos no Comissariado Político!
Gosto · Responder · 6 · 12/12 às 21:57

Elisio Macamo enfim, Gabriel. até sabe que é para eu "normalizar"...

Carlos Nuno Castel-Branco Porque é que eu vou trazer as entrevistas ou discursos? Porque não procuram vocês? Quem tem dúvidas são vocês, não são? Eu já vos dei pistas - querem algo exacto, preciso, vão falar com os que fazem análise de discurso (não os que usam discursos para fazer análises mas os que fazem análises de discursos). Esse caminho que vocês os dois estão a seguir é para "normalizar" o anormal. Vai lá buscar os discursos, se tens dúvidas. Imagino que é possível que alguns deles tenham sido escritos por vós. Não façam outros fazer o vosso trabalho e não tenham tanta vergonha do que se passou que até escondem e depois dizem "onde está, mostra lá". Isso eram as nossas brincadeiras na segunda classe ali na escola primária do alto maé, lá para 1967 ou 1968. E é de um paternalismo profundo, vindo de gente adulta. E se não houver transcrições das coisas que o Chipande e o Veloso dizem? Será que não disseram? Vocês podem provar isso? Normalizem lá, se é esse o vosso trabalho façam-no.
Gosto · Responder · 10 · 12/12 às 22:06 · Editado

Gabriel Muthisse Então tu, Carlos Nuno Castel-Branco, "citas" textos e demonizas gente e não podes indicar donde retiraste os trechos que tão profusamente espalhas?!?!

"Citas" e quem tem que referenciar sou eu!?!?!?!? Primeira vez que oiço tal coisa. Se perguntamos, mais precisamente, se Elisio Macamo pergunta, deve ser porque procurou essas afirmações que vocês inventaram, principalmente tu, e não as encontrou. O lógico seria dizer, "cito esses trechos porque os vi em tal lugar". Agora mandar procurar quem quer confirmar se foi exactamente isso que foi dito...

A tua resposta, Carlos Nuno, só confirma que vocês inventaram isso, para poder demonizar gente de que não gostam
Gosto · Responder · 2 · 12/12 às 22:15 · Editado

Carlos Nuno Castel-Branco Claro, Gabriel Muthisse, não foste tu quem começou por dizer que ninguém vai trazer nada? Queres dizer o quê com isso? Que é mentira? Que toda a gente está a mentir? Até há alguns G40 que escreveram posts aparentemente dirigidos ao CC a pedirem para o ...Ver mais
Gosto · Responder · 1 · 12/12 às 22:16

Gabriel Muthisse Não vão trazer, nem a gravação, nem a transcrição porque, ao fazer isso, deixariam ver que estão a citar mal. Ou que estão a retirar trechos fora do contexto. Ou que reescreveram a afirmação. Tudo na senda da demonizacao. É o que estou a dizer, Carlos Nuno.
Gosto · Responder · 2 · 12/12 às 22:22

Carlos Nuno Castel-Branco Estás a ver, Gabriel Muthisse, como eu sabia o que estavas a tentar fazer. Sim, eu cito e sei o que cito. Mas eu dei o conselho para vocês irem falar com os que estão a fazer registo sistemático e a estudar esse registo, e não apenas com os que usam o registo. E o que fizeste deste conselho? Fizeste-me uma acusação desonesta. Conheço essa táctica de contrapropaganda. O problema aqui não é o meu comentário, é o que esses vossos ídolos dizem e que vocês querem limpar fazendo coisas deste género. Quando o Elisio Macamo quer fazer trabalho de pesquisa a sério faz um post no fb a perguntar quem pode trazer os discursos de A ou B, sendo logo secundado pelo seu par habitual que vem aplaudir e diz que ninguém vai trazer? É assim que vocês estudam assuntos? Quando eu quero estudar vou pegar nas fontes e estudo-as eu. Se não existem fontes mais directas uso as mais próximas e cito essas. Porque não fazem isso?
Gosto · Responder · 3 · 12/12 às 22:22

Carlos Nuno Castel-Branco Gabriel Muthisse o teu post levanta dúvidas sobre as vossas intenções. Vocês querem estudar e discutir o assunto a sério - vão falar com os mais habilitados, que não são os utilizadores mas os "cientistas" da matéria, pesquisem e discutam. Se a ideia é privar que a maioria não sabe o que está a dizer, para "normalizar" o anormal, este método que vocês estão a seguir é o mais adequado.
Gosto · Responder · 1 · 12/12 às 22:25

Gabriel Muthisse Mas eu já estou satisfeito. Por enquanto. Embora continue à espera que alguém, desses que fazem uso dessas "citações", que seja particularmente honesto, ha-de partilhar conosco onde as viu
Gosto · Responder · 2 · 12/12 às 22:27 · Editado

Carlos Nuno Castel-Branco Eu já partilhei para além do vosso pedido - disse-vos quem são os analistas dos discursos. Vai lá ter com eles. Porque razão, Gabriel Muthisse, alguém vai andar atrás de ti e do Elisio Macamo para vos dar citações que vocês podem aceder facilmente - ou na imprensa, ou na rádio e TV, ou nos documentos oficiais ou através dos estudiosos dos discursos políticos que fazem o registo e análise histórico desse material. Se quiseres saber tudo o que foi escrito sobre a economia nacional não vais à biblioteca? Então faz o mesmo aqui. Ou será que só te interessa provar - víciosamente - que as pessoas não sabem o que dizem quando criticam esses "heróis"?
Gosto · Responder · 3 · 12/12 às 22:31

Adilson Mahomed Tajú Há informações que não são de domínio e acesso público e ou para se obter é um processo...

Mablinga Shikhani "Quem tem dúvidas são vocês"? Já "vocês" hi mháni? Yúuuu!!! Lêswi swa'haya malhwêni??? Hi mpéla swi tlhúla mpímu...
Gosto · Responder · 2 · 12/12 às 22:37

Gabriel Muthisse Já nos entendemos, Carlos Nuno Castel-Branco. Tu nunca viste, directamente, afirmações como as que Elisio Macamo refere no seu post. Pode ser que as tenhas visto em estudos de Sérgio Chichava ou de Luís de Brito. Embora tu mesmo não tenhas muita certeza sobre isso...

Mas seja como for, abandona um pouco esse hábito de qualificares os outros, ou de veres intenções estranhas naqueles que discordam de ti. Isso não é diferente daquilo que críticas em Guebuza e outros. Afinal, há vida fora do facebook. E cacana também... E amizades sinceras, como a que nos une. E nesta crítica estou a ser sincero. Pela primeira vez não estou a normalizar nada. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Gosto · Responder · 2 · 12/12 às 22:48 · Editado

Carlos Nuno Castel-Branco Vou contar-vos uma história que aconteceu entre um general maconde histórico (não interessa quem era) e eu, no aeroporto de Maputo. Por acaso, cruzei-me com ele. Conhecíamo-nos das FPLM e, por isso, ele tinha um pouco de confiança apesar de eu ser apóstolo da desgraça. Por outras palavras, eu era um "apóstolo da desgraça nosso", como ele me disse. OK, ele estava preocupado porque os comerciantes tanzanianos compravam o excedente agrícola em Mueda e arredores e os comerciantes moçambicanos, incluindo ele, não conseguiam competir. A explicação dele era que os tanzanianos tinham bicicletas para vender e os moçambicanos não. Ele queria a minha opinião, como economista "nosso" - apesar de ser "crítico" - sobre como travar os tanzanianos. Eu sugeri que a única maneira de o fazer era os comerciantes moçambicanos serem melhores que os tanzanianos. Ele não concordou porque queria que os tanzanianos fossem impedidos de comprar excedentes aqui, deixando os camponeses à mercê dos comerciantes moçambicanos que não tinham para vender o que os camponeses queriam comprar. Eu perguntei-lhe qual seria a diferença entre fazer isso e o que os portugueses faziam com o algodão e o que generais como ele acusaram o Lázaro Nkanvandame de fazer. Ele ficou sem resposta e zangou. Eu não tenho esta conversa gravada. Não está num discurso. Isso significa que não existiu? Isso significa que esta conversa não tem influencia na minha maneira de pensar e de entender alguns processos económicos e políticos no país e o posicionamento de alguns desses heróis? Não cito porque não tenho fonte que me permita citar. Mas a conversa existiu. Agora, eu ainda não disse que não sei onde estão as fontes para as vossas perguntas. Só disse o que digo a muita gente que quer estudar ou escrever sobre Moçambique - onde ou com quem devem contactar que tem melhores registos ou tem as fontes ou seja o que for. Isso demonstra que cito sem saber? Ou demonstra que quem quer que vá procurar, sobretudo quando o tal querer não parece ser assunto sério?
Gosto · Responder · 9 · 12/12 às 22:48 · Editado

Carlos Nuno Castel-Branco "As coisas não aparecem de uma única vez..." a não ser quando a bolha económica explode e depois implode, como andámos 3 ou 4 anos a dizer que ia acontecer e como poderia ser evitado. Nessa altura, quando a economia entra em supernova, tudo acontece de uma vez.
Gosto · Responder · 1 · 12/12 às 22:51

Carlos Nuno Castel-Branco Gabriel Muthisse o que te permite concluir que nunca vi directamente mas apenas em estudos deste ou daquele? Terei dito isso ou estás a deturpar o que eu disse?
Gosto · Responder · 12/12 às 22:53

Gabriel Muthisse Carlos Nuno Castel-Branco, se eu acusar, insistentemente, de um acto indigno uma figura pública, daquelas figuras que as suas afirmações são gravadas ou registadas em jornal, tenho a obrigação de trazer a gravação e a transcrição quando alguém me questionar.

Isso é diferente de analisar uma conversa que eu tiver tido com um dos meus pais de Madzukane. Figura pacata e anónima. Ninguém, de bom senso, me exigiria que provasse com gravação ou com transcrição. Claro que, se eu acusasse de algo indigno, susceptível de demonizar esse meu pai (não biológico, entenda-se) as pessoas teriam legitimidade de exigir testemunhas ou outras provas de que esses factos aconteceram realmente. Vês a diferença, meu amigo?
Gosto · Responder · 12/12 às 22:57 · Editado

Carlos Nuno Castel-Branco Se me perguntares, Gabriel Muthisse, pelos estudos sobre a indústria de caju que foram feitos neste país, penso que o melhor que posso fazer é dizer onde é mais provável que eles estejam todos concentrados, se eu souber. Quer isso dizer que não li esses estudos? Não, não quer dizer isso. E sabes bem que não. Mas vou jantar em vez de estar aqui a perder tempo. Tenho trabalho para fazer que não é para "normalizar" nada.
Gosto · Responder · 12/12 às 22:57

Gabriel Muthisse Bom jantar, Carlos Nuno
Gosto · Responder · 12/12 às 22:57

Carlos Nuno Castel-Branco Gabriel Muthisse és advogado de defesa dessa figura pública? Estamos em tribunal? Se não, porque é que eu ou qualquer outra pessoa tem a obrigação de responder a questões que tu colocas, cujas respostas estão acessíveis onde foram publicadas - seja em livros, entrevistas, ou o que quer que seja. Já agora, libertar o país - long shot, mas enfim - dá direito a endivida-lo? Assumamos que na altura não tínhamos consciência dos possíveis impactos das nossas acções; mas o presente mostrou o que aconteceu - não seria digno dizer que nunca foi essa a intenção, que lamentamos os efeitos e estamos dispostos a colaborar na solução dos problemas causados, em vez de dizer que faria tudo igual, de novo, em circunstâncias idênticas? Nunca aprendemos? Ou essas declarações também não foram feitas?
Gosto · Responder · 2 · 12/12 às 23:04

Carlos Nuno Castel-Branco Sim. É melhor ir jantar. Em breve convido-te para outra cacana.
Gosto · Responder · 2 · 12/12 às 23:05

Gabriel Muthisse Carlos Nuno Castel-Branco, Guebuza disse que as dívidas foram feitas porque ele libertou o país? É esse sentido que tu achaste do intróito do depoimento dele? Tens a certeza de que, intencionalmente ou não, não estás a puxar uma afirmação, feita num determinado sentido, para um outro em que seja mais fácil atacar Guebuza?

Sabes, meu amigo, podes não gostar de Guebuza, podes ter mágoas de algo que ele tenha feito, mas seria de bom tom que o interpelasses por algo que ele tenha, de facto, dito.

Deixa outros seguirem pelo caminho da truncagem das informações de outras pessoas. Posso te garantir que Guebuza não disse o que tu inferes e queres convencer os outros a aceitarem como facto
Gosto · Responder · 4 · 12/12 às 23:09
Ocultar 15 respostas

Carlos Nuno Castel-Branco Eu não disse que ele fez uma coisa por causa de outra. Eu não disse isso - não falei de causalidade. Só coloquei uma questão - será que o passado dá crédito histórico infinito para eu poder fazer o que eu quiser no futuro? Ter sido herói numa fase histórica iliba-me de responsabilidades por actos ilícitos numa outra fase histórica posterior? É essa a percepção? Essa é a minha questão. Não falei em causalidade nenhuma.
Gosto · Responder · 13/12 às 12:13

Gabriel Muthisse Outros, alguns dos quais tu tens "citado", apareceram a dizer que Guebuza colocou essa causalidade. Ao fazeres a afirmação acima, em forma de pergunta, poderia ser uma forma de dar legitimidade à interpretação que o Canal, o Savana, o Mediafax e outros fizeram. Daí a "citar" no futuro ficaria uma distância pequena. Costuma ser esse o truque para demonizar algumas figuras políticas, de parte de alguns sectores. Fazer-se uma leitura tergiversada que, depois, faz escola.
Gosto · Responder · 13/12 às 12:26

Carlos Nuno Castel-Branco Gabriel Muthisse eu não sou culpado pelas interpretações que jornais possam fazer. Se eu citar um jornal cito o facto não cito a interpretação desse facto pelo jornal. Se vamos chegar ao ponto de não podermos citar nada nem discutir nada porque pode ser confundido com a interpretação deste ou daquele, então está na hora de confirmar o Orwelismo em Moçambique. Deve ser por isso que um amigo comum nosso abandonou logo o debate quando percebeu que a procura de fontes não era a intenção da vossa pergunta.
Gosto · Responder · 13/12 às 13:34

Gabriel Muthisse Kkkkkkk kkkkkkk. Não sei a quem te referes! Qual é o amigo que abandonou o debate com tendências Orwelianas?

Imagino-te a citares o Canal de Moçambique sobre a causalidade entre lutar pela independência e contrair dívidas ilegais.... É preciso ter cuidado com a interpretação dos jornais, meu amigo. Se queres citar com honestidade, procura ver o que as pessoas disseram, de facto. É isso que Elisio está a pedir. Para não correr o risco de citar tergiversacoes do Canal de Moçambique e de outros, e apresenta-las como factos. Não são poucas vezes que isso ocorreu. Até com investigadores respeitados
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 13:42 · Editado

Carlos Nuno Castel-Branco Gabriel Muthisse lê o meu comentário e entende o que eu disse. 1) não me imagines a fazer coisas que não fiz. Vê o que fiz. A minha questão é: qual é a relevância de alguém ter lutado há 50 anos para explicar a sua decisão e prática de violar a constituição e a lei num assunto específico relacionado com a dívida ilícita? Será que o passado de herói dá crédito histórico que pode ser usado infinitamente? Quer dizer, será que ter sido herói há 50 anos iliba a pessoa de actos ilícitos actuais? Ninguém perguntou nada sobre onde estava a pessoa há 50 anos. Perguntaram sobre a dívida ilícita. Como o canal interpretou isso não é meu problema. Eu fiz uma pergunta diferente. Porque não devo poder fazer essa pergunta, só porque no teu entender alguém a pode confundir com a interpretação do canal? É este processo de eliminar todas as possibilidades de pensar e perguntar porque qualquer pergunta ou dúvida pode ser mal Interpretada que conduz ao Orwelismo. 2) o nosso amigo comum abandonou o debate assim que percebeu que vocês não estavam à procura de fontes, genuinamente, mas estavam apenas numa acção de contrapropaganda. Ele deu uma fonte e foi logo atacado. Retirou-se com uma frase bem clara: terminado. Tem um bom dia. Já ganhaste o teu pão de hoje. Eu Ainda não.
Gosto · Responder · 13/12 às 13:50

Gabriel Muthisse Também ganhaste o teu dia. Os meus patrões hao-de ver que me bati bem. E me hao-de recompensar por isso.

Os teus patrões, também, Carlos Nuno Castel-Branco, hao-de ver que bem tentaste. Só que tiveste muitas dificuldades hoje. Nem todos os dias são iguais. Eles vão entender isso.

É só dizer-lhe que um dos propagandistas para além de amigo pessoal, foi treinado em Cuba. Eles vão entender as dificuldades que tiveste...

Kkkkkkk kkkkkkk. Diz-me, não é uma atitude Orweliana presumir que todos os que divergem contigo o fazem porque têm de mostrar serviço?

Até à próxima cacana
Gosto · Responder · 13/12 às 23:15 · Editado

Carlos Nuno Castel-Branco Dificuldade inventadas. Que dificuldades? De vos dar fontes? Que vocês nunca quiseram ter? Que vocês sabem muito bem onde estão? As dificuldades não estão comigo. As dificuldades estão na crise actual de um país que cita mal as fontes que nem são credíveis. Crise essa que só pode ter sido criada por citações mal referenciadas - deve ser isso que provocou a bolha económica e a sua explosão e implosão em curso. Dificuldades estão com os 3 milhões de novos pobres criados desde 2003, com uma economia que não tem como pagar o que deve lícita e ilicitamente, com a inflação demolidora ao nível da do pós-guerra imediato, 1993-94. Dificuldades são as de uma economia em que 20 empresas e 25 mil trabalhadores produzem 80% da taxa de crescimento do PIB e 90% das exportações e recebem 85% do investimento privado e 75% do investimento público. Dificuldades são os milhões sem emprego que se vendem por tuta e meia. Dificuldades é quando apesar de tudo isto gastamos o nosso tempo a chutar a bola para longe para forçar alguém a correr e depois nos divertimos com isso. Essas são dificuldades. Abraços e diverte-te.
Gosto · Responder · 13/12 às 14:10

Gabriel Muthisse Vão te pagar, Carlos Nuno Castel-Branco. Fica relaxado!
Gosto · Responder · 13/12 às 14:11

Carlos Nuno Castel-Branco Quem?
Gosto · Responder · 13/12 às 14:15

Carlos Nuno Castel-Branco Quando?
Gosto · Responder · 13/12 às 14:16

Gabriel Muthisse Tu é que falaste de eu já ter feito o meu dia! Ou de ter feito o meu pão! Pois, se era questão de fazer o dia, o de ganhar o pão, tu também o fizeste. Igualdade de circunstâncias, meu amigo!
Gosto · Responder · 13/12 às 14:19 · Editado

Carlos Nuno Castel-Branco Eu disse que ainda não tinha feito o meu. O meu está ligado a educação e pesquisa e não a chutar a bola para longe para tentar limpar a lama do campo.
Gosto · Responder · 13/12 às 14:20

Carlos Nuno Castel-Branco Ciao. Falamos ao jantar ou almoço, quando for possível para ambos.
Gosto · Responder · 13/12 às 14:21

Gabriel Muthisse Abraço
Gosto · Responder · 13/12 às 14:21

Carlos Nuno Castel-Branco Abraços

Sergio Serpa Salvador Uma discussão interessante! Vou fazer busca de alguns trabalhos sobre esta matéria. Já li algumas coisas. A partir destes trabalhos pode-se chegaram a fontes originais.
Gosto · Responder · 1 · 12/12 às 23:10

Gabriel Muthisse Aguardo pela cacana. Trago o Elisio se estiver cá...
Gosto · Responder · 12/12 às 23:13

Carlos Nuno Castel-Branco Eu não disse que ele fez uma coisa por causa de outra. Eu não disse isso - não falei de causalidade. Só coloquei uma questão - será que o passado dá crédito histórico infinito para eu poder fazer o que eu quiser no futuro? Ter sido herói numa fase histórica iliba-me de responsabilidades por actos ilícitos numa outra fase histórica posterior? É essa a percepção? Essa é a minha questão. Não falei em causalidade nenhuma.
Gosto · Responder · 4 · 12/12 às 23:13

Carlos Nuno Castel-Branco Certamente. Gostaria de ter a crítica do Elisio Macamo à cacana - a tua opinião já tenho. Abraços. E boas festas e boas saídas e entradas, e um ano de 2017 melhor para todos - melhor que 2016 não é muito difícil, mas ainda pode ser pior. Por isso desejo um melhor. Abraços.
Gosto · Responder · 2 · 12/12 às 23:16

Gabriel Muthisse É que há muita gente, até artigos de jornais, que dizem que ele estabeleceu essa relação causal. E o homem tem estado a ser desancado por algo que não disse. E quando vi a tua colocação, presumi que também estivesses a sugerir que encontraste essa relação de causalidade no depoimento dele.
Gosto · Responder · 12/12 às 23:16

Gabriel Muthisse Abraços
Gosto · Responder · 12/12 às 23:17

Elisio Macamo por favor, quem tiver estas entrevistas ou discursos! não precisam de ter medo que surja uma defesa do filho menos querido da nação que vai abalar convicções. verdade é verdade e não precisa de advogados. já passaram os tempos em que éramos protegidos da alienação ideológica pela vanguarda do povo. liberdade significa avaliar por si próprio.
Gosto · Responder · 12 · 12/12 às 23:29

Mablinga Shikhani Um bom professor (humilde, simples) não hesita: refere onde leu ou onde ouviu. Estas voltas lembram-me um trecho de Luís Bernardo Honwana "Nós Matamos o Cão Tinhoso":

"O cão tinhoso tinha uns olhos azuis..."

De repente o escritor vai sair no Satungira News por ter escrito aquilo...
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 0:11 · Editado

Rildo Rafael Elisio Macamo: Este pedido: Vai terminar sem resposta....Se calhar se podia (por hipótese) colocar de outra forma o pedido:
Pedido
Se alguém tiver as entrevistas ou discursos em que Mariano Matsinhe, Jacinto Veloso e Alberto Chipande (NÃO) reclamam o direito de enriquecimento por terem lutado pela pátria e Armando Guebuza, o filho mais (QUERIDO) da pátria, (NÃO) fala dos apóstolos da desgraça ou do Facebook como fábrica de sonhos agradecia que me facultasse. Obrigado.
Mesmo assim, podemos terminar sem resposta:
O debate esta quente
Abraços!!!
Gosto · Responder · 2 · 13/12 às 0:13 · Editado

Rogério Sitoe Bom nunca quis entrar na natureza desses debates. Mas quero acreditar que Elisio Macamo está a fazer uma pergunta honesta para fins honestos. Assim eis minha singela contribuição: parte destes ditos, Elisio foram feitos em discursos soltos e não transcritos. Alguns eu ouvi pessoalmente ,. Sugiro que Elisio faça alguma pesquisa na RM e TVM. Vou dar uma pista. Procure na Tvm ou RM a intervenção do P Guebuza quando médicos Chineses fizeram operação a cataratas no HCM e a dado momento em crítica aos críticos disse mais ou menos obseguinte" vá tsikene howlita anta" . A outra foi no final duma visita creio aos EUA ( não tenho a certeza) Rm é um fonte , quando em resposta aos críticos disse mais ou menos o seguinte" ficam no bares e... Qualquer coisa como a ficarem críticas absurda" . Resumindo Elisio. Os discursos como este tipo de abordagem, creio, nunca foram reportados tal como na conversa com os chineses. Portanto busque referências dos períodos, peça a RM e TVM, seguramente encontrará alguns.
Gosto · Responder · 8 · 13/12 às 1:11

Rogério Sitoe Sobre " apóstolos da desgraca" recordo-me que isso foi lido num discurso , creio que no CC . Eu ouvi. Tinha essa obrigação de ouvir os discurso , afinal era director editorial do Noticias. Pode consultar uma fonte interessante, uma das pessoas que escrevia os discursos e que Elisio conhece. Se não liga-me. Lembro -me como me senti desconfortável nesse dia. Não creio que algo como isto esteja escrito, pode ter sido um encherão de improviso
Gosto · Responder · 6 · 13/12 às 1:12

Elisio Macamo obrigado, Rogério, essas são referências úteis. o problema da citação fora do contexto é complicado, mas há técnicas para lidar com isso.

Gabriel Muthisse Rogério Sitoe, o ponto não é se falou de "fábrica de sonhos". A questão é em que contexto isso foi dito. A interpretação que se faz é honesta? Isso só se pode ver trazendo a gravação ou uma transcrição da afirmação.

A questão não é se disse ou não que participou na luta armada. A questão é aferir se a causalidade que se estabelece entre essa participação e as dividas está correcta. E isso só pode ser aferido vendo as circunstâncias e as palavras que enformaram essa afirmação.

A questão não é se Chipande falou em combater e ficar rico. A questão é se a causalidade que as pessoas estabelecem está certa ou não. Estão a ser honestas quando desancam Chipande na base da interpretação que se faz? Só podemos aferir isso avaliando a gravação ou a transcrição rigorosa.

Creio que é isso que Elisio Macamo pede. Trazer palavras soltas não ajuda muito
Gosto · Responder · 2 · 13/12 às 1:23 · Editado

Elisio Macamo sim, é isso. quero saber em que contexto exacto disseram isso. infelizmente, uma parte do jornalismo não é cuidadosa nestas coisas.
Gosto · Responder · 13/12 às 9:00

Estevao Mabjaia Elisio Macamo, apenas por curiosidade, e se me é permitido perguntar, em que é que saber o contexto ajudaria?
Gosto · Responder · 13/12 às 9:07

Elisio Macamo sério? imagine que é citado por aí como tendo dito à sua namorada que ela ia o matar, no dia seguinte é vítima dum atentado e depois o mundo vem a saber que disse isso referindo-se ao prazer que ela lhe estava a dar? peço desculpas pelo exemplo gráfico.
Gosto · Responder · 7 · 13/12 às 10:00

Estevao Mabjaia Entendo. Não podia estar mais claro agora... o desenho (gráfico) foi super didático e instrumental ainda que a clareza tenha chegado da leitura das entrelinhas.

Rogério Sitoe Grabriel Mutisse . Pode ser uma questão hermenêutica da minha parte. Não entendo que Elisio pedisse contexto algum. Entendi que ele pedia se alguém tinha discursos em que o antigo PR " fala dos apóstolos da desgraca etc etc . Estou a ler o que foi pedido e não o que está subjacente...então eu quis ajudar a pesquisa dele nesse sentido fornecendo possíveis e credíveis fontes
Gosto · Responder · 8 · 13/12 às 1:30

Elisio Macamo quero as fontes originais para entender o contexto.

Rildo Rafael Pedido
Se alguém tiver as entrevistas ou discursos em que Mariano Matsinhe, Jacinto Veloso e Alberto Chipande reclamam o direito de enriquecimento por terem lutado pela pátria e Armando Guebuza, o filho mais odiado da pátria, fala dos apóstolos da desgraça ou do Facebook como fábrica de sonhos agradecia que me facultasse. Obrigado.
Gosto · Responder · 6 · 13/12 às 1:31

Gabriel Muthisse Sim, Rogério Sitoe. Discursos. Creio que viste, lá acima, um trecho sobre "fábrica de sonhos". Qualquer pessoa que lê aquele trecho, um pouco desenvolvido, não chega à conclusão muito espalhada, de que Guebuza seria contra as redes sociais. Trazer os discursos ajuda, claramente, a contextualizar, impedindo que cada um coloque essas palavras da maneira que lhe convier.

Rogério, viste de certeza, a interpretação que o Canal de Moçambique fez da afirmação de Armando Guebuza de que tinha fugido, sido preso e participado na luta de libertação. Achas que foram honestos? Se não veres uma reprodução objectiva do que se disse poderias, até, comprar a falsificação do Canal.
Gosto · Responder · 2 · 13/12 às 8:23 · Editado

Gabriel Muthisse Trazer os discursos e as entrevistas é fundamental. Trata-se de figuras públicas. O que disseram foi gravado. Pelo menos os aspectos que Elisio Macamo pede.
Gosto · Responder · 2 · 13/12 às 1:39

Rogério Sitoe Bom Gabriel Mutisse. Não estou ainda a fazer o juízo de valor sobre o que pretensamente foi dito ...ou não. Não tenho intenção de o fazer, pelo menos aqui. Estou, simplesmente , a fornecer possíveis fontes onde isso pode ser encontrado e estou a afirmar que por obrigação profissional o que eu escrevi aqui, ouvi, por isso as pistas de fontes. Mais foco-o sob inteira franqueza que Elisio quer analisar tais discursos.
Gosto · Responder · 4 · 13/12 às 1:44

Gabriel Muthisse Sim, quer analisar os discursos. Então, quem os tiver poderia traze-los. Para todos podermos le-los e, objectivamente, aferirmos o que foi dito. E não ficarmo-nos no que alguns querem que concluamos que foi dito.
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 1:47

Rogério Sitoe Fechado
Gosto · Responder · 3 · 13/12 às 1:47

Jaime Langa Voces Pah! Kkkkkkkk
Gosto · Responder · 13/12 às 8:58

Armindo Chavana Li as reportagens da audiçäo de Guebuza na CPI publicadas no Canal e no Savana que eram uma autêntica distorçäo da verdade. Mentir sobre o homem já näo deve ser pecado, nem na imprensa, nem na academia.
Gosto · Responder · 3 · 13/12 às 10:36

Elisio Macamo eu pensei que as audições fossem confidenciais.
Gosto · Responder · 13/12 às 12:06

Gabriel Muthisse E são, Elisio Macamo. Uma certa figura, que foi heroicizada no processo terá, em minha opinião, propiciado os leaks. Pode ter havido a convicção de que se iria controlar a circulação do depoimento de Guebuza, a coberto dessa confidencialidade. Controlada a circulação do depoimento, as leituras truncadas que certa imprensa começou a fazer, fariam escola. Daí, académicos passariam a "citar" que Guebuza disse que lutou, por isso tinha legitimidade de fazer dívidas ilegais. Só que o depoimento acabou circulando profusamente. E essa leitura falsa acabou caindo. Ou está a cair porque algumas pessoas ainda acreditam que Guebuza disse isso.
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 12:32

Elisio Macamo isso é grave. muito mesmo. a imprensa está a fazer o seu papel, mas quem fez o "leak" devia ter vergonha de si próprio.
Gosto · Responder · 2 · 13/12 às 12:37

Gabriel Muthisse Nem a imprensa fez o seu papel. Mentiu escandalosamente. Em muitos aspectos. Como o tem feito em relação a outras afirmações, desta e de outras figuras públicas
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 12:39

Elisio Macamo mentir, para alguma imprensa, faz parte do papel...
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 12:39

Gabriel Muthisse Pois....

Rildo Rafael Há muito "desvio" em relação ao pedido do Elisio Macamo: Me parece que o debate se circunscreveria nas entrevistas e ou discursos em relação reclamação ao direito de enriquecimento por terem lutado pela pátria e, sobre os apóstolos da desgraça ou do Facebook como fábrica de sonhos...Onde entra o CPI aqui? Acho que a discussão deve recair sobre o que é uma fonte e todo o seu desdobramento, quer sob a perspectiva "documental", jornalística e histórica. O Rogério Sitoe avançou algumas nuances! Resta saber se o interesse do Elisio Macamo (o pedido) apenas pretende capatar entrevistas e ou discursos "formais" e não excertos de entrevistas e discursos que alguns afirmaram (ter ouvido e presenciado)....O que achas Elisio Macamo das referências sugeridas? Um abraço!! Estou acompanhar o debate!!!
Gosto · Responder · 2 · 13/12 às 13:15 · Editado

Rildo Rafael VAMOS INVERTER O PEDIDO: Se alguém tiver as entrevistas ou discursos em que Mariano Matsinhe, Jacinto Veloso e Alberto Chipande (NÃO) reclamam o direito de enriquecimento por terem lutado pela pátria e Armando Guebuza, o filho mais (QUERIDO) da pátria, (NÃO) fala dos apóstolos da desgraça ou do Facebook como fábrica de sonhos agradecia que me facultasse. Obrigado.
Mesmo assim, podemos terminar sem resposta:
O debate esta quente
Abraços!!!
Gosto · Responder · 13/12 às 13:16

Elisio Macamo debate, Rildo? debate isto? eu quero citações originais, alguém me diz para quê, não é preciso, tenho que ler mais interpretações porque querer o original é suspeito. era assim que se calavam os "reaccionários" nos tempos gloriosos. as dicas do rogério são úteis.
Gosto · Responder · 2 · 13/12 às 13:17

Nelson Mugabe Querido Elisio Macamo que tal tratar essas entrevistas ou esses discurso como um mito que produzem algo que eu não sei, mas que estou ciente que você procurará nos elucidar.
Gosto · Responder · 13/12 às 14:55

Rildo Rafael Se tivermos por hábito o esforço de documentar e ou registar entrevistas e ou discursos podemos ter respostas ao pedido! Mas também podemos ter as falas registadas sobre as entrevistas e ou discursos (probabilidade)...ter ou não ter as entrevistas e ou discursos)....Resta-nos evitar afirmações do estlilo "ninguém vai trazer"; Não existem!...Uma afirmação deste tipo pode "afugentar" pessoas que pretendem responder positivamente ao pedido ou ainda dizer que não existiu ou não existem evidências de entrevistas e discursos....Este pedido esta exigir muito labor...Pedido é mesmo pedido: Deixem as pessoas, só mesmo elas responder somente ao pedido!
Gosto · Responder · 13/12 às 16:30

Osvaldo Jocitala "Sou um fã incondicional de AEG" (Elísio Macamo). "Nuno Castelo-Branco deve ser indubitavelmente bom Professor e até é paciente demais_DESCANSE Professor" (Osvaldo Jocitala). Há memórias bastantes que se alimentam do passado sozinhas sem precisarem de recursos "bibliográficos" e da "boa" vontade dos "vizinhos" (Idem).
Gosto · Responder · 14/12 às 7:06

Elisio Macamo receio não ter percebido o seu comentário, Osvaldo Jocitala. agradecia também que me refrescasse a memória dizendo-me onde extraíu a citação que me atribui.
Gosto · Responder · 14/12 às 11:14

Osvaldo Jocitala Entre esta citacao e a frase "(...) fã confesso de Guebuza(...)", havera alguma dissemelhanca. Havendo, recomende-me que a substitua por esta segunda("fa confesso de Guebuza"). Achei-a no seu post intitulado "Leitura e Interpretacao", na penultima linha do primeiro periodo...
Gosto · Responder · 14/12 às 13:31

Elisio Macamo o que fez é intelectualmente desonesto e nem parece ter consciência disso. se eu não o tivesse interpelado esta frase ia percorrer meio mundo como minha. é sobre isso que falo nestes posts. há uma grande diferença entre "confesso" e "incondicional". cansa discutir com gente que distorce o que se diz. não posso passar o meu tempo aqui no facebook a corrigir o que não disse. e continuo a não perceber o seu comentário.
Gosto · Responder · 1 · 14/12 às 14:02

Osvaldo Jocitala Nao quer me parecer que tenha sido desonesto, Professor! Se tiver percebindo assim, peco imensas desculpas. Com respeito. Osvaldo
Gosto · Responder · 14/12 às 16:07

Elisio Macamo é desonesto citar-me mal e não reconhecer a gravidade do erro. até neste comentário não reconhece o erro. ser fã incondicional de alguém não é o mesmo que ser fã confesso. isso vai até contra o que escrevi no texto, pois disse que apesar de ser fã confesso critico-o. onde foi buscar o "incondicional" numa frase tão clara como essa? e ainda não me respondeu à questão do que queria dizer no seu comentário.
Gosto · Responder · 2 · 14/12 às 16:16

Osvaldo Jocitala Confesso que nao lhe citei mal...foi propositado, porque as duas frases em termos de "alcance/fim ultimo" continuam me parecendo dizerem a mesma coisa...'E como morrer e falecer__na minha opiniao. 'E justamente aqui aonde nao vejo alguma desonestidade da minha parte, Professor. De qualquer modo, continuas sendo alguem de cujos escritos, devem continuar a serem lidos. Abracos, Professor!
Gosto · Responder · 14/12 às 16:59

Elisio Macamo desculpe-me, mas se não vê a diferença não creio que gostaria de continuar a interagir consigo aqui.

Mussa Abdula Monopolizar debate e não dizer-se nada. Gente graúdo comporta-se assim tambem?
Vakithi.
Elisio Macamo
14/12 às 11:16 ·

Perguntas de jornalista

Não queria insistir muito neste assunto, mas a discussão que o meu pedido de fontes originais despoletou obriga-me a partilhar algumas inquietações a respeito da qualidade da discussão pública. Há um problema grave de compreensão nas nossas discussões. Fiz a contabilidade do meu tempo de discussão no Facebook e cheguei à conclusão de que passo mais tempo a explicar o que não disse, a corrigir más interpretações do que disse, a explicar porque a minha simpatia por fulano ou beltrano não interefere com os méritos das questões levantadas, a esclarecer o que está em causa no post e, felizmente com menos frequência ultimamente, a chamar a atenção das pessoas para observarem padrões mínimos de decência na discussão do que realmente a melhorar o raciocínio em relação a alguma questão. Não discutimos os méritos das questões. Discutimos em torno das questões.

No post sobre “leitura e interpretação” terminei dizendo algo que pode ter passado despercebido a muita gente. A minha questão não é de negar que Chipande tenha dito isto ou aquilo, ou que não fosse capaz de dizer o que se diz que ele disse. A minha questão é de respeitar o que as pessoas realmente disseram e discutir isso. O que acontece, porém, é que muitas vezes o que as pessoas disseram é-nos transmitido por pessoas com grandes dificuldades de leitura e interpretação e, o que é ainda mais grave, muitas vezes têm uma agenda política a cumprir. Fazer debate são num ambiente em que as coisas são truncadas criminosamente é muito difícil. Vou ilustrar isso com o excerto da entrevista ao Jacinto Veloso que reproduzi ontem. A minha atenção vai para a qualidade das perguntas do jornalista. Aí vai o excerto de novo:

“D – Todos os antigos combatentes de primeira linha são os mais ricos do país, são donos de grandes empresas e participações em empresas, num país onde a população continua muito pobre. Será que não lutaram para os seus próprios interesses?
JV – Quando diz que esqueceram aquele pacato cidadão, isso não é bom, é um aspecto negativo. Se o libertador da paz esqueceu o pacato cidadão isso não é bom. Portanto, isso é condenável. Agora, se o libertador tem condições para organizar sua vida de maneira honesta e ganhar dinheiro isso é outra coisa. Não lutamos para ser pobres. Seria injusto demais, sobretudo para os moçambicanos que foram oprimidos e torturados. Então, dizer que agora que libertei o país quero ser pobre, isso não é correcto e não faz sentido.
D -Mas há fosso entre ricos e pobres…”

A resposta a uma pergunta deste tipo, qualquer que seja, autoriza qualquer tipo de interpretação. Faz isso porque é uma pergunta viciada. Ela obriga o entrevistado a concordar com as suas premissas, o que vicia toda a resposta que ele der. Vamos por partes. A primeira frase faz duas afirmações controversas (TODOS os antigos combatentes de primeira linha são os MAIS ricos do país). Comigo a entrevista não arrancava porque eu ia pedir ao jornalista para me provar que todos os antigos combatentes de primeira linha são os mais ricos do país. Podem ser, não sei, mas justamente por isso precisaria de saber onde o jornalista foi buscar essa informação para eu poder responder com conhecimento de causa. O bom senso diz-me, porém, que é PROVÁVEL que MUITOS antigos combatentes de primeira linha ESTEJAM entre as pessoas mais AFLUENTES do país. Só que são coisas diferentes.

A frase continua com uma armadilha argumentativa. O jornalista diz que os antigos combatentes são donos de grandes empresas e [têm] participações em empresas NUM PAÍS ONDE A POPULAçÃO CONTINUA MUITO POBRE. Mais uma vez, TODOS os antigos combatentes de primeira linha são donos de grandes empresas e têm participações em empresas. Não sei se é verdade. Eu não aceitaria responder a uma pergunta assim formulada. Mais discussão aqui. Mas, ok, a armadilha argumentativa vem na forma como ela conclui a frase: num país onde a população continua muito pobre! Ou por outra, o jornalista constrói um cenário de imoralidade que coloca todo o indivíduo bem sucedido (não importa como por enquanto) na defensiva. Não é por acaso que Chipande explodiu quando confrontado com o mesmo tipo de interpelação. Pode haver uma relação de causa e efeito entre a riqueza de uns e a pobreza de muitos outros, mas essa relação não deve ser apenas dada por adquirido. Precisa de ser explicada. Quando ela aparece assim de rompante numa entrevista as coisas ficam complicadas.

A cereja no bolo que a pergunta do jornalista se tornou está naquilo que é a pergunta de frente: será que não lutaram para os seus próprios interesses? Aqui se o entrevistado disser “não, não lutamos pelos nossos interesses” vai estar mesmo assim a dizer que sim, lutaram pelos seus próprios interesses, pois ele aceitou as premissas problemáticas contidas na pergunta. Ele aceitou que todos são ricos e donos de grandes empresas num país onde a maioria é pobre, o que é incorrecto e imoral, pois a riqueza de uns é sempre a pobreza da maioria. Você não tem salvação numa entrevista deste género. Você está lixado.

Jacinto Veloso responde, mas pelo teor da sua resposta é evidente que a pergunta do jornalista conteve mais elementos que ele preferiu não reproduzir. Mas não é o que me interessa agora. Interessa-me a reacção do jornalista à resposta do seu entrevistado: Mas há fosso entre ricos e pobres... Aqui as coisas mudaram completamente. A questão não é mais de saber porque lutaram os antigos combatentes. Agora a questão é de saber como ele explica o fosso entre ricos e pobres, o que é uma forma indirecta de dizer que a riqueza de todos os antigos combatentes é imoral. E esta é, na realidade, a verdadeira pergunta, não o fosso entre ricos e pobres...

No curso mafiado de jornalismo que eu fiz aprendi a não entrevistar desta maneira porque isso é manipulação de opinião. Na Pérola do Índico, aparentemente, tudo vale desde que o objectivo seja nobre. O objectivo é nobre quando o assunto é denunciar os maus. Os maus são todos aqueles com quem não concordamos.

No fundo, porém, o problema é dos leitores. Enquanto houver gente que se considera séria a tratar publicações como o Canal de Moçambique e Verdade, só para dar dois exemplos extremos, como jornais sérios vai ser difícil ter melhores discussões na esfera pública. Quem quiser colocar o “Notícias” ou o “Domingo” no lugar desses dois, faça o favor, não é meu assunto, nem importa.

Jose Luis Barbosa Pereira Professor Elisio...sem comentários. Bem explicado.
Gosto · Responder · 1 · 14/12 às 11:47

Lenon Arnaldo Tenho muitas dúvidas se, o(s) jornalista(s) que coloca estás questões/perguntas tem noção e alcance do que pergunta , tipo de resposta que espera do entrevistado. Ou, às faz como lhe MANDAM FAZER, pontapeando todas regras do jornalismo .

As perguntas feitas, regra, são todas elas indutivas.

É só ver as entrevistas feitas pelo Canal de Moçambique a DHL,estranhamente, todas conduzidas pelo seu editor mor - quando ele não obtém a resposta que ele previamente concebe, pega na resposta por ele concebida e transforma em pergunta para obter a concordância - ora bolas.

E, infelizmente é um jornal lido e não por pouca gente.
Gosto · Responder · 1 · 14/12 às 12:35

Grácio Dos Inguanes CanalMoz será mesmo um jornal? Ou é uma pilha de papéis gigantescos decorado de parangonas e caracteres!!!?
O nosso jornalismo precisa de um up grade e para isso precisa antes de existir. Não sei se existe jornalismo no nosso feudo!!!

Américo Matavele Normalmente leio tudo o que o prof Elisio escreve, pois aprendo muito, e disse para comigo que só vou comentar quando eu "passar" desta classe. Ainda não passei, mas como um bom aprendiz, entro aqui para o exame. Indo ao post, eu acho que a questão da esfera pública (influente) em Moz, é exactamente a substituição dos factos pela intuição. Muitos de nós usamos mais a emoção para testar factos, e se estes não rimam com a nossa emoção, fazemos tudo o esforço para que assim seja. Agora não há mérito discursivo, não há factos que sirvam de balizas. As balizas já estão definidas e tudo o que vier depois deve caber nessas balizas. Se for grande demais, vamos truncá-lo, dobrá-lo, amassar e até encolher para poder caber nas nossas balizas. Factos? Vamos construi-los mais tarde, depois de terem passado pela triagem emocional para se adequar ao que nos "deixa a frente" e nos faz "ganhar" na esfera pública. Essa qualidade do jornalista que o Professor nos mostra, é exactamente uma referência para muita gente que emocionalmente já tem balizas julgadoras e o respectivo culpado, só esperando os factos para transformá-los e servir ao público.
Gosto · Responder · 6 · 14/12 às 12:44

Gito Katawala Of all people, this comment came from Américo Matavele, ele mesmo, o próprio a chamar a atenção ao uso de "factos" e não emoção. Hehehehe!!!!
Gosto · Responder · 14/12 às 21:46 · Editado

Mablinga Shikhani Gito Katawala again?Ver Tradução
Gosto · Responder · 1 · 14/12 às 21:17

Gito Katawala Hehehehe, yes Mablinga! Some people pretend to have amnesia... Hehehehe!!Ver Tradução
Gosto · Responder · 14/12 às 21:45

Mablinga Shikhani Gito Katawala you for instance?Ver Tradução
Gosto · Responder · 14/12 às 22:54

Joao Jone Chicote No anúncio dos resultados que deram escolha para SG da ONU (o nosso amigo Tuga), um Jornalista perguntou: o que vão explicar a milhões de mulheres que esperavam por uma vitória feminina? Quid iuris?
Gosto · Responder · 20 h

Joao Jone Chicote Parece que os jornalistas do mundo inteiro não dominam as regras... Fácil é dizer.

Carlos Viegas Nunes 1-Esse tipo de preocupação que o profº Elisio transparece com a opinão publica e com o papel dos jornalistas na trasnmissão de uma mensagem é completamente estéril, porque os jornais não são tribunais , nem advogados de ninguém ! É um completo exagero a sua preocupação e dá a entender que as pessoas não têm intelecto para formularem opiniões e entendimento sobre os assuntos ! Precisam sempre de tradutores e explicadores dos assuntos ! Isso é pura demagogia ! Os jornais tem suas linhas editoriais e seus publicos e para eles devem trabalhar ! 2 - Sobre a pergunta em concreto , percebo que certa "casta" de Moçambicanos não gostam das questões postas dessa maneira , porque os atinge e sobretudo o assunto do enriquecimento através do aproveitamento do previlegio do poder politico ! Isso é obvio e é transversal a todos os governos, sejam eles Africanos, Asiaticos ou Europeus ! Em português diz -se que quem mexe no mel e não chupa os dedos é parvo e o General Jacinto Veloso ( Antigo Piloto e desertor da Força Aerea Portuguesa ) explicou isso claramente . Só que em Moçambique não se chupam os dedos para arranca-se o mel todo !
Gosto · Responder · 3 · 14/12 às 14:22

Elisio Macamo obrigado. é sua opinião. vai perceber que não me interesse mantê-lo aqui como amigo. o seu tom desagrada-me. cumprimentos

Sergio Buque Esse tipo de jornalismo feliz ou infelizmente , existe em todo lado , é só ver a entrevista que anda nos watsaps feita pelo jornalista #Simião_Panguana á #Afonso Dlakama .
Gosto · Responder · 14/12 às 14:33

Buene Boaventura Paulo Recordando: "Em caso da vitória da Renamo todos os machanganas serão deportados para África do Sul". Terá sido uma destas más interpretações dos jornalistas cá da pérola?
Gosto · Responder · 14/12 às 17:07

Juma Aiuba Prof. Elisio Macamo, eu não li o teu post sobre leitura e interpretacao, mas concordo o que diz aqui. E eu vou mais longe: de facto, eu não responderia a estas perguntas. Estas e muitas outras que tenho visto por aí. Primeiro, porque se todos os "combatentes da linha da frente" fossem ricos e donos de empresas, então, Moçambique seria um país muito rico. Estou aqui a contar os "combatentes da linha da frente" e não consigo terminar. Segundo, o que é exactamente ser "combatente da linha da frente"? Quantos são? Quais são as empresas? Outra coisa: esses senhores precisam de saber o que vao falar nas entrevistas antes de irem a tal entrevista. Se for necessario, se assessorem.
Gosto · Responder · 3 · 14/12 às 19:30

Joao Jone Chicote Não leu mas concorda. Obrigado!
Gosto · Responder · 20 h

Elisio Macamo ele escreve que concorda com o que está escrito aqui. por favor!
Gosto · Responder · 20 h

Juma Aiuba Não se fala do diabo. Depois do comentário do Joao so posso dizer que concordo com o seu post sobre "leitura e interpretação". Melhor exemplo que este não podia existir.

Mablinga Shikhani Touché! Os jornalistas ja vêem com as respostas alinhavadas. Boa parte das perguntas ja estao inquinadas para o que o jornalista acha estar certo ou como deve ser. Isto é: nao pergunta para saber, mas pergunta para confirmar. Hà algo de errado nisso? À princípio não. Mas quando se assiste a utilidade, ou perniciosidade do resultado de tal comportamento é assustador.

Muitos jornalistas colocam-se por cima da verdade e da lei (above the law) e julgam a sociedade ao sabor do seu mercenarismo, político ou ideológico (?) ou pior: mercantilista.

A sociedade, fica por consequência disso: deformada com este mau serviço de cidadania.
Gosto · Responder · 1 · 14/12 às 20:53

Lenon Arnaldo Mercenarismo mercantilista, isso sim, do tipo monitoria da sociedade civil e ONG
Gosto · Responder · 1 · 14/12 às 21:18

Mablinga Shikhani Lenon Arnaldo nesta perspectiva ONGeana eu penso que desde que se inventaram as ONG's espiar tornou-se mais fácil e barato. Escancara-se as entranhas do país a estranhos em nome da participação. Todavia os resultados desta participação repousa em instituições no hemisfério Norte.
Olha-se para trás e nao se vê resultado palpável da accao das ONG's mas novas burguesias que alimentam o contraditório e se perfilam em ambições políticas a médio e longo prazos.
Mas isto é outro assunto.

Joao Jone Chicote Parece que o objectivo do debate é levantar os princípios e regras que norteiam o exercício da profissão jornalística, com um condão especial na condução das entrevistas. Infelizmente, dos comentários até agora publicados não vejo qualquer ideia se não ataques aos profissionais da comunicação social.
Outros então, concordam sem ter lido o "post" (bajuladores).
Gosto · Responder · 1 · 20 h

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Elisio Macamo
19 h ·



Ku bi-ha

Ser feio ou a qualidade do que é feio. Isso é em Xangan. Aplica-se esse termo no sentido normal de descrição do que não satisfaz certos padrões estéticos. Pode se dizer isso duma pessoa, dum animal, ou mesmo de objectos. O termo usa-se também do ponto de vista ético. Ser feio, nesse caso, é ferir padrões éticos ou morais. A este nível o termo “ku bi-ha” compete com o termo “ku yila” – que se refere ao que é tabú – para definir uma fronteira de comportamento que não pode ser ultrapassada. Sem ter estudado o assunto em profundidade – também por me faltarem os devidos recursos filosóficos – mas apoiando-me na sociologia do conhecimento diria que a diferença entre os dois termos é a diferença entre o que um indivíduo é capaz de discernir com recurso à razão (nesse caso, “ku bi-ha”) e o que o indivíduo deve aceitar como acto de fé (nesse caso, “ku yila”). Escusado será dizer que prefiro a razão à fé.

O uso xangan do termo “ku bi-ha” está dentro duma tradição filosófica longa. Refiro-me à tradição que discute o mal começando com Plotino lá do século III até, digamos, Hannah Arendt dos nossos dias. Nessa discussão o mal é visto como uma categoria residual do bem, isto é ele não existe em si, é apenas manifestação de imperfeição. A origem deste raciocínio é Platão com a sua distinção entre o que é físico e as formas assim como a prioridade que ele dá às formas como repositório da essência das coisas. O mal é a degenerescência do bem ou, simplesmente, a incapacidade de alguma coisa em corresponder aos padrões do bem. A noção “ku bi-ha” parece-me fazer algo que falta nesta discussão, nomeadamente representar o mal não como algo que pela sua natureza não corresponda ao bem, mas sim como algo voluntário. Isto é, alguém faz uma opção a favor do mal. Assim, o que é “feio” (mau) não é resultado acidental das coisas da vida, mas sim efeito de opção consciente. Não sei até que ponto isto poderia contribuir para resolver um dos problemas mais bicudos da ética e da teologia, nomeadamente a questão de saber porque existe o mal quando existe um Deus perfeito. Nem sei se essa questão continuaria a ser suficientemente inteligível.

Tudo isto é a propósito da forma como alguns de nós reagem ao infortúnio que se abate sobre os outros. Quando o líder da oposição é vítima de atentado ou alguém do seu partido morre de forma violenta longe do campo de batalha algumas pessoas festejam isso; quando, como é o caso agora, o ex-Presidente da República perde a sua filha, algumas pessoas também festejam e lamentam apenas que os tiros não tenham também acertado nele. Infelizmente, esta é a sina de figuras públicas e Moz não é excepção. Ser figura pública significa hipotecar a privacidade, expor a família ao vilipêndio e saber que onde outras pessoas podem esperar ouvir palavras de conforto a figura pública vai ter de também ouvir tiradas pessoais. Não deixa de ser feio no sentido xangan de alguém decidir transformar a dor de outros numa fonte de alegria e prazer. Quando isso acontece as coisas mudam um bocado. Já não são apenas as (boas) razões que as pessoas possam ter para odiarem alguém que interessam. É também a estabilidade da noção do bem nessa sociedade e o valor normativo que ela tem nas pessoas.

O que me inquieta nestas manifestações do que é feio (do mal) em Moz não é a sua mera existência. É a sensação com que fico de que o que é feio é, para utilizar categorias platónicas, em si uma forma. É a ideia de que possa haver perfeição dentro do mal. O mal disputa lugar com o bem como forma. Isto não é novo, claro. Não se põe termo a uma história contínua de brutalização e de ofensas à dignidade humana dum dia para outro. Leva anos, senão mesmo décadas. Só que tem que começar. E tem que começar como um acto voluntário da mesma maneira que ser mau é um acto voluntário. Ainda me lembro de algumas discussões que tive com algumas pessoas aqui mesmo quando anunciei que ia riscar da minha lista de amigos pessoas que partilham imagens violentas de pessoas acidentadas, imagens de agentes policiais em suposto ou verdadeiro estado de embriaguêz e de todo o tipo de imagem que não revele respeito pela dignidade humana. Algumas pessoas queriam manter a prerrogativa de documentar a sua indignação pela forma como os agentes policiais, por exemplo, ofendiam o uniforme que trajam. Não nos entendemos porque enquanto a sua moral é instrumental a minha, creio, é incondicional. Respeito é respeito. Político, ladrão, prelado ou mendigo merecem respeito como pessoas. O respeito que lhes é devido é o respeito que me é devido a mim próprio como pessoa. O respeito é à pessoa.

Se nos próximos dias você não constar mais da minha lista de amigos vai ser por uma de duas razões novas (que acrescento às outras que já publiquei no meu mural): você acha piada na dor alheia ou deixa que pessoas que acham piada na dor alheia se divirtam no seu mural. Isso é feio, “sva ku bi-ha”.


Rokia Traore - Sabali
Rokia Traores song Sabali, along with a beautiful slideshow of africa and its people.
youtube.com

Ricardo Santos Respeito. Sempre. Belo texto.
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Imelio Nhacundela Havia decidido me retirar deste convivio de redes sociais pelo motivo que o professor expos no texto. Me custa conviver com pessoas e muitas delas eram do meu apreço si comportando naqueles moldes mas decidi continuar e remover a todos da minha lista de " amigos " antes que se divirtam com a minha morte e desrespeitem a minha família no tal momento.
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Estevao Mabjaia Infelizmente coisas "sva ku bi-ha" acontecem de forma recorrente. E como bem referes, não há inocentes, excepto, claro, alguns casos. Mandela disse uma vez - creio que foi numa entrevista com Ted Koppel - que uma das coisas que distinguem os homens uns dos outros é a posse de princípios e a coerência e consistência com que se mantém esses princípios (parafraseio). Se uma uma coisa é "sva ku bi-ha" (por exemplo perda de ente queridos), para alguém que tenha princípios claros e se mantém coerente e consistente nesses princípios, essa coisa é "sva ku bi-ha", independentemente de quem perde o ente querido ou quem seja o ente perdido.
Hoje falta empatia nas pessoas. Hoje as pessoas deixam-se consumir pelo ódio por vezes meritoriamente infundado que nutrem por outrem e regozijam-se cobardemente da dor alheia até nos momentos mais impróprios. Hoje falta humanismo, falta recato, falta sentido de distinção do que é ou não "sva ku yila". Estamos talvez de rastos em termos de valores. Infelizmente.
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Sergio Left Eye Puita A 5 minutos Que Estou a tentar escrever e não consigo, Estou em estado de choque.
Sva ni txhavissa = assusta-me!
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Angel Aloure Infelizmente o desrespeito está tomando conta das mentes de algumas pessoas.
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Alvaro Simao Cossa Será a maldade um acto voluntário?
Os seres humanos edificam-se a si mesmos e crescem a partir do interior: fazem de toda a sua vida sensível e espiritual objecto do próprio crescimento . Kubiha pode significar ainda uma atitude que ofende, como uma de...Ver mais
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Lyndo A. Mondlane Ser psicópata, é muitas vezes a falta de empatia, falta de empatia as desgracas alheias, quando alguem se alegra com os infortunios do outro, pode se incluir na lista dos considerados psicópatas. Muitas vezes comeca assim, acaba terminando causando danos a outros, é no pior dos casos a si mesmo.. Eu nao tenho poucos amigos virtuais, tento ser selectivo e talvez gracas a essa rigorosidade, estou medianamente contente com os poucos q tenho, e ainda a tendencia será a reducao...
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Alvaro Simao Cossa Uma outra adicao a esta visao, a doenca, acradito, ainda que para muitos nao diagnosticada clinicamente. Bravo Lyndo A. Mondlane
Gosto · Responder · 2 · 15 h · Editado

Alvaro Simao Cossa estimados Elisio Macamo e Lyndo A. Mondlane seguindo pensando, acho que se for por doenca, ja nao e' maldade, e' malestia por falta de saude, merece atencao especial da sociedade. Swiphunta

Honorio Laurenciano Tembe Onde está o respeito ? A consideração pelo próximo ? Andamos a brincar com a tristeza dos outros como se tivesse alguma piada isso. É feio, no mínimo, feio.
Gosto · Responder · 15 h
Mussá Roots Sabe, professor Elisio Macamo, pela primeira vez, sentí vontade de deletar minha conta de facebook, para não compactuar com esse comportamento nojento...não fiquei decepcionado, mas #Assustado, como se derepente tivesse me dado conta que durante este tempo estive convivendo com malucos perigosos em casa.

Desde a madrugada, em que esta notícia foi despoletada aquí, não #escreví nada, este é o meu primeiro comentário, não só sobre o assunto, mas em geral...profe, acredíte, estou em estado de choque, não pelo acontecído, mas pelos posts e comentários, daqueles que eu considerava amigos, cada um pior que o outro...mesmo os que parecem solidários, fizeram-no, de uma forma assustadora, com pouco caso...estou a conviver com desumanos e nunca me dei conta, sentí-me cúmplice...alguns, jovens, como podem ter perdido valores, coração?

Eu, adivinhava esta reacção do professor, e já ia ficando decepcionado pela demora, não me sentí capaz de fazer um post eu próprio, no meu mural, com receio desses que sempre achei,que partilhassemos valores morais em comum, percebessem mal, e comentassem na mesma linha nojenta como que a concordar comígo...

Como podemos chegar tão fundo, como sociedade? Nenhuma "dívida oculta" justifíca, a desistência e abandono de nós próprios, a nível moral...

É nojento, assustador profe...estou com vergonha de pertencer a isto...estou com medo de estar aquí...

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