sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

A foto de Matsangaissa: em que contexto foi tirada esta foto?



Elvino Dias


Historiadores Eusébio A. P. Gwembe e Egidio Vaz em que contexto foi tirada esta foto? Foi durante a Guerra dos 16 anos ou na Luta de Libertação Nacional? Estamos cansados de ler aldrabices nos livros. Só vocês para nos esclarecer.

Nb. Grande Eusébio, Parabéns pelas recentes publicações sobre a nossa história. Precisamos de conhecer o nosso passado.


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Eusébio A. P. Gwembe Elvino Dias, das investigações que fiz em torno da foto ficou claro para mim que esta foi tirada provavelmente entre 25 e 29 de Março de 1979, nas matas da Gorongosa. O contexto era muito complicado. O regime de Maputo tentava acusar a Rodesia pelos ataques da Renamo o que “desagradava o comandante André” e para fazer o desmentido, “Matsangaissa e Daniel Lacerda Caetano organizaram o bem-sucedido ataque aos depósitos de combustível da Munhava, ocorrido num fim-de-semana, 23 de Março”. Estou a citar trechos de meus rascunhos. A seguir ao ataque, Roberto Chitanga, assumindo-se como porta-voz da Resistência, fez uma ligação a um Jornalista (não sei se foi da mesma agência noticiosa) assumindo o ataque, “we caused Beira Fire” Rand Daily de 25 de Março; ao mesmo tempo que as autoridades rodesiadas, quando questionadas pelo Daily Mail, davam a simples resposta: “is news for us” em sinal claro de que estavam a margem da situação. Depois deste ataque, a imprensa da Direita passou a interessar-se pelo André Matsangaissa e foi neste contexto que lhe sacaram a foto.

O cruzamento de fontes permite decifrar que a Renamo e o regime de Ian Smith eram coisas distintas que atacavam o mesmo alvo: o governo moçambicano. Porem, esta realidade não era publicamente reconhecida pelo regime de Maputo até a altura destes acontecimentos. O resultado foi devastador: 10 depósitos completamente destruídos, 17 atingidos com balas (das tropas governamentais que disparavam indiscriminadamente), 18 militares mortos, 37 horas de chamas e 100.000. contos de prejuízos. O governo pediu apoio do regime do Apartheid que enviou (ironicamente) um grupo de seis bombeiros que estavam na Rodesia (não faria sentido pedir ajuda do atacante, não é?). O grupo foi liderado por Rodney Camps. Com seus equipamentos cuja lista tenho algures, conseguiram extinguir as chamas. Estranhamente, foram obrigados a assinar o relatório que acusava a Rodesia de ter sido autor do ataque. Quando o grupo regressou a Rodesia, Rodney fez a famosa declaração: “Assinei o papel porque não queria colocar os meus homens em perigo”. O Daily Telegraph, London, 27 March 1979 traz algumas informações sobre este episódio. A seguir, Chissano fez relatório a ONU. Nele, Chissano conseguiu separar a Rodesia, embora com pouca clareza e pedia que a ONU desse ao pais 62 milhões de Dólares porque estava sendo alvo de agressão por estar a cumprir com o mandato da ONU, acerca de sanções.

Aziza Throne
 Egidio e historiador agora. Kkkk
Aziza Throne
Aziza Throne Homem bonito
Luciano Mapanga
Luciano Mapanga Aziza Throne, não sabes que o Egidio Vaz é historiador?
Aziza Throne
Aziza Throne Eusébio sim. E q as X e politologo comunicólogo não sei mesmo kkk
Luciano Mapanga
Luciano Mapanga Para além de especialista em comunicação, é também historiador.
Daniel Tapera Boboteam
Daniel Tapera Boboteam Mano fazias muita falta,
Jose Majasse Dombe
Jose Majasse Dombe Eu tambem quero saber
Elvino Dias
Elvino Dias Eusébio A. P. Gwembe, pela primeira vez tiro o meu chapéu a si. É essa história que queremos saber. Muito obrigado por nos elucidar. Escreva um livro por favor
Moniz S. Walunga
Moniz S. Walunga Elvino Dias, de facto o nosso QUERIDO Eusébio A. P. Gwembe, e' simplesmente Homem de Futuro. Eu tambem tiro o chapeu a este senhor e nao e' a 1a vez que o faco!

Respeitado Eusebio A.P. Gwembe, eu Walunga te considero o personagem de 2016 pelo teu trabalho limpo, neat e sem tabus! Eu acho que todos os mocambicanos de BEM te adoram pelo trabalho que fazes!! Estas a escrever a verdadeira HISTORIA deste Pais e de forma abnegada, cristalino e com uma precisao que so' cientista do 1o Mundo o fazem!! Es muito fino na educacao e no trato tambem! Mesmo em comentarios contra tuas ideias nunca te vi a perder estribeiras! So um intelectual puro, livre e de trato fino consegue tal facanha!

Long life Eusebio A.P. Gwembe.
Zito Tomas
Zito Tomas até agora não vi alguém a falar da nossa história(pós independencia) como o Eusébio faz, sem paixões. Elvino, ele vai escrever, está a juntar material.
Raul Novinte
Raul Novinte O Eusébio A. P. Gwembe é um cara livre mentalmente e não sofre nenhuma opressão!....
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Moniz S. Walunga
Moniz S. Walunga Zito Tomas, 1000% de acordo contigo!! Este Senhor e' uma raridade no contexto actual de Mocambique! Eusébio A. P. Gwembe e' um verdadeiro GIANT de conhecimento e, sobretudo, investigacao!!
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Zito Tomas
Zito Tomas For sure Moniz.
Mauro Jesus
Mauro Jesus Povo sem história é uma pessoa sem identidade
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Tony Ciprix
Tony Ciprix Eish meu colega da companhia de fora: eu passei a vida acreditando que aquele ataque aos depósitos de combustíveis da Munhava, que nos fez ficar acordados noite adentro, fosse uma obra de Ian Smith....
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Joao Cabrita
Joao Cabrita A foto da capa da revista To The Point foi tirada em Manica em Junho de 1979 durante a visita de dois jornalistas a uma posição da Renamo: Silva Ramalho (To the Point) e Clive Mocke, correspondente baseado em Salisbúria. A foto é da autoria de Silva Ramalho. À direita vê-se Orlando Cristina que na altura dirigia as emissões da Voz da África Livre.
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Joao Cabrita
Joao Cabrita A imagem de André Matsangaíce usada em várias páginas «Facebook» (em anexo) baseia-se na foto de Silva Ramalho.
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Joao Cabrita
Joao Cabrita A imagem de André Matsangaíce acima reproduzida baseia-se num cartaz comemorativo (em anexo) produzido pelo Departamento de Informação da R.N.M. (Resistência Nacional Moçambicana), alusivo ao "2° Aniversário da Morte em Combate do Comandante André, pioneiro da segunda luta de libertação nacional". Fonte: Boletim da Renamo, «A Luta Continua!» No. 2 de 20 de Outubro de 1981, p. 5.
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Eusébio A. P. Gwembe
Eusébio A. P. Gwembe A famosa revısta que foı dırıgıda por Paulo de Olıveıra? Onde apanhar os exemplares, Joao Cabrita? Seı que algumas coısas referentes a posıcao da Igreja estao nessa revısta, por exemplo.
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Joao Cabrita
Joao Cabrita Eusébio A. P. Gwembe, as primeiras edições do boletim (No. 1, 2 (20 de Out 1981), 3 (Fev 1982) e 4 (Maio de 1982) foram publicadas quando Orlando Cristina ainda era vivo. As edições em língua inglesa (No. 1, 2 e 3) também. As edições seguintes em língua portuguesa foram da responsabilidade de Evo Fernandes em Lisboa. Desconheço se nessa fase Paulo Oliveira terá colaborado com Evo Fernandes na edição do boletim. A Ivete Fernandes poderá esclarecer. Tenho os primeiros exemplares, excepto o No. 1, que terá sido publicado em 1978 ou 1979. Com tempo, faço a digitalização desses boletins. Consultando o índice desses exemplares, não vejo nada sobre religião.
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Eusébio A. P. Gwembe
Eusébio A. P. Gwembe Veja ai no fınal o nome do homem, Joao Cabrita. Tambem tem assunto da ıgreja
Joao Cabrita
Joao Cabrita Eusébio A. P. Gwembe, obrigado. Então significa que o Snasp estava envolvido na publicação do boletim da Renamo, III Série. Agora compreendo a razão de Paul Fauvet afirmar com toda a certeza que os boletins da I e II séries eram publicados em Lisboa.
Mouzinho Zacarias
Mouzinho Zacarias Eusébio grande homem...
AS REVELAÇÕES DE EUSÉBIO GWEMBE SOBRE ALGUNS EVENTOS HISTÓRICOS DESAFIAM A QUALQUER ESPECILIASTA EM HISTORIOGRAFIA MOÇAMBICANA(em particular)
A dado passo, o Historiador Eusébio Gwembe (foto 1) respondendo à inquietação do "curioso" Elvino Dias (foto 2) em 23/12/2016, diz e cito:
"(...) o cruzamento de fontes permite decifrar que a Renamo e o regime de Ian Smith eram coisas distintas que atacavam o mesmo alvo: o governo moçambicano. Porém, esta realidade não era publicamente reconhecida pelo regime de Maputo (...)".
GWEMBE,
a) Será ou não verdade que a Renamo terá sido usada e ou instrumentalizada pelo regime de Ian Smith (Apartheid em adicção) para desistruturar o país com a Frelimo incluída?
b) Quando falas de "Regime de Maputo" no teu "texto-resposta" à preocupação do Elvino Dias, referes-te ao Governo da Frelimo? Se sim, por quê tal/assim se o Governo que se constitui no período transitório (1974?/vale para o pós) é nacionalmente representativo?
____________________________
Historiador que igualmente sou, com Gwembe, vejo-me um eterno aluno. Há coisas que ele vem escrevendo, sobre as quais não aprendi nos meus intensos 4 anos de Licenc. em História (2004-2008)! Obrigado pelo tempo que tomar-te-ei!
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Comentários
Jemusse Abel
Jemusse Abel Preciso de viajar com alguns ilustres; Borges Coelho e Cabrita so pra citar...ai talvés tenhamos resposta. Sempre coisas novas.....
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Osvaldo Jocitala
Osvaldo Jocitala Na verdade o que o Eusébio Gwembe está a fazer nas suas pesquisas(que vai trazendo continuamente elementos novos), é um importante desafio a todos, mas em particular aos historiadores. Eu nunca vi isso em nenhuma bibliografia que tive acesso ao longo da minha Licenciatura naquele tempo.
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Jemusse Abel
Jemusse Abel Nao se podia ver Osvaldo. Kkkk a História de moçambique sempre um enigma!
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Osvaldo Jocitala
Osvaldo Jocitala "História dos vencedores ao rubro/na ordem do dia, e milhares de moçambicanos bebendo-a de geração em geração tal qual composta" (Outro debate este...). Por agora, particulamente interessa-me ouvir que tem a dissertar o Gwembe sobre as duas questões que lhe faço que decorrem do seu "texto-resposta" à dúvida do Elvino Dias. Tem muito a nos (re)(in)formar com o que vai recolhendo nas suas buscas das fontes que eu nunca as tive acesso à semelhança de tantos outros milhares contigo incluído!
Alberto Aurélio Chimene
Alberto Aurélio Chimene Caro Osvaldo Jocitala, o apriorismo político cria sempre condições para a existência de uma "História oculta", nem as academias conseguem travar este fantasma. Somente "historiadores ao serviço da História", conseguem quebrar as barreiras e trazer ao de cima "algumas" verdades.
Por isso, eu tenho dito aos "meus" que eu sou Professor de História, muito longe de ser historiador. Para ser historiador, tem de ser mais alguma coisa.
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Jemusse Abel
Jemusse Abel Alberto fugindo a responsabilidade de ser historiador perante alunos. Kkkkkk boa táctica!
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Osvaldo Jocitala
Osvaldo Jocitala Uma fuga com a mais fina subtileza. Aprecio a táctica do meu contemporâneo, Alberto Chimene! De qualquer modo, posicionar-se tal qual vai fazendo o Gwembe, precisa não só ser ele, mas, mais alguma coisa!
Alberto Aurélio Chimene
Alberto Aurélio Chimene É um fardo bem pesado, ilustre.
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Osvaldo Jocitala
Osvaldo Jocitala Por que bem pesado, oh Digníssimo? Penso que V. Excias ainda tem chances para fazer Engenharias. Kkkkkkk. Preciso do Gwembe nas questões que coloquei. Em seu poder, deve ter boas fontes que nunca tivemos e vimos!
Goncalves Oliveira
Goncalves Oliveira Eusébio Gwembe e Osvaldo Jositala ambos foram meus colegas de carteira em épocas diferentes. O Gwembe de 2002/2003 e Jocitala 2004/2007. Ambos conheço dos seus argumentos bem fundamentados. Para nao pregarem partida ao Gwembe leiam o texto completo de Hans Abrahamsson, Anders Nilsson, Moçambique em Transição, um estudo da história de desenvolvimento durante o periodo 1974_1992. Um professor deve ler este livro para não ter dúvidas quando alguém expõe um tema desta natureza. Boa tarde e Festas Felizes.
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Eusébio A. P. Gwembe
Eusébio A. P. Gwembe Homem de Desenho, tudo bem, Gonçalves? Um abraço para si
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Osvaldo Jocitala
Osvaldo Jocitala Um abraço forte, oh Gonçalves Oliveira. Orgulha-me vee-lo aqui.
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Osvaldo Jocitala
Osvaldo Jocitala Gonçalves, também voltarei para ti em relação a sugestão que fazes sobre a obra de Hans&Anders.
Eusébio A. P. Gwembe
Eusébio A. P. Gwembe Vou responder a prımeıra questao e peço para clarıfıcar a segunda, Osvaldo.
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Osvaldo Jocitala
Osvaldo Jocitala Eusébio, agradeço por teu tempo. Sobre a 2questao melhor começar-se por aqui: A que te referes quando falas do "Regime de Maputo"? Será isso mesma coisa que dizer-se "Governo da Frelimo"? Respondidas estas duas questões, seguirei contigo para as outras dependendo da maneira como respondes. Agora estou de saída, mas prometo voltar para aqui assim que estiver bem posicionado! Mais uma vez obrigado pelo tempo. Até já.
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Eusébio A. P. Gwembe
Eusébio A. P. Gwembe Chamo atençao que este é apenas o meu entendımento, porque a dıvergencıa entre os hıstorıadores surgem no momento em que ınterpretam os factos, Osvaldo Jocitala.

A primeira pergunta tem uma resposta afirmativa. O regime rodesiano precisava da Renamo para desestruturar as bases da Zanu em Moçambique e evitar as acusações de violação de fronteiras em Moçambique. E a Renamo precisava da Rodesia para conseguir as armas. Ambos tinham um inimigo comum: não a Frelimo, mas o regime de Maputo (marxista-leninista). Se a Rodesia tinha como objectivo desmantelamento das bases da ZANU, a Renamo tinha outros objectivos. No seu comunicado de guerra, de 30 de Abril de 1979, onde se expõem, pela primeira vez, os objectivos da luta, os autores assumiam-se como sendo membros da Frelimo, defensores dos ideais de Mondlane, traídos por Samora. Escutemo-los, um pouco: (…) “After assuming power, instead of embarking on national reconciliation – which was the aim of Dr. Eduardo Mondlane in organizing Frelimo, Samora machel decided to betray the Mozambican people. He refused them the freedom of deciding their own destiny and be called on foreign powers, in the servisse of Soviet Imperialism, for militar, ideologicalomic and social intervention…”.
Antes de Andre Matsangaissa, já havia estragos, como os reconhece Samora ao dizer que “desde maio de 1976 a Junho de 1977 foram assassinados 1482 civis, dos quais 875 refugiados do Zimbabwe; e ficaram feridos 527” (foto 2 que posto a seguir). Até aqui a luta era feita pelos sobreviventes da sufocada rebelião de 17 de dezembro de 1975, quando mais de 400 militares participaram da tentativa de golpe de estado. Os que escaparam encontraram lugar na Rodesia e na Africa do Sul e Malawi. Nestes países, encontraram alguns portugueses que estavam dispostos a lutar contra a Frelimo, por razões que devem conhecer. Samora Machel falará deles como parte do quarto e quinto grupo, dos 5 grupos de moçambicanos residentes no malawi, em 1984, no Kwacha Centre. Contınua

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Eusébio A. P. Gwembe
Eusébio A. P. Gwembe Consciente de que muitos tinham escapado, Samora aposta no apoio aos independentistas rodesianos cuja vitória faria com que os que tinham escapado não tivessem refúgio naquele pais. A 3 de Março anuncia o fecho das fronteiras (veja a o doc 1). De facto, os militares que tinham escapado, reorganizaram-se e iniciaram ataques esporádicos, mais tarde coordenados, com apoio rodesiano o que levou Samora Machel a reunir-se com os mais próximos e fazer o levantamento dos danos em resultado dos ataques de Tete, Manica, Sofala e Gaza. Os dados das ocorrências militares são claros porque diferenciam os alvos da ZANU e os alvos civis. Mas no fim das contas, tudo era atribuído a Rodesia. Por o grupo ainda não ter líder a quem se pudesse atribuir a culpa? Não sei!
A realidade muda quando Andre Matsangaissa foge de Sacudzo em meados de 1976 e liberta os colegas, em Novembro? Ainda que eu não tenha conseguido reunir os dados dos seus 26 companheiros de Cahora Bassa, dados que tenho permitem-me afirmar que ele conseguiu reagrupa-los e outros o seguiram, voluntariamente, deixando as posições que ocupavam nas forças armadas. Fala-se de alguém da PIC, de alguém da cadeia da machava, de alguém da base aérea da beira e de alguém do quartel de Nampula. Sera que quando iam a Nachingueia tinham em vista a esta revolta? Sera que quando iam a Nachingueia estariam a cumprir um plano colonialista de desestabilizar a Frelimo por dentro? Como foi capaz de deixar 400 Rand para ir Nachingueia? São perguntas hipotéticas de um investigador que sabe que o seu trabalho não tem fim. Continuemos! Escolhido chefe, Andre senta e desenha o projecto de accao sobre a luta. Sem negar o auxilio rodesiano, num encontro de finais de Dezembro de 1978, nas matas da Goro, discute “como aproveitar as fragilidades de Samora (régulos, religião, marxismo) para a nossa causa”. Ficou decidido que é preciso diminuir o peso da dependência rodesiana. Como? “Vamos arrancar as armas do próprio exercito por meio de emboscadas, ao mesmo tempo que com estas emboscadas conseguiremos recrutar jovensé. Na revista cuja capa expões também contem parte do que aqui digo. Por exemplo, Raul Domingos, que veio a ser SG da Renamo foi fruto de uma emboscada a um comboio, feito por Dhl. Na estratégia de Andre, Dhlakama havia de actuar entre Inchope para Save e ele na região em torna da Gorongosa.

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Calton Cadeado
Calton Cadeado Os livros sobre a história recente de Moçambique 🇲🇿 estão nas grandes bibliotecas 📚 dos países desenvolvidos...! Há muitos livros e dissertações de mestrado ou de doutoramento que estão em inglês...!
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Calton Cadeado
Calton Cadeado Sugiro que visite o arquivo histórico em Harare, Zimbabwe 🇿🇼
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Eusébio A. P. Gwembe
Eusébio A. P. Gwembe Ja passeı por aı mas fıqueı com uma ımpressao estranha. O que nao conseguı em Harare foı possıvel na RAS, Calton Cadeado. Muıta coısa da CIO nao esta la, apesar de constar dos catalogos.
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Calton Cadeado
Calton Cadeado Eusébio A. P. Gwembe! É verdade! Não há muita coisa, mas Eu li algumas coisas lá! Falei com algumas pessoas que me recomendaram a procurar a associação Zimbabwe-Mocambique...!
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Calton Cadeado
Calton Cadeado Eu achei estranho não encontrar os arquivos da CIO disponíveis
Sergio Melo Doce Taibo
Sergio Melo Doce Taibo Realmente considero um desafio aos historiadores moçambicanos...porém, nem todos têm condições financeiras para se deslocarem para estes países em busca da real história de Moçambique. O outro aspecto, considero que tais fontes, que a dado momento são muito restritas, só "determinadas pessoas" têm acesso... contudo, é de louvar a atitude "pesquisadora" do Eusébio A. P. Gwembe em trazer essas novidades!

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