| Destaques - Nacional |
| Escrito por Adérito Caldeira em 21 Fevereiro 2019 |
“A política do Governo de um Distrito, um Banco foi concebida para criar um modelo de financiamento a longo prazo por forma a que as instituições financeiras de carácter comercial possam ter a capacidade de instalar os bancos onde a realidade económica ainda não justifica a sua presença. Ao longo deste processo o Governo comprometeu-se em investir aproximadamente 2 biliões de meticais para o financiamento de infra-estruturas bancárias dos distritos ainda não bancarizados”, afirmou na última quarta-feira (13) o ministro da Terra e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, no acto de assinatura de um contrato com o Millennium bim para a construção de mais 12 agências.
O @Verdade apurou que as despesas de construção e instalação são inicialmente por conta da instituição bancária sendo os activos construídos e montados pela instituição posteriormente transferidos para a posse do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS) após a abertura da agência bancária ao público. Nessa altura, o FNDS obriga-se a liquidar a totalidade do custo de investimento ao Banco e é celebrado, entre as partes, um contrato de arrendamento válido por um período de 10 anos.
O ministro Celso Correia acrescentou que o Estado ganha algum dinheiro, “financiamos desenvolvimento durante 5 anos e depois lá a frente quando o banco começa a ganhar dinheiro paga ao Governo uma rendinha para recuperarmos e fazer outras coisas”.
O titular da Terra e Desenvolvimento Rural prometeu apresentar os números concretos da engenharia financeira que torna rentável pagar a construção dos balcões e entrega-los aos bancos, que diga-se têm feito lucros bilionários investido na dívida do Estado moçambicano, mas decorrida uma semana o @Verdade não recebeu essa informação.
Sendo destacável que os balcões ficarem concluídos ainda este ano em Mecúfi, Nipepe, Metarica, Muembe, Pebane, Lalaua, Mongicual, Machanga, Mágoè, Muanza, Tambara e Macossa todos os distritos do nosso país terão sido bancarizados e estará cumprida uma promessa eleitoral do Presidente Filipe Nyusi é paradoxal que nem todos os distritos tenham uma escola secundária e por causa disso pelo menos 400 mil alunos que no ano passado concluíram o ensino primário estão sem estudar.
O @Verdade apurou que no período de 2016 a 2019, em que estão a ser construídos 40 balcões bancários que custam cerca de 50 milhões de meticais cada ao povo somente 4 escolas secundarias foram construídas tendo o Executivo investido apenas 52 milhões de meticais, os custos remanescentes das escolas foram pagos pelos Parceiros de Cooperação.
A inexistência de escolas secundarias para todos os moçambicanos que completam o ensino primário, existem apenas 539 escolas a leccionar a 8ª, 9ª e 10ª classes em todo o país, culminará com o não cumprimento da segunda prioridade do Plano Quinquenal de Nyusi e ao falhanço da meta de assegurar que até 2030, todas as meninas e meninos completem o ensino primário e secundário livre, equitativo e de qualidade, como preconizam os Objectivos do desenvolvimento sustentável das Nações Unidas.
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019
Governo gasta mais dinheiro na construção de agências bancárias do que escolas em Moçambique
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