quarta-feira, 9 de maio de 2018

O pior cego é o que não quer ver

CASO JOSÉ SÓCRATES

O pior cego é o que não quer ver /premium

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Não, não era uma fatalidade ser-se enganado pelas mentiras de Sócrates. Bastava ter os olhos abertos. E não, não é verdade que o país tenha sido resgatado de vez dos maus hábitos desses anos de chumbo
Preferia não ter de escrever este texto – mas não posso deixar de o fazer. Não posso porque há limites para a mistificação. E não posso porque as “vergonhas” dos últimos dias são apenas um sinal de que o país continua doente.
Primeiro que tudo, as “vergonhas”. Já vi muita gente espantar-se por só agora, três anos e meio depois daquela detenção no aeroporto de Lisboa, ela ter chegado às mais altas cúpulas do Partido Socialista, assim de repente, como se uma luz tivesse descido do céu e iluminado de repente o que estava à vista de todos os que não se recusavam a ver. Já vi até elogiar a coragem da antiga namorada que veio dizer alto, e com maior ênfase, o que já deixara escapar antes com menos veemência: que Sócrates mentiu, mentiu, mentiu.
Peço desculpa, mas o atraso não é de três anos e qualquer coisa. A cegueira é muito mais antiga, muito mais teimosa e muito mais cúmplice. Tão antiga e tão teimosa que, anos e anos a fio, sempre que surgia um novo caso, o que se ouvia era um coro sobre “campanhas negras” dirigidas contra “o político mais escrutinado da história da nossa democracia”. Sim, eu não me esqueço.
Assim de repente, e sem ter ido ao fundo dos fundos, recordo-me de um primeiro confronto entre José Sócrates e o primeiro jornalista a investigar a sério a forma como governava: foi no início de 2001, o caso envolvia um subsídio de 200 mil contos (um milhão de euros) à DECO, Sócrates era apenas ministro do Ambiente e o jornalista chamava-se, e chama-se, José António Cerejo. Do choque resultou um processo judicial em que Sócrates acabaria condenado a pagar uma indemnização ao jornalista. Repito a data: 2001. Recomendo a revisita do processo e dos seus protagonistas. Arrepia perceber como o padrão de tudo o que se passaria depois já lá está.
Nos anos que se seguiram houve mais, muito mais. As circunstâncias da compra do seu apartamento num prédio de luxo na rua Castilho foi referida pela primeira vez num artigo de capa da revista Focus em 2004, ainda antes de ser eleito líder do PS.
Depois houve o caso da licenciatura, contado por Ricardo Dias Felner no Público em Março de 2007 (mas revelado antes no blogue de António Balbino Caldeira). É uma história que convém revisitar pois apesar do evidente interesse jornalístico, o trabalho do Público é silenciado durante uma semana – a barreira só se quebra quando Henrique Monteiro, então director do Expresso, resiste aos telefonemas de Sócrates, sendo a história retomada pelo semanário, que também revela as pressões exercidas sobre os outros órgãos de informação. O processo a seguir aberto na Alta Autoridade para a Comunicação Social (cujas actas esta tentou esconder) é uma vergonha sem nome.
A seguir viriam mais pormenores sobre um duvidosos processo de licenciamento na Cova da Beira e a picaresca, mas reveladora, história das casas da Guarda (de novo uma investigação de José António Cerejo) e, sobretudo, o caso Freeport, com o Jornal de Sexta da TVI a ter enorme protagonismo na divulgação das suspeitas, tal como o Sol (e Felícia Cabrita). Sabe-se hoje como acabou esse jornal dirigido por Manuela Moura Guedes e ninguém ignora as maquinações para comprar, e calar, a TVI. E se não gostam de Moura Guedes e já se preparam para dizer que foi tudo “campanhas negras”, então consultem as peças de Carlos Rodrigues Lima no Diário de Notícias.
Nesses anos, os do primeiro governo Sócrates, eram raríssimos os que, à direita ou à esquerda, o criticavam, mas a sua obsessão com a imprensa já era mórbida. Em Dezembro de 2007, numa entrevista a Jean Quatremer, do diário francês Liberation, a propósito do triunfo do Tratado de Lisboa (o do “porreiro, pá”), tratou-me como o seu “melhor inimigo”. Mais tarde, em 2009, faria uma diatribe contra alguns jornalistas na abertura do congresso do PS e, pouco depois, processariaJoão Miguel Tavares por causa de uma crónica intitulada O Cristo da Política Portuguesa. E na véspera das eleições tentou mesmo impedir a distribuição de um livro de Rui Costa Pinto.
Podia continuar a lista, mas o ponto é fácil de estabelecer: mesmo antes de ser reeleito para o seu segundo mandato não eram poucos os “casos”. Tal como já era evidente a que o então primeiro-ministro beneficiava da escandalosa proteção do então procurador-geral da República, Pinto Monteiro, assim como do presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha do Nascimento (nomeadamente durante o processo Face Oculta). É por isso bom recordar quem na altura desdenhava a denúncia da “claustrofobia democrática” realizada num célebre discurso de Paulo Rangel pelo 25 de Abril de 2007.
Demos agora um salto e vamos até Paris e ao famoso apartamento. Não foi a polícia que o descobriu – foi o Correio da Manhã, e isso foi muito conveniente para os bem pensantes continuarem a sua ladainha do “jornalismo de sarjeta”. Alguns dos “envergonhados” de hoje fizeram-se de forma assanhada, outros de forma sumamente hipócrita. Vejam, por exemplo, como Daniel Oliveira, essa consciência crítica da esquerda nacional, descartou em 2010 todas as dúvidas que havia sobre os casos de Sócrates. Só não é mais penoso de ler porque, esta semana, o autor tratou de se justificar: “Até à acusação do Ministério Público, em que passei a estar na posse da informação necessária para formular uma opinião clara sobre o comportamento ético de Sócrates, tive a posição que acho que um comentador deve ter perante um caso desta gravidade política: disciplinadamente expectante, por saber que seremos julgados no futuro pelas posições que tomamos nestes momentos.” Não está mal para alguém que se diz jornalista: não acreditem nos jornais, acreditem apenas no que concluir o Ministério Público.
Já demorei demasiado a lembrar que nem todos os jornalistas se calaram, mesmo quando os que falavam e investigavam eram uma ínfima minoria, assim como já me alonguei demasiado a recordar que as dúvidas sobre o carácter de José Sócrates não começaram no dia em que conhecemos o amigo Santos Silva. Nesse tempo podia-se não se conhecer os detalhes das férias em Veneza, mas via-se a forma como vestia e os restaurantes que frequentava e isso cheirava a esturro. Sempre cheirou a esturro.
Eu sei: algures neste passado José Sócrates fantasiou a história de uma herança de um avô que até metia volfrâmio, e neste país de brandos costumes isso parece ter sido suficiente para desencorajar muitos jornalistas. Mesmo assim, no final de 2014, já José António Cerejo, de novo ele, contou-nos a história dessa fortuna que não chegou a sê-lo.
Mas a teimosia dos cegos voluntários, sobretudo a teimosia dos que beneficiaram muito dessa sua cegueira – nas carreiras políticas, nas prebendas, nos negócios, na influência no seio das suas profissões – não se deu por vencida. E não esquecemos como tantos, mas mesmo tantos, só se preocuparam nos últimos três anos e meio com a forma de actuar das nossas magistraturas, com o segredo de Justiça ou com os direitos do preso 44.
A esses – e nesses inclui-se praticamente todo o PS, mas também uma legião de comentadores – nunca lhes ouvimos, pelos menos até há bem poucas semanas, a mais singela manifestação de preocupação com o que permitiu que um mitómano como José Sócrates fosse primeiro-ministro durante seis anos. Pior: vimo-los conspirarem para derrubar o líder que lhe sucedeu no PS, um António José Seguro que nunca se cansaram de acusar de não defender com suficiente entusiasmo a herança do “menino de oiro”, alguém que se atreveu a falar da teia dos negócios que conspurcara o partido e a governação.
Na verdade o problema é mesmo essa herança, e ela não se resume apenas à bancarrota de 2011 e ao amigo Santos Silva. A herança de Sócrates, aquela que o país, e o PS, como bem pediu Ana Gomes, devem discutir é a do “mecanismo” que tornou tudo possível. Um “mecanismo” que não resultou apenas da venalidade alguns agentes políticos e económicos, mas o “mecanismo” que permitiu que, numa democracia, dois homens – José Sócrates e Ricardo Salgado – tivessem acumulado e exercido um poder de que não se limitaram a beneficiar, pois com ele também geraram uma ruína sem fim. Ainda o “animal feroz” era comentador da RTP e escrevi sobre como ele constituía uma “activo tóxico” para o PS e o país, como acreditara, com o líder do grupo Espírito Santo, que os dois “podiam tomar conta do país numa espécie de duopólio que beneficiava ambos”. Não fui de resto o único a escrever sobre a forma como Sócrates quis fazer de Portugal uma quinta.
Pouco tempo antes, estávamos ainda no verão de 2014, o da queda do BES, interrogava-me sobre se a queda de um banqueiro representava a queda do sistema que ele representava, isto é, se seria “o sinal do fim de um regime e dos seus hábitos promíscuos, o fim de um regime fechado, não concorrencial, onde se protegem amigos e os amigos nos protegem a nós, um regime onde se obedece aos poderes instalados.”
Ora é precisamente aqui que regressamos neste momento de tantas “vergonhas” com que se procura apagar o que se passou, o que se soube mas se ignorou, o que se disse mas se quer fazer esquecer. Tal como regressamos ao país que tudo tolerou, à generalidade da comunicação social que durante tantos anos foi de uma docilidade incompreensível, esquecendo o seu papel de vigilante da democracia. Tal como sobretudo regressamos aos vícios e hábitos desse regime promíscuo, fechado e não competitivo.
Não é preciso ser corrupto para se conviver bem, e até preferir, um sistema em que a corrupção medra com mais facilidade. Sócrates, para construir a sua rede de poder, encarniçou-se contra as entidades reguladoras independentes ou tentou tomá-las de assalto. Hoje vemos sinais da mesma hostilidade relativamente às vozes independentes, sejam elas o Conselho das Finanças Públicas, o Banco de Portugal ou o regulador do mercado energético. Sócrates preocupou-se mais com controlar o sistema bancário – o que fez com a ajuda do seu amigo Vara e, é bom não esquecer, desse homem de todos os tempos e todos os governos que se chama António Mexia – do que em zelar pela transparência de procedimentos e lisura na gestão. Hoje só podemos inquietar-nos quando conhecemos a oposição do PS a que seja conhecida a lista dos grandes devedores da Caixa Geral de Depósitos (os que beneficiaram de empréstimos de favor) ou quando nos espantamos por Tomás Correia, acusado de ter recebido 1,5 milhões de euros do famoso empreiteiro José Guilherme, continuar à frente da mutualista que controla o Montepio.
Quanto mais um governo entender que deve ser ele a mandar nas empresas e nos negócios mais fácil é criarem-se situações como as que conduziram ao duopólio Sócrates-Salgado. E não julguem que o digo por ter um coração liberal: se estudarem um pouco e forem ver como é que a social-democracia sueca teve tanto sucesso no passado e lá não se conhecem casos de corrupção como os vulgares em Portugal verificarão que esta quase sempre procurou seguir uma regra de ouro: a redistribuição da riqueza é com os governos, a criação de riqueza é com as empresas e os empresários.
Em Portugal, como tristemente sabemos, nem à direita do PS esta regra simples é bem vista. É também por isso que, mesmo não havendo mais nada com a gravidade e a dimensão do caso José Sócrates, a corrupção não é só um problema do PS. Bem pelo contrário.
Não podemos contar só com a probidade dos homens, temos de construir as instituições correctas, ter os devidos mecanismos de limitação do poder dos governos e mudar muita coisa na cultura política dominante. Infelizmente retrocedemos neste caminho nestes dois últimos anos.

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Maria L Gingeira
7 m
Precisamos de pessoas como o JMF que não tem medo de dizer o que pensa e de nos conduzir a reflexões sobre os "mecanismos" que nos dominam. Na sua profissão ninguém está livre de se enganar ou de ser enganado, mas viver comprometido com o que pode ou não pode ser dito, por temor a poderes que o prejudicam é a pior das prisões para um jornalista. Felizmente que há um grupo de bons jornalistas, alguns da velha escola, com muita experiência e com conhecimento de facto, que hoje podem usar com independência o seu dever de informar e denunciar. Neles se inclui JMF. É uma dura missão, mas chegará o dia em que a casa cai. Não é possível continuarmos a viver neste nivelamento por baixo institucional, nesta total falta de exigência, nesta impunidade, neste compadrio, nesta falta de avaliação, sem qualquer tipo de vigilância sobre a gestão dos dinheiros públicos, nestas falsas estatísticas do desemprego e da emigração jovem, enfim nesta MENTIRA.  Pode tardar, mas chegaremos infelizmente à conclusão que estamos reféns de uma máfia organizada. Alguém tem de devolver a voz a uma maioria silenciada por uns poucos que se apoderaram do sistema democrático. 
Daniel Oliveira
2 h
Proponho aos leitores que sigam o link que foi deixado para o meu texto de 2010 para verificarem duas mentiras de José Manuel Fernandes, que se diz jornalista:
1 - Não descarto todas as dúvidas sobre as acusações que eram feitas a José Sócrates, até reafirmo várias delas.
2 - Nenhuma das acusações corresponde ao que está agora em debate neste processo.

Não costumo comentar nem aqui, nem no "Povo Livre", nem no "Ação Socialista", nem no "Avante!", mas acho que é importante, quanto o próprio JMF dá oportunidade aos seus leitores de verificarem a sua total falta de honestidade e rigor, dar nota disso. É só seguir o link que ele copiou, provavelmente sem ler, de um comentário que leu no twitter, onde faz grande parte da sua investigação "jornalística". 

Quanto à confiança nos jornais, confio nuns, não confio noutros. Quando se transformam, como é o caso deste, em meros instrumentos de combate partidário ou de fação, devo confiar tanto como no folheto de propaganda. O facto de deixar ligações a textos que desmentem o que escreve, na convicção de que ninguém os vai ler, explica porquê. 
Custódio FreitasDaniel Oliveira
1 h
Daniel, isto é o Observador, onde desde a sua criação se mistura opinião e notícias. Não leve a sério, estaríamos bem mal se JMF tivesse alguma influência jornalística. Felizmente, e como já uma vez disse: "nunca a opinião pública foi tão diferente da opinião publicada". Eu não defendo pessoas como o Sócrates, mas certamente que também não dou relevância a este pobrezinho JMF.
Daniel OliveiraDaniel Oliveira
1 h
Isto são partes do texto onde eu descarto todas as dúvidas 

“O caso Freeport. A parte da justiça está, ao que parece, encerrada. Manda o rigor que se aceite esse facto. Restam então as dúvidas estritamente políticas: a que se deveu a pressa de, em vésperas de passar o poder para outros, encerrar o licenciamento daquele projecto, tendo em conta todas as dúvidas que subsistiam quer em relação aos efeitos ambientais da obra quer em relação às estranhas alterações que se fizeram aos limites da zona ecológica. Uma coisa é aceitar o encerramento do processo judicial, outra é fingir que é politicamente normal a forma como as coisas foram feitas." 

“As pressões sobre os jornalistas. (...) A questão é saber até que ponto foram usados meios do Estado para silenciar vozes incómodas e se há um padrão de comportamento em José Sócrates que prova não apenas o seu incómodo em relação à descoberta da verdade, mas uma intenção clara e premeditada de diminuir as garantias de liberdade de imprensa. A resposta é para mim evidente: sim, tudo indica que houve essa intenção."  

"O caso PT e TVI. Está a meio. Sem esquecermos as escutas, podemos dizer que Sócrates tem de responder por duas coisas: 
Pela colocação de boys pornograficamente pagos em lugares de enorme responsabilidade numa das maiores empresas portuguesas, para, através das golden shares do Estado, ter influência partidária nos negócios da PT. Só quem nos queira tomar por parvos acredita que Rui Pedro Soares chegou onde chegou por mérito profissional. Basta olhar para o seu currículo e para a coincidência de estar várias vezes envolvido em negócios que se cruzam com os interesses políticos de Sócrates - o seu nome volta a aparecer no caso Targuspark/Figo - para perceber o que lá estava a fazer. 
Pela mentira. Todas as provas, sem precisarmos de escutas, mostram que Sócrates não disse a verdade ao Parlamento sobre o que sabia e não sabia sobre o assunto. As escutas, que são parcelares e em alguns casos contraditórias, levantam muitas outras questões, uma delas muito mais grave do que as anteriores: a possibilidade de existir um plano para a utilização de empresas e do Estado no silenciamento de vozes incómodas na comunicação social. Seria de uma gravidade extraordinária. Mas para confirmarmos ou desmentirmos esta suspeita teremos de esperar que muito mais seja conhecido.”

"A esta sucessão de casos, tem havido duas péssimas reacções: Primeira: partir do princípio que há uma cabala montada, que envolve mais de metade da comunicação social, e que inventa história mirabolantes que, curiosamente, correspondem todas ao mesmo padrão: falta de rigor profissional, falta de verdade nas declarações que se fazem e dificuldade extrema em viver com um dos mais importantes patrimónios da nossa democracia - a liberdade de imprensa. Este padrão não confirma à priori nenhum facto. Mas muitos dos factos dão-nos este padrão.” 

Pede-se a um jornalista que respeite os seus leitores e que parta do princípio que eles poderão ler as fontes que se citam.
Natália Guerreiro Coinstâncio Fernandes
3 h
Esta máfia no PS não brinca em serviço!  Porque é que Sócrates se remeteu ao silêncio? Porque a máfia dentro do PS o ameaçou se falasse! E porquê? Porque Sócrates na verdade não esteve sozinho, o rol é muito maior e podia respingar para muitos mais! Além disso a saída de Sócrates do partido, também não será inocente, foi obrigado ! São execráveis!
Como é evidente. A corrupção é endémica e sistémica, mas extravasa o PS. 
Rui Jacinto
6 h
Casos há onde se aplica o ditado: "só é cego quem não quer ver"Nunca estive na politica, nunca vi Sócrates em pessoa, não tenho amigos ou conhecidos envolvidos em jogadas de bastidor. Resumindo, sou o português comum que apenas lê e ouve o que os outros publicam.Mas nunca quiz ser "cego", e a maneira de ver o que me rodeia foi usar a minha análise dos factos tal como são apresentados, mas tendo o cuidado de separar a palha que nos querem dar daquilo que tentam esconder-nos.Assim, no dia 8 de Novembro de 2000, no DN, já eu alertava para as palavras irresponsáveis do Senhor Ministro José Sócrates a propósito da forma como perpetuou a Expo 98.Foi conscientemente que o fiz, e a minha convicção "infundada" revelou anos mais tarde quanto certas estavam as minhas dúvidas. Os terrenos, as cooperativas, os barcos hotel e os milhões também foram pagos do meu bolso. Mas no referido texto assumi, como agora, que votei nele, "é que a ocasião faz o ladrão".
Jorge Marques
6 h
...e agora, falta apanhar os capangas.

A lista é longa. Mas como todas as listas longas, não deve assustar ninguém.

Basta começar numa ponta. 

Por exemplo (o pior está no fim... a negrito) :

"As obras de modernização da escola secundária Passos Manuel, em Lisboa, geridas pela empresa pública Parque Escolar, custaram mais 46,5% do que estava inicialmente previsto, devido sobretudo a uma série de “trabalhos a mais” entregues à Mota-Engil, a empresa responsável pela obra, conclui uma auditoria do Tribunal de Contas divulgada esta quarta-feira.Estes trabalhos não resultaram de “circunstâncias imprevistas” e violam as disposições legais em vigor, acrescenta-se no relatório. A empreitada no Passos Manuel custou mais de 23 milhões de euros, quando o estimado inicialmente era de cerca de 16 milhões. 

Na sequência da auditoria geral à Parque Escolar, o Tribunal de Contas (TC) foi analisar mais em pormenor o que aconteceu nas empreitadas realizadas em cinco escolas secundárias. Hoje foram divulgados os relatórios respeitantes às escolas Passos Manuel e D. João de Castro, também em Lisboa. As irregularidades detectadas nesta última têm o mesmo perfil das registadas no Passos Manuel: trabalhos a mais sem justificação, que fizeram disparar o custo em mais 13,2% do que o previsto inicialmente; “inúmeras desconformidades” entre o que foi contratado com a empresa HCI Construções e aquilo que foi “efectivamente executado” e violação do regime legal de fiscalização prévia já que os contratos não foram sido submetidos à aprovação do Tribunal de Contas.

Na sequência das irregularidades detectadas, o Tribunal de Contas considera que muitas das despesas efectuadas e pagas são ilegais. De tudo isto resultou um “dano para o erário público”, frisa-se.Entre os “exemplos da má aplicação de dinheiros públicos” na intervenção no Passos Manuel, o Tribunal de Contas elucida que “foram efectuadas inúmeras alterações” ao projecto e contrato iniciais que “resultaram na realização de avultados ‘trabalhos a mais’ que, salvo algumas excepções, não preenchiam os requisitos legais para tal, tendo sido, na sua maioria, valorizados a preços novos”. O TC refere também que a Parque Escolar pagou cerca de 640 mil euros à empresa construtora “ a título de ‘margem’ de 25% sobre os orçamentos dos empreiteiros/fornecedores”. O que levou, por exemplo, a que a Parque Escolar tenha pago as instalações eléctricas e de telecomunicações nesta escola “50% acima do ‘preço’ apresentado pelos subempreiteiros que procederam à execução dos trabalhos”. 

No relatório da auditoria geral à empresa, divulgado em Março, o TC responsabilizou os anteriores administradores da empresa, que entretanto se demitiram, por terem autorizado despesas e pagamentos ilegais num montante superior a 500 milhões de euros; considera que estes restringiram "os mecanismos de concorrência" na contratação dos projectos de arquitectura; que permitiram um acréscimo de 53,7 milhões de euros no valor global das contratações iniciais das empreitadas com a realização de "trabalhos a mais" e de trabalhos de suprimento de "erros e de omissões", sem que se tivesse procedido à responsabilização dos seus actores. 

O mesmo aconteceu com o "incumprimento generalizado" dos prazos das empreitadas, com atrasos na conclusão de obras superiores a 100 dias.

A Parque Escolar foi criada em 2007 para gerir obras de modernização em 332 escolas secundárias até 2015. O TC lembra que, aquando do lançamento do programa, foi previsto um investimento total de 940 milhões. 

Em 2010, quando estavam abrangidas 205 escolas, o investimento considerado necessário já tinha mais do que triplicado e situava-se em3,2 mil milhões de euros. "Um aumento de, pelo menos, 218,5%, não obstante abranger apenas 64% do número de escolas que se pretendiam modernizar", esclarece ."




Bancarrota Súcialista
6 h
"O processo da Cova da Beira, em que são arguidos o ex-professor de José Sócrates António Morais, a sua ex-mulher, Ana Simões, e o empresário Horácio Carvalho, por suspeitas de corrupção no concurso da obra da central de lixos da Cova da Beira, já demora há tanto tempo (14 anos) que até já morreu uma das testemunhas (...) A denúncia anónima que levou a Polícia Judiciária a abrir um inquérito-crime ao concurso de adjudicação para a construção do aterro da Cova da Beira visava directamente José Sócrates. "A HLC disponibilizou 300 mil contos, sendo 150 mil para o secretário de Estado do Ambiente, José Sócrates", lia-se no documento, com a data de 1997, o que motivou uma averiguação preventiva e, posteriormente, uma investigação criminal." cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/processo-cova-da-beira-perde-testemunha
Bancarrota Súcialista
6 h
“Hospital vendido por 11 milhões foi comprado por 21 (governo Sócrates). Um negócio do Estado está sob suspeita. O administrador responsável pelas vendas do Estado foi constituído arguido. Há suspeita de pagamento de luvas avança hoje o semanário Sol. Antigo hospital de Arroios foi vendido pela Estamo por 11,2 milhões de euros a uma empresa que o revendeu de imediato - minutos depois - por mais 10 milhões. O Ministério Público está a investigar, conta hoje o semanário Sol.” dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=2086530&especial=Revistas+de+Imprensa&seccao=TV+e+MEDIA
Joao MA
6 h
Excelente artigo.  
Temos um partido que se acha dono do regime e cujo dirigismo se comporta como uma autêntica organização mafiosa com código de silêncio tipo omertá e codigo de obediencia canina. Bem patente nesta  inversão de opinião e vergonha -sincronizada com Sócrates.  Vê se tambem quem são os capangas nos jornais desta agremiação proto-mafiosa, eles também uns neo-envergonhados e neo-crentes nas questões éticas relacionadas com factos já provados no caso Sócrates . Uma vergonha. 
Carlos Sobreira
7 h
Será que só este jornalista tem a coragem de escrever artigos deste calibre?
onde estão os outros.onde estão os portugueses que não concordamcomeste tipo de governação?
Dr. FeelgoodCarlos Sobreira
6 h
Isto já não vai lá com " jornalismos ", a alternativa está nos quartéis. Quererão eles serem postos à prova conforme lhes ensinam : - a DEFESA da Pátria ?
Antonio FonsecaDr. Feelgood
6 h
Dr Feelgood devia-lhe acontecer o mesmo que aconteceu aos desgraçados que foram torturados na ESMA e depois largados de avião sobre o Atlântico para alimentar os tubarões. 
Dr. FeelgoodAntonio Fonseca
6 h
Elucide-me lá que de repente não estou a ver essa ESMA...... Não posso - nem devo - saber tudo, 'né ?
Bancarrota Súcialista
7 h
“Os 12 aviões para transporte militar e vigilância marítima comprados pelo anterior Governo (Sócrates) para a Força Aérea tinham um custo inicial de 275 milhões de euros e acabaram por custar 390 milhões – mais 42%. Ou seja, o dinheiro que se gastou a mais (115 milhões) dava para comprar 17 aeronaves.”  sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=29478
Bancarrota Súcialista
7 h
"O primeiro-ministro (Sócrates) tudo faz para esconder as conversas em que foi apanhado ao telefone a organizar o apoio às empresas do regime" e o presidente do STJ e o PGR "entendem-se com o mesmo objectivo, com base numa lei feita pelo actual Governo". Já o investimento público está a ser dirigido pelo Governo para as "empresas do regime" ("EDP, a PT, a Mota Engil, a Ongoing, Joaquim de Oliveira, a Martifer, a Sá Couto e quejandos") com "recursos que são retirados ao investimento privado, nomeadamente exportador". "A grande prioridade de Sócrates não são os postos de trabalho, mas a ajuda às empresas do regime e o controlo dos meios de comunicação, para que os portugueses não se apercebam disso" dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1435379
Maria José Melo
7 h
Boa resenha das vigarices de José Sócrates, que não é engenheiro, mas sim um enorme burlão.
Dr. FeelgoodMaria José Melo
7 h
....................não teve uma boa " esplicadora ", coitadado.
Bancarrota Súcialista
7 h
"Brisa paga fortuna a amigo de assessor de Sócrates. O mandatário de Artur Penedos à Câmara de Paredes, em 2009, recebeu da Brisa 500 mil euros por um terreno avaliado em 9600 euros. Pelo dobro da área a concessionária só pagou 35 mil euros a um vizinho. Domingos Barros é o dono da Fibromade, empresa de madeiras de Paredes que viu a concessionária do Estado, Autoestradas Douro Litoral (AEDL), representada pela acionista Brisa, expropriar-lhe uma faixa de 953 metros quadrados do logradouro da sua fábrica para alargar o nó da A41 com a A4 (Porto-Amarante)." jn.pt/PaginaInicial/Seguranca/Interior.aspx?content_id=2979053
Antonio Alvim
7 h
Hoje, depois de descartado Socrates, Costa (e o PS?) voltou à ladainha "o que é da justiça..."

Novamente cegos, surdos e mudos.
Bancarrota Súcialista
7 h
"Estamos todos obrigados a chorar de comoção por termos uma negra a chefiar o Ministério da Justiça. Não interessa nada, por exemplo, que Francisca Van Dunem tenha sido testemunha de defesa naquele caso em que um magistrado foi disciplinarmente condenado por ter pressionado os procuradores que investigavam o caso Freeport com as ameaças que tinha ouvido de José Sócrates. Temos portanto uma ministra que acha normal que ocorra o que pode ser interpretado (e foi) como pressão política ilegítima sobre o Ministério Público. Tendo em conta que o PS convive muito mal com o processo judicial que envolve Sócrates, esta escolha para ministra é arrepiante. Paciência, que a senhora tem um tom de pele original no governo." observador.pt/opiniao/temos-o-melhor-governo-do-mundo-repetir-dez-vezes-por-dia/
Antonio Dâmaso
7 h
A cúpula do PS INVERTEU o ONÚS da PROVA em sentido cívico, ao CONDENAR SÓCRATEZS em publico. O 25 de Abril morreu, a constituição de 33 foi repristinada e a de 76 deitada fora. A ética REPUBLICANA entende que muitos socialistas estejam envergonhados. A única forma do PS não ficar envergonhado e os socialistas saírem de cabeça erguida é todo o socialista que desempenhou funções por eleições no consulado de Sócrates até hoje, não se deve candidatar nas eleições mais a qualquer órgão do partido. Devem pura e simplesmente abandonar a vida pública, irem fazer outra coisa.Esse é o caminho para os césares, galambas, costas, augustos ss e tantos outros. Não alimentarem Heterónimos como pirolitos, zé marias, etc.. Não devem promover “linchamento público” e ou “assassinato cívico”. Antes, abandonarem a vida politica, darem uma lição de ética em Portugal. Aprendam com Egas Moniz de corda ao pescoço.  A geração de Zenha, Soares, Cardia, fizeram o PS. A que esta no poder, vai matando. Como diz António Barreto, antigo dirigente socialista, o PS esta a caminho do fim. Aqui, como na França e na Grécia a situação é complexa. 
carlos santosAntonio Dâmaso
7 h
Os partidos estão a caminho do fim ...
Maria Madeira
7 h
Muito bem!
Mário Guedes
8 h
Obrigado José Manuel Fernandes!
Este artigo deveria ser emoldurado e afixado na Assembleia de República em cada lugar do parlamento, nos gabinetes de cada ministro e no gabinete do primeiro ministro.
Cada deputado eleito deveria ter a obrigação de memorizar a seguinte frase: "a redistribuição da riqueza é com os governos, a criação de riqueza é com as empresas e os empresários."
Mário Guedes
8 h
Obrigado José Manuel Fernandes!
Este artigo deveria ser emoldurado e colocado por toda a Assembleia da República como lembrança do que deixaram fazer ao país!
Proponho que a partir desta data todos os deputados eleitos tenham a obrigação de memorizar a seguinte frase: "a redistribuição da riqueza é com os governos, a criação de riqueza é com as empresas e os empresários."
José Ramos
8 h
As antigas virgens passaram de vestais a flagelantes. Calculo, no entanto, que os flagelos utilizados são tão dilacerantes e sentidos como as proverbiais lágrimas de crocodilo.
Dr. FeelgoodJosé Ramos
7 h
Ora os corcodilos (!!?) focem (!!?) virgens vestais............Açim (!!?) quem os flager-lhos-ia?

Not me, dude
Joe Santos
9 h
Excelente artigo, José Manuel Fernandes, parabéns! 

Posso acrescentar que, na minha terra em Leiria, ainda com o Sócrates 1º ministro, se constava que se faziam reuniões no Grupo Lena, onde se juntavam os maiores construtores deste país e, com a presença de uma figura de 3ª linha do PS, a quem chamavam o “homem da mala”, se distribuíam as grandes obras que estavam na calha. 

Podemos concluir que, nestas reuniões, o país e os contribuintes perderam centenas, quiçá milhares, de milhões de euros, com inflacionamento do valor das obras, e que andamos e andaremos a pagar por longos anos. 

Podemos concluir que os 23 milhões do Sócrates representam, na prática, centenas ou milhares milhões de euros de prejuízo para o contribuinte português, e ainda há quem o defenda!  

Estamos, sem dúvida, perante o maior criminoso deste país desde os tempos de D. João V.
Pedro CostaJoe Santos
8 h
Totalmente de acordo, tem toda a razão.
A maior tragédia, muito para lá do que foi roubado, foi aquilo que foi preciso destruir para roubar uma pequena parte veja se o caso PT 

carlos santosJoe Santos
7 h
Pois, mas, entre o que consta e o que é, há que documentar. De contrário, sobra um processo por difamação. È esse o trabalho meticuloso, difícil e arrojado do jornalista.
Manuel Sácarlos santos
4 h
Nunca se esqueça: Al Capone não era  um gangster nem nunca mandou matar ninguém. Teve apenas um pequeno problema com as finanças. Foi por isso que foi jogado e condenado. 
Dizer que Al Capone foi mandante e executante de vários assassinos é mera difamação não confirmada em tribunal. 
Serranos Rebelos
9 h
"O pior cego é o que não quer ver"
Pois é...
Luis Duarte
9 h
Acima de tudo senão somente a vergonhosa negociata do apartamento do Presidente da Câmara de Lisboa que todos se levantaram a defender como um exemplo de honestidade, CORRUPÇÃO É O QUE É, mas ninguém quer saber, até ao dia....
Joaquim Moreira
9 h
Sendo verdade que "o pior cego é o que não quer ver" esta crónica é uma excelente prova de que vivemos numa terra de cegos. Já que esta cegueira não afecta apenas os políticos, afecta também muita da "nossa elite" e uma montanha dos seus seguidores. A ver pelas sondagens, estamos perante uma monstruoso cegueira geral que não augura nada de bom no futuro. É esta triste realidade que não muda por decreto. Sem prejuízo de, “construir as instituições correctas, ter os devidos mecanismos de limitação do poder dos governos e mudar muita coisa na cultura política dominante”, tem que se mudar as lideranças, sobretudo as que acedem ao poder.

Se é bem verdade que “não podemos contar só com a probidade dos homens”, e que “infelizmente retrocedemos neste caminho nestes dois últimos anos”, é fundamental e urgente mudar a liderança do poder em Portugal. Mas depois do que aconteceu, - com a criação da Geringonça, que afastou um Governo que tinha uma ideia para Portugal, para ter acesso ao poder e não para governar -, e do que continua a acontecer, só mesmo um “milagre” pode mudar esta “realidade” criada pelo novo “génio político” do mesmo PS.
Pedro Costa
9 h
Caro José Manuel Fernandes, apesar de todo o meu respeito pelo seu trabalho, fazendo jus ao seu artigo, e para dar o exemplo do tal jornalismo corajoso, que tal pegar no tema já bem trabalhado pelo António Balbino Caldeira relativo ao apartamento poucochinho ?
Ficamos à espera para ver se o seu artigo é só conversa.
Conde Cruzeiro
10 h
" O PS no pântano de José Sócrates " Que tem o José Sócrates a ver com o pântano? Nada, uma vez que ele não foi uma criação sua, esse pântano criado pela oligarquia corrupta e cleptocrata que em 1983 conseguiu voltar a controlar o país como fez até ao 24 de Abril de 1974, colocou os seus homens de mão a dirigir os partidos do arco da governação e foi um fartar vilanagem, com a colaboração da comunicação e dos votantes nesses mesmos partidos. Nada mais fácil gritarem hoje que foi Sócrates que os enganou, nada de mais falso pois ele não passa de um assalariado dessa gente, com quem sempre colaboraram e calaram na feitura dos seus crimes.
Pobres cegos.
Dr. FeelgoodConde Cruzeiro
10 h
AINDA não.
Já passaram 4 décadas mas ainda não está como queremos.
Falta implodir a esquerda, tal como no antigamente.

Conde CruzeiroDr. Feelgood
10 h
Mais um derrotado de Abril, cujo a única finalidade de vida é vingar-se de quem o derrotou como?
Roubando, que foi aquilo que sempre fez desprezível e condenável. 
Eu Sou Eu
10 h
Esse sujeito Sócrates nos anos em que foi 1º ministro zangou-se com a RR e NUNCA aceitou ser entrevistado......só não via quem não queria..... a prepotência e autoritarismo de fascista!! Afinal já há 200 Zé Marias para o almoço ou jantar!!!! triste povo! só mesmo à bofetada
Jorge Tavares
10 h
MUDAR O SISTEMA ELEITORAL

1) PARLAMENTO: A CASA DA PARTIDOCRACIA
Os portugueses não têm os direitos políticos dos outros europeus. Não podem sequer escolher o candidato em que preferem votar para os representar no parlamento. O "julgamento nas urnas" é um logro: os candidatos colocados nos primeiros lugares das listas dos maiores partidos têm garantia prévia dum lugar no parlamento. Não há julgamento sem possibilidade de penalização, mas os portugueses não têm maneira de penalizar os candidatos nos "lugares elegíveis". Até podem ser espiões ou maçons, não interessa: a sua ida para o parlamento não depende dos votantes, que apenas decidem quantos lugares cabe a cada tribo partidária. A raiz do problema é o voto não ser num nome, como no resto da Europa.

2) EM ELEIÇÕES DEMOCRÁTICAS NÃO HÁ VENCEDORES ANTECIPADOS
Faz parte da essência da democracia que o resultado duma eleição não possa estar decidido antes da sua realização. Mas nas eleições legislativas portuguesas, há dezenas de lugares no parlamento que já estão decididos, não importa como o eleitorado vote. Os "lugares elegíveis" dão origem a autênticos vencedores antecipados, pois garantem lugares a pessoas previamente escolhidas, mesmo quando o partido "perde". Como não existe uma relação entre o voto e a atribuição dum lugar de deputado, esses "eleitos" NÃO representam os eleitores. Os lóbis contornam o eleitorado e tratam directamente com os barões. Na prática, são o lóbis que são representados no parlamento.

3) AUSÊNCIA DE ESCRUTÍNIO ORIGINA DESGOVERNO E CORRUPÇÃO
O sistema de listas "fechadas" não é verdadeiramente democrático. Mesmo quando o partido "perde", os barões dos maiores partidos nunca são desalojados do parlamento pela via dos votos. Refugiam-se nos "lugares elegíveis" e vivem numa perpétua impunidade. Nunca foram verdadeiramente sujeitos ao escrutínio democrático e nunca saem do circuito do poder. Frequentemente, os presidentes das comissões parlamentares mais importantes são da oposição. Este punhado de oligarquias tornou-se dono do Estado e das propriedades dos portugueses, incluindo rendimentos futuros. O que acontece a uma oligarquia que se vê com um poder quase absoluto? Não é costume dizer-se que o poder corrompe?

4) IMPEDEM-NOS DE FAZER A NOSSA PARTE NA RENOVAÇÃO DOS PARTIDOS
É o sistema eleitoral que bloqueia a renovação interna dos partidos. A renovação consiste em uns serem substituídos por outros, e é o papel do eleitorado indicar quem vai e quem fica, através dos actos eleitorais: os políticos que têm mais votos tendem a substituir os menos votados e a ascender gradualmente às chefias. Mas se o sistema eleitoral impede os eleitores de expressar preferências dentro duma lista, está a impedi-los de exercer o seu papel na renovação dos partidos. É a pior forma de caciquismo (mesmo do que com círculos uninominais). Actualmente, perpetuam-se os caciques e apenas os que têm a sua anuência sobem nas estruturas partidárias.

5) OS PARTIDOS NÃO ESCOLHEM BONS CANDIDATOS
Listas eleitorais "fechadas" à ordenação pelos votantes também resultam em elencos parlamentares altamente desequilibrados, por exemplo na representação desproporcionada de advogados e membros de sociedades secretas e iniciáticas. Há alguns anos, examinaram o CV de cada deputado e constatou-se que nenhum tinha experiência de integrar os quadros de administração duma empresa. Os desequilíbrios são nítidos a muitos níveis, a falta de qualidade é alarmante e está a acelerar. Se fossem os eleitores a ordenar as listas, os partidos estariam mais expostos à concorrência e passariam a propor bons candidatos, pois caso contrário arriscar-se-iam a perder votos para partidos com candidatos melhores.

6) LUGARES ELEGÍVEIS: ZONA DE CONFORTO DOS BOYS
Não é por acaso que os políticos nunca falam do sistema eleitoral. Não querem que os cidadãos se apercebam das diferenças em relação aos outros países e comecem a exigir mudanças na sua "zona de conforto". Livres do escrutínio, os partidos capturaram não só o sistema político, como o próprio regime e as instituições do Estado. Os problemas de excesso de peso do Estado, corrupção e desgoverno vêm todos daí. É por isso que a denúncia de actos escandalosos quase nunca resulta em penalização - até é recebida com indiferença! O pior que pode acontecer a um cacique partidário é passar o mandato seguinte no parlamento. Mas o sistema não dá meios para o tirar de lá.

7) NÃO SOMOS RESPONSÁVEIS POR POLÍTICOS QUE NÃO PODEMOS ESCOLHER
Se analisarmos o sistema português, percebemos que é injusta a ideia de que os políticos são maus porque os eleitores são maus, ou maus a escolher. Os eleitores até são bastante exigentes: o problema é que não dispõem de meios para impor os seus padrões de exigência. A maioria das opções democráticas são-lhes negadas pelo sistema eleitoral. Não podem dar força eleitoral a quem o merece, não existe divulgação atempada de informação, não têm o direito de iniciativa legislativa, os referendos estão limitados nas matérias sobre que podem incidir, as assinaturas para as iniciativa referendárias são em papel, têm de ser homologadas nas freguesia onde cada eleitor está recenseado, os deputados podem bloqueá-las sumariamente, etc, etc.

8) QUALQUER DEMOCRACIA MODERNA TEM O VOTO NOMINAL
O sistema português é o "proporcional de listas fechadas". As listas dizem-se "fechadas" porque a ordem pela qual os lugares são distribuídos é IMPOSTA pelo partido. Naturalmente, os políticos evitam esta designação, preferindo "sistema representativo" - mais outro logro. Na Europa, quase só é usado em países como a Ucrânia e a Rússia (na Europa ocidental, só na Espanha e Itália). Sucede que isso é simples abrir as listas. Divide-se os maiores círculos - Lisboa (47 lugares) e Porto (39) - e une-se os do interior em círculos regionais. Inclui-se as listas nos boletins de voto e a ordem de atribuição dos lugares passa a ser em função de quem tem mais votos nominais (ou preferenciais).

9) NÃO HÁ BONS ARGUMENTOS CONTRA LISTAS ELEITORAIS ABERTAS
Exigir listas abertas nada tem de radical. São o sistema mais usado nos países europeus da dimensão de Portugal (en.wikipedia.org/wiki/Open_list). As outras partes do sistema não precisam de ser alteradas (e.g., método de D'Hondt - imposto pela CRP, artº 149). Nenhum candidato tem garantia prévia de ser eleito: passa a haver escrutínio. As listas abertas não possuem nenhuma das desvantagens dos círculos uninominais, que são "maioritárias", ou "anti-proporcionais". Em Portugal, isto seria grave, pois bloquearia a renovação do espectro partidário a longo prazo. Só a Inglaterra os usa na forma pura (nem sequer a Escócia). Talvez seja por isso que os políticos evitam sempre falar nas listas abertas e desviam o debate para os uninominais.

DISSE

Manuel MarquesJorge Tavares
8 h
Mil vezes de acordo. Jorge Tavares pôs o dedo na ferida.
Porque será que este seu comentário, ninguém comentou?
Como dizia o outro: verdades como punhos...
Parabéns e não desista!
carlos santosJorge Tavares
7 h
Análise e propostas mais que válidas. Assim tenhamos, povo, cultura política e interesse de participação cívica para exigir as necessárias transformações. Até lá, ele é bola e novela, tablet e popó que se veja, férias com spa e tecnosound. Acordaremos, 'se é que a nossa cegueira não é incurável'.
Jorge Tavares
10 h
A parte mais patética dos trolls, é que não é necessário ter-se pensamento ou conhecimentos. Não é necessário estar bem informado. Não é necessário ser culto. Nada!
Basta ter-se vontade de se ser provocador e ter tempo para isso. Aliás, suspeito que muitos dos trolls são reformados.
Joaquim ZacariasJorge Tavares
5 h
são pagos pelos xuxas.
JP Ribeiro
10 h
Tudo certo, faltando apenas lembrar que a cabeça do mecanismo de seu nome Dr. Mario Soares, que foi visitar o 44 à prisão moveu mundos e muitos fundos para que este fosse libertado e o assunto esquecido. O país está a saque desde há quarenta anos e nós ainda nos rimos das histórias do Mobutu.
josé maria
10 h
O PS demorou três anos a demarcar-se do caso Sócrates. Mas a Operação Marquês também tem como suspeito o governo de Pedro Coelho, como resulta, designadamente, da edição do jornal Público de 18/10/2017. Alguma vez o PSD se demarcou desse caso, de favorecimento da empresa Lena por Sérgio Monteiro ? Alguma vez o PSD se demarcou também dos casos Oliveira e Costa, Duarte Lima, Alindo de Carvalho, Dias Loureiro, Miguel Macedo, Hermínio Loureiro, Isaltino de Morais, Salvador Malheiro, Feliciano Barreiras e Elina Fraga ? Alguma vez o PSD se pronunciou contra os casos escandalosos do programa Foral, cursos de aeródromos desactivados, Tecnoforma e a enorme vergonha do caso Efisa ? Que terá essa gente sórdida e hipócrita, incluindo os jornalistas serviçais que os apoiam, a dizer desses escândalos ? Que virá JMF dizer se Bruxelas confirmar a alegada fraude dos 6,7 milhões da Tecnoforma e se Sérgio Monteiro também vier a ser condenado na Operação Marquês ? Vão fazer o quê ? Permanecer mais uma vez caladados, como se esses escândalos não fossem nada com eles ? Como se a corrupção passasse sempre incólume quando os visados são figuras proeminentes da direita portuguesa ? Gente abjecta é capaz de tudo, não tem mesmo o menor pingo de vergonha na cara.
Carlos Acmjosé maria
10 h
Zé das Galinhas não sejas mentiroso , o link da assinatura do observador ?
Eu Sou Eujosé maria
7 h
Este já faz parte do almoço ....o avençado socas
Deolindo CascataCarlos Acm
3 h
Carlitos, Carlitos sim, sim cadê os outros?  o matador de velhas, o irrevogável dos submarinos, o licenciado com 4 aulas , BPN, Oliveira e Costa, Dias Loureiro, o link da assinatura do observador? 
Zé das Galinhas não havia necessidade de mudares de nome , dias loureiro foi absolvido, oliveira e costa condenado, ambos décadas após terem pertencido a um governo , os submarinos sabe de alguma novidade ? a última vez que ouvi falar do assunto tinha sido arquivado , o licenciado com 4 aulas para além do sócrates parece que o actual governo tinha muitos nos seus quadros
Oque Escrevemos
10 h
Portugal é um pântano. Enfim um meio pântano porque nem é suficientemente rico para ser um verdadeiro pântano, para ter corruptos e corrompidos a sério. Tudo assim, mediocre, mediocre. Agora dizem todos sobre Sócrates "eu saba que era um corruto" tipo aqueles que depois do 25 de abril se tornaram todos "antifascistas". Agora todos sabiam e acham todos que os outros, o que sabiam mas não disseram nada deviam tê-lo feito. Já agora quem era o PR ao tempo do PM Sócrates ? Não interessa nada ? Não viu, ? Não sabia ? "Rebentem" lá com o Sócrates de uma vez, mas há muitos que agora são muito clarividentes "que não quiseram ver". O pior tipo de cego, dizem.
carlos santosOque Escrevemos
10 h
Permita-se-me o ajuste: nesta Loja das Vigarices, os corruptos serão equivalentes aos demais. Ganham é menos, provavelmente...
carlos santos
11 h
De Sócrates, do PS e dos demais primos e parentelhas, estamos conversados, contando ainda com o muito que haverá ainda a conversar. 
Surpreende-me deveras a posição documentada sobre Daniel Oliveira, de que relevo qualidades de exemplo: ouvi-o ou li-o, se não me atraiçoa a memória, dizer que segredo de justiça é para os tribunais, não deixando de, em função de factos, formar a sua opinião ou julgamento e, claro, de a enunciar.
Todos nós o fazemos, as mais das vezes crentes e fundados no trabalho documental e na estatura ético-deontológica de Jornalistas, que por isso são perseguidos, presos e até assassinados sem misericórdia. É deles, muitas vezes quase em exclusivo, a garantia da nossa liberdade e democracia. 
Je suis...


carlos santoscarlos santos
8 h
Quero dizer 'presunção de inocência' e não 'segredo de justiça'.
Lucindo Montrond
11 h
A campanha antissocialista, que o mesmo é dizer antidemocrática, que tem estado a “ferver” nos últimos tempos, a propósito do caso Sócrates, só tem um propósito: “dinamitar” o Partido Socialista e, consequentemente, “dinamitar” a própria democracia. Como é possível que as ilicitudes cometidas por um único cidadão, conhecido por José Sócrates, estejam a ser forçosa e capciosamente associadas ao Partido Socialista, no seu todo? Afinal, é o partido que está a ser investigado pela justiça, ou José Sócrates, que se aproveitou do exercício do cargo de Primeiro-Ministro para cometer atos de corrupção? Os que tentam “colar” o Partido Socialista a esses atos reprováveis, como este cronista, estão a ser perversos. Sócrates cometeu atos reprováveis. Ponto final. De acordo com a agenda da justiça, será julgado, em tempo oportuno e, muito provavelmente, metido na prisão. Por que razão é que há muita gente “nervosa”, como este cronista, que quer, à viva força, manipular a opinião pública, tentando “convencê-la” que os atos cometidos por Sócrates devem ser assacados ao Partido Socialista? Pretendem enganar e manipular o eleitorado? Olhem que estão equivocados! Os portugueses escrutinam sistematicamente o desempenho dos políticos. Sabem, sem qualquer sombra de dúvida, que um militante socialista, José Sócrates, não resistiu à atração fatal da corrupção, foi levado à justiça e aguarda a conclusão do processo judicial. 
Acontece que os detratores da democracia querem perverter todo o processo, fazendo passar a mensagem distorcida de que o Partido Socialista é globalmente responsável por atos ilícitos, cometidos por um dos seus militantes. Isso é inadmissível, condenável e abjeto. Os seus autores são intelectualmente desonestos!
João BrandãoLucindo Montrond
10 h
Para os amigos tudo, para inimigos nada ... para outros aplique-se a lei.
...
Ó Lucindo e que tal ir dar banho ao cão, em vez das tretas acima?
Paulo SilvaLucindo Montrond
9 h
Vê-se que o Lucindo também foi um dos “enganados” por Sócrates, Vara, Lurdes Rodrigues & companhia… Aposto que a propósito do BPN não se calava para denunciar a desonesta campanha anti-social-democrata.
Luís Soares Ribeiro
11 h
Caro José Manuel Fernandes 100% de acordo com aquilo que escreve. Mas para mim falta o porquê daquilo tudo. Ou seja porque razão Sócrates fez o que fez sob a proteção do Partido Socialista.
Para mim, esse porquê reside num simples caso: CASO CASA PIA.
Por essa razão Jorge Sampaio força a demissão de Ferro Rodrigues no PS e demite um parlamento que apoiava o Governo com apoio maioritário de Santana Lopes, após o animal feroz Sócrates ter sido eleito Secretário Geral do PS.
Obviamente Sócrates depois serviu-se daquilo que estava a fazer para enriquecer, tendo ultrapassado largamente o que esperavam dele. Mas tinha as costas quentes, tão quentes que Mário Soares o visitou várias vezes em Évora.
O que resultou daí? Aquilo que JMF tão completamente descreve, para além de uma organização impecável como era a Casa Pia ter sido destruída.
Mas como é que isto foi possível? O Guterres já explicou: o PS é um pântano.      
Bancarrota Súcialista
11 h
"A Presidência do Conselho de Ministros (de Sócrates) possui “apenas” uma frota de 448 viaturas..." politicamenteincorreto.skyrock.com/2941669225-OS-MILHOES-DE-SOCRATES.html
Bancarrota Súcialista
11 h
Tenho passado por dificuldades financeiras" Oiça José Sócrates a explicar porque pediu ajuda ao amigo."http://www.cmjornal.xl.pt/multimedia/videos/detalhe/20160307_2146_tenho_passado_por_dificuldades_financeiras.html
Conde Cruzeiro
11 h
Mais um, a querer fazer-nos cegos.
Essa táctica, já é por demais conhecida.
Jorge Espinha
11 h
está aqui tudo. Nada a acrescentar. E sobretudo, não esquecer!
Bancarrota Súcialista
11 h
“Paulo Campos esconde 705 milhões. Tribunal de Contas detecta anexos secretos em auditoria.” cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/paulo-campos-esconde-705-milhoes
E o paizinho, o António Campos, fundador do PS, de quem não se conhece riqueza, e que segundo o filho, e vá-se lá saber como, o o ajuda financeiramente a manter a casa na Quinta da Marinha, a vida de luxo, o filho a estudar na Califórnia etc. porque os mais de 4000€ que ganha como deputado não chegam, diz que o PS traiu a sua própria origem por ter vergonha de Sócrates! O PS é isto, nepotismo e corrupção!
Bancarrota Súcialista
11 h
"Quem nascer em 2011, só estará livre dos encargos da PPP's quando tiver 72 anos." esquerda.net/artigo/buraco-das-ppps-chegar%C3%A1-48-mil-milh%C3%B5es
Bancarrota Súcialista
11 h
"O modelo criado por Mário Lino e Paulo Campos, responsáveis pelas Obras Públicas do primeiro governo de Sócrates, não serviu para reduzir os encargos financeiros do Estado, como pretendido, mas antes para os aumentar, já que a dívida da EP cresceu brutalmente. A forma de financiamento do sector rodoviário mudou, mas mesmo juntando todas as receitas da EP (539 milhões de euros anuais provenientes das receitas líquidas do imposto sobre os produtos petrolíferos e da introdução das portagens nas Scut), estas foram insuficientes para fazer frente às despesas. E a dívida da EP, que era de 50 milhões em 2005, aumentou vertiginosamente, para 2 mil milhões de euros em 2010." asjp.pt/2012/05/31/ppp-tribunal-de-contas-censura-socrates-por-promover-divida-de-20-mil-milhoes-de-euros/
Bancarrota Súcialista
11 h
"No quadro de uma investigação de Bruxelas, o Governo denuncia que, em 2007, o Governo de José Sócrates violou a legislação comunitária por ter alargado por 26 anos, sem concurso público, o prazo de concessão à EDP de duas dezenas de barragens. A Endesa, maior barragista em Espanha, critica ter sido excluída dessa negociação. A EDP pagou ao Estado 759 milhões de euros pelo alargamento da concessão, um preço que os ministros Manuel Pinho e Nunes Correia fundamentaram em avaliações da Caixa Banco de Investimento e do Crédit Suisse. Mas, segundo o atual Governo, que cita informação produzida na mesma altura pela REN, estima que o Estado podia ter encaixado mais 581 milhões de euros." tvi24.iol.pt/economia---economia/barragens-edp-irregularidades-queixa-energia-bruxelas/1437604-6377.html
Bancarrota Súcialista
11 h
"PPP. TRIBUNAL DE CONTAS CENSURA SÓCRATES POR PROMOVER DÍVIDA DE 20 MIL MILHÕES DE EUROS. Governo Sócrates não defendeu o interesse público nas PPP." asjp.pt/2012/05/31/ppp-tribunal-de-contas-censura-socrates-por-promover-divida-de-20-mil-milhoes-de-euros/
Bancarrota Súcialista
11 h
"Um Campus “ruinoso” na Justiça (governo Sócrates). É MAIS uma parceria público-privada polémica. (...) Se tivesse optado por um concurso ‘tradicional’ de construção, o Governo poderia ter poupado um pouco menos de 100 milhões de euros. O próprio consórcio que venceu este concurso, liderado pela Opway, estima esse custo de construção em 95 milhões de euros. (...) Os valores em causa são os seguintes: o Estado recebe 15,5 milhões de euros pelo direito de superfície e 26,5 milhões de euros pela venda da Quinta, mas terá que pagar 235 milhões de euros pelo aluguer dos edifícios. Isto é, o Estado gastará, a preços de hoje, 193 milhões de euros para utilizar o futuro Campus de Justiça do Porto, mas no final do contrato ficará sem o terreno e os edifícios." asjp.pt/2011/03/11/um-campus-ruinoso-na-justica/
Jose Alves
11 h
desculpem a simples pergunta: depois de tudo o que se ouviu e viu neste pais até este momento, ainda alguém tem esperança no pais, fé no regime ou crença nas instituições sejam elas quais forem?
Hugo Correia
12 h
bem se ouviam algumas vozes destuando esta republica democratica, vozes temerozas que anunciavam uma revolucao sem nexo, uma revolucao sem valor, uma revolucao roubada por um grupo.
Bem se a confirmar exatemente o pior cenarios, o 25 de Abril 74, nao foi so apenas a vitoria dos valores de esquerda em Portugal, Foi o aniquilar de tudo o que este pais tinha de valor em relacao as industrias, ao que existia em Portugal que resulta se em lucro
Ate pk depois se da o 2 de Novembro, a forca armada contra os parquedistas. Sem duvida hoje se sabe que o PS do MArio Soares, vendo se isolado do Vasco Goncalves assume um cunho forte com a Europa, pensando eles que seria a tabua de salvacao.
Ora que socialismo e este que estes senhores andaram pra aqui a falar?
Pensava eu que patriotismo e nacionalismo eram sinonimos de direita,  Afinal a Esquerda tambem consegue ser patriotica, infelizmente talvez se perca nos inumeros assuntos que tem antes de tocarem a questao da sobrenaria do estado.
que absolutismo eram do tempo dos generais do regime militar, mas ao fim de todo este tempo, eu com 36 anos me vejo apatico.
Apatico porque afinal a revolucao de Abril a revolucao do POVO  Arevolucao da FMA da Republica da maconaria de todas as ideologias foi capturada pelos capitalistas. O que e uma real republica, um real estado liberal democratico? Antes de mais e um onde a justica funciona pra todos. Sobretudo e um pais que ao tomar uma decisao pro seu povo pensa e repensa e nao toma e volta a pensar. Se Portugal enterrado como ta em dividas nao for capaz de condenar todos os vigaristas gatunos FDPS que arruinaram arruinam este pais com mais decisoes, A Carbonaria exigida de novo nas ruas. Quando estes caes nao forem capaz de encontrar uma solucao global um sistema justo que funciona, quando ha minha filha nao ouver comida, MORTE A ELES TODOS.
Helder Vaz Pereira
12 h
Nesta Tugalândia, quando os Tugas pensam que bateram no fundo, é só cavar mais um bocadinho  que sai minhoca. E vergonha é palavra desconhecida dos Tugas.
João BrandãoHelder Vaz Pereira
10 h
Certamente. 
Uma sociedade que ainda tolera no seu enquadramento político, partidos comunistas é por outro lado na sua maioria um grupo de xuxas, xupistas e golpistas.
Este tipo de gente só não tolera regras!
Maria Alva
12 h
Excelente artigo que nos permite relembrar as "atrocidades" criminosas protagonizadas pelo Menino de Ouro do PS.
Concordo plenamente que a vergonha declarada por alguns dirigentes socialistas e só "da boca para fora", pois como JMF diz, replicam os mesmos métodos intimidatórios, quer através das redes sociais via "avençados" (quem lê o Observador conhece bem alguns deles), quer na pressão/desvalorização dos entidades independentes.
Finalmente, a proteção do socrático ministro da Seg Social a Tomás Correia, ilustra bem a "escola" do Sr Pinto de Sousa.
Carlitos Sousa
12 h
Os esquerdalhos, talvez alguns militantes socialistas com as barbas a arder, indecisos se devem já alistarem-se nas fileiras dos "envergonhados de última hora", vêm aqui ao comentários, protestar por se falar demais em Sócrates

Mas eles bem sabem, que Sócrates está "morto", faltando só ser enterrado numa pildra. O que se fala aqui é deles próprios. E são muitos os que apoiaram e esconderam os crimes de Sócrates, porque isso lhes convinha. 

Agora só esperam que a verdade não desvende o seu conluio, como acontece a Daniel Oliveira, neste artigo. 
Luis Cirilo Carvalho
12 h
Parabéns por mais um artigo verdadeiramente excepcional.
Paulo Silva
12 h
Agora que o cadáver de Sócrates está na morgue à espera da autopsia e da certidão, a esquerdalha nega-se a reconhecê-lo e sacode a água do capote da sua cumplicidade moral... 
Cisca Impllit
13 h
Claro que muito de nós desconfiavamos dele e as suspeitas adensaram-se sempre cada vez mais, mas também, por um lado o ps sempre se agarrou ao poder como se fosse o último dia, por outro, os outros é que eram do bota abaixo ou de elástico e os demais gostavam de ser comidos de cebolada. E por aí segue!
Se houvesse menos impostos, talvez o qie houvesse se gadtasse melhor e haveria menos na grande "gamela" que é o Estado Português. 
Nem Portugal nos chamamos, somos a República de!
rasputine
13 h
A equipa do Observador já se inscreveu para o almoço de apoio a Sócrates?
Cisca Impllitrasputine
12 h
Se fossem 50€ ou mais por pessoa, até se calhar para ver onde param as modas, mas por 20€ .... se calhar ainda comia por conta dos amigos do Zé!!
Nem a brincar e o desfrute a que se dão  já começa a meter pena. 
Paulo Correia
13 h
mehh... mais Socas... Getting boring fasssst. Até o Passos se cansou do assunto por achar que já não dava votos. Mas o Obs acha que não. Continua a ordenha. A seguir vem a republicação das opiniões sobre os fogos, a opinião sobre a opinião e a indignação com a falta de pedido de desculpas. 40 euros. Vale mesmo a pena.

Cisca ImpllitPaulo Correia
12 h
Vá dizendo, Sr. Paulo Correia; a jogada de antecipação pode ser que atenue....
João AdderPaulo Correia
11 h
40 euros dá para ir a dois almoços de apoio ao Socas, eheheheh...!
Paulo CorreiaJoão Adder
10 h
Dá para almoçar fora com a família e passar um bocado agradável. Entre uma opção e outra...
João AdderPaulo Correia
10 h
Apenas ironizava, obviamente!
José Montargil
13 h
Azar para muitos José Manuel Fernandes lembrar-se de factos do ex 1º Ministro do PS desde 2001 e o subsídio de 200.000 contos à DECO. Pois é a memória não falhou. Desde essa altura que os dirigentes do PS deveriam ter tocado a finados. Mas não embandeiraram em arco, apoiaram um pessoa sem qualidade para governar Portugal. 
O resultado está à vista. As pessoas que dirigem o PS negam a própria evidência ao longo de tantos anos.
O PS tem sido fértil em acusações sinistras e assustadoras. Desvio de verbas, acusações de abusos de menores, conluio de dirigentes políticos em Macau, negócios ilícitos nas ex-colónias e em Portugal, compadrio entre políticos, contornar a lei para empregos a familiares, abuso de poder. Acusações muitas por provar pois antes era mais difícil do que agora sacar os documentos e as provas. 
Espera-se que o  mundo político entre na norma mas só  se forem obrigados, empurrados e a tiro de canhão é que eles perdem esses hábitos manhosos.
José Barros
13 h
Nuno Granja
13 h
"uma vergonha sem nome"

é isto e é mau
André Pereira
13 h
Título de crónica na "mouche". Percorri o site e nem um cheirinho sobre a emissão de dívida com os valores de juro mais baixos de sempre..."O pior cego é mesmo o que não quer ver", mas não apenas no caso Sócrates...
Ricardo NunesAndré Pereira
10 h
Pois.... mais dinheiro que pedimos EMPRESTADO.... não lhe faz "confusão"?
André PereiraRicardo Nunes
10 h
A questão é: como nos financiamos? Todos nos lembramos o preço que pagámos por deixar de ter acesso aos mercados. Já que n existe alternativa, que seja com juros cada vez mais baixos. Confusão faz-me a pequenez do nosso debate político, em que a cegueira ideológica mata o debate de ideias...
Carlitos Sousa
13 h
Daniel Oliveira, essa consciência crítica da esquerda nacional, descartou em 2010 todas as dúvidas que havia sobre os casos de Sócrates...

Já tinha uma ideia formada sobre esta ave rara, que alguém teve a triste ideia de dar poleiro na comunicação social. Ler os dois textos que JMF indica, dá uma ideia do carácter deste antigo bloquista, um representante da influência nefasta da extrema esquerda no condicionamento do pensamento livre.
Mais um "envergonhado de última hora", mas também um responsável pelo respaldo que deu ao maior criminoso político  que o país já teve.
rasputine Carlitos Sousa
13 h
A inveja por não ter o aprumo moral e ético de Daniel Oliveira. Nem todos tem estômago para inventar escutas e fazer fretes...
Cisca Impllitrasputine
12 h
É. Só que apruma agora para outro lado.
Inteligente, sim e muito. A ética, talvez a utilitarista, não sei.
É que até os mais inteligentes têm dodóis por onde lhes dói mais!!
Paulo SilvaCarlitos Sousa
10 h
Daniel Oliveira consegue dizer as maiores barbaridades com o ar mais professoral e convicto do mundo… É um dom. Ele e tantos outros serôdios envergonhados da esquerda radical estavam absolutamente a borrifar-se para Sócrates, de quem aliás nunca gostaram (dentro do PS havia quem achasse que ter Sócrates ou Durão Barroso era igual, porque tinha vencido a ala “neo-liberal” do PS…) Mas o problema é que precisavam do PS. Era preciso derrotar a direita e arredá-la do poder, e para isso o PS não podia ser chamuscado com os casos ligados ao Governo de Sócrates… Foi por puro tacticismo político que contemporizaram com Sócrates e os seus comportamentos mais que dúbios. E foi por puro tacticismo pessoal que ganhámos um PM usurpador apoiado pela extrema-esquerda.
José MartinsCarlitos Sousa
3 h
O caso Sócrates/Bes/Lino/Pinho é apenas a ponta do iceberg.
Vamos ter que fazer uma "Petição" a exigir a recondução de Joana Marques Vidal.
Paulo Silva
13 h
Estados de negação e fugas à objectividade é o que fazem as convicções mais clubísticas e religiosas… mas mais do que se possa dizer do sistema onde impera a cultura da cunha, do jeito ou do empenho - e aí todos somos responsáveis - o que o caso Sócrates/BES ou BES/Sócrates representa é o fim de um mito. Um mito que só se mantinha em países como Portugal e outros Brasis... Para muitos professar a Esquerda é encarnar um espírito de missão e ter superioridade moral sobre os outros - quando na verdade em muitíssimos casos não passam de sublimações da Inveja e outras humanas “virtudes” - e muitos foram os que fora do PS usaram de todos os subterfúgios para contornar os indícios e as evidências. Daniel Oliveira aqui relembrado, foi um deles. À semelhança desse mentor do “polo forte da esquerda”, fizeram-no não só porque iria prejudicar estratégias político-partidárias, mas também porque manchava a candida imagem. Quando a direita estava na berlinda com os casos BPN ‘cag.aram-se’ de alto para todos os “segredos de justiça” e “presunções de inocência”… Alguns até na direita confessavam, (Pedro Mexia), “se eu fosse de esquerda não parava de falar no BPN”… Com São Sócrates foi da contemporização à peregrinação a Évora… Agora o santo caiu em desgraça. Hipocrisia a quanto obrigas.
José MontargilPaulo Silva
13 h
A peregrinação a Évora é o exemplo máximo nos últimos anos em que uma lista de políticos acharam que o chefe deles se safava como era costume. Essas pessoas e as declarações que fizeram na altura devia ser coligidas num vídeo e divulgá-lo assim como as declarações de jornalistas e políticos que se insurgiram contra a prisão de um ex 1º Ministro.
Cisca ImpllitJosé Montargil
12 h
E o hino que lhe fizeram, o próprio que já é um hino!
José MontargilCisca Impllit
10 h
É verdade fizeram-lhe um hino. Bem podiam concorrer ao Festival da canção como isso. Podia ser que se safassem!
Rui Silva
14 h
Não acham estranho aí na redação que se fale tanto de Sócrates? Sérá um fetiche?
Cisca ImpllitRui Silva
12 h
Só se for nos pés - para dar um pontapé a tanto socratismo a balofeira!
luis saraiva
14 h
A pergunta perturbadora que um cidadão pacato, vulgar, medianamente informado, sério e de bem com a consciência de ser português faz é esta: como foi possível? que gente é esta?
victor guerra
14 h
Nas igrejas e no partidos, vive-se com palas,nesta sociedade de chicos-espertos.Os do gangue do Sócrates estão todos no poder,essa é a realidade
Carmen Maia
14 h
diz o autor: "Não, não era uma fatalidade ser-se enganado pelas mentiras de Sócrates. Bastava ter os olhos abertos.". o problema é mesmo esse, o "ter os olhos abertos". ora, se o povo português tivesse os "olhos abertos", o kosta não tinha assaltado o poder, o pcp e o be eram partidos sem lugar na assembleia da república, e a esquerda não existia em portugal. mas esse portugal moderno é utopia nos dias de hoje, porque o tal povo não tem "os olhos abertos".

despeço-me com amizade.
João Adder
14 h
Agora parece que não há cão ou gato que não escreva sobre Sócrates.
Compreende-se, é o que está dar!
victor guerraJoão Adder
14 h
Se está incomodado,tem o almoço de desagravo.E compre um livro para ele autografar
João Addervictor guerra
14 h
Na verdade... não é bem incómodo mas, algo mais construtivo (e criativo) já vinha a calhar. Será pedir muito?
Já reparou quantos articulistas, só aqui no Observador, escrivinharam sobre Sócrates nos últimos dias!?
Outra vez batatas...
Miguel CardosoJoão Adder
13 h
Achaste que a crónica era sobre o Sócrates? É normal, ou não percebeste ou então como bom socialista não pagaste e por isso não leste, é tão normal como o teu incómodo!
João BrandãoJoão Adder
13 h
Que bom seria se não se escrevesse sobre o assunto, não era?
O sujeito do assunto também pensava assim! 
João AdderMiguel Cardoso
13 h
Olha olha, o sabujo rabeta. A matrafona que cheira os meus comentários a milhas.
Então, já te deram ordens para me poderes responder? Porreiro pá!
Se der, logo passo no parque à noite para te dar uns amendoins.
Fica bem.
dos SantosJoão Adder
12 h
Concordo. Sem Socrates esta pseudo-elite da treta do observador escrevia crónicas sobre culinária e jogos de matrecos. 
Marina Pascoal Ramos Que bom que é ler/ver que existem jornalistas que não deixam cair passados... que relembram para que os esquecidos não prevaleçam na sua falta de memória selectiva!!!! Obrigada
Antonio Moreira Quando o “fundador da democracia” recebia malas de dinheiro vindas do Luxemburgo, diz tudo do que somos hoje, e no que é o Partido SocialistaGerir
Responder14 hEditado
Jorge Barata Mas só quem tem uma mente mesquinha é que não sabe disso . Mas ,pode crer que ainda será translado para p Panteão Nacional .
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Responder5 h
Antonio Moreira Jorge Barata 
Desde que vi um porco a andar de bicicleta e Costa primeiro ministro, já acredito em tudo...
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Responder5 h
Amelia Veloso A sério mas não foi no giverno do Cavaco que se desbaratou o finheiro vindo EU? Quantos amigos dele não enriqueceram nesse tempo de vacas gordas? A direita tem nesmo memória curtinha.
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Responder3 h
Antonio Moreira Amelia Veloso 
Camarada...
Portugal desde que entrou para a UE recebeu menos dinheiro em ajudas, do que aquele que o vosso querido 44 teve de pedir em 2011.

Percebeste ou queres um desenho?
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Responder2 h
Cecilia Carvalho Parabéns pelo excelente comentário. Muito elucidativo. Um excelente artigo para ser falado no congresso do PS para lembrar de tantos e tantos os corruptos do Partido PS dos s/ governos e do maior corrupto 1o. Que houve em Portugal.
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Responder7 h
Pedro Miguel Monteiro Obrigado José Manuel, por reavivar a memória dos esquecidos, e as contínuas tentativas de branqueamento de responsáveis do PS, e alguns jornalistas, dos quais destaca o execrável Daniel Oliveira...
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Responder6 h
Jorge Barata Mais um muito bom artigo daquele que considero ,actualmente ,o melhor comentador político em Portugal .
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Responder14 h
Ana Esgalhado Já no final do século XX era clarissimo que a regra de ouro era básica: "ver como é que a social-democracia sueca teve tanto sucesso no passado e lá não se conhecem casos de corrupção como os vulgares em Portugal verificarão que esta quase sempre procurou seguir uma regra de ouro: a redistribuição da riqueza é com os governos, a criação de riqueza é com as empresas e os empresários."
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Responder13 hEditado
Silvaneves Fernandes Grande comentário, temos de saber os meandros da corrupção deste país. Meus senhores nenhum dos parlamentaristas é inocente nesta história. Vemos isso pelos ultimas novidades vindas a público ,com os subsídios de viagem,todos estão a navegar no mesmo barco e acusando se uns aos outros.Os portugueses continuam a comer o que lhes é dado,aceitando se reclamar.Nós temos de apoiar os que investigam e vêem a público denunciar.Onde vamos parar?Acho que devíamos fazer como na Islândia, prender todos os ladrões, políticos,empresários bancários, levar o país a zero, reeniciar não dar crédito aos bancos,vivermos com regras novas partir para uma nova politica,semi poder económico mandar,sem compadrio se benefícios de qualquer natureza.TEMOS DE MUDAR, ter coragem para tal.
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Responder12 h
Maria Do Carmo Eloy Obrigado pelo seu excelente trabalho, será que o povo vai acordar? Mas vivemos num. País de cegos
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Responder1 h
Manuel Querido Ainda não entendi bem, pois perante o teor dos comentários, verifica-se ausência de percepção...
O BARALHO ESTÁ VICIADO!!!
O JOGO CORROMPIDO!!!

Baralho novo e, dar cartas novamente...
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Responder1 h
José De Almeida Costa O pior cego é o que finge não ver o excelente primeiro-ministro que o engenheiro José Sócrates foi...
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Responder13 h
Machado Capela Gosto da parte, " mesmo não havendo mais nada com a gravidade e dimensão do caso José Sócrates" ahahahahah
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Responder12 hEditado
Amelia Veloso Cá está este homenzinho sempre com o mesmo tipo de conversa. Ó santa paciência.
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Responder3 h
Maria Virgínia Muito bem lembrado,José Manuel Fernandes , avivou as nossas mentes , . Como é possível andarem tão ceguinhos!!!! Onde estavam os ministros do governo Sócrates????? Inclusive o sr primeiro ministro de agora ???? Vergonha 😡😡😡😡
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Responder5 h
Ana Maria Era simpático/honesto não colocarem Links para artigos Premium/sujeitos a pagamento. Eu sei outros o fazem, mas outros não. De q outros fazem parte?
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Responder2 h
Paulo Alexandre Rodrigues Bravo!! A memória pode ser inconveniente para alguns. Excelente jornalismo
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Responder5 h
Rogério Neiva Qual cegueira qual carapuça. Cumplicidade.
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Responder12 h
Fernando Esteves Um artigo para ler, mesmo....
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Responder7 h
Lucinha Henriques Não li tudo. O observador bloqueou-me porque esgotei a leitura grátis.
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Responder14 h
O moralista Os submarinos, o BPP, o BPN... nada de grave.
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Responder14 h
Rogerio Varela Good boy . O patrão dá-te o osso ... Sempre que deres a pata ...😂😂😂
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Responder13 h

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