Heróis não são santos, engana se quem pensa assim. Para alguns Samora era um bandido, para outros era um santo, para alguns ele mandava fuzilar opositores, para outros ele fazia o seu dever. Vamos lá deixar de ser regionalistas, as gentes graúdas do norte e centro quando morrem, devemos enterrar nas campas lá no centro/norte para as famílias pobres poderem visitar as campas, as gentes graúdas do sul quando morem devem ser enterradas naquele lugar para heróis, pois as famílias endinheiradas podem facilmente visita-las. Os que mandam fuzilar jornalistas professores académicos e opositores, esses amanha irão ser venerados, e ninguém se vai opor, os que inventaram guia de marcha, machambas e cooperativas do povo, os fuzilamentos, são santos e tem amnistia para esses feitos, pois falharam e continuam a falhar e têm defensores, as vezes acho que o problema é não é de quem falha, mas de quem escolhe os falhados, muitas vezes embutido daquele preconceito de que se falha um daqui é erro, se falha um de lá é crime, logo o de lá é eterno criminoso. E os regionalista se defendem, inventam argumentos mesquinhos parece que só eles é que pensam e que tem o olho de ver. E se o Dhlakama fosse do sul? lembrei, os do sul são santos, e com razão, são de tribos avançadas como alguém já tentou demostrar aqui. Depois os outros é que são tribalistas e regionalistas. São os mesmos que odeiam o Nyusi, e arranjam argumentos mesquinhos para a todo o custo sujar a imagem dele.
Seria bom que se ouvissemos historiadores lúcidos e antropólogos verdadeiramente patriotas. O tempo que vivemos é muito escorregadio. É como o Professor Carlos Serra (senior) gosta de dizer: estamos por cima de uma lâmina (qualquer movimento podemos ser cortados).
E do memso Professor recordo-me da citação que fez de Jeremias Nguenha: estamos prestes a pentear o cágado.

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