terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Putin diz que autores do relatório sobre Trump são "piores do que prostitutas"

Putin diz que autores do relatório sobre Trump são "piores do que prostitutas"

Presidente russo nega ligações perigosas entre Moscovo e Donald Trump. E diz que não há informações comprometedoras sobre o novo líder dos EUA.
O Presidente russo, nesta terça-feira, falou pela primeira vez sobre o relatório das agências dos EUA
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O Presidente russo, nesta terça-feira, falou pela primeira vez sobre o relatório das agências dos EUA REUTERS/SPUTNIK
O Presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta terça-feira que os serviços secretos de Moscovo não têm nenhuma informação comprometedora sobre o seu futuro homólogo americano, Donald Trump, ao contrário do que diz um relatório, redigido por um ex-espião inglês, Christopher Steele, do MI6, e que os serviços secretos americanos aperesentaram há uma semana a Barack Obama e a Donald Trump. Putin refuta o conteúdo desse relatório, dizendo que as pessoas responsáveis pelo documento são "piores do que prostitutas". Para FBI e CIA, no entanto, Steele é um ex-espião à prova de bala.
Não foi a única referência a prostitutas por parte de Putin nesta terça-feira, dia em que recebeu no Kremlin o seu homólogo da República da Moldova. Na primeira vez em que abordou, em público, o polémico relatório de Steele, o líder russo negou também que Moscovo tenha em sua posse informações comprometedoras – a imprensa tablóide, sobretudo, deu grande destaque, na semana passada, à alegada existência de um vídeo em que Trump supostamente estaria a ter relações sexuais durante uma visita a Moscovo. Putin tentou gracejar dizendo que as prostitutas russas "são as melhores do mundo", mas o ponto que quis fazer é o de que não acredita que um homem "habituado a estar com mulheres bonitas" se tenha enredado numa teia desse género.
"É um adulto e um homem que, durante anos, organizou concursos de beleza e que falou com as mulheres mais bonitas do mundo", sublinhou Putin. "Mal consigo acreditar que ele tenha querido estar com as nossas mulheres de menores valores morais e sociais. Apesar de, obviamente, as nossas serem as melhores do mundo", acrescentou.
Sobre Trump, Putin garantiu ainda, segundo o jornal inglês The Guardian: "Não o conheço, nunca me encontrei com ele. Não sei o que ele fará no palco mundial. Por isso mesmo, não tenho razões nem para o criticar nem para o defender." Já depois das eleições de 8 de Novembro de 2016 nos EUA, que consagraram o republicano Donald Trump como o 45.º Presidente norte-americano, Putin já tinha expressado publicamente a sua satisfação pelo facto de Trump ter dito que pretendia melhorar as relações EUA-Rússia. E insistiu em rejeitar a ideia de que o Presidente eleito dos EUA se tenha colocado nalguma situação comprometedora, durante uma viagem à capital russa, em 2013, a propósito de um concurso de Miss Universo.
Sobre o relatório de Steele e o respectivo autor, Putin classificou-o como um "impostor", que inventou "falsidades" num relatório que não é mais do que uma "luta política intensa para minar a legitimidade do Presidente eleito" dos EUA. "Quem está a fazer isto está a provocar enormes danos aos interesses nacionais norte-americanos", frisou ainda, segundo declarações citadas pelo Telegraph, em Londres.
Antes de Putin, o chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov, acusou Steele de andar a negociar "informações absurdas". O ex-espião inglês está em parte incerta desde que a sua identidade foi revelada. 
Há duas semanas, as agências dos serviços secretos norte-americanos apresentaram a Barack Obama e a Donald Trump o relatório sobre a ingerência russa nas eleições presidenciais do passado mês de Novembro. Soube-se depois que dos documentos fazia parte um anexo que incluíam relatos não confirmados de que a Rússia possui também informações pessoais e financeiras comprometedoras em relação a Trump.

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