terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Maputo com restrições de água a partir de amanhã

Água será fornecida de forma alternadaNão há água suficiente para consumo nas cidades de Maputo, Matola e distrito de Boane. A partir desta terça-feira, a água será fornecida de forma alternada. A decisão de restringir o fornecimento de água deve-se ao facto da barragem dos Pequenos Libombos não ter reservas suficientes.
“A Águas da Região de Maputo informa aos seus estimados clientes e ao público em geral que vai restringir o abastecimento de água a partir do dia 10.01.2017, dando prioridade absoluta de acesso para o consumo humano. As referidas restrições consistirão no abastecimento de água em dias alternados, devido às dificuldades que se verificam no enchimento dos reservatórios do sistema de abastecimento”, lê-se no comunicado da empresa provedora de água em Maputo. 
A barragem dos Pequenos Libombos é responsável pelo abastecimento de água à Cidade de Maputo, Matola e distrito de Boane, mas um levantamento feito na quinta-feira passada indica que os reservatórios estão a apenas 14 por cento da sua capacidade normal.
A seca e as mudanças climáticas, que se fazem sentir nos últimos dois anos, são apontados como as principais causas dos baixos níveis de água, nos Libombos, responsável pela retenção de água para a subestação de captação e tratamento de Umbelúzi.
A barragem descarregava água a uma taxa de pouco mais de três metros cúbicos por segundo. Mas na quarta-feira, apenas 0,69 metros cúbicos por segundo entraram no reservatório a montante, e na quinta-feira nenhuma água entrou.
Embora tenha havido chuvas encorajadoras na bacia do rio Limpopo, na província de Gaza, o mesmo não acontece com as bacias dos rios Umbelúzi e Incomati, mais ao sul.
E se não houver entrada de água no reservatório, a barragem não poderá continuar a descarregar três metros cúbicos por segundo por muito tempo. O Governo já proibiu o uso da água dos Pequenos Libombos para a agricultura irrigada, o que ameaça a produção nas plantações de banana e outras empresas agrícolas comerciais no vale do Umbelúzi.
Uma vez que o Umbeluzi nasce na Suazilândia, a garantia de abastecimento de água para a zona metropolitana de Maputo passará a depender das fortes chuvas daquele país vizinho num futuro próximo.
Face a situação dramática, a Administração Regional de Águas do Sul apela que se evite o desperdício de água, enquanto a escassez actual dura, optar por um uso racional, tal como não lavar carros com água potável, e deixar as torneiras abertas enquanto se escova os dentes.

RECUPERAÇÃO DE ÁGUA NOUTRAS BARRAGENS
Em outras regiões do país, os rios e as barragens parecem estar a recuperar da seca de 2016, causada pelo fenómeno climático El Niño.
As chuvas na bacia do Limpopo elevaram o rio até o nível de alerta de inundação em Combomune, a montante, na quarta-feira. Essa onda de água está a dirigir-se para Chokwé, no coração da agricultura irrigada do Limpopo e a ARA-Sul alertou aos agricultores para que mudem seus equipamentos para terrenos mais altos, para evitar que estes fiquem submersos.
Também existe algum risco de inundações no rio Púnguè, na província central de Sofala. Na quinta-feira, o rio foi medido em 6,56 metros na estação hidrométrica de Púnguè Sul- que está ligeiramente acima do nível de alerta de 6,5 metros.
 
Não há água suficiente para consumo nas cidades de Maputo, Matola e distrito de Boane. Ver mais em: goo.gl/ZeVAZx
Comentários
Matin Sabin
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Osvaldo Arnaldo Wachane
Osvaldo Arnaldo Wachane Lembro me de que houve um tempo em que o governo tinha plano de banir os privados e, se tivessem sedido como e que ficava a situacao? Essa coisa de cartao vermelho cria condicoes pra os bons pensadores nao fazerem parte do governo e o prejuzo recai no povo.
Gilisboaanto Lisbon
Gilisboaanto Lisbon Mas, como fazem as coisas, Gaza com inudacao, Maputo sem agua!! A pouco Gaza etava sendo fustigada com seca, reclamamos, agora sao chuvas a provocar inundacoes, ainda reclamamos. Pucha pa
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Bauss Meluvo O Mendes
Bauss Meluvo O Mendes Nem vale a pena vir ão centro,vocês andao nos chamar male...ate nos dão partido.a que também temos mesmo problema.. Kkkk mentira somos irmãos, podem vir serão bem recebido,,,pazzz mata fome,venham em pazzzz
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Manuelinho Albino Soares
Manuelinho Albino Soares Não acredito... até a água para beber nos tiraram? GOD SAVE HUS
Gosto · Responder · 19 h
Manuel Cossa
Manuel Cossa Estamos perdidos
Pedro Chissano
Pedro Chissano Esse governo não tem nada pra nós dar
Gosto · Responder · 13 h
Leandro Filipe
Leandro Filipe Estamos ferrados
Leandro Filipe
Leandro Filipe TODO MUNDO VAI FUGIR DAQUI...
A HORA DO BONETE
O sistema de abastecimento de água do Grande Maputo consiste na estação de tratamento e bombeamento de Umbeluzi, sete centros de distribuição (em Boane, Belo Horizonte, Matola Rio, Matola, Machava, Tsalala, Chamanculo, Alto Mae, Maxaqene e Laulane) e 3 mil kilometros de tubos de transporte. O sistema distribui cerca de 240.000 metros cúbicos de água por dia. É muito pouco.
A Cidade e Província de Maputo possuem pelo menos 4 rios permanentes, nomeadamente Rios Maputo, Tembe, Umbeluzi e Incomati dos quais apenas o Rio Umbeluzi é que é aproveitado para reservar água (Barragem dos pequenos Libombos). Se a Barragem de Moamba-major, sobre o Rio Incomati, inicialmente projectada para terminar 2019 caso a sua construção iniciasse ano passado fosse realizada, a capacidade de irrigação e abastecimento de água poderia melhorar significativamente.
Depender da chuva não deve continuar a ser hádbito de gente que se diz organizada. Para lá da secura, impõe-se um debate sobre as alternativas para o abastecimento da água potável, inclusive a convocação da tecnologia para a exploração das águas subterrâneas e de novas infraestruturas não apenas de captação e tratamento de água mas também de alimentação dos reservatórios.
Dentro de anos, seremos ridos por outros povos quando não podermos resolver em definitivo a problemátia da gestão dos recursos hídricos e a sua maximização para o nosso benefício, num país que é DELTA e ESTUÁRIO de quase todos rios da Africa Austral.
Em algum momento devemos acertar o passo. Não devemos ser simultaneamente vítimas e abençoados. Vivemos cenários de países desérticos que enfrentam de forma crónica a escassez da água. Vivemos também cenários de países como Filipinas, assolado sistematicamente por fenómenos naturais como chuva excessiva e ciclones.
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Comentários
Elvino Dias
Elvino Dias Concordo. Nada justifica a escassez do precioso líquido quando temos rios em abundância. Aliás, como perguntava um um ilustre docente, afinal para onde foi a água da chuva que caiu abundantemente na quadra festiva? Muitas casas ficaram submersas há dias no maxaquene. Para onde foi a água?
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Mussá Roots
Mussá Roots Dentro de anos?
Já somos motívo de chacota,troça por aí...
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Augusto Gildo Buanaissa
Augusto Gildo Buanaissa A pergunta que me faço, para uma barragem que se opera normalmente aos 80%, que raio de palhaçada é essa de aplicar restrições aos 14%... medidas de contingências deveriam-se aplicar aos 40%, 30% ou 25%.... macacada de mau gosto mesmo.
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Domingos Mazivila
Domingos Mazivila Assunto muito pontual. Oxalá que os demais pensadores, políticos, curiosos, analistas e peritos do ramo se movam para que eventualmente se busque dívida? para prioridades similares.
Filipe Nhalungo
Filipe Nhalungo Julgo comentario do Dr Vaz actual e pertinente(usando termologia dos politicos), solução passa por consruir mais e mais barragens ao longo dos nossos DELTAS. Temos que abandonar os habitos de aparencias, invstimos em sectores nao essenciais, como ponte Maputo-Ka Tembe.
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Limpo Zambo
Limpo Zambo Senhor Filipe em parte falou bonito mas e continuar a ser desumano a perpetuar o discurso de que a ponte para a baia de Maputo e inoportuno, veja so, precisa de aferir in loco o sofrimento de centenas a nao dizer milhares de concidadaos que fazem migracao sazonal diariamente com ou nao bom tempo nos mapapais ariscam suas vidas para
Cumprir com suas obrigacoes laborais ou academicas . motivos ha para dizer bem vinda a ponte
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Benjamim Bccnuro Conjo
Benjamim Bccnuro Conjo Essa uma das coisas que me fez não puchar H2O dessa impreza:prefiro privado
Antonio Serra
Antonio Serra A solução passa por uma combinação de alternativas incluindo a reciclagem da água e a dessalinizacao da água do mar porque os efeitos das mudanças climáticas podem vir a ser mais devastadores
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Nelson Junior
Nelson Junior Voces ai em Mocambique tem este mau habito, de nao serem corajosos e firmes em dizer a verdadeira verdade, pois tem medo de ofender os vossos "masters"....olhem bem, que nao eh so falta de agua, mas sim, cortes constantes de energia,tanta lixeira nas cidades e nos bairros,grande nivel de criminalidade, pars nao falar de grandes roubalheiras...o problema que voces tem eh sempre o mesmo:..governo ou governos que nao sabem administrar os recursos humanos e os recursos naturais...falar do resto eh so blablas de meias tigelas...voces sao incompetentes...nao percam tempo em analizar os efeitos mas debrucem- se nas causas: voces sao incompetentes...Period!...Um Pais com tantos rios, lagos e oceano, e me vem ca dizer que tem falta de agua???...Voces nao governam, mas reagem...assim,voces nao vao pra frente...Os paises arabes nao tem rios mas os habitantes tem quase todos eles agua potavel...caro sr. Amigo, me perdoe ser duro e talvez um pouco mal educado consigo mas, gosto de ser aberto e claro: voces nao tem agua porque voces nao sabem governar....os recursos estao ai( todos eles), mas voces ainda continuam a mendigar e a deitar lagrimas de crocodilos.....Abracao e boas entradas
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Nelson Junior
Nelson Junior Ps!...um exemplo concreto: no tempo colonial nunca e nunca faltou agua e luz...sim, a populacao mocambicana aumentou..e voces( esses vossos ditos governos) o que fizeram pra restruturar as infra- estruturas que o colono deixou??...nada e nada...de forma geral voces ainda tomam decisoes consoante as estruturas que o colono deixou, mas se esquecem que a populacao aumentou e nao so- as poucas novas infra estruturas que voces construiram sao de pessima qualidade pois os dinheiros destinados as obras sao na maioria parte desviados pra os bolsos dos camaradas e companhia limitada...estes sao factos....
Manuel Mageta Taque
Manuel Mageta Taque Para as cidades de Maputo e matola ate agua deveriam aproveitar, não se justifica que continuemos lentos e ao passo de camaleão, onde não precisamos inventar nada, pois a tecnologia ja existe e é só importar.
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Gilder Anibal
Gilder Anibal O FIPAG

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É esta a dita organização?
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Nelson Matsinhe
Nelson Matsinhe É... Quando não são cheias é seca... Deixamos tudo nas mãos do todo poderoso.
Paulo Araujo
Paulo Araujo Em paises sérios banhados pelo mar ja ha projectos de disalinizacao. Agua doce nao teremos para sempre e aquela salgada estara ai sempre para quem souber usar
Sidonio Bras
Sidonio Bras O Sistema de fornecimento de água, excesso ou falt de água na cidade de Maputo ou província não deve ser função do senhor ministro Bonéte. Acho que outras entidades locais aí sim... O ministro que demontre e exerça sua competência de nível nacional.
Amad Canda
Amad Canda Aqui em Namaacha água é milagre. E ninguém olha por nós. Tudo leva a crer que somos maswazis!
Constantino Carlos Novela
Constantino Carlos Novela Você não sabia que é maswazi?
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Mamade Abdurremane Mamade
Mamade Abdurremane Mamade Quando o assunto atinge Maputo grande problema. Ja pensaram problema de agua nas vilas e cidades de mocambique. Esta tudo mal. Servicos da fipag Sao pessimos e a culpa e sempre da EDM
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Amad Canda
Amad Canda Hehehe, mano Constantino Carlos Novela
, sei. Por isso causa-me espanto ver a Frelimigrado a fazer campanha cá!
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Joaquim Constantino
Joaquim Constantino Caro Egidio Vaz, é fundamental que seja feito grande investimento de engenharia hidráulica....não só em Maputo, mas tambem para outros pontos do país...não podemos invocar sempre os espíritos , para que a chuva caia...Os rios aqui mencionado, julgo nasce nos países vizinhos, e acredito nestes países, haja barragens e reservatório de água sobre os mesmo.... para abastecimento da água a população e irrigação de campos...A quantidade de água que entra para Moçambique, poderá não ser suficiente para tanto consumo , principalmente quando a seca nos assola. Vamos acreditar no futuro melhor.... Mas o países esta a passar por vários testes de desenvolvimento...

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