"O tempo urge e tenho receios que neste caminhar consigamos chegar até Outubro com uma Renamo desarmada. São essas armas que nos vão impedir, de novo, de ir buscar ananás em Muxúnguè!"
EUREKA por Salvador Raimundo
Cartas ao Presidente da República (154)
Presidente, bom dia. Fiquei decepcionado com os seus pronunciamentos esta semana, algures em Tete, durante o comício popular.
O problema não é porque não acredito no conteúdo do que disse, mas, sim, rejeito a circunstância em que o disse. Tinha que ser num comício popular? Cheira-me a propaganda eleitoral!
O Presidente disse que há homens da Renamo que estão a ameaçar a população nas províncias de Tete e Manica, e que essas ameaças atrasam o desenvolvimento local.
Pois bem, agora diga-me, Presidente: por quê o senhor ou o seu Governo não fez chegar essas inquietações à comissão especializada e que foi, efectivamente, criada para fiscalizar as tréguas e os acordos? Se o senhor anda por ai a falar enquanto existe um órgão especializado para dirimir as questões que lhe inquietam, então por que gastou-se tempo e dinheiro para criar isto tudo?
As pessoas afectas nesse órgão são remuneradas! Eu vejo os consensos recentemente alcançados de forma agridoce. Acho que já estamos tão habituados à convulsões que preferimos arrastar eternamente este dossier sobre a paz efectiva.
Não sei indicar nomes, mas, de certeza, há quem se beneficia com a desestabilização em Moçambique. Muitos ficam ricos a partir disto. Entregando o seu semelhante para servir de carne para canhão! Nada, neste andar, nos convence de que, efectivamente, em princípios de Agosto haverá assinatura de paz definitiva.
Quer dizer, quando damos um passo para frente, damos, em compensação, cinco para trás. Isto é desproporcional, Presidente. E sei que o senhor sabe o que motiva toda esta embrulhada.
O Presidente escolheu uma metodologia que todos a consideravam assertiva: dialogar directamente com o seu interlocutor para a paz. E nós julgamos que era uma forma inteligente de eliminar qualquer desconfiança entre as partes, aliás, facto que motivou o arrastar das convulsões até ao presente.
Todavia, quando o Presidente aparece em público a dizer que há homens da Renamo que ameaçam o povo, tudo isto parece tragicómico. Por quê não chamou à razão o chefe desses homens que é, por sinal, o seu mais directo interlocutor para a paz?
Cartas ao Presidente da República (154)
Presidente, bom dia. Fiquei decepcionado com os seus pronunciamentos esta semana, algures em Tete, durante o comício popular.
O problema não é porque não acredito no conteúdo do que disse, mas, sim, rejeito a circunstância em que o disse. Tinha que ser num comício popular? Cheira-me a propaganda eleitoral!
O Presidente disse que há homens da Renamo que estão a ameaçar a população nas províncias de Tete e Manica, e que essas ameaças atrasam o desenvolvimento local.
Pois bem, agora diga-me, Presidente: por quê o senhor ou o seu Governo não fez chegar essas inquietações à comissão especializada e que foi, efectivamente, criada para fiscalizar as tréguas e os acordos? Se o senhor anda por ai a falar enquanto existe um órgão especializado para dirimir as questões que lhe inquietam, então por que gastou-se tempo e dinheiro para criar isto tudo?
As pessoas afectas nesse órgão são remuneradas! Eu vejo os consensos recentemente alcançados de forma agridoce. Acho que já estamos tão habituados à convulsões que preferimos arrastar eternamente este dossier sobre a paz efectiva.
Não sei indicar nomes, mas, de certeza, há quem se beneficia com a desestabilização em Moçambique. Muitos ficam ricos a partir disto. Entregando o seu semelhante para servir de carne para canhão! Nada, neste andar, nos convence de que, efectivamente, em princípios de Agosto haverá assinatura de paz definitiva.
Quer dizer, quando damos um passo para frente, damos, em compensação, cinco para trás. Isto é desproporcional, Presidente. E sei que o senhor sabe o que motiva toda esta embrulhada.
O Presidente escolheu uma metodologia que todos a consideravam assertiva: dialogar directamente com o seu interlocutor para a paz. E nós julgamos que era uma forma inteligente de eliminar qualquer desconfiança entre as partes, aliás, facto que motivou o arrastar das convulsões até ao presente.
Todavia, quando o Presidente aparece em público a dizer que há homens da Renamo que ameaçam o povo, tudo isto parece tragicómico. Por quê não chamou à razão o chefe desses homens que é, por sinal, o seu mais directo interlocutor para a paz?
Cadê Josefa?
ESTA manhã, a Frelimo terá a chance de ripostar insinuações que nos últimos dias têm recaído sobre sí, no arrastar da crise no arqui-rival.
Entre elas, a hipótese de uma mão externa ter tomado conta dos guerrilheiros que ameaçam de morte o seu próprio líder supremo, nada mais, nada menos, que o comandante-chefe das forças armadas da Renamo, Ossufo Momade. O mais caricato é que o próprio comandante-chefe não escapa a idênticas acusações, dizendo-se, por exemplo, que Ossufo Momade estaria a cumprir uma agenda externa aos interesses da Renamo, nomeadamente pelo modo como se apresenta diante de Filipe Nyusi, modo Yes Man, mas essencialmente a sua forma de estar diante dos seus próprios companheiros.
As circunstâncias que terão conduzido ao alegado fuzilamento do coronel Josefa Isaías de Sousa, mostram um bocadinho o quão Momade se deixou (?) manipular pelo seu adversário político, claramente a gozar de uma vastíssima máquina de apoio que vai ao pormenor no que o ‘chefe’ deve ou não dizer à contraparte.
De Sousa é tido como morto a mando de Momade dia 03 de junho, curiosamente, por aí 24 horas depois de se encontrar com Nyusi, onde este teria pressionado aquele a resolver o caso de guerrilheiros de armas em riste a ameaçar as populações nos distritos de Báruè (Manica) e de Moatize (Tete).
Mas a Renamo diz que Nyusi mente no que toca aos homens armados naqueles distritos. Diz ainda que as acusações sobre De Sousa são falsas. Se no primeiro caso a Renamo exige provas ao acusador, Filipe Nyusi, já na segunda situação não devem ser os guerrilheiros revoltosos a provar que o chefe da contra-inteligência militar foi morto por fuzilamento.
Cabe a Renamo trazer o homem, uma espécie prova de vida, para que os moçambicanos testemunhem o contrário do que os guerrilheiros revoltosos andaram a dizer.
A Renamo já mostrou ser incapaz de fazer isso e os guerrilheiros ameaçam vingança. Com as eleições à porta, é absolutamente impressionante como a Frelimo e a Renamo passam o tempo a gerir crises internas, em detrimento de projectos a vender ao eleitorado.
Se bem que a Frelimo, manhosa, parece ter já a situação sob controlo, inclusive tendo evitado que a roupa suja continuasse a ser lavada fora de portas.
Entre elas, a hipótese de uma mão externa ter tomado conta dos guerrilheiros que ameaçam de morte o seu próprio líder supremo, nada mais, nada menos, que o comandante-chefe das forças armadas da Renamo, Ossufo Momade. O mais caricato é que o próprio comandante-chefe não escapa a idênticas acusações, dizendo-se, por exemplo, que Ossufo Momade estaria a cumprir uma agenda externa aos interesses da Renamo, nomeadamente pelo modo como se apresenta diante de Filipe Nyusi, modo Yes Man, mas essencialmente a sua forma de estar diante dos seus próprios companheiros.
As circunstâncias que terão conduzido ao alegado fuzilamento do coronel Josefa Isaías de Sousa, mostram um bocadinho o quão Momade se deixou (?) manipular pelo seu adversário político, claramente a gozar de uma vastíssima máquina de apoio que vai ao pormenor no que o ‘chefe’ deve ou não dizer à contraparte.
De Sousa é tido como morto a mando de Momade dia 03 de junho, curiosamente, por aí 24 horas depois de se encontrar com Nyusi, onde este teria pressionado aquele a resolver o caso de guerrilheiros de armas em riste a ameaçar as populações nos distritos de Báruè (Manica) e de Moatize (Tete).
Mas a Renamo diz que Nyusi mente no que toca aos homens armados naqueles distritos. Diz ainda que as acusações sobre De Sousa são falsas. Se no primeiro caso a Renamo exige provas ao acusador, Filipe Nyusi, já na segunda situação não devem ser os guerrilheiros revoltosos a provar que o chefe da contra-inteligência militar foi morto por fuzilamento.
Cabe a Renamo trazer o homem, uma espécie prova de vida, para que os moçambicanos testemunhem o contrário do que os guerrilheiros revoltosos andaram a dizer.
A Renamo já mostrou ser incapaz de fazer isso e os guerrilheiros ameaçam vingança. Com as eleições à porta, é absolutamente impressionante como a Frelimo e a Renamo passam o tempo a gerir crises internas, em detrimento de projectos a vender ao eleitorado.
Se bem que a Frelimo, manhosa, parece ter já a situação sob controlo, inclusive tendo evitado que a roupa suja continuasse a ser lavada fora de portas.
Filme “A Nossa Gorongosa – Um Parque para o Povo”
estreia de um novo documentário sobre o Parque Nacional da Gorongosa chamado “A Nossa Gorongosa: Um Parque para o Povo”.
Leia aqui
Posted at 11:14 in Ambiente - Ecologia - Calamidades, Musica, vídeo, cinema, Turismo - Parques Caça - Aviação | Permalink | Comments (0)
A outra faceta dos garimpeiros de Cabo Delgado
Segundo apurou a nossa reportagem, os locais onde se faz o garimpo localizam-se a mais de 10 km das aldeias principais, facto que dificulta os funcionários do sector da saúde e as organizações que trabalham no combate às diversas doenças, que enfermam os garimpeiros e as trabalhadoras do sexo.
Segundo constatamos, junto das autoridades locais de saúde, o número de pessoas infectadas por HIV/SIDA tende a aumentar, sendo que existem, além desta, outras doenças, como é o caso das ITS (Infecções de Transmissão Sexual), diarreias, disenteria, cólera, malária, suspeita de sarampo, meningite, pólio suspeita, tétano, tuberculose, esquistossomose, parasitas intestinais e mordidas de cães.
De acordo com um técnico dos serviços distritais de saúde de Montepuez, que não quis ser identificado, trata-se de uma situação deplorável, porque, infelizmente, os aspectos acima mencionados não constam em nenhum Relatório da Direcção de Saúde e, muito menos, nâo foi feito nenhum estudo em relação ao fenómeno.
Entende, o técnico, que caso os dados epidemiológicos e de serviços de saúde constassem nos relatórios, permitiriam a identificação de unidades sanitárias e um devido encaminhamento das pessoas que padecem das respectivas doenças, assim como permitiria que os mineiros e suas famílias se distinguissem dos outros, mas este tipo de dados não é recolhido pelo sistema nacional de informação sanitária de rotina.
Chang pode ser extraditado em seis meses caso americanos não recorram
O jurista sul-africano, André Thomashausen, diz que Manuel Chang poderá ser extraditado seis meses após a decisão extradição, caso não haja recurso dos Estados Unidos de América. Neste momento, não há informações sobre a submissão ou não do recurso dos Estados Unidos, outro país que pediu a extradição do ex-ministro das Finanças de Moçambique.
Passam precisamente 24 dias após o ex-ministro da Justiça e Assuntos Correcionais da África do Sul ter decidido extraditar o ex-ministro das Finanças, Manuel Chang, para Moçambique. Em contacto telefónico, o especialista sul-africano em direito internacional público, André Thomashausen, disse que Manuel tem mais seis na África do Sul, período esse que os Estados Unidos têm para recorrer da decisão de extradição para Moçambique.
Passam precisamente 24 dias após o ex-ministro da Justiça e Assuntos Correcionais da África do Sul ter decidido extraditar o ex-ministro das Finanças, Manuel Chang, para Moçambique. Em contacto telefónico, o especialista sul-africano em direito internacional público, André Thomashausen, disse que Manuel tem mais seis na África do Sul, período esse que os Estados Unidos têm para recorrer da decisão de extradição para Moçambique.
“O ministro da Justiça (sul-africano) tomou a sua decisão. Esta decisão é sujeita a revisão jurisdicional no prazo de seis meses. O prazo é longo. Não sei se os Estados Unidos fizeram já o apelo, o recurso formal ou requereram ao ministro sobre a revisão da decisão, isto também não está claro. Mas, neste momento, não há movimentos, não há nada”, explicou André Thomashausen.
Logo após a decisão de se extraditar Manuel Chang para Moçambique, a Embaixada dos Estados Unidos de América na África do Sul informou que estavam a efectuar diligências para pedir a revisão da decisão de extradição de Manuel Chang para Moçambique. Nestes termos, os Estados Unidos de América têm até 21 de Novembro próximo para recorrer da decisão.
Posted at 10:27 in Dívidas ocultas e outras, Justiça - Polícia - Tribunais, Opinião, África - SADC | Permalink | Comments (0)
13/06/2019
STV-Opinião no Feminino 13.06.2019(video)
Comentários de Fátima Mimbire e Linette Olofsson. Não editado pela STV-SOICO.
Posted at 22:56 in Defesa - Forças Armadas, Eleições 2019 Gerais, Opinião, Política - Partidos | Permalink | Comments (0)
Renamo considera prejudiciais para a paz acusações do PR contra o partido
A Renamo, principal partido da oposição moçambicana, considerou hoje prejudiciais para o processo de paz as acusações do Presidente da República de que homens armados da organização estão a criar perturbação da ordem no centro do país.
Na terça-feira, durante um comício popular, o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse que homens armados da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) têm ameaçado a população nas províncias de Tete e Manica, centro do país.
"Há homens da Renamo no mato a ameaçar as populações. Temos este problema em Moatize [centro] e no distrito de Báruè [Manica]", declarou Filipe Nyusi.
Em conferência de imprensa em Maputo, o porta-voz da Renamo, José Manteigas, considerou prejudiciais para o processo de paz os pronunciamentos de Filipe Nyusi, porque não abordou antes o líder do principal partido da oposição, Ossufo Momade, sobre o caso.
"Quanto a nós, esta maneira de ser e estar perigam o ambiente de honestidade, boa fé e cordialidade que têm caraterizado os sucessivos encontros até aqui realizados, que encorajam e mantém a confiança dos moçambicanos", afirmou José Manteigas.
As declarações de Filipe Nyusi sobre os homens armados da Renamo constituem um espanto para o partido, acrescentou.
"O Presidente da Renamo convida o Presidente da República a continuarem sem recuos e animosidades com os esforços que devem conduzir à assinatura de um acordo de paz até o mês de agosto", referiu o porta-voz do principal partido da oposição.
LUSA – 13.06.2019
Posted at 19:43 in Defesa - Forças Armadas, Eleições 2019 Gerais, Política - Partidos | Permalink | Comments (0)
Renamo diz que Ossufo Momade mantém controlo da ala militar
A Renamo disse hoje que o seu líder, Ossufo Momade, mantém o comando do braço armado da organização, considerando "desertor" um oficial que ameaçou matar o presidente do partido, se não renunciar ao cargo.
"A pessoa que foi vista ontem [quarta-feira] desertou das forças da Renamo, talvez é isso que os moçambicanos não sabem", declarou o porta-voz da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), José Manteigas, em Maputo, numa conferência de imprensa convocada para reagir à atuação do oficial.
José Manteigas afirmou que o oficial, Mariano Nhungue Chissingue, é um coronel-general do braço armado da Renamo e que depois de "desertar" saiu da serra da Gorongosa, onde se situa o "quartel-general" do partido.
Sobre a contestação à liderança de Ossufo Momade, o porta-voz do principal partido da oposição assinalou que o líder foi eleito com mais de 65% de votos e detém o controlo do partido e do comando do braço armado.
"As forças da Renamo têm um comando, um comandante em chefe, um chefe de Estado-Maior general", afirmou Ossufo Momade.
José Manteigas disse que o ambiente na serra da Gorongosa, onde vive Ossufo Momade, é "bom, cordial e de união nas forças inquestionavelmente dirigidas pelo comandante-chefe”.
Em relação a acusações de que Momade mandou executar brigadeiros da Renamo, o porta-voz do partido respondeu com uma máxima do Direito: "O ónus da prova recai sobre o acusador".
Posted at 18:50 in Defesa - Forças Armadas, Eleições 2019 Gerais, Política - Partidos | Permalink | Comments (0)
Sector de saúde em Nampula vai gastar 300 mil meticais na compra de relógios de pulso
"O valor refere-se a compra ou a aquisição de 1000 relógios. Nós estamos a comprar relógios só com fundos do UNICEF", disse Isidouro Suleimana, médico chefe provincial.
O médico chefe provincial refere que os bens se destinam à agentes polivalentes de saúde e justifica a sua importância na prevenção e diagnóstico de doenças nas comunidades rurais.
"Relógio faz parte dos instrumentos que qualquer clínico deve ter, que é para ver a frequência cardíaca, a frequência respiratória e medir o tempo que o doente está connosco a fazer o seu atendimento. São agentes da saúde que ficam na comunidade. É uma pessoa que está na comunidade, que é selecionada para poder cuidar da saúde da população principalmente na componente de promoção da saúde e prevenção de doenças"
Ainda este ano poderão ser formados mais agentes polivalentes de saúde uma vez que se mostram insuficientes para a província.
O PAÍS – 13.06.2019
NOTA: Em princípio serão bens do Estado. Daqui a um ano quantos existirão? Ou, baixinho, dirão que é oferta da Frelimo.
Fernando Gil
MACUA DE MOÇAMBIQUE
No auge, a troca de mimos Nyusi-Manteigas
Em causa, a revelação presidencial segundo a qual, guerrilheiros da Renamo condicionam a livre circulação de pessoas e bens em Báruè e Moatize. José Manteigas não só nega, como exige provas que sustentem as denúncias públicas do presidente da República, em comício popular. O histórico destas organizações em período eleitoral é recheado deste tipo de brincadeirinhas de desestabilização, onde tudo vale em prol de um votinho.
Valendo-se do facto de os moçambicanos estarem há muito fartos do cheiro à pólvora, as hostes frelimistas não hesitam em incluir na sua agenda propagandística iniciativas que manchem a imagem do adversário político, em muitos casos baseadas em inverdades. Inverdades que não são à toa, diga-se em boa verdade.
É que para uma mentira ganhar o rótulo de verdadeira junto do eleitorado, precisa ser inspirada na…verdade. E a verdade é que a Renamo mantém a sua ala militar intacta, enquanto aguarda por uma solução negociada que leve ao prometido acordo definitivo e efectivo de paz.
O prazo para o tal acordo é agosto, antes da campanha eleitoral para as eleições de 15 de outubro. Segundo a agenda publicitada, agosto é o limite. Até lá, entretanto, incontáveis obstáculos. Danem-se Nyusi e Momade, julgando que esta ponta final vai ser de ‘canja’…
Pudera! Desde logo, porque Ossufo Momade está setiado na Serra da Gorongosa. As chefias da guerrilha temem que o homem, uma vez em Maputo, por cá se fixe e não regresse à Serra, onde ainda tem muita ‘maka’ por resolver.
Do outro lado da barricada, entretanto, a tradicional hesitação em dar o SIM à velha exigência de a secreta estatal ter lá integrados os espiões da Renamo. Afonso Dhlakama morreu com esta cláusula por sí renovada publicamente, pela necessidade de as hostes se sentirem seguras, não fosse a secreta solução para os ataques pós-eleitorais.
Nada fácil, portanto.
Na Renamo reside um outro assunto não menos problemático. É que os parentes de Josefa Isaías de Sousa, na Beira, recuaram no último momento da denúncia pública contra a privação das liberdades do coronel, que afinal é general, comandante da contra-inteligência, detido dia seguinte depois do encontro Nyusi-Momade.
Valendo-se do facto de os moçambicanos estarem há muito fartos do cheiro à pólvora, as hostes frelimistas não hesitam em incluir na sua agenda propagandística iniciativas que manchem a imagem do adversário político, em muitos casos baseadas em inverdades. Inverdades que não são à toa, diga-se em boa verdade.
É que para uma mentira ganhar o rótulo de verdadeira junto do eleitorado, precisa ser inspirada na…verdade. E a verdade é que a Renamo mantém a sua ala militar intacta, enquanto aguarda por uma solução negociada que leve ao prometido acordo definitivo e efectivo de paz.
O prazo para o tal acordo é agosto, antes da campanha eleitoral para as eleições de 15 de outubro. Segundo a agenda publicitada, agosto é o limite. Até lá, entretanto, incontáveis obstáculos. Danem-se Nyusi e Momade, julgando que esta ponta final vai ser de ‘canja’…
Pudera! Desde logo, porque Ossufo Momade está setiado na Serra da Gorongosa. As chefias da guerrilha temem que o homem, uma vez em Maputo, por cá se fixe e não regresse à Serra, onde ainda tem muita ‘maka’ por resolver.
Do outro lado da barricada, entretanto, a tradicional hesitação em dar o SIM à velha exigência de a secreta estatal ter lá integrados os espiões da Renamo. Afonso Dhlakama morreu com esta cláusula por sí renovada publicamente, pela necessidade de as hostes se sentirem seguras, não fosse a secreta solução para os ataques pós-eleitorais.
Nada fácil, portanto.
Na Renamo reside um outro assunto não menos problemático. É que os parentes de Josefa Isaías de Sousa, na Beira, recuaram no último momento da denúncia pública contra a privação das liberdades do coronel, que afinal é general, comandante da contra-inteligência, detido dia seguinte depois do encontro Nyusi-Momade.
Não tiramos chapéu para CC
É preciso vermos as coisas com a devida serenidade que é para não nos deixarmos atraiçoar com as atitudes de instituições que sempre estiveram do lado do regime.
No dia 03 de Junho passado, o Conselho Constitucional (CC) emitiu um acórdão no qual se podia ler: “O Conselho Constitucional decidiu a nulidade dos actos inerentes ao empréstimo contraído pela EMATUM, SA, e a respectiva garantia soberana conferida pelo Governo, em 2013, com todas as consequências legais”.
Esta decisão do Conselho Constitucional resulta da longa exigência da sociedade civil que vem protestando sobre a prevalência de dívidas criminosas que benefi ciaram a um grupo de indivíduos. Não discutimos o mérito ou não deste acto jurídico, mas o seu alcance político-social pára, porque tudo parece ter sido ordenado pelos mesmos contratantes das dívidas inconstitucionais como forma de entreter as pessoas para fazerem as pazes com o partido Frelimo que, com as dívidas ilegais, sufocou a economia nacional, jogou o país para a sarjeta e retrocedeu o desenvolvimento nacional. O mais grave é a sua pretensão de impor ao povo que pagasse a factura da sua roubalheira.
A sociedade precisa olhar para estas atitudes com cepticismo para não voltar a cair na armadilha porque o que pretendem atingir não é oalívio destas dívidas ilegais, mas distrair para se pensar que o partido Frelimo mudou.
São truques orquestrados por aqueles que venderam o nosso país e como sabem que, quando estiverem fora do poder, terão contas a prestar e não se afasta a possibilidade de serem levados à justiça.
Tudo fazem para atrasar a chegada desse dia e fi ngir que o Conselho Constitucional chumba isso e reprova aquilo, faz parte da estratégia dos mafi osos. A decisão do Conselho Constitucional de anular a dívida da EMATUM e a garantia soberana, não nos impressiona nem emociona por conter outras intenções, claramente, enganosas e eleitoralistas. Não visa, de forma alguma, repor o Estado de Direito e Democrático que, grosseiramente, foi violado por um grupo de indivíduos gananciosos, bandidos e criminosos de alto gabarito que pretendiam ficar ricos com base em calote.
Precisa-se da mesma frontalidade e ousadia (?) do Conselho Constitucional, que sempre joga a favor do partido no poder, para anular todas as dívidas ilegais não só da EMATUM, mas também da PROINDICUS e MAM, que perfazem 2.526 mil milhões de dólares norte-americanos, e declarar nulos as respectivas garantias inconstitucionais.
No dia 03 de Junho passado, o Conselho Constitucional (CC) emitiu um acórdão no qual se podia ler: “O Conselho Constitucional decidiu a nulidade dos actos inerentes ao empréstimo contraído pela EMATUM, SA, e a respectiva garantia soberana conferida pelo Governo, em 2013, com todas as consequências legais”.
Esta decisão do Conselho Constitucional resulta da longa exigência da sociedade civil que vem protestando sobre a prevalência de dívidas criminosas que benefi ciaram a um grupo de indivíduos. Não discutimos o mérito ou não deste acto jurídico, mas o seu alcance político-social pára, porque tudo parece ter sido ordenado pelos mesmos contratantes das dívidas inconstitucionais como forma de entreter as pessoas para fazerem as pazes com o partido Frelimo que, com as dívidas ilegais, sufocou a economia nacional, jogou o país para a sarjeta e retrocedeu o desenvolvimento nacional. O mais grave é a sua pretensão de impor ao povo que pagasse a factura da sua roubalheira.
A sociedade precisa olhar para estas atitudes com cepticismo para não voltar a cair na armadilha porque o que pretendem atingir não é oalívio destas dívidas ilegais, mas distrair para se pensar que o partido Frelimo mudou.
São truques orquestrados por aqueles que venderam o nosso país e como sabem que, quando estiverem fora do poder, terão contas a prestar e não se afasta a possibilidade de serem levados à justiça.
Tudo fazem para atrasar a chegada desse dia e fi ngir que o Conselho Constitucional chumba isso e reprova aquilo, faz parte da estratégia dos mafi osos. A decisão do Conselho Constitucional de anular a dívida da EMATUM e a garantia soberana, não nos impressiona nem emociona por conter outras intenções, claramente, enganosas e eleitoralistas. Não visa, de forma alguma, repor o Estado de Direito e Democrático que, grosseiramente, foi violado por um grupo de indivíduos gananciosos, bandidos e criminosos de alto gabarito que pretendiam ficar ricos com base em calote.
Precisa-se da mesma frontalidade e ousadia (?) do Conselho Constitucional, que sempre joga a favor do partido no poder, para anular todas as dívidas ilegais não só da EMATUM, mas também da PROINDICUS e MAM, que perfazem 2.526 mil milhões de dólares norte-americanos, e declarar nulos as respectivas garantias inconstitucionais.
Guerrilheiros da RENAMO ameaçam matar líder do partido caso não renuncie ao cargo
Guerrilheiros da RENAMO, principal partido da oposição em Moçambique, exigiram esta quarta-feira (12.06.) a demissão do líder da organização, Ossufo Momade, ameaçando de morte o dirigente caso não acate a exigência de renúncia, acusando-o de estar a destruir o partido.
"Se ele não quer sair, nós vamos matar, vamos atacar Ossufo, [que] estragou o nosso partido", declarou Mariano Nhungue Chissinga, que se apresentou como general e comandante na Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), numa conferência de imprensa na serra de Gorongosa.
Mariano Nhungue Chissingue estava ladeado de vários supostos guerrilheiros da RENAMO, empunhando armas do tipo AK-47 e vestidos à civil. Os jornalistas presentes na conferência puderam ainda ver vários guerrilheiros parados na mata.
Acusações contra Momade
Os revoltosos acusam Ossufo Momade de ter matado dois brigadeiros do "quartel-general" da guerrilha da RENAMO e de ter removido os delegados provinciais e distritais para destruir o partido a mando dos Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE).
"O homem está a ser usado, é do SISE", acusou Mariano Nhungue Chissingue.
Ossufo Momade entregou nomes de familiares e amigos sem ligação à RENAMO para ocuparem cargos de chefia nas Forças de Defesa e Segurança moçambicanas em detrimento de oficiais que estão nas bases da guerrilha do partido, prosseguiu Mariano Nhungue Chissingue.
Portugal auxilia Moçambique em 1.3 milhão de euros no provimento de água
Nos últimos anos, Moçambique tem sido assolado por secas cíclicas, situação que cria défice no provimento do líquido precioso à população. Perante este fenómeno, os governos, de Moçambique e de Portugal rubricaram esta quarta-feira, em Maputo, dois protocolos de cooperação técnica em matéria de abastecimento de água e saneamento.
Com os novos protocolos, cujo prazo de implementação expira em 2023, eleva para 1.3 milhão de euros o auxílio do Executivo de Lisboa a Maputo.
No acto da assinatura, os desastres naturais que arrasaram o centro e norte do país, mereceram igualmente um olhar do ministro do Ambiente de Portugal.
Com os novos protocolos, cujo prazo de implementação expira em 2023, eleva para 1.3 milhão de euros o auxílio do Executivo de Lisboa a Maputo.
No acto da assinatura, os desastres naturais que arrasaram o centro e norte do país, mereceram igualmente um olhar do ministro do Ambiente de Portugal.
O PAÍS – 13.06.2019
Posted at 10:02 in Ambiente - Ecologia - Calamidades, Cooperação - ONGs, Portugal | Permalink | Comments (0)
12/06/2019
STV-Jornal da Noite 12.06.2019(video)
Notícias e análise à insurgência em Cabo Delgado pelo Sheik Saíde Abibo e por Carlton Cadeado. Não editado pela STV-SOICO
Jovens moçambicanos recrutados pelo “Al shabaab” detidos na RD Congo
O Comandante Geral da PRM revelou nesta segunda-feira (10), que 12 jovens moçambicanos, alegadamente recrutados pelos insurgentes que aterrorizam a Província de Cabo Delgado para estudar o islão, estão detidos na República Democrática do Congo onde estariam a receber treino militar.
Discursando durante um comício no Distrito de Nangade, na Província de Cabo Delgado, Bernardino Rafael afirmou que os 12 moçambicanos, “são jovens de Quiterajo, de Montepuez, de Nampula, de Muidumbe, de Moma e de Pemba que foram aliciados e hoje em dia estão em situações difíceis sem saber como sair”.
“Nós não estamos a conseguir traze-los, porque nós queríamos que viessem cá para nos dizer quem é que os recrutou, mas o Governo congolês também precisa de saber como eles entraram lá”, revelou o Comandante-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM).
Rafael voltou a explicar aos populares que os líderes dos insurgentes que aterrorizam a província nortenha de Moçambique desde 2017, e são apelidados pelos locais de “Al Shabaab” por serem grupos de jovens, “saíram da República Democrática do Congo onde eles estavam lá em algumas mesquitas em Kisangani, em Kivo Norte, em Goma onde eles se alimentavam de diamantes”.
Daviz Simango formaliza candidatura a Presidente da República
Ao lado dos membros seniores do seu partido, Simango dirigiu-se a sala onde era esperado pelos juízes do Conselho Constitucional, coube ao mandatário do partido, José De Sousa, apresentar e entregar os documentos que suportam a candidatura de Daviz Simango.
Após o acto, o candidato do MDM dirigiu-se a imprensa onde revelou os seus desafios caso vença as eleições presidenciais. De acordo com Simango na sua governação o parlamento moçambicano deve ser um verdadeiro órgão fiscalizador.
Nos próximos dias o MDM irá partilhar o seu manifesto eleitoral que estará baseado em cinco pilares, dentre eles, a preservação da paz e democracia, consolidar a coesão nacional, desenvolvimento económico, criação de emprego e desenvolvimento de infraestruturas. Na ocasião o Conselho Constitucional revelou que o prazo para entrega das candidaturas passa do dia 16 de Junho para 16 de julho a luz da deliberação do órgão.
O PAÍS – 12.06.2019
PS:
Intervenção do Cidadão Daviz Mbepo Simango depois de depositar a sua candidatura a candidato ao cargo de Presidente da República de Moçambique, para as eleições de 15 de Outubro de 2019.
Moçambicanas e Moçambicanos,
Acabo de exercer o meu dever enquanto filho desta terra, depositando a minha candidatura a candidato a Presidente da Republica para as eleições de 15 de Outubro, o fiz consciente de estar a exercer o meu dever de cidadania e pronto para ser o instrumento dos moçambicanos para contribuir com o meu saber, profissionalismo e pela experiencia de governação no sentido de desenvolver Moçambique no progresso politico, social, cultural e económico.
Posted at 17:26 in Eleições 2019 Gerais, Justiça - Polícia - Tribunais, Política - Partidos | Permalink | Comments (1)
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