segunda-feira, 7 de maio de 2018

UM EXÉRCITO DE CASERNA À IMAGEM DO GOVERNO QUE SERVE!


Há luto, oficial ou não, assumido por uns e não por outros, mas eu respeito o luto e havia decidido não postar até esse período de nojo passar. Infelizmente não consigo resistir a uma sugestão feita pelo Tomas Mario no Programa Televisivo da Stv, “Pontos de Vista” deste Domingo (6 de Maio de 2018). Tanto mais que o incidente que deu origem a esse comentário, e os desenvolvimentos que a ele levaram, podem dar um outro enquadramento ao momento histórico que vivemos esta semana marcada pela morte do Presidente Afonso Dhlakama.
O incidente foi a morte de uma criança num dos bairros periurbanos do Município da Matola, vítima de uma “bala perdida” disparada por militares dum quartel próximo a zona residencial. Esse incidente trouxe á tona os conflitos que existem entre as populações desse bairro e os militares do quartel ali implantado.
No seu comentário o Tomas Mario perentoriamente afirmou que a única maneira de em definitivo resolver os problemas das relações conflituosas entre a população e os militares em zonas onde atualmente se situam os quarteis governamentais seria a transferência dessas populações para zonas bem distantes desses quarteis. Note-se: não propõe que antes de se implantarem os quarteis se transfiram as populações. Nem propõe que os quarteis que foram colocados próximos das zonas de residência de populações civis sejam de lá retirados. Propõe que as populações que foram lá encontradas e a volta das quais se implantaram os quarteis, sejam agora retiradas para longe desses quarteis.
Vou dar ao comentador um benefício de dúvida, assumindo que falou assim porque está a falar de uma situação de facto, nomeadamente que os quarteis já foram implantados. Mesmo assim, qual o critério que ele usa para sugerir que perante esta situação de facto, o ónus da sua correção deve recair sobre as populações? Bem, se calhar vai dizer que custa menos reassentar as populações do que remover o quartel dali! Aí eu desafiaria isso pedindo que me mostrasse um estudo económico-social que mostrasse que seja assim, notando que esse estudo teria que não deixar de considerar o abate dos custos de transferência do quartel os benefícios que resultariam em transformar as suas instalações em (por exemplo) uma escola secundária ou técnica, ou um centro de saúde para servir as populações daquele bairro. Há custos e benefícios para tudo!
Este tipo de pronunciamentos do comentador residente Tomás Vieira Mário revelou para mim não só uma ignorância crassa da maneira como esses quarteis têm sido implantados, como até o mesmo espírito do governo do dia: o governo existe para ele, e não para os governados, e por isso onde estes “atrapalham” as atividades do governo, devem ser “afastados” (se não suprimidos!). Muito perigoso.
Alguns dos quarteis que agora se localizam em zonas habitadas por civis (no meio de civis!) foram lá encontrar essas populações, e não o contrário. Não foram as populações que se aproximaram dos quarteis. Foram os quarteis que se foram meter no seio da população. Vou substanciar mais com um pouco de história que eu conheço pessoalmente (e muitos nela se verão e até poderiam acrescentar mais).
Por exemplo: Boquisso e Mucatine, ainda no Município da Matola, a menos de 50Km do centro da cidade de Maputo. Eu vivi parte da minha infância e juventude em Boquisso, e mais tarde em adulto vim estabelecer e minha residência mais a frente, no bairro vizinho de Mucatine, que faz fronteira do Município da Matola com o Distrito da Moamba. Quando em 1971/2 desbravamos terra onde a casa da família ia ficar em Boquisso, isto era verdadeiro mato e até matamos hienas! Havia somente uma loja. Não havia mercado. E depois Boquisso foi crescendo como zona habitacional. Nos meados dos anos 1980s, com o recrudescimento da guerra civil, e a medida em que a cidade ia ficando sob cerco da RENAMO, foi criado um perímetro de quarteis a volta de Maputo. De um lado para acelerar a formação do exército, e de outro lado provavelmente como perímetro de defesa da capital. Foi assim que vieram colocar um quartel em Boquisso que passou por uma sério de funções, e agora parece ser considerada uma escola de engenharia militar ou coisa do género. Esse quartel fica a beira da Estrada, e a menos de trezentos metros do Mercado do Boquisso. Logo, em vizinhança de roçar ombros com uma zona residencial desde muito antes habitada pela população civil local.
Quando os meus pais ainda viviam, e eu já residia na cidade de Maputo, nos princípios dos anos 2000, numa visita a eles deparei-me com o bairro do Boquisso muito traumatizado pela ação dos militares do exército governamental saídos desse quartel. Não entraram na casa dos meus pais (por razões que um dia irei contar!), mas andaram por toda a aldeia a partir e a levar portas e janelas. Estávamos a pouco mais de dez anos depois do fim da guerra civil (!).
Quando perguntei a minha mãe e aos vizinhos qual a justificação que deram para isso a resposta foi que os soldados disseram que estavam a levar portas e janelas para fazer lenha no quartel porque lá não tinham lenha. Que se vivia mal no quarte eu sabia, pois ainda durante a guerra os soldados do governo que estavam nesse quartel foram várias vezes ameaçar os meus pais para lhes darem o pouco que colhiam nas suas machambas argumentando que não tinham comida no quartel. Mas que mais de dez anos depois do fim da guerra civil nós pudéssemos ter soldados do exército governamental a menos de 50km de Maputo a andarem a vandalizar as populações civis por comida e suas portas e janelas para fazer lenha, para mim foi um choque muito grande. Não tivesse sido a minha mãe e a vizinhança com que convivi na infância e juventude a reportarem isso, talvez não tivesse acreditado. Mas mais ou menos nessas semanas aconteciam os espancamentos das populações civis da Catembe pelos militares da marinha, esse facto até foi reportado pelas televisões.
Isto era (e ainda é) a continuação de uma cultura e práticas que sabemos se desenvolveu durante a guerra civil. As mentalidades no seio do exército governamental não mudaram.
E para não dizerem que estou a fazer especulações e generalizações posso mencionar mais.
Ainda durante a guerra, as autoridades militares aquí nesta zona andaram a arrebanhar as populações dos Bairros de Boquisso, Mucatine e parte de Mali e lhes foram colocar num aglomerado que chamaram de Aldeia Comunal, bem mais próximo do quartel. Os meus pais foram para lá levados, até um dia se libertarem, mas sem poderem voltar para a sua casa no Boquisso, pois isso era proibido! [Tivemos que lhes trazer para o Bairro Luís Cabral para viverem na pobreza abjeta de que se tinham libertado décadas atrás quando nos princípios dos anos 70 decidiram ir viver para o campo onde a economia rural gerida pela minha mãe poderia complementar os parcos rendimentos de servente de segunda classe do meu pai!]. Mais do que algo feito para proteger as populações, a mim parece que esta era um operação de fazer da população um escudo para os militares do governo acantonados no quartel, e para retirar o espaço de possível apoio das populações locais aos guerrilheiros da RENAMO que atacavam a periferia de Maputo. Pois se as pessoas preferiam e sentiam-se mais seguras nas suas casas, porque razão de lá retirá-las e aglomerá-las mais próximo do quartel?
[Fast forward!]. Mais contemporaneamente. Eu vivo aquí no Bairro de Mucatine. Menos de cinco anos atrás vieram enfiar-nos aqui mais um quartel. Treinam-se comandos. Fica a menos de quinhentos metros do antigo (que ainda lá permanece) e a mais ou menos a mesma distância da minha casa. Eu comecei a construir e a viver nesta minha casa em 2007, numa zona demarcada pelo Conselho Municipal da Matola como zona de residência. E essa demarcação foi feita em 1998/99 (portanto, eu comecei a viver aquí dez anos depois de o espaço me ter sido atribuído.
Durante o tempo entre a alocação do espaço e eu fixar residência permanente eu estava (e ainda continuo!) a tratar do DUAT que nunca chegou a sair até hoje. E esperei os dez anos, aturando a burocracia toda da mudança sucessiva dos “sistemas” de DUAT (levando cada vez ao reinício do pedido, numa zona parcelada e alocada pelo próprio Conselho Municipal em conjunto com as estruturas e populações locais), para ter a certeza de que por lei de facto eu poderia construir aquí. E de facto até eu começar a desenvolver a minha propriedade e a viver aqui as pedras de demarcação colocadas pelo Conselho Municipal estavam (e ainda estão) intactas. Tando mais que nunca deixei a propriedade abandonada.
E como eu, muitas pessoas se estabeleceram aquí, tanto na zona demarcada como não, outras vindas de outros pontos do país, e outras sendo novas famílias desxendentes de famílias locais. A população cresceu. Mesmo assim, vieram enfiar-nos um quartel de formação de forças especiais aquí praticamente a porta das nossas casas. E depois a comunicação social reportou os problemas que se seguiram. O militares começaram a reclamar terreno para além do perímetro inicial do quartel novo. Até chegaram a implantar vedações em arrame farpado. O caminho para a minha casa quase foi fechado por essas vedações, de tal modo que foi necessário negociar uma entrada para passarmos para as nossas casas.
Eu pessoalmente fui parado várias vezes por soldados em treino com armas verdadeiras e possivelmente com balas reais nos carregadores, e a apontarem essas armas para mim no interior do meu carro, e a mandarem parar até eles passarem ou acabarem de fazer o que estivessem a fazer. Isto a menos de trezentos metros da minha casa, e a cinquenta ou menos metros de distância das casas de outras pessoas. Muitas vezes esses soldados surgiam-nos do mato, de repente, camuflados, com a possibilidade real de um acidente pois poderia facilmente não os ver e continuar a marcha, e isso ser visto como sinal de desobediência e merecer um tiro.
Felizmente nunca houve um incidente desse tipo, mas já houve muitos estragos aquí cometidos pelos soldados junto da população, que muitas vezes não são reportados porque as pessoas têm medo e sabem que ninguém lhes vai defender. Várias vezes os estrondos de explosivos no quartel fazem estremecer os vidros da minha casa. E dormimos sempre a pensar no dia em que nos vai cair um obus dentro. Para além da prostituição e violações de menores que grassa por aquí. Há jovens da vizinhança aqui para as quais ainda crianças menores eu comprei livros e fardamento e mandei para a escola (acredito muito na educação para superar a pobreza!), mas que na adolescência desistiram porque o negócio da prostituição e outros vícios com soldados aparentemente rende mais. E os pais perderam o seu controlo.
Foi preciso uma resistência local que até ameaçava uma “guerra”, para os militares abandonarem as terras que estavam a usurpar e tentando delas expulsar as populações. O Conselho Municipal teve que vir dar paliativos. E a bomba relógio momentaneamente parou. Agora o Conselho Municipal periodicamente aparece a fazer a demarcação de partes dessas terras aparentemente para mais um assentamento ordeiro das populações. Mas eu vejo militares (reconhecidos como tais porque até fardados!) a fazerem limpezas e agricultura nesses terremos demarcados pelo Conselho Municipal. Isto sugere que pela “porta do cavalo” eles estão a ter acesso a essas terras em prejuízo de populações civis que nelas cultivavam para subsistência, e que assim passam a ver as suas parcelas reduzidíssimas em tamanho para talhões de “20mX30m” ou coisa do género (se não menos), numa zona periurbana em que muitos ainda vivem da agricultura como economia principal ou fortemente complementar de outros rendimentos.
Mas o mais grave disto, é que nós nunca vimos nenhum soldado desses dois quarteis sair em ajuda da população mesmo em casos de acidentes naturais. Quando dois anos atrás houve aquí um vendaval que arrasou casas e partiu arvores por todo o lado, não vimos nenhum militar a sair para ajudar a desbloquear as vias de acesso e a reconstruir as casas ou cosntruir abrigos temporários para os desalojados. Uma grande árvore de cajueiro que caiu e obstruiu a estrada mesmo em frente do quartel que fica próximo do mercado de Boquisso permaneceu lá mais de três meses, e a estrada foi sendo debloqueada a medida ia secandom e as populações (e se calhar tambem os próprios militares) iam cortando os seus ramos para fazer lenha. Mas quando um carro pára mesmo por avaria na zona próxima do quartel os militares vêm a correr e de armas apontadas exigem que a pessoa retire o carro dalí (e sem ajuda!). Já aconteceu isso comigo, e num incidente em que tinha um carro quase a pegar fogo. E também algumas vezes tive que rebocar carros de outras pessoas para lhes retirar rapidamente de próximo do quartel porque os limitares nem se quer lhes deixavam tempo para substituir um pneu furado! E também não ajudavam, claro!
Poucos meses atrás o próprio Ministro da Defesa veio a público denunciar veementemente o facto de que os soldados não conseguem produzir o mínimo que seria possível com os meios que têm. Eu não fiquei espantado quando o ouvi a dizer isso. Tenho estado a acompanhar isto através de vários episódios desde mais de duas décadas. Só falei dos que estão mais perto de mim pessoalmente para não ter a chatice de ter que responder a pessoas que me podem vir dizer “prove”, como se não soubessem que isso acontece.
Moral da história: temos um exército de caserna, parasita, sem espírito nenhum de servir o povo, e que pelas atitudes leva a concluir que ele vê nas populações civis um inimigo. O incidente da morte de uma criança por “bala perdida” de militares num outro bairro periurbano do Município da Matola é mais um episódio entre muitos que revelam as consequências de uma falta de uma estratégia de desenvolvimento das forças de defesa e segurança imbuídas de espírito de servir o povo. Mais ou menos ao espelho do governo que o mantém. E as relações entre a população civil e os militares vão continuar a ser de hostilidade crescente enquanto o cenário dentro do exército (bem como da polícia e de outras forças de segurança) permanece aquilo que foi a cultura desenvolvida durante a guerra civil.
Nos últimos dias li e ouvi exaltações e linchamentos ao falecido Presidente da RENAMO.
Paz a sua alma!
Mas a medida que ia lendo e ouvindo esses linchamentos e exaltações, vinham-me a memória as coisas de que falei acima, e toda a ambivalência a elas associada, e que devia desautorizar-nos de fazer julgamentos rápidos e emocionais de partes da nossa historia, em particular dos atos dos seus protagonistas. E a medida em que lia e ouvia histórias pessoais dos sofrimentos que as pessoas passaram ou testemunharam mais diretamente os atos bárbaros que foram cometidos pelos dois exércitos durante a guerra, a minha convicção de que neste momento de luto o melhor era manter-me em silêncio se consolidou. Mas a sugestão descuidada do Tomas Vieira Mário de que eu, os meus vizinhos, e outras populações em outros lugares temos que considerar a possibilidade de virmos a ser retirados dos locais de residência onde alguns de nós fomos autorizados a construir e outros vivemos desde tempos imemoriais, para dar lugar aos desmandos dos militares do exército governamental que nos vieram encontrar aquí, só porque têm a força das armas… essa não! Mexeu mais ainda com os meus sentimentos.
Há coisas sobre as quais certas pessoas não deviam abrir a boca, e francamente nao sei por que razão algumas vezes o fazem.
Mas agora recolho-me ao meu silêncio e à minha reflexão.
Gosto
19 comentários
Comentários
Carlos Joao Prosa narrativa longa. Terminei de ler ai onde disse k um dia contaria por que razao os militares nao entraram na casa do teu pai. Aguardo esse texto para completar o ritimo de leitura. Depois virei dar continuidade.
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2 hEditado
Nazir Mugas Procede.....
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4 h
Jossias Six Tomás Viera Mário desde que transcendeu o cargo no instituto superior de comunicação não se é assim como se diz afastou se literalmente na imparcialidade, até porque o Salema equilibrava a imparcialidade mas desde que este foi turturado e único comentador residentes até já faz com o programa pontos de vista tenha a audiência que antes tinha
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15 h
Salvador Raimundo Pior. Alguns nem sequer fingir sabem; não fazem, se calhar, TPC antes de abordar um determinado tema...
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15 h
José Juga Jesus João O programa perdeu audiência mesmo
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14 h
Paulino Da Fonseca Fanheiro E pior ainda com a ausência do "moderador Mor" que tem uma forma peculiar de colocar as questões....
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2 h
Salvador Raimundo Porque pagas para comentar, certas pessoas o fazem às escuras, sem o domínio dos assuntos em causa. Sugiro que se faça uma espécie de inquérito junto às populações que residem em Boquisso até Intaka, sobre o comportamento dos militares, nomeadamente na calada da noite. Há fortes suspeitas de protagonizarem assaltos a residências criteriosamente seleccionadas. Suspeitas.
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15 hEditado
Gervasioa Absolone Chambo E agora que o tiro ceifou a vida do menor não será esta a altura do povo exigir a retirada dos quartéis? Violam menores; aterrorizam o povo; usurpam terras alheias; apontam armas ao povo que devem proteger; instalam insegurança aos moradores; têm fome e indisciplina... Uma reunião entre os ministros da defesa; chefes locais; chefes dos quartéis e a população traria alguma luz no fundo do túnel em relação ao assunto em causa.
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15 h
Tomas Mario Caro Roberto Julio Tibana começo por agradecer o facto de ter ouvido os meus comentários a respeito deste grave incidente, que tirou a vida a uma criança. A minha sugestão de solução mais segura e quiçá definitiva a este tipo de incidentes bem como de outro tipo de cobflitos entre militares e comunidades vivendo nas proximidades é que as duas entidades vivam longe (bastante longe) uma da outra. Se acentuei mais a ideia do afastamento da comunidade foi certamente um défice de expressão. De resto estou plenamente consciente da informação de "background" que nos oferece em torno de toda a questão ora em análise. Os meus cumprimentos.
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15 h
Nkulu Wa Munu Isto recorda-me aqueles erros de amadores que cometemos quando somos iniciantes/aprendentes no ramo de investigação. Às vezes sugerimos soluções que não funcionam/conflituosas.

Porém, valeu a pronta intervenção do Sr. Tomás - retratou-se!
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14 h
Aziza Throne Relato muito lucido convincente e real. Obrigada por ter exprimido com tanta precisão um caso que é o espelho e a réplica de tantos outros. Imagine os habitantes daquelas areas e distritos que não tem um Sr. Tibana a descrever o mínimo das atrocidades que os militares cometem sob o olhar sereno e aprovador dos seus chefes e quiça mentores. O Sr. Tomás .....devia lá viver . Ou próximo. Faz parte dos moçambicanos de 1A classe
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13 h
Tomas Mario Ó Aziza! Abençoada sejas, pelo teu refinado sentido de humor! "O Sr. Tomas....faz parte da 1a classe". Kkkk Fiz parte da 1a classe na Escola Primaria de Nzualo, em 1966! Kkkk
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13 h
Aziza Throne Ai! sou abençoada mesmo, pois tenho a "sorte " de nao estar exposta tantas vezes a este tipo de atrocidades dos militares. Só e com a polícia de transito mas pelos vistos parece que devo deixar de conduzir nesta ou naquela área para que a "PT faça o trabalho". Parabens pela 1A classe em 66
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12 h
Armando Nenane No Xipamanine não há quartéis, mas fartei-me relatar as atrocidades dos homens da FIR, que torturam e matam cidadãos indefesos. Interessante exposição Dr. Tibana. Bem colocado. Os militares precisam de ser civilizados!
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13 h
Monteiro Dias Luzaula Plenamente de acordo consigo meu caro Roberto Julio Tibana.
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13 h
Raul Junior Teve tempo de ver a opiniao do Tomás Vieira Mário e tempo de elaborar o contra ponto de vista. Penso que Tomás Vieira Mário nao fez pronunciamento-decisao aliás naquele espaço só pode emitir opiniao meramente pessoal e no caso específico em que esteve sozinho a falar. Salomao Moiane, Fernando Lima e ... de Salema nao mais estao lá. E, ainda A mana Olívia só esteve a ouvir a opiniao sem provocar um debate, porque por exemplo, ela poderia perguntar ao TVM por que nao afastar/retirar quartéis nas proximidades residenciais. Aí ele teria elaborado muito como o fez Roberto Julio Tibana neste texto lúcido. Repare que mesmo RJT nao está a dizer o que é mais fácil retirar já que requer estudo de viabilidade sócio-económico. Opinar nunca foi na óptica de dogmatismo, mas sim um exercício que apela a reflexao. E, onde eu fico? - Fico na dúvida sobre a razoabilidade das opinioes apresentadas por ambos. Os treinos militares que envolvem disparos nao podem ser feitos fora do quartel? As violaçoes/ abusos sexuais perpetrados pelos militares nao podem ser feitos nas suas respectivas casas quando estes tem dispensa ou estando de férias? Que eu saiba um militar que em exercício se envolve sexualmente é uma serpente sem dentes nem veneno. Militares que ficam aí a namorar nos quartéis de militar nada tem senao fardamento e arma. Após actividade sexual nao se consegue disparar sequer uma pistola makarov (importa referir que uma pistola é mais difícil que AKM)! Paz a alma da Criança baleada e Paz a alma do tio Afonso Dlakama.
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12 h
Joao Ferrao Recordando Berrold Brecht, se o partido esta correcto e o povo nao, mude se o povo
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12 h
Antonio A. S. Kawaria Isso mesmo, vivi durante dois anos e com uma responsabilidade de cuidar centenas de de crianças e adolescentes numa zona de conflito. Sei da barbaridade dos dois lados e pior é que se achavam de direito de fazer o que faziam.
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12 h
Kuyengany Produções Desde os tempos de Guerra os Soldados da Frelimo sempre mataram mais Civis
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11 h
Mondlane Calane Dzovo Kito Adelina Gacane estao a falar do militares do boquisso aqui. É defacto uma boa oportunidade para denunciar aquele Processo que ate hoje nao chega ao tribunal mesmo com os arguidos a circularem por aquele quartel. 
Meu muito obrigado Dr 
Roberto Julio Tibana por esse texto sou residente do bairro de Boquisso e por estar bem proximo do quartel ja sei o significado de cada apitadela. Aqueles militares nao respeitam né mesmo a Policia e quando oiço de que nos temos que sair das nossas casa isso me parte o coraçao.
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11 h
Helder David O MDN deve sentar se e restruturar bem essas moradas. Realmente è inadmissivel quartel junto aos bairros residencias.
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11 h
Gildo Torrichell iltimamente o tomas viera tem falado um monte deasneiras, talvez esta com medo de ser reptado e agredido como os outros colegas.
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10 h
Gildo Torrichell os militares sempre foram assim ate em tempo de guerra matavam e acusavam a renamo.
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10 h
Jose Eduardo Que diferenca de espaços! Neste deixando um ar pedagogico de como se faz o debate. Noutro medindo-se quem matou mais durante a guerra civil entre Renamo/Dlhakhama e o giverno/Frelimo.
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7 h
Luciano Justino Chemane Era suposto que a população que vive nas redondezas dos quarteis sentissem mais segurança e tranquilidade, mas na verdade o que sentem é verdadeiro terror. Paz a alma do Dlhakama!
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7 h

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