domingo, 6 de maio de 2018

AS PRIMEIRAS VIVAS DOLOROSAS À RENAMO E AO SEU FINADO DIRIGENTE AFONSO DHLAKAMA!

AS PRIMEIRAS VIVAS DOLOROSAS À RENAMO E AO SEU FINADO DIRIGENTE AFONSO DHLAKAMA!
A guerra de 16 anos da Renamo contra a ditadura do Governo da Frelimo (de 1977 a 4 de Outubro de 1992, com a assinatura do Acordo Geral de Paz em Roma) foi muitas vezes mais intensa, mortal e mais longa que a guerra pela Independência, promovida pela Frente de Libertação de Moçambique (os “Turras”) contra o Governo colonial Português (25 de Setembro de 1964 a 8 de Setembro de 1974, com acordo de cessar fogo). Além de mais letal foi mais cruel e desrespeitador dos direitos humanos, ultrapassando todas as raias de violação da alma e do corpo humanos que a História já conheceu. Era mais um assassinato de massas tanto da parte do governo da Frelimo (Partido no poder) como da parte da Renamo.
Balanço do custo dos 16 anos de guerra (fonte: Carlos Serra):
• 1 milhão de mortos.
• 454.000 crianças de idade inferior aos 15 anos mortas entre 1981 e 1988 (45% das vítimas).
• 23% de crianças entre os feridos registados nas unidades sanitárias.
• 7.000 crianças deficientes devido às minas entre 1980 e 1993.
• 50.000 pessoas amputadas, das quais 7.000 crianças e mulheres.
• Dos 92.881 soldados e guerrilheiros desmobilizados (76,3 do exército governamental e 23,7% da Renamo) após o Acordo de Paz de 1992, cerca de 28% tinham menos de 18 anos: 4.678 menos de 13 anos, 6.828 estavam entre 14 e 15 anos e 13.982 entre 16 e 17 anos, totalizando 25.498.
• Acima de 250.000 crianças órfãs e não acompanhadas. As crianças foram submetidas a repetidas experiências traumáticas: ameaças de morte, terror, agressões, processos sistemáticos de desumanização, fome, sede, malnutrição, exploração pelo trabalho, abuso sexual, envolvimento em actos militares. No que toca à sua personalidade, foram verificados os seguintes distúrbios: falta de confiança nos adultos e em si próprias, falta de perspectiva de futuro e/ou perspectiva pessimista, isolamento, depressões, resignação, altos índices de agressividade, perda de sensibilidade, regressão, introversão, fobias diversas, falta de mecanismos adequados para resolução de conflitos, capacidade muito limitada para aceitar frustrações, sintomas neuróticos diversos.
• Cerca de 1/3 de crianças morrendo antes dos 5 anos.
• 1.000 por cada 10.000 nado-vivos de taxa de mortalidade materna.
• 1/3 da população malnutrida.
• 2/3 de pobreza absoluta.
• Mais de 150 aldeias e localidades destruídas.
• Cerca de 4.5 milhões de deslocados internos.
• Mais de 1.5 milhões de refugiados no exterior.
• Acima de USD 7 biliões de prejuízos para a economia nacional.
• Mais de metade da rede rodoviária destruída ou invibializada.
• Mais de 50% das unidades sanitárias destruídas.
• Mais de 1.800 escolas destruídas.
• 1.500 lojas rurais destruídas.

Mas enfim conseguiu-se, basicamente e em princípio, derrotar a ditadura e implantar-se a Democracia.
Voltarei para abordar AS SEGUNDAS VIVAS À RENAMO E AO SEU FINADO DIRIGENTE AFONSO DHLAKAMA!
GostoMostrar mais reações
Comentários
Jah Yahwah Matavele Esses 1 milhão de mortos suicidaram-se?
Gerir
Mostrar mais reações
Elidio Cuco Morrem na guerra da FRELIMO e RENAMO
Gerir
Mostrar mais reações
Jorge Fernandes Jah Yahwah Matavele, mortos da Renamo, mais ainda da Frelimo e, sobretudo e principalmente, da parte da população civil e inocente (homens, mulheres, idosos, crianças).
Gerir
Mostrar mais reações
Mostrar mais reações
Lenon Arnaldo Esses 1 milhão de mortos (suicida?) são militares ou civis? 
Já agora, pelo panorama ((brilhante na sua óptica para merecer vivas), querendo, qual é a percentagem de civis mortos, militares, mulheres, crianças e idosos, os havendo.
Gerir
Mostrar mais reações
Unay Cambuma 40% deste numero eram tropas da frelimo.
Gerir
Mostrar mais reações
Paulo Pires A saúde mental da população Moçambicana, enfrenta ainda hoje, as consequências dessas loucuras de alguns poucos!
Gerir
Mostrar mais reações
Jorge Fernandes Lenon Arnaldo, esta estimativa de mortos, da parte do grande sociólogo Moçambicano Carlos Serra, tem as suas limitações, pelo que poderá ter sido pior. O Governo da Frelimo nunca publicou os militares que morreram nessa guerra, na maior parte abandonados nas matas sem enterro digno e sem informação à família para resgate e homenagem aos seus entes queridos, como é tradição em Moçambique. Da parte da Renamo o mesmo. A ocultação das mortes no seio da população, dos abusos sexuais às mulheres e a destruição dos bens da população foi sistemática e praticamente absoluta.
Gerir
Mostrar mais reações
Paulo Pires uma das pragas que tem afectado quase todos os países africanos nos últimos 50 anos...
Gerir
Mostrar mais reações
Bernardo Carneiro Os responsáveis pela Guerra Civil, e suas nefastas consequência, GENOCIDAS do povo moçambicano, claro que irão sempre negar as evidências, que aliás são patentes em muitos órgãos internacionais - ONU, UA, Igrejas, ...e variadas organizações do mais diverso cariz, em todo o mundo.

Serra, Carlos não fez mais do que ter coado (e a favor de quem já o sabemos) os ESMAGADORES números do genocídio do povo moçambicano.

É esmagadora a realidade, e muito difícil de digerir.
Mas é passado, e o passado ninguém muda.

Em extremo, NINGUÈM morreu na guerra civil dos 16 anos.

NINGUÉM!!!

Sem comentários: