São informativos os capítulos dedicados às relações entre os movimentos filiados na antiga CONCP (Conferência das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas) e, a fase das negociações que conduziram à assinatura dos Acordos de Lusaka. Chegada a Independência, é o exercício dos Países da Linha da Frente, o dossier Zimbabwe e a Guerra de Desestabilização. A opção socialista da República Popular de Moçambique e as relações com os países do antigo Bloco de Leste são, também, áreas onde Sérgio Vieira se demora.
Notável e refrescante é a capacidade que estas páginas possuem de fazer reviver o drama, o sofrimento, a entrega, a solidariedade à volta do ideal da libertação da pátria e a exaltação dos momentos altos da luta. Reviver ou, mais importantemente, descobrir e compreender.
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Luís Bernardo Honwana
Fazia
falta este livro. Que ele sirva de estímulo, a que outros actores dessa
independência ganhem nele inspiração para repetir a proeza, e cumprir
esse dever. O conhecimento pelas novas gerações do heroísmo dessa gesta é
um capital precioso para o orgulho de ter nascido em Moçambique, e a
consciência do significado da correspondente cidadania.
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António de Almeida Santos
António de Almeida Santos
BIOGRAFIA
Sérgio Vieira
nasceu em 1941 na província moçambicana de Tete. A sua formação
superior foi diversas vezes interrompida. Estudou Direito em Portugal
até ao 2.o ano, em 1961. Em 1962 frequentou o Collége d` Europe em Bruges.
Entre 1962 e 1963 frequentou o Instituto de Estudos Políticos em Paris, onde interrompeu os estudos no ano seguinte. Licenciou-se com distinção no Instituto de Estudos Políticos de Argel em 1967.
Em Portugal foi dirigente associativo, incluindo da RIA, Reunião Inter-Associações. É Professor Auxiliar da Universidade Eduardo Mondlane. Foi investigador do Centro de Estudos Africanos da mesma instituição, a qual dirigiu entre 1987 e 1992. É membro fundador da FRELIMO.
Entre 1964 e 1967 fez parte da representação da FRELIMO em Argel e esteve também no Cairo em 1969 e 1970. Ainda antes da Independência de Moçambique foi secretário da Presidência nas direcções de Eduardo Mondlane, entre 1967 e 1969 e de Samora Machel entre 1970 até 1975. Após a Independência ocupou diversas pastas, de entre as quais destacamos: director do Gabinete do Presidente da República, 1975-1977; governador do Banco de Moçambique, 1978- 1981; ministro da Agricultura, 1981- 1983; Governador da Provínvia de Niassa e vice-ministro da Defesa, 1983-1984; ministro da Segurança, 1984- 1987; deputado da Assembleia da República onde passou por diversos cargos desde a I até a V legislaturas; Desde 2001 é director-geral do Gabinete do Plano de Desenvolvimento do Vale do Zambeze.
Entre 1962 e 1963 frequentou o Instituto de Estudos Políticos em Paris, onde interrompeu os estudos no ano seguinte. Licenciou-se com distinção no Instituto de Estudos Políticos de Argel em 1967.
Em Portugal foi dirigente associativo, incluindo da RIA, Reunião Inter-Associações. É Professor Auxiliar da Universidade Eduardo Mondlane. Foi investigador do Centro de Estudos Africanos da mesma instituição, a qual dirigiu entre 1987 e 1992. É membro fundador da FRELIMO.
Entre 1964 e 1967 fez parte da representação da FRELIMO em Argel e esteve também no Cairo em 1969 e 1970. Ainda antes da Independência de Moçambique foi secretário da Presidência nas direcções de Eduardo Mondlane, entre 1967 e 1969 e de Samora Machel entre 1970 até 1975. Após a Independência ocupou diversas pastas, de entre as quais destacamos: director do Gabinete do Presidente da República, 1975-1977; governador do Banco de Moçambique, 1978- 1981; ministro da Agricultura, 1981- 1983; Governador da Provínvia de Niassa e vice-ministro da Defesa, 1983-1984; ministro da Segurança, 1984- 1987; deputado da Assembleia da República onde passou por diversos cargos desde a I até a V legislaturas; Desde 2001 é director-geral do Gabinete do Plano de Desenvolvimento do Vale do Zambeze.
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