Mas o que leva os peritos internacionais, com a mania de incorruptíveis, a franquear uma vez no terreno, acabando por destorcer a triste conjuntura em prol dos ensejos do executivo?
XÍCARA DE CAFÉ por Salvador Raimundo
MALeiane anunciou, recentemente, acordo preliminar com 60% dos credores no caso-dívidas vergonhosas.
E o ministro Adriano quase rejubilava com o feito. O homem acaba anunciando uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) a Moçambique, com isso, dando azo a mais um momento de júbilo.
Se o entendimento preliminar com os credores se calhar justifique o ministro da Economia e Finanças aos pulos - quase-quase quebrando os óculos -, já com a visita dos tipos do Fundo não justifica tanto assim. Há décadas que o Fundo vem cá analisar o desempenho da economia e das finanças, sendo raríssimas as vezes em que os homens, no final, teceram críticas grosseiras ao executivo do dia. Não que as coisas estivessem nos ‘trinques’, nem tão pouco.
No mínimo, a missão punha-se (põe-se) a desenhar medidas correctivas, em tom leve, levezinho, sem nunca tocar no essencial, pelo menos publicamente.
Por isso, não se esperam novidades que satisfaçam a esmagadora maioria dos moçambicanos. Do mesmo modo, de resto, que o entendimento de há dias, entre o governo e os credores, deixou meio-mundo boquiaberto, incrédulo. Dois terríveis acontecimentos que se somam a outros tantos registados nos anais da Frelimo.
Aos 43 anos de poder, a Frelimo tem acumulado experiências de rebentar pelas costuras. O partido tem feito dos fracassos sucessos futuros, algo que o Macuácua tinha a mania de deixar bem vincado, que a cada eleição bem sucedida, imediatamente a Frelimo arregaça as mangas, dando início a nova agenda eleitoral, dos próximos quatro anos.
Mas o que leva os peritos internacionais, com a mania de incorruptíveis, a franquear uma vez no terreno, acabando por destorcer a triste conjuntura em prol dos ensejos do executivo? Regra geral, o executivo-Frelimo tem acesso ao background dos elementos que encorporam os peritos que aí vêm.
As suas fraquezas e pontos fortes. Tal e qual no futebol, onde é imprescendível conhecer ao pormenor o adversário para dele explorar o lado fraco e assim conseguir amealhar os necessários pontos em concorrência.
Com tanta praia e mariscos ao dispôr, agora com os recursos naturais para dar e vender, não é difícil, se calhar, convencer qualquer elemento da missão a retroceder face às suas exigências. De volta à proveniência, na bagagem podem levar desde camarão, amêndoa de caju e o aval por um pedaço de terra junto às melhores praias que por cá existem.
Não está descartada, enquanto dure a pesquisa, requisição das melhores prostitutas, com especificidades bem delineadas.
É assim em todo o lado, faz anos. Aquí e na chamada cochichina.
Convém que na SADC Moçambique já foi, ou ainda é, ponta-de-lança do ocidente na resolução de certos ‘makas’.
EXPRESSO – 15.11.2018
MALeiane anunciou, recentemente, acordo preliminar com 60% dos credores no caso-dívidas vergonhosas.
E o ministro Adriano quase rejubilava com o feito. O homem acaba anunciando uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) a Moçambique, com isso, dando azo a mais um momento de júbilo.
Se o entendimento preliminar com os credores se calhar justifique o ministro da Economia e Finanças aos pulos - quase-quase quebrando os óculos -, já com a visita dos tipos do Fundo não justifica tanto assim. Há décadas que o Fundo vem cá analisar o desempenho da economia e das finanças, sendo raríssimas as vezes em que os homens, no final, teceram críticas grosseiras ao executivo do dia. Não que as coisas estivessem nos ‘trinques’, nem tão pouco.
No mínimo, a missão punha-se (põe-se) a desenhar medidas correctivas, em tom leve, levezinho, sem nunca tocar no essencial, pelo menos publicamente.
Por isso, não se esperam novidades que satisfaçam a esmagadora maioria dos moçambicanos. Do mesmo modo, de resto, que o entendimento de há dias, entre o governo e os credores, deixou meio-mundo boquiaberto, incrédulo. Dois terríveis acontecimentos que se somam a outros tantos registados nos anais da Frelimo.
Aos 43 anos de poder, a Frelimo tem acumulado experiências de rebentar pelas costuras. O partido tem feito dos fracassos sucessos futuros, algo que o Macuácua tinha a mania de deixar bem vincado, que a cada eleição bem sucedida, imediatamente a Frelimo arregaça as mangas, dando início a nova agenda eleitoral, dos próximos quatro anos.
Mas o que leva os peritos internacionais, com a mania de incorruptíveis, a franquear uma vez no terreno, acabando por destorcer a triste conjuntura em prol dos ensejos do executivo? Regra geral, o executivo-Frelimo tem acesso ao background dos elementos que encorporam os peritos que aí vêm.
As suas fraquezas e pontos fortes. Tal e qual no futebol, onde é imprescendível conhecer ao pormenor o adversário para dele explorar o lado fraco e assim conseguir amealhar os necessários pontos em concorrência.
Com tanta praia e mariscos ao dispôr, agora com os recursos naturais para dar e vender, não é difícil, se calhar, convencer qualquer elemento da missão a retroceder face às suas exigências. De volta à proveniência, na bagagem podem levar desde camarão, amêndoa de caju e o aval por um pedaço de terra junto às melhores praias que por cá existem.
Não está descartada, enquanto dure a pesquisa, requisição das melhores prostitutas, com especificidades bem delineadas.
É assim em todo o lado, faz anos. Aquí e na chamada cochichina.
Convém que na SADC Moçambique já foi, ou ainda é, ponta-de-lança do ocidente na resolução de certos ‘makas’.
EXPRESSO – 15.11.2018
Afinal Samito foi mesmo injustamente excluído
CC e a exclusão da lista plurinominal da AJUDEM
Apesar de não ter feito menção exacta ao caso da Associação Juvenil para o Desenvolvimento de Moçambique (AJUDEM), que viu a sua lista de candidatura a cair por inteiro, sob alegação de insuficiência de candidatos suplentes, o Conselho Constitucional disse que o artigo 23 da lei eleitoral viola o direito fundamental de sufrágio universal.
Em causa está o facto de a lei em causa determinar a queda de toda a lista sem que os concorrentes tenham a oportunidade de substituir nomes na lista em causa de desistência.
A lista da AJUDEM, recorde-se, tinha como cabeça de lista o nome de Samora Machel Júnior, filho do primeiro presidente de Moçambique como Nação Independente.
O CC argumenta que no processo eleitoral todas as irregularidades devem ser supríveis, excepto casos de incumprimento de prazos, candidatos não recenseados.
Aliás, se sabe, a lista da AJUDEM foi clara e directamente sabotada por ordens do partido Frelimo, que via em Samora Machel Júnior um candidato com potencial e capacidade de desviar bom número de votos do candidato eleito, Eneas Comiche.
Entretanto, apesar deste entendimento, o CC mandou passear os recursos da AJUDEM no qual reclamava a exclusão da sua lista pelo voto combinado dos membros da Frelimo e do MDM na Comissão Nacional de Eleições
MEDIA FAX – 15.11.2018
NOTA: “Injustamente excluído” ou ilegalmente excluído?
Fernando Gil
MACUA DE MOÇAMBIQUE
Apesar de não ter feito menção exacta ao caso da Associação Juvenil para o Desenvolvimento de Moçambique (AJUDEM), que viu a sua lista de candidatura a cair por inteiro, sob alegação de insuficiência de candidatos suplentes, o Conselho Constitucional disse que o artigo 23 da lei eleitoral viola o direito fundamental de sufrágio universal.
Em causa está o facto de a lei em causa determinar a queda de toda a lista sem que os concorrentes tenham a oportunidade de substituir nomes na lista em causa de desistência.
A lista da AJUDEM, recorde-se, tinha como cabeça de lista o nome de Samora Machel Júnior, filho do primeiro presidente de Moçambique como Nação Independente.
O CC argumenta que no processo eleitoral todas as irregularidades devem ser supríveis, excepto casos de incumprimento de prazos, candidatos não recenseados.
Aliás, se sabe, a lista da AJUDEM foi clara e directamente sabotada por ordens do partido Frelimo, que via em Samora Machel Júnior um candidato com potencial e capacidade de desviar bom número de votos do candidato eleito, Eneas Comiche.
Entretanto, apesar deste entendimento, o CC mandou passear os recursos da AJUDEM no qual reclamava a exclusão da sua lista pelo voto combinado dos membros da Frelimo e do MDM na Comissão Nacional de Eleições
MEDIA FAX – 15.11.2018
NOTA: “Injustamente excluído” ou ilegalmente excluído?
Fernando Gil
MACUA DE MOÇAMBIQUE
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