segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Mediocridade de um jornalista e tentativa frustrada de colectivizacao de frustração?

Mediocridade de um jornalista e tentativa frustrada de colectivizacao de frustração?
O nosso jornalismo é pobre e sofre de uma mediocridade faraônica. Isto é uma verdade bastante propagada, de forma generalizada, nos debates, do dia a dia, no seio e fora da classe jornalística.
Entretanto, a generalização da mediocridade é uma penalização excessiva, pois dentro da classe jornalística existem jornalistas altamente competentes e comprometidos com o rigor e com a qualidade.
Assim, a mediocridade jornalística deve ser individualizada. Desta forma, os jornalistas medíocres deixam de beneficiar do véu da crítica generalizada. Desta forma, passam a ser desmascarados, o que não acontece quando dizemos que o jornalismo é pobre, o jornalismo é exercido de forma medíocre!
Com efeito, hoje li e reli o artigo medíocre entitulado “A vida do ex-presidente Armando Guebuza: sem honra, nem gloria!”, da autoria de Armando Nhantumbo, que está publicado no Jornal Savana de 07.09.18.
A mediocridade do artigo está bem patente na forma como o autor, Armando Nhantumbo, tenta amplificar a sua frustração ou desagrado em relação a administração do Presidente Guebuza. Isto é evidente, a olho nu, nas passagens do texto em que Armando Nhantumbo afirma categoricamente que o povo está zangado (minha expressão) com o Presidente Guebuza. Sem dados, sem números, o senhor Armando Nhantumbo faz uma colectivizacao da sua zanga e da sua frustração.
O autor do texto, o senhor Armando Nhantumbo, nem sequer se deu ao luxo de inventar, tal como acontece na mediocridade jornalística, uns autores anônimos para dizer que fez pesquisa de opinião para encontrar o povo que ele afirma que está zangado com o Presidente Guebuza.
A mediocridade do texto quer passar a mensagem de ausência de honra e glória de Guebuza pos-Presidência. Até aqui não há nenhum problema. O problema começa quando o autor do texto, o senhor Armando Nhantumbo não diz o que seria honra e glória. Como é que se mede a tal honra e a tal glória? O pior de tudo é que o texto termina com alguns momentos de “brilho” de Presidente Guebuza. Será que foi distração ou uma tentativa de fazer parecer que a sua tentativa frustrada de colectivização de frustração não é injusta.
Calton
Ps: Guebuza é amado e odiado, tal como qualquer pessoa.
Ps: o erro que foi cometido de generalizar o amor a Guebuza, não justifica o erro de generalizar a frustração e até ódio a Guebuza.
Ps: abaixo jornalismo medíocre, principalmente jornalistas medíocres.
Ps: ataques do estilo “seu guebuzista” não me afectam, nem um pouco...
Comentários
Luis Nhachote Armando Nhantumbo acho melhor exercer o seu direito à defesa na praça; aliás mural de que te leu esta semana no Savana
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Calton Cadeado Apesar de eu ser Cadeado, estou sempre aberto. Ademais, eu sou adepto da Liberdade!
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Júlio Mutisse Mas que o artigo é brega... Lá isso é.
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Egidio Vaz Agora quando tu expressas desagrado por algum artigo no Savana eles te poem no "diz-se diz-se" . Quer dizer, fazem daquele jornal um ponto de expressão e acerto de contas de birras pessoais. Não há diferença entre jornalistas do Savana e Teodorim Ngwema. Ambos são aprendizes de uma ditadura e abuso de poder que só vêem em outros.
Assim irei aparecer no PRÓXIMO diz-se diz-se por ter comparado eles com Teodorim Ngwema. Você também Calton Cadeado aparecerá lá.
Triste ver um projecto editorial transformado em lagoa de crocodilos que, sem ovos por proteger, apenas atacam porque possuidores de mandíbulas capazes de feir e matar
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Alzira Magalhaes O Presidente Guebuza merece honra e gloria, na minha opiniao foi o melhor presidente de Mocambique, suas obras falam por si
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Amilton Munduze Sim mana, merece. Jurou por sua honra cumprir e fazer cumprir a Constituição da República e, honrosamente, contraiu dívidas em nome do Estado, as ocultou de todos a quem jurou servir, e alienou o Estado a agiotas. Quanta honra e glória ao HOMEM! Palmas para ele.
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Responder1 h
Joao Cabrita "Nem sequer se deu ao luxo de inventar", comenta Calton Cadeado para demonstrar que o jornalista em causa é medíocre. E se tivesse inventado? Presumo que passaria de medíocre, não para mau, mas para suficiente.
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Joao Cabrita Li o texto de Armando Nhantumbo e, francamente, gostei de certos trechos incisivos. Portanto, nem medíocres, nem maus. 

Por exemplo, quando o autor alude ao facto de Nyusi ter iniciado uma fase de aproximação a Dhlakama, acordando ambos que seria apr
esentada uma proposta de descentralização à AR. Antes que este órgão tivesse sequer tido a oportunidade de receber a proposta, membros da Comissão Política do Partido Frelimo, desautorizando o presidente da República, desempenharam as funções de uma espécie de parlamento paralelo (não previsto na Constituição da República), protelando assim o alcance da paz.

Calton Cadeado acha que este foi um momento glorioso de Armando Emílio Guebuza?
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Jaime Langa Um artigo sem assunto. Que vergonha!
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Calton Cadeado Joao Cabrita!
O texto do Armando Nhantumbo tem tudo para agradar uns e, com certeza, desagradar outros. 
Quanto ao meu juízo de valor, em relação a administração do Presidente Guebuza, eu tenho parâmetros (quantitativos e qualitativos) para dizer que f
oi bom. Para o efeito, eu terei que apresentar os meus parâmetros, algo que o texto medíocre não foi capaz de apresentar. A minha opinião positiva em relação a administração do Presidente Guebuza, em nenhum momento será generalizada com palavras como o povo, a população também pensa a mesma coisa. Só farei isso obedecendo o rigor da escrita Acadêmica. Sem isso, eu limito-me a emitir a minha opinião, sem nunca apresentar uma pretenção de colectivizar a minha satisfação. Só isso. Só isso se exige de alguém que escreve para o público com um mínimo de responsabilidade!
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Joao Cabrita Acho bem que contrarie com factos o artigo deArmando Nhantumbo para assim podermos concordar, ou não, com o juízo de Calton Cadeado. Estou certo que não deixará de fora da equação o exemplo que extraí do texto, nem outros, como o da violação da Constituição da República no âmbito de avultado empréstimo contraído junto da banca internacional, e os resultados práticos do crédito concedido.
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Responder20 h
Borges Nhamirre Concordo. E acrescento que é toda a sociedade que sofre da mesma mediocridade. 
Os médicos, os políticos, os engenheiros, os agentes secretos, os docentes universitários.


Já agora, existe uma tentativa frustrada, Professor Calton? 
Se a tentativa se consumar continua tentativa?
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Responder23 h
Calton Cadeado Borges!
A mediocridade está, sem dúvidas, em todo lado e em todas profissões. Mas, no meio da mediocridade, há alguns que se destacam pela qualidade excepcional. Por isso que sou a favor da personalização da mediocridade!
Quanto a tentativa frustrada, 😂
Apanhaste-me na esquina 😂
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Responder23 h
Borges Nhamirre Abraço, Prof.
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