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| Escrito por Adérito Caldeira em 14 Maio 2018 |
O banco que tem como accionista maioritário o Stanbic Africa Holdings Limited, um Banco de investimento constituído no Reino Unido que detém uma participação equivalente a 98.1 por cento do capital, reconhece no Relatório e Contas do exercício de 2017 que “a manutenção de elevadas taxas de juro teve um impacto positivo nos nossos proveitos de juros.
Em paralelo com a nossa abordagem baseada nas operações, que ajudou a atenuar o custo de fundos, resultou numa melhoria da nossa margem financeira”.
Paralelamente o Governo, sem ajuda financeira dos Parceiros de Cooperação e com pouco acesso aos mercados financeiros internacionais, tem financiado o seu financiamento através da emissão de Títulos do Tesouro, que é Dívida Pública Interna, que são adquiridos pelos principalmente pelos bancos comerciais devido aos seus ganhos a curto prazo e que são indexados às “agiotas” taxas de juro que os mesmo pratica.
No documento analisado pelo @Verdade o Standard Bank declara que: “Os resultados líquidos de impostos subiram de maneira acentuada, de 2.781 milhões de meticais em 2016 para 5.595 milhões de meticais em 2017. Em linha com esse desempenho, a nossa rendibilidade dos capitais próprios subiu de 24,3 por cento em 2016 para 34,7 por cento”.
A margem financeira que tinha sido de 2,8 biliões de meticais antes da crise mais do que duplicou para 5,2 biliões em 2016 e no exercício de 2017 cresceu ainda mais, mais de 4 biliões, ascendendo a 9,3 biliões de meticais.
Crédito ao sector produtivo reduziu e Standard Bank aumentou investimento na Dívida Pública de Moçambique
Embora o banco reconheça que a sua “carteira de crédito registou uma quebra em termos anuais, em linha com o modesto consumo e investimento que se verificaram durante o ano”.
Com os mesmos spreads que pratica desde que a crise estalou no nosso país o Standard Bank continua a vender créditos ao sector produtivo, até 1 ano ou mais de 1 ano, a proibitivas taxas de juro de 34,75 e 33,75 por cento, respectivamente.
Assinaláveis a reduções do crédito no sector de Comércio a grosso e a retalho/ Reparação de itens específicos, de pouco mais de 6 biliões em 2016 reduziu para 4,5 biliões em 2017, no sector de infraestruturas a carteira de 6,2 biliões em 2016 diminuiu para 3,9 biliões no ano passado, porém mais acentuada foi a descida do crédito para a indústria transformadora que caiu de 6,6 biliões para apenas 2 biliões em 2017.
Sem fazer dinheiro com actividades tradicionais da banca comercial o Standard Bank indica que “o total do activo cresceu 9,8 por cento para 87.428 milhões de meticais (2016: 19%) impulsionado em grande medida pelo crescimento dos activos financeiros disponíveis para venda”.
Esta carteira representa mais do que um quarto do total da Dívida Pública Interna de Moçambique que fechou o ano passado nos 98 biliões de meticais.
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segunda-feira, 14 de maio de 2018
Standard Bank continua a lucrar com a crise em Moçambique, em 2017 a margem financeira aumentou para 9,3 biliões
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