Os novos vereadores
e chefes de
postos administrativos,
nomeados
por Paulo Vahanle, o presidente
em exercício no Concelho
Municipal de Nampula, tomaram
posse na tarde de ontem,
quinta-feira.
No total são dez vereadores
e seis chefes de postos administrativos.
Torres Passear Colarinho
nomeado para o pelouro
de Infra-estruturas, urbanização
e Meio Ambiente, Lúcia Jorge
Medelemane, para o cargo de
vereadora da Polícia Municipal
e Fiscalização, Tertuliano Juma,
para a área de Manutenção,
Obras e Saneamento, João Maulana,
para o sector de Promoção,
gestão de Mercados e Feiras.
Ainda como vereadores Samuel
Dias Siuire foi escolhido
para assumir a pasta de Finanças,
Planificação e Património
Guilherme João Inácio Jarahane,
para Saúde, Mulher e Acção
Social Pinoca Luxo, para o cargo
de vereador de Transporte, Comunicação
e Trânsito Alfredo
Alexandre, indicado para o sector
de Instituição, Desenvolvimento
e Cooperação Abudo Ali,
e finalmente, Cândida Caetano,
para o pelouro de Educação,
Cultura, Juventude e Desportos.
Para os chefes dos postos administrativos
foram indicados
José Leal para Muatala, Álvaro
Avelino Halilo, em Namicopo,
Veríssimo Amisse Nhequeia,
Napipine, Cipriano José Uacheque
para Natikiri, Júlia Sebastião
para Muhala e José Abudo
Omar Ali para o posto urbano
central.
Falando na cerimónia de tomada
de posse, Paulo Vahanle,
presidente do Conselho Municipal
de Nampula, chamou
atenção para a necessidade de
se desempenhar as funções com
responsabilidade, porque a confiança
é dos munícipes, os quais
não gostariam de ver as suas expectativas
defraudadas.
Instou, igualmente, aos empossados
para que tenham o espírito
de coesão e a priorizarem
o trabalho em equipa. Wf
POLITICA SOCIEDADE SOCIEDADE GP Morreu Afonso Dhlakama na serra da Gorongosa Campas destruí- das pela erosão Pag. 2 pag. 3 Pag..4 Wamphula Fax Nampula, 04 de Maio de 2018 . Ano XV .Edição número 3079 Director: Jerónimo C. Júnior O SEU JORNAL DE CONFIANÇA PROPRIEDADE DA COOP-NORTE JORNALISTAS ASSOCIADOS, SCRL Produção de algodão envolve mais de 170 mil famí- lias Moradores pedem inauguração do mercado de Muthitha Os novos vereadores e chefes de postos administrativos, nomeados por Paulo Vahanle, o presidente em exercício no Concelho Municipal de Nampula, tomaram posse na tarde de ontem, quinta-feira. No total são dez vereadores e seis chefes de postos administrativos. Torres Passear Colarinho nomeado para o pelouro de Infra-estruturas, urbanização e Meio Ambiente, Lúcia Jorge Medelemane, para o cargo de vereadora da Polícia Municipal e Fiscalização, Tertuliano Juma, para a área de Manutenção, Obras e Saneamento, João Maulana, para o sector de Promoção, gestão de Mercados e Feiras. Ainda como vereadores Samuel Dias Siuire foi escolhido para assumir a pasta de Finanças, Planificação e Património Guilherme João Inácio Jarahane, para Saúde, Mulher e Acção Social Pinoca Luxo, para o cargo de vereador de Transporte, Comunicação e Trânsito Alfredo Alexandre, indicado para o sector de Instituição, Desenvolvimento e Cooperação Abudo Ali, e finalmente, Cândida Caetano, para o pelouro de Educação, Cultura, Juventude e Desportos. Para os chefes dos postos administrativos foram indicados José Leal para Muatala, Álvaro Avelino Halilo, em Namicopo, Veríssimo Amisse Nhequeia, Napipine, Cipriano José Uacheque para Natikiri, Júlia Sebastião para Muhala e José Abudo Omar Ali para o posto urbano central. Falando na cerimónia de tomada de posse, Paulo Vahanle, presidente do Conselho Municipal de Nampula, chamou atenção para a necessidade de se desempenhar as funções com responsabilidade, porque a confiança é dos munícipes, os quais não gostariam de ver as suas expectativas defraudadas. Instou, igualmente, aos empossados para que tenham o espírito de coesão e a priorizarem o trabalho em equipa. Wf NOVOS VEREADORES NO ACTIVO DESDE ONTEM Pag. 2 No Município de Nampula Novos membros do governo Municipal de Nampula Morreu nesta quinta-feira, 03 de Maio, em Gorongosa, o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), maior partido da oposição do país. O líder histórico da oposição moçambicana morreu aos 65 anos. Desde 2016 que Afonso Dhlakama vivia refugiado na serra da Gorongosa, situada no centro do país, após uma invasão à sua residência na cidade da Beira. Afonso Macacho Marceta Dhlakama nasceu a 1 de Janeiro de 1953 e estava há mais de 40 anos na liderança da Renamo, sucedendo André Matsangaíssa que morreu durante a guerra civil. DHLAKAMA MORRE NA SERRA DA GORONGOSA Aos 65 anos de idade Estimado leitor colabore com o Wamphula Fax e com a página Governação Participativa. Pode enviar o seu comentário ou opinião através de SMS para o número 87 908 0540, por email para wamphulafax@gmail.com ou para a nossa página de Facebook (www.facebook.com/WamphulaFax). CAMPAS DESTRUÍDAS PELA EROSÃO Nalguns cemitérios da cidade Os defuntos que jazem nos cemitérios de N’tota e Muatala, situados no bairro com a mesma designação deste último, na periferia da cidade de Nampula, correm o risco de ficarem “desalojados” em consequência da destruição das respectivas campas pela erosão dos solos naquelas zonas residenciais. A situação que preocupa os familiares dos finados, a população circunvizinha e as autoridades político-administrativas locais, deriva, segundo se aventa, da extracção desmedida de areia para as construção de obras e a deposição inadequada do lixo, factores que contribuem para o aumento dos níveis de deslocação dos solos. Nito Abdala Afonso, residente em Muatala, afirmou que o facto é do conhecimento da edilidade, porque uma comitiva municipal que integrava o falecido edil Mahamudo Amurane, havia visitado o local para confirmar as circunstâncias e a veracidade dos relatos da população. Abacar José, outro munícipe vai mais longe e considera triste o que está acontecer no cemitério de N´tota, pois a sociedade devia ter o mínimo de respeito aos mortos. “A população já tentou colocar estacas nas extremidades do rio Mutauanha para estancar o problema, mas em vão porque a intervenção deve mais consistente”, explicou. O director de Salubridade, Higiene e Gestão Funerária, Gamito dos Santos, disse que, ao nível da edilidade, existe um plano para a construção de muros de vedação de todos os cemitérios municipais e até os não municipalizados, prevendo-se que sejam aplicados três milhões de meticais na respectiva materialização. . “Mas a questão da erosão ainda não foi avaliada para o estabelecimento do limite orçamental. Contudo, os trabalhos de edificação do muro não serão iniciados antes de se resolver a problemática da erosão”, referiu Gamito. A fonte revelou ainda que o Conselho Municipal pretende abrir três novos cemitérios municipais com os respectivos muros, nomeadamente na Mutava-rex, zona do Lourenço e Muhala-expansão.Wf Campas na eminência de serem destruídas pela erosão Wamphula Fax 04 de Maio de 2017 2 POLITICA O sector da Agricultura e Segurança Alimentar registou, nos últimos tempos, um aumento significativo do nú- mero de famílias envolvidas na produção do algodão, uma cultura de rendimento que permite a melhoria das respectivas condições de vida e da economia nacional. A titulo de exemplo, na campanha agrícola 2016/2017, um total de 170 mil agregados familiares esteve envolvido no cultivo do produto e na presenta safra registou um incremento para 227 mil famílias, o correspondente ao aumento de 80 por cento. Em consequência, verificou-se, igualmente, um aumento dos postos de emprego, das 15 mil oportunidades de trabalho para 18 mil de mão-de-obra, entre sazonais e permanentes. O facto foi dado a conhecer pelo ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, Higino Marrule, durante a realização, na cidade de Nampula, da reunião nacional de negociação do preço mínimo do algodão caroço referente à campanha 2017/2018. Marrule destacou que o algodão pode impulsionar o desenvolvimento do país, plataforma para a melhoria das condições de vida dos moçambicanos e factor de produção de excedentes agrários e aumento da riqueza nacional. Por isso, encorajou os vá- rios intervenientes presentes no evento, a prosseguirem com acrescido empenho as acções destinadas ao incremento das capacidades de produção e produtividade, tendo em vista a garantia da geração de renda das famí- lias e a contribuição do sector para o Produto Interno Bruto (PIB). Nessa perspectiva, o governante instou o subsector do algodão a promover investimentos para a instalação de indústrias de produção do óleo alimentar a partir do caroço do algodão, produção da fibra hospitalar, reduzindo as importações e criando mais incentivos para o processamento artesanal da fibra. Entretanto, enfatizou a importância do desafio relacionado com a adição de valor à cadeia até à produção de tecidos, sublinhando que o país dispõe de condições propícias para o efeito, sendo, portanto, necessário haver maior arrojo para a respectiva concretização. Marrule precisou que, no âmbito dos esforços para a operacionalização do processamento artesanal da fibra do algodão, decorrem acções para viabilizar o treinamento artesanal no distrito de Monapo, que vai beneficiar os produtores do algodão, cujas actividades se inserem no quadro do fundo de apoio ao comércio daquela cultura de rendimento sob o financiamento da SADC. “Aqui está uma oportunidade para as empresas garantirem matéria-prima para alimentar o sector”, afirmou, acrescentando que, no concernente aos esforços para a introdução do sistema de classificação instrumental da fibra do algodão, o país conta com dois laboratórios operacionais nas províncias de Sofala e Nampula, que, embora em fase piloto de testagem, permitem maior fiabilidade nos resultados de classificação para colocar o algodão nacional nos níveis internacionais. Por seu turno, o director-geral do Instituto do Algodão de Moçambique, Luís Tomo, realçou o facto da cultura de algodão desempenhar um papel importante na geração de emprego, renda familiar e contribuição para a economia nacional. Dados estatísticos disponí- veis, indicam que 99 por cento da produção nacional de algodão é proveniente das províncias das zonas centro e norte do país. Wf ENVOLVIDAS MAIS DE 170 MIL FAMÍLIAS Produção do algodão Ficha técnica Editor: Vasco Fenita Redacção e Colaboradores: Areno Fugão (página governação participativa), Assane Issa, Carlos Tembe, Carlos Coelho, Mouzinho de Albuquerque e Luis Norberto Administração e publicidade:Augusto Madeira e Zaina Armando-Gestor do Facebook: Emerson Aquilino Colunistas permanentes: António Matabele e Viriato Caetano Dias Rua Monomotapa- Cidade de Nampula n.º 1.030/B - R/C,Tele/Fax:26216868, cel: 879080540 / 824555630 / 826702570 / 846013333 E-mail: wamphulafax@gmail.com Sexta-feira Wamphula Fax 3 SOCIEDADE Ministro da Agricultura e segurança alimentar, Higino Marrule Os moradores do bairro Mutauanha, na unidade Comunal de Muthitha, posto administrativo de Muatala,localizado nos arredores da cidade de Nampula, pedem o melhoramento e consequente inauguração do mercado construído na zona há, sensivelmente, cinco anos. A primeira parte das obras em referência foram finalizadas no fim de 2013, nos derradeiros momentos do mandato do antigo presidente do Concelho Municipal local, Castro Namuaca, porém, a infra-estrutura permanece inacabada e invadida por um denso capinzal. Os residentes entrevistados pela nossa reportagem, dizem-se desconfortados com a situação, que atribuem à uma estranha falta de vontade das autoridades municipais em entregar aquele espaço coMORADORES DENUNCIAM DESINTERESSE DA EDILIDADE mercial, que, aliás, contraria as repetidas promessas veiculadas durante esse tempo todo. Lúcia José e António Pedro, residentes daquele bairro que falaram à nossa reportagem, persuadiram o municí- pio no sentido de melhorar e reabrir o mercado em causa, para ajudar os munícipes residentes na zona a diminuí- rem distâncias que percorrem para comprar produtos básicos como tomate, cebola, sabão e alguns detergentes em pó. “Desde 2013 que este mercado foi construído e que o então edil Amurane tinha prometido inaugurar, mas isso não aconteceu até à sua morte. No ano passado algumas pessoas do Conselho municipal chegaram a este local, mas apenas para procederem à limpeza da infra-estrutura e escusaram-se de fazer qualquer pronunciaram acerca da sua reabertura ao público”.- recordou Lúcia José. Quando contactado telefonicamente para esclarecer sobre o assunto, o recém-exonerado vereador de mercados e feiras junto do Concelho Municipal local, Saíde Ali, alegou que o facto daquele mercado não ter sido inaugurado até agora tem a ver com problemas da estrada de acesso ao local. “É espectável que o novo presidente do Conselho Municipal venha a proceder à ansiada inauguração daquele mercado”, vaticinou Saíde Ali. Wf Para inauguração do mercado de Muthitha Moradores pedem inauguração deste mercado NAMPULA DEBATE CANALIZAÇÃO DA RECEITA ÀS COMUNIDADES Resultante da exploração mineira Membros da Sociedade Civil, Governo e Empresas de Extração Mineira debatem, na cidade de Nampula, a questão de 2.75%, uma comissão atribuída às comunidades como resultado de um conjunto de discussões para que parte dos rendimentos beneficiem às populações locais. Numa conferência provincial para divulgação dos estudos sobre a canalização e gestão das receitas provenientes da exportação dos recursos minerais e petrolíferos, promovida pela Plataforma dos Recursos Naturais e Indústria Extractiva, em que, durante dois dias, participam mais de 50 actores das áreas de economia e finanças, recursos minerais e energéticos, Sociedade Civil e representantes de algumas comunidades oriundos das províncias de Cabo Delgado, Nampula, Tete, Inhambane e Maputo, com o objectivo de avaliar a forma como essa percentagem está ser implementada, tendo em consideração que os mesmos não são extensivos para todas as províncias. Falando em representação do governador da província, o director provincial de Recursos Minerais e Energia de Nampula Olavo Deniasse, apelou à continuidade de trabalhos e o envolvimento de todas as forças vivas no processo de monitoria da referida canalização porque os únicos que podem discutir e resolver os conflitos mineiros em Moçambique são os próprios moçambicanos. “A reunião vai poder ajudar a discutirmos tanto os caminhos que podem ser seguidos, como a abrangência que esses 2.75% devem ter em relação a todos os sectores dos recursos minerais e o nosso desejo é de que este debate produza discussões acesas e sem limites para que todos sigamos um caminho único, visando o desenvolvimento do nosso país porque os conflitos entre nós não nos levam a lado nenhum”- observou Deniasse. Continua na página 5 Wamphula Fax 04 de Maio de 2017 4 GOVERNAÇÃO PARTICIPATIVA Dia Internacional do Trabalhador. Assim é identificado o 1o de Maio, marcado com marchas coloridas e comemorações carregadas de sons e sabores. É festa. Mas infelizmente, como toda festa a duração é curta para tanta euforia. Como se de nosso aniversario se tratasse, apenas acontece uma vez ao ano, respeitando o normal ciclo da vida. Para não sair da normalidade do nascimento, crescimento, declínio e morte, com o passar dos anos vemos acontecer o ciclo de vida de tudo, do esperado ao inesperado, e o tempo vai dando as respostas da diferença entre passado, presente e futuro. Batalhador e não trabalhador. Porque já lá vão anos que se trava uma árdua batalha, primeiro para trabalhar, depois para ter trabalho e mais ainda para continuar trabalhando. Quando no passado, naquela fase de nascimento e crescimento, conseguir o primeiro trabalho era a coisa mais fácil e simples. A escolha dependia da vontade do querer entre um e outro e a oferta abundava tal água corria nos rios. A idade correspondia a experiência e valia mesmo era o facto de “ser capaz”. No presente, na sua fase de declínio, limitam-se as opções de escolha ou até quase não existem e a experiência compara-se a genialidade. Pois considerando um ciclo normal, difícil ou quase impossível encontrar alguém a procura do seu primeiro “trabalho” com avanço de 10 anos A MARCHA DO BATALHADOR de experiência profissional no curriculum. Digo avanço, porque o presente exige que se passe ao futuro. Assim inicia a batalha. E chegaremos a um futuro em que a exigência para o primeiro trabalho será o conhecimento da “arte da guerra” do famoso general e estrategista chinês Sun Tzu. Porque não basta lutar para consegui-lo, mas será preciso guerrear para o tê-lo e colocar todos os flancos para mantê-lo. E as batalhas que se assistem hoje nos “trabalhos” virarão autênticas guerras de poder que valerão o trono ao melhor jogador. Assim passamos, a espera que um novo ciclo inicie. Até lá, importa batalhar para conseguir colocar os pés fora da cama antes do sol nascer e mesmo em dias chuvosos, manter a cabeça debaixo do sol abrasador e no seu namoro diário com a lua, e apenas colocar de novo os pés na cama a luz das estrelas, na esperança que a batalha seguinte não seja para conseguir um novo trabalho, mas manter o existente e quiçá melhorar o do futuro, para que não seja necessário entrar para o ciclo em que apenas entrarão na batalha, os estrategas e os gênios. Entre o presente, passado e futuro, não importa o tipo de trabalho, porque para levantar um edifício, não trabalham apenas engenheiros, a todo trabalhador desejo não apenas que tenha passado um dia feliz, mas que seja feliz com o seu trabalho. Viva o batalhador.(x) A necessidade da canalização destes 2.75%, consta da lei que preconiza que “uma percentagem das receitas geradas na extracção mineira e petrolífera seja canalizada para o desenvolvimento das comunidades das áreas onde se localizam os respectivos projectos, devendo ser fixada na Lei Orçamental uma percentagem em função das receitas previstas e relativas às actividades mineiras e petrolíferas”. Por seu turno, Jordão Matimula Júnior, director executivo da Associação Nacional de Extensão Rural AENA,referiu que as zonas onde ocorre a exploração de recursos minerais e petrolíferos estão a tornar-se um verdadeiro viveiro de obcecados por recursos naturais, que se destacam em várias extensões de carvão, areias pesadas, grafite, rubis e de gás natural, que deveriam ser explorados de forma integrada, responsável e sustentável. Alertou que todos os actores são chamados a contribuir para que o almejado desenvolvimento se converta em realidade sem, no entanto, prescindir das questões de planificação conjunta, envolvimento de todos, transparência de prestação de contas e a responsabilização para que, de facto, seja possível alavancar o desenvolvimento local numa perspetiva de ganhos mútuos. “Numa altura em que o país é confrontado com os desafios resultantes do crescimento da população, da luta desenfreada na exploração mineira dos recursos naturais, entre outros aspectos, e para que esses recursos não sejam uma maldição, são imprescindíveis debates honestos sobre a identificação e transparência, inclusão e sustentabilidade na sua exploração” enfatizou Matimula Júnior.Wf Continuado na página 4 Estimado leitor colabore com o Wamphula Fax e com a página Governação Participativa. Pode enviar o seu comentário ou opinião através de SMS para o número 87 908 0540, por email para wamphulafax@gmail.com ou para a nossa página de Facebook (www.facebook.com/WamphulaFax). Sexta-feira Wamphula Fax 5 OPINIÃO Os criadores de galiná- ceos da província de Niassa, deixam doravante de importar ração para abastecer suas aves em virtude da entrada em funcionamento de uma fábrica de produção daquele suplemento alimentar. Situada no distrito de Cuamba, a fábrica tem a capacidade para produzir 24 toneladas diárias do produto, o que vai, de certeza, reduzir os custos de importação a partir da vizinha República do Malawi. Avaliado em cerca de 15 milhões de meticais, o projecto foi elaborado pela Faculdade de Ciências Agrarias, da Universidade Católica de Moçambique (UCM), para completar a cadeia de valor da avicultura nas componentes de criação de poedeiras, incubação dos ovos para produção e comercialização de pintos. O director da Faculdade de Ciências Agrarias da UCM, Edson Camacho, precisou que a suinicultura constitui outra actividade de sustentabilidade desenvolvida em paralelo, no âmbito do projecto de produção de rações aviárias à base das culturas de milho, soja e vitaminas. Segundo ele, as rações aviá- rias produzidas em Cuamba têm mercado assegurado nas províncias de Niassa (que, num passado recente, importava a partir da vizinha Repú- blica do Malawi e acarretava divisas para o Estado), Cabo CRIADORES DEIXAM DE IMPORTAR RAÇÃO ANIMAL Delgado, Zambézia e parte de Nampula, junto dos criadores locais de frango para abate. A disponibilização de rações aviárias em Cuamba e outras regiões circunvizinhas esta a produzir impacto positivo. “Estamos a colocar no mercado rações com um custo mais baixo em comparação ao praticado na vizinha Repú- blica do Malawi ou em Nampula, porquanto está isenta de despesas de transporte” - explicou Edson Camacho. As suas alegações estão refletidas no custo actual do frango para abate que baixou no mercado local, de 270 meticais para 190 a unidade com o peso médio de 1.300 gramas, valor que está ao alcance do comprador que, em razão do consumo regular de carne aviária melhora a sua segurança nutricional e, em consequência, a própria saúde. A UCM está igualmente envolvida na actividade de criação de frango para abate na sua unidade que funciona na zona de Mpacura, cidade de Cuamba, que coloca diariamente no mercado cerca de quatro mil aves com ciclo de 21 dias de desenvolvimento. A nossa reportagem apurou que esta iniciativa está a catapultar muitas famílias com ideias empreendedoras, dedicando-se, para o efeito, à revenda de frangos na cidade de Cuamba e outros pontos da província de Niassa.Wf Na província do Niassa Wamphula Fax 04 de Maio de 2017 6 ECONOMIA
POLITICA SOCIEDADE SOCIEDADE GP Morreu Afonso Dhlakama na serra da Gorongosa Campas destruí- das pela erosão Pag. 2 pag. 3 Pag..4 Wamphula Fax Nampula, 04 de Maio de 2018 . Ano XV .Edição número 3079 Director: Jerónimo C. Júnior O SEU JORNAL DE CONFIANÇA PROPRIEDADE DA COOP-NORTE JORNALISTAS ASSOCIADOS, SCRL Produção de algodão envolve mais de 170 mil famí- lias Moradores pedem inauguração do mercado de Muthitha Os novos vereadores e chefes de postos administrativos, nomeados por Paulo Vahanle, o presidente em exercício no Concelho Municipal de Nampula, tomaram posse na tarde de ontem, quinta-feira. No total são dez vereadores e seis chefes de postos administrativos. Torres Passear Colarinho nomeado para o pelouro de Infra-estruturas, urbanização e Meio Ambiente, Lúcia Jorge Medelemane, para o cargo de vereadora da Polícia Municipal e Fiscalização, Tertuliano Juma, para a área de Manutenção, Obras e Saneamento, João Maulana, para o sector de Promoção, gestão de Mercados e Feiras. Ainda como vereadores Samuel Dias Siuire foi escolhido para assumir a pasta de Finanças, Planificação e Património Guilherme João Inácio Jarahane, para Saúde, Mulher e Acção Social Pinoca Luxo, para o cargo de vereador de Transporte, Comunicação e Trânsito Alfredo Alexandre, indicado para o sector de Instituição, Desenvolvimento e Cooperação Abudo Ali, e finalmente, Cândida Caetano, para o pelouro de Educação, Cultura, Juventude e Desportos. Para os chefes dos postos administrativos foram indicados José Leal para Muatala, Álvaro Avelino Halilo, em Namicopo, Veríssimo Amisse Nhequeia, Napipine, Cipriano José Uacheque para Natikiri, Júlia Sebastião para Muhala e José Abudo Omar Ali para o posto urbano central. Falando na cerimónia de tomada de posse, Paulo Vahanle, presidente do Conselho Municipal de Nampula, chamou atenção para a necessidade de se desempenhar as funções com responsabilidade, porque a confiança é dos munícipes, os quais não gostariam de ver as suas expectativas defraudadas. Instou, igualmente, aos empossados para que tenham o espírito de coesão e a priorizarem o trabalho em equipa. Wf NOVOS VEREADORES NO ACTIVO DESDE ONTEM Pag. 2 No Município de Nampula Novos membros do governo Municipal de Nampula Morreu nesta quinta-feira, 03 de Maio, em Gorongosa, o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), maior partido da oposição do país. O líder histórico da oposição moçambicana morreu aos 65 anos. Desde 2016 que Afonso Dhlakama vivia refugiado na serra da Gorongosa, situada no centro do país, após uma invasão à sua residência na cidade da Beira. Afonso Macacho Marceta Dhlakama nasceu a 1 de Janeiro de 1953 e estava há mais de 40 anos na liderança da Renamo, sucedendo André Matsangaíssa que morreu durante a guerra civil. DHLAKAMA MORRE NA SERRA DA GORONGOSA Aos 65 anos de idade Estimado leitor colabore com o Wamphula Fax e com a página Governação Participativa. Pode enviar o seu comentário ou opinião através de SMS para o número 87 908 0540, por email para wamphulafax@gmail.com ou para a nossa página de Facebook (www.facebook.com/WamphulaFax). CAMPAS DESTRUÍDAS PELA EROSÃO Nalguns cemitérios da cidade Os defuntos que jazem nos cemitérios de N’tota e Muatala, situados no bairro com a mesma designação deste último, na periferia da cidade de Nampula, correm o risco de ficarem “desalojados” em consequência da destruição das respectivas campas pela erosão dos solos naquelas zonas residenciais. A situação que preocupa os familiares dos finados, a população circunvizinha e as autoridades político-administrativas locais, deriva, segundo se aventa, da extracção desmedida de areia para as construção de obras e a deposição inadequada do lixo, factores que contribuem para o aumento dos níveis de deslocação dos solos. Nito Abdala Afonso, residente em Muatala, afirmou que o facto é do conhecimento da edilidade, porque uma comitiva municipal que integrava o falecido edil Mahamudo Amurane, havia visitado o local para confirmar as circunstâncias e a veracidade dos relatos da população. Abacar José, outro munícipe vai mais longe e considera triste o que está acontecer no cemitério de N´tota, pois a sociedade devia ter o mínimo de respeito aos mortos. “A população já tentou colocar estacas nas extremidades do rio Mutauanha para estancar o problema, mas em vão porque a intervenção deve mais consistente”, explicou. O director de Salubridade, Higiene e Gestão Funerária, Gamito dos Santos, disse que, ao nível da edilidade, existe um plano para a construção de muros de vedação de todos os cemitérios municipais e até os não municipalizados, prevendo-se que sejam aplicados três milhões de meticais na respectiva materialização. . “Mas a questão da erosão ainda não foi avaliada para o estabelecimento do limite orçamental. Contudo, os trabalhos de edificação do muro não serão iniciados antes de se resolver a problemática da erosão”, referiu Gamito. A fonte revelou ainda que o Conselho Municipal pretende abrir três novos cemitérios municipais com os respectivos muros, nomeadamente na Mutava-rex, zona do Lourenço e Muhala-expansão.Wf Campas na eminência de serem destruídas pela erosão Wamphula Fax 04 de Maio de 2017 2 POLITICA O sector da Agricultura e Segurança Alimentar registou, nos últimos tempos, um aumento significativo do nú- mero de famílias envolvidas na produção do algodão, uma cultura de rendimento que permite a melhoria das respectivas condições de vida e da economia nacional. A titulo de exemplo, na campanha agrícola 2016/2017, um total de 170 mil agregados familiares esteve envolvido no cultivo do produto e na presenta safra registou um incremento para 227 mil famílias, o correspondente ao aumento de 80 por cento. Em consequência, verificou-se, igualmente, um aumento dos postos de emprego, das 15 mil oportunidades de trabalho para 18 mil de mão-de-obra, entre sazonais e permanentes. O facto foi dado a conhecer pelo ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, Higino Marrule, durante a realização, na cidade de Nampula, da reunião nacional de negociação do preço mínimo do algodão caroço referente à campanha 2017/2018. Marrule destacou que o algodão pode impulsionar o desenvolvimento do país, plataforma para a melhoria das condições de vida dos moçambicanos e factor de produção de excedentes agrários e aumento da riqueza nacional. Por isso, encorajou os vá- rios intervenientes presentes no evento, a prosseguirem com acrescido empenho as acções destinadas ao incremento das capacidades de produção e produtividade, tendo em vista a garantia da geração de renda das famí- lias e a contribuição do sector para o Produto Interno Bruto (PIB). Nessa perspectiva, o governante instou o subsector do algodão a promover investimentos para a instalação de indústrias de produção do óleo alimentar a partir do caroço do algodão, produção da fibra hospitalar, reduzindo as importações e criando mais incentivos para o processamento artesanal da fibra. Entretanto, enfatizou a importância do desafio relacionado com a adição de valor à cadeia até à produção de tecidos, sublinhando que o país dispõe de condições propícias para o efeito, sendo, portanto, necessário haver maior arrojo para a respectiva concretização. Marrule precisou que, no âmbito dos esforços para a operacionalização do processamento artesanal da fibra do algodão, decorrem acções para viabilizar o treinamento artesanal no distrito de Monapo, que vai beneficiar os produtores do algodão, cujas actividades se inserem no quadro do fundo de apoio ao comércio daquela cultura de rendimento sob o financiamento da SADC. “Aqui está uma oportunidade para as empresas garantirem matéria-prima para alimentar o sector”, afirmou, acrescentando que, no concernente aos esforços para a introdução do sistema de classificação instrumental da fibra do algodão, o país conta com dois laboratórios operacionais nas províncias de Sofala e Nampula, que, embora em fase piloto de testagem, permitem maior fiabilidade nos resultados de classificação para colocar o algodão nacional nos níveis internacionais. Por seu turno, o director-geral do Instituto do Algodão de Moçambique, Luís Tomo, realçou o facto da cultura de algodão desempenhar um papel importante na geração de emprego, renda familiar e contribuição para a economia nacional. Dados estatísticos disponí- veis, indicam que 99 por cento da produção nacional de algodão é proveniente das províncias das zonas centro e norte do país. Wf ENVOLVIDAS MAIS DE 170 MIL FAMÍLIAS Produção do algodão Ficha técnica Editor: Vasco Fenita Redacção e Colaboradores: Areno Fugão (página governação participativa), Assane Issa, Carlos Tembe, Carlos Coelho, Mouzinho de Albuquerque e Luis Norberto Administração e publicidade:Augusto Madeira e Zaina Armando-Gestor do Facebook: Emerson Aquilino Colunistas permanentes: António Matabele e Viriato Caetano Dias Rua Monomotapa- Cidade de Nampula n.º 1.030/B - R/C,Tele/Fax:26216868, cel: 879080540 / 824555630 / 826702570 / 846013333 E-mail: wamphulafax@gmail.com Sexta-feira Wamphula Fax 3 SOCIEDADE Ministro da Agricultura e segurança alimentar, Higino Marrule Os moradores do bairro Mutauanha, na unidade Comunal de Muthitha, posto administrativo de Muatala,localizado nos arredores da cidade de Nampula, pedem o melhoramento e consequente inauguração do mercado construído na zona há, sensivelmente, cinco anos. A primeira parte das obras em referência foram finalizadas no fim de 2013, nos derradeiros momentos do mandato do antigo presidente do Concelho Municipal local, Castro Namuaca, porém, a infra-estrutura permanece inacabada e invadida por um denso capinzal. Os residentes entrevistados pela nossa reportagem, dizem-se desconfortados com a situação, que atribuem à uma estranha falta de vontade das autoridades municipais em entregar aquele espaço coMORADORES DENUNCIAM DESINTERESSE DA EDILIDADE mercial, que, aliás, contraria as repetidas promessas veiculadas durante esse tempo todo. Lúcia José e António Pedro, residentes daquele bairro que falaram à nossa reportagem, persuadiram o municí- pio no sentido de melhorar e reabrir o mercado em causa, para ajudar os munícipes residentes na zona a diminuí- rem distâncias que percorrem para comprar produtos básicos como tomate, cebola, sabão e alguns detergentes em pó. “Desde 2013 que este mercado foi construído e que o então edil Amurane tinha prometido inaugurar, mas isso não aconteceu até à sua morte. No ano passado algumas pessoas do Conselho municipal chegaram a este local, mas apenas para procederem à limpeza da infra-estrutura e escusaram-se de fazer qualquer pronunciaram acerca da sua reabertura ao público”.- recordou Lúcia José. Quando contactado telefonicamente para esclarecer sobre o assunto, o recém-exonerado vereador de mercados e feiras junto do Concelho Municipal local, Saíde Ali, alegou que o facto daquele mercado não ter sido inaugurado até agora tem a ver com problemas da estrada de acesso ao local. “É espectável que o novo presidente do Conselho Municipal venha a proceder à ansiada inauguração daquele mercado”, vaticinou Saíde Ali. Wf Para inauguração do mercado de Muthitha Moradores pedem inauguração deste mercado NAMPULA DEBATE CANALIZAÇÃO DA RECEITA ÀS COMUNIDADES Resultante da exploração mineira Membros da Sociedade Civil, Governo e Empresas de Extração Mineira debatem, na cidade de Nampula, a questão de 2.75%, uma comissão atribuída às comunidades como resultado de um conjunto de discussões para que parte dos rendimentos beneficiem às populações locais. Numa conferência provincial para divulgação dos estudos sobre a canalização e gestão das receitas provenientes da exportação dos recursos minerais e petrolíferos, promovida pela Plataforma dos Recursos Naturais e Indústria Extractiva, em que, durante dois dias, participam mais de 50 actores das áreas de economia e finanças, recursos minerais e energéticos, Sociedade Civil e representantes de algumas comunidades oriundos das províncias de Cabo Delgado, Nampula, Tete, Inhambane e Maputo, com o objectivo de avaliar a forma como essa percentagem está ser implementada, tendo em consideração que os mesmos não são extensivos para todas as províncias. Falando em representação do governador da província, o director provincial de Recursos Minerais e Energia de Nampula Olavo Deniasse, apelou à continuidade de trabalhos e o envolvimento de todas as forças vivas no processo de monitoria da referida canalização porque os únicos que podem discutir e resolver os conflitos mineiros em Moçambique são os próprios moçambicanos. “A reunião vai poder ajudar a discutirmos tanto os caminhos que podem ser seguidos, como a abrangência que esses 2.75% devem ter em relação a todos os sectores dos recursos minerais e o nosso desejo é de que este debate produza discussões acesas e sem limites para que todos sigamos um caminho único, visando o desenvolvimento do nosso país porque os conflitos entre nós não nos levam a lado nenhum”- observou Deniasse. Continua na página 5 Wamphula Fax 04 de Maio de 2017 4 GOVERNAÇÃO PARTICIPATIVA Dia Internacional do Trabalhador. Assim é identificado o 1o de Maio, marcado com marchas coloridas e comemorações carregadas de sons e sabores. É festa. Mas infelizmente, como toda festa a duração é curta para tanta euforia. Como se de nosso aniversario se tratasse, apenas acontece uma vez ao ano, respeitando o normal ciclo da vida. Para não sair da normalidade do nascimento, crescimento, declínio e morte, com o passar dos anos vemos acontecer o ciclo de vida de tudo, do esperado ao inesperado, e o tempo vai dando as respostas da diferença entre passado, presente e futuro. Batalhador e não trabalhador. Porque já lá vão anos que se trava uma árdua batalha, primeiro para trabalhar, depois para ter trabalho e mais ainda para continuar trabalhando. Quando no passado, naquela fase de nascimento e crescimento, conseguir o primeiro trabalho era a coisa mais fácil e simples. A escolha dependia da vontade do querer entre um e outro e a oferta abundava tal água corria nos rios. A idade correspondia a experiência e valia mesmo era o facto de “ser capaz”. No presente, na sua fase de declínio, limitam-se as opções de escolha ou até quase não existem e a experiência compara-se a genialidade. Pois considerando um ciclo normal, difícil ou quase impossível encontrar alguém a procura do seu primeiro “trabalho” com avanço de 10 anos A MARCHA DO BATALHADOR de experiência profissional no curriculum. Digo avanço, porque o presente exige que se passe ao futuro. Assim inicia a batalha. E chegaremos a um futuro em que a exigência para o primeiro trabalho será o conhecimento da “arte da guerra” do famoso general e estrategista chinês Sun Tzu. Porque não basta lutar para consegui-lo, mas será preciso guerrear para o tê-lo e colocar todos os flancos para mantê-lo. E as batalhas que se assistem hoje nos “trabalhos” virarão autênticas guerras de poder que valerão o trono ao melhor jogador. Assim passamos, a espera que um novo ciclo inicie. Até lá, importa batalhar para conseguir colocar os pés fora da cama antes do sol nascer e mesmo em dias chuvosos, manter a cabeça debaixo do sol abrasador e no seu namoro diário com a lua, e apenas colocar de novo os pés na cama a luz das estrelas, na esperança que a batalha seguinte não seja para conseguir um novo trabalho, mas manter o existente e quiçá melhorar o do futuro, para que não seja necessário entrar para o ciclo em que apenas entrarão na batalha, os estrategas e os gênios. Entre o presente, passado e futuro, não importa o tipo de trabalho, porque para levantar um edifício, não trabalham apenas engenheiros, a todo trabalhador desejo não apenas que tenha passado um dia feliz, mas que seja feliz com o seu trabalho. Viva o batalhador.(x) A necessidade da canalização destes 2.75%, consta da lei que preconiza que “uma percentagem das receitas geradas na extracção mineira e petrolífera seja canalizada para o desenvolvimento das comunidades das áreas onde se localizam os respectivos projectos, devendo ser fixada na Lei Orçamental uma percentagem em função das receitas previstas e relativas às actividades mineiras e petrolíferas”. Por seu turno, Jordão Matimula Júnior, director executivo da Associação Nacional de Extensão Rural AENA,referiu que as zonas onde ocorre a exploração de recursos minerais e petrolíferos estão a tornar-se um verdadeiro viveiro de obcecados por recursos naturais, que se destacam em várias extensões de carvão, areias pesadas, grafite, rubis e de gás natural, que deveriam ser explorados de forma integrada, responsável e sustentável. Alertou que todos os actores são chamados a contribuir para que o almejado desenvolvimento se converta em realidade sem, no entanto, prescindir das questões de planificação conjunta, envolvimento de todos, transparência de prestação de contas e a responsabilização para que, de facto, seja possível alavancar o desenvolvimento local numa perspetiva de ganhos mútuos. “Numa altura em que o país é confrontado com os desafios resultantes do crescimento da população, da luta desenfreada na exploração mineira dos recursos naturais, entre outros aspectos, e para que esses recursos não sejam uma maldição, são imprescindíveis debates honestos sobre a identificação e transparência, inclusão e sustentabilidade na sua exploração” enfatizou Matimula Júnior.Wf Continuado na página 4 Estimado leitor colabore com o Wamphula Fax e com a página Governação Participativa. Pode enviar o seu comentário ou opinião através de SMS para o número 87 908 0540, por email para wamphulafax@gmail.com ou para a nossa página de Facebook (www.facebook.com/WamphulaFax). Sexta-feira Wamphula Fax 5 OPINIÃO Os criadores de galiná- ceos da província de Niassa, deixam doravante de importar ração para abastecer suas aves em virtude da entrada em funcionamento de uma fábrica de produção daquele suplemento alimentar. Situada no distrito de Cuamba, a fábrica tem a capacidade para produzir 24 toneladas diárias do produto, o que vai, de certeza, reduzir os custos de importação a partir da vizinha República do Malawi. Avaliado em cerca de 15 milhões de meticais, o projecto foi elaborado pela Faculdade de Ciências Agrarias, da Universidade Católica de Moçambique (UCM), para completar a cadeia de valor da avicultura nas componentes de criação de poedeiras, incubação dos ovos para produção e comercialização de pintos. O director da Faculdade de Ciências Agrarias da UCM, Edson Camacho, precisou que a suinicultura constitui outra actividade de sustentabilidade desenvolvida em paralelo, no âmbito do projecto de produção de rações aviárias à base das culturas de milho, soja e vitaminas. Segundo ele, as rações aviá- rias produzidas em Cuamba têm mercado assegurado nas províncias de Niassa (que, num passado recente, importava a partir da vizinha Repú- blica do Malawi e acarretava divisas para o Estado), Cabo CRIADORES DEIXAM DE IMPORTAR RAÇÃO ANIMAL Delgado, Zambézia e parte de Nampula, junto dos criadores locais de frango para abate. A disponibilização de rações aviárias em Cuamba e outras regiões circunvizinhas esta a produzir impacto positivo. “Estamos a colocar no mercado rações com um custo mais baixo em comparação ao praticado na vizinha Repú- blica do Malawi ou em Nampula, porquanto está isenta de despesas de transporte” - explicou Edson Camacho. As suas alegações estão refletidas no custo actual do frango para abate que baixou no mercado local, de 270 meticais para 190 a unidade com o peso médio de 1.300 gramas, valor que está ao alcance do comprador que, em razão do consumo regular de carne aviária melhora a sua segurança nutricional e, em consequência, a própria saúde. A UCM está igualmente envolvida na actividade de criação de frango para abate na sua unidade que funciona na zona de Mpacura, cidade de Cuamba, que coloca diariamente no mercado cerca de quatro mil aves com ciclo de 21 dias de desenvolvimento. A nossa reportagem apurou que esta iniciativa está a catapultar muitas famílias com ideias empreendedoras, dedicando-se, para o efeito, à revenda de frangos na cidade de Cuamba e outros pontos da província de Niassa.Wf Na província do Niassa Wamphula Fax 04 de Maio de 2017 6 ECONOMIA
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