Pelo menos 41 pessoas morreram e centenas ficaram feridas em confrontos entre palestinianos e israelitas na Faixa de Gaza, ao mesmo tempo que fala de acordos de paz na embaixada dos EUA em Jerusalém.

Os conflitos aconteceram apenas horas antes do início da cerimónia de transferência da embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém
AFP/Getty Images
Pelo menos 41 pessoas morreram e centenas ficaram feridas em confrontos na manhã desta segunda-feira entre palestinianos e soldados israelitas na Faixa de Gaza ao longo da fronteira com Israel, horas antes da transferência da embaixada dos EUA para Jerusalém. O Ministério da Saúde palestiniano fala em 1.600 feridos e adianta que muitas das vítimas mortais não foram ainda identificadas. Enquanto isso, Trump e Jared Kushner falam em acordos de paz na inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém. Benjamin Netanyahu elogia “coragem” de Trump em cumprir o que promete.
De acordo com a CNN, 35.000 pessoas — descritas como “manifestantes violentos” — estavam reunidas em 12 localizações diferentes ao longo da cerca que marca a fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel e outros milhares de palestinianos estavam concentrados a cerca de um quilómetro. As forças armadas israelitas afirmam que foram atacadas com cocktails Molotov, pneus em chamas e pedras. O contraste entre o que se passa dentro do edifício da embaixada e o que se passa lá fora, no palco dos confrontos, é evidente:
Segundo a agência espanhola EFE, as forças israelitas, que haviam alertado a população para não se aproximarem da linha divisória, dispararam gás lacrimogéneo contra os manifestantes para impedir que eles se aproximassem do portão de segurança. O Exército israelita espera que dezenas de milhares de palestinianos participem nos protestos contra a transferência da embaixada dos Estados Unidos de Telavive para Jerusalém, cuja inauguração começou esta segunda-feira às 16h00 (14h00 em Portugal continental).
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saudou esta segunda-feira a transferência da embaixada norte-americana de Telavive para Jerusalém, em Israel, e afirmou ser “um grande dia” para Israel. No discurso de abertura da cerimónia de transferência da embaixada, Martin M. Friedman, o embaixador norte-americano em Israel, afirmou que o “dia histórico de hoje é atribuído à coragem e claridade moral de uma pessoa para com a qual teremos sempre uma enorme e eterna dívida de gratidão: o presidente Donald J. Trump”.
O Ministério da Saúde palestiniano revelou que 443 ferimentos foram feitos por armas de fogo, 320 por gás lacrimogéneo e três por balas de borracha. As forças armadas israelitas divulgaram um comunicado onde acusam o grupo palestiniano Hamas de “liderar uma operação terrorista”.
Israel tinha advertido os residentes de Gaza para não se aproximarem da fronteira durante o protesto contra o bloqueio israelita. Em panfletos lançados por caças, o exército israelita avisa que “atuará contra qualquer tentativa de danificar a vedação de segurança ou atacar soldados ou civis israelitas”. O Hamas indicou esperar dezenas de milhares de manifestantes, também em protesto contra a mudança da embaixada norte-americana.
Na terça-feira, os palestinianos assinalam o ‘Nakba’ (desastre, em árabe), que designa o êxodo palestiniano em 1948, quando pelo menos 711 mil árabes palestinianos, segundo dados da ONU, fugiram ou foram expulsos das suas casas, antes e após a fundação do Estado israelita.
A Faixa de Gaza, enclave palestiniano que é controlado pelo movimento radical palestiniano Hamas desde 2007, está a ser hoje palco de violentos confrontos motivados pela inauguração da embaixada norte-americana em Jerusalém, cerimónia marcada para esta tarde.
“Estamos preparados para apoiar um acordo de paz”, diz Kushner
Enquanto os conflitos se adensam, na cerimónia de inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém, onde Donald Trump apareceu numa mensagem de vídeo, falou-se várias vezes de paz.
Primeiro foi Trump, que apareceu em vídeo a dizer que continua comprometido com a mediação do conflito israelo-palestiniano, e a afirmar que Israel é uma nação soberana e, como tal, capaz de determinar a sua própria capital. Depois foi a vez de o genro e conselheiro Jared Kushner subir ao palco para saudar o passo dado pelos norte-americanos. E para, mais uma vez, falar de paz.
“Como podemos ver dos protestos do mês passado, e os de hoje, a violência é parte do problema e não parte da solução. Os EUA estão preparados para apoiar um acordo de paz em todos os termos que forem possíveis. Acreditamos que os dois lados ganham mais se os povos puderem viver em paz e livres de perigo, livres do medo e capazes de prosseguir os seus sonhos”, disse.
Jared Kushner acrescentou ainda que Jerusalém é uma “cidade única na história da civilização”. Também o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, subiu ao palco na cerimónia de inauguração da embaixada para agradecer a Donald Trump. “Obrigado presidente Trump por ter a coragem de manter as promessas, e obrigado por manter os nossos povos mais próximos do que nunca”, disse, acrescentando ainda que, “ao reconhecer a história, Trump está a fazer história”.Confrontos entre israelistas e palestinianos fazem 41 mortos
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Israelita=Enviado de Deus
Para o Conde, claramente é a primeira hipótese! Caso contrário não protegia o Assad, enquanto aponta dedo a Israel.
Comunismo=fascismo=totalitarismo
Com certeza que para si é diferente ver o seu primo pedro a ir para o trabalho e a ser esfaqueado do nada por um extremista louco e ver o seu primo jerónimo a balear um anarca que já lhe acertou com duas pedras e está agora a acender o cocktail para lhe pegar fogo.
Agora vamos ver uma coluna à BE com toda a sua maleabilidade para negar o óbvio.