A Renamo deve estar muito muito atenta;;;caso contrario, com a morte do Afonso pode ser o inicio do fim da Renamo do Afonso..
Nelson Junior E agora??!!!...Dizia-se de que a Renamo é o Afonso e vice-versa...Chegou o momento justo para desmentir esta "equaçao"...A Renamo deve estar muito, muito e muito atenta...pois, se bem que seja um caso muito sensivel e delicadissimo, sabia-se que nos fins dos anos 80, a SNASP com o Departamento-D13 tinha conseguido infiltrar-se completamente la liderança da Renamo no Exterior...Por isso, que o Afonso nao tendo confiança nos lideres politicos no exterior, mandara o Raul Domingos, como chefe da delegaçao nas conversaçoes de Paz....Hoje, sem entrar em detalhes, bem se sabe, de que ala politica da Renamo (em particular os deputados) com excepçao da Ivone e uns poucos estao todos eles nos bolsos da SISE...por isso, prefereia ser ele a "tratar" os assuntos delicados...A Renamo deve estar muito muito atenta;;;caso contrario, com a morte do Afonso pode ser o inicio do fim da Renamo do Afonso...Assim foi a Unita....Vao aparecer tantos e tantos da SiSE a tentarem " aliciar quadros da Renamo...Assim foi em Angola com a Unita...Morreu o Savimbi, e o Miala( entao o chefao das secretas angolanas) iniciou uma campanha de " pesca" aos quadros da Unita...e assim a Unita do Savimbi desapareceu...Este é um Periodo interessante pra acompanhar e ver a força politica da Renamo sem o Afonso....so espero que mantenham a calma e as armas caladas......
MORREU AFONSO DHLAKAMA!
O mundo foi colhido de surpresa, no dia 03 de Maio de 2018, com o anúncio, não oficial, da morte do Senhor Afonso Macacho Marceta Dhlakama, Presidente do Partido Renamo, maior Partido de oposição em Moçambique, com representação Parlamentar e, ao mesmo tempo, com uma guerrilha com sede na serra de Gorongosa, local onde encontrou a morte. De recordar que, Afonso Dhlakama, retornou a Serra de Gorongosa em Outubro de 2015, na sequência de uma serie de ataques e cerco a sua residência na Cidade da Beira, mas, pela importância da estória, vamos recapitular a história.
Tudo reinicia apos as eleições de 28 de Outubro de 2009, onde perde a favor do candidato da Frelimo, Armando Emílio Guebuza, nessas eleições, Afonso Dhlakama teve o pior desempenho da sua vida política, tendo quedado abaixo de 30%, contra 33,7% em 1994 e 47,91% em 1999, ano que, muitos analistas supõem que tenha ganho as eleições. Na sequência das eleições de 2009, Afonso Dhlakama muda-se da capital do pais para a Cidade de Nampula, isto em 2010, depois de tentativa de diálogo com o vencedor Armando Guebuza.
Em Nampula, ainda foram encetadas conversações com o Governo de Moçambique sob liderança de Armando Guebuza sem sucesso, registaram-se ataques militares contra a sede provincial do partido Renamo por albergar um número significativo de homens, antigos guerrilheiros da Renamo, apos o ataque e a 17 de Outubro de 2012, sob pretexto de comemorar a morte do primeiro Presidente da Renamo, André Matade Matsngaissa, Afonso Dhlakama instala-se na serra de Gorongosa e inicia reivindicações sobre o cumprimento do Acordo Geral de Paz de 1992 assinado em Roma, capital Italiana.
A par das reivindicações sobre o cumprimento do Acordo Geral de Paz, Afonso Dhlakama, inicia incursões armadas no centro do pais, com ataque a uma esquadra da PRM e um Paiol das FADM, estavam abertas hostilidades entre as Forças residuais da Renamo e o Governo de Moçambique que, a 21 de Outubro de 2013, atacam a sua base em Gorongosa, mais concretamente em Satunjira e, Afonso Dhlakama refugia-se em parte “incerta”, seguiu-se um período de tensão e conversações entre as partes que levariam a assinatura de um Acordo de Cessação das Hostilidades a 05 de Setembro de 2014 com o Presidente da Republica Armando Guebuza.
Na verdade, a assinatura do Acordo de Cessação de Hostilidades foi precedido de uma maratona de negociações que, teve um dos pontos mais altos, o boicote, por parte da Renamo, das eleições autárquicas de 2013, alegadamente, porque o pacote eleitoral favorecia uma fraude “monumental” a favor do Partido Frelimo, sendo que, um dos ganhos de Afonso Dhlakama e da Renamo, foi forçar um novo pacote eleitoral para as eleições Gerais, Presidenciais e das Assembleias Provinciais de 2014, onde o líder da Renamo proclamou que, o novo pacote eleitoral era perfeito e garantia eleições livres, justas e independentes.
No entanto, nas eleições que se seguiram, a 15 de Outubro de 2014, o líder da Renamo volta a perder a favor de Filipe Jacinto Nyusi num claro 36.6% contra 57%, Afonso Dhlakama, volta ao refrão de fraude eleitoral e manda os seus Deputados e membros das Assembleias Provinciais a não tomar posse, inviabilizando, desta forma, a Governação de Filipe Nyusi, atento aos acontecimentos, Filipe Nyusi procura Afonso Dhlakama e, no dia 07 de Fevereiro de 2015, tiveram primeiro encontro informal numa das instalações Hoteleiras da capital Maputo, onde acordam um segundo encontro que, decidem pela tomada de posse dos Deputados e as Assembleias Provinciais, na condição de remeter a Assembleia da Republica, o pacote que permitisse a Renamo Governar algumas províncias.
Os Deputados e os membros das Assembleias Provinciais tomam posse, a Renamo remete uma proposta de lei que pudesse permitir a Renamo Governar as Províncias que obteve a maioria que, a Bancada Parlamentar da Frelimo chumbou liminarmente, por entrar em choque com a Constituição da Republica, esta atitude enfurece as hostes da Renamo que desencadeia uma ofensiva politica de mobilização popular, através de comícios que realizava no centro e norte do pais, movimentando milhares de populares, prometendo que, a Renamo em breve iria Governar as províncias, na sequencia destas movimentações, a 12 de Setembro de 2015, a caravana onde seguia Afonso Dhlakama foi atacada e o líder saiu ileso, isto na província de Manica, duas semanas depois, a 25 de Setembro de 2015 a caravana da Renamo volta a ser atacada na mesma província de Manica quando seguia a província de Nampula, na sequencia, Afonso Dhlakama retorna a lugar “incerto”.
Depois de longas negociações, envolvendo mediadores nacionais e o Governo, Afonso Dhlakama volta ao convívio publico a 08 de Outubro de 2015, segue para a cidade da Beira, dia seguinte, 09 de Outubro, a casa de Afonso Dhlakama eh cercada pelas FADM, depois de longas negociações, Afonso Dhlakama procede a entrega de armas ao Estado através da Governadora de Sofala, a Dra. Maria Helena Taipo, como demonstração de boa vontade, no entanto, a 10 de Outubro desaparece da Beira e reinstala-se em Gorongosa.
Aqui, desencadeia uma serie de ataques contra alvos civis e bloqueia as principais vias de comunicação, na capital do pais, Maputo, decorrem conversações facilitadas por mediadores internacionais que, não logram sucessos tendo declarado dificuldades e retornado aos seus países de origem em finais de Outubro de 2016, em Dezembro de 2016 o Presidente da Republica, numa curta estada em Nampula, enceta conversa com Dhlakama e consegue uma Trégua de uma semana, tendo sido renovadas ate a data.
Devo sublinhar que, nesse período de tempo, o Presidente da Republica Filipe Nyusi e Líder da Renamo Afonso Dhlakama, mantiveram intensas conversações que levaram o Presidente da Republica a deslocar-se a serra de Gorongosa por três viagens, sendo duas bem-sucedidas e uma nem por isso, destes encontros, resultou o acordo sobre a descentralização, cujo documento se encontra em sede da Assembleia da Republica e, as questões militares ainda não tinham ganho um acordo partilhado publicamente.
Afonso Dhlakama, morre numa altura crucial, com os dois dossiers bem encaminhados, pese embora o processo fosse liderado pessoalmente por si, restando o desafio de, a Assembleia da Republica concluir com sucesso este dossier que condiciona as eleições de Outubro de 2018 e de 2019, faço votos para que, em honra a Afonso Dhlakama e sua luta, estes documentos terminem bem e Moçambique encontre a Paz definitiva, Paz a Alma de Afonso Dhlakama!
Adelino Buque
O mundo foi colhido de surpresa, no dia 03 de Maio de 2018, com o anúncio, não oficial, da morte do Senhor Afonso Macacho Marceta Dhlakama, Presidente do Partido Renamo, maior Partido de oposição em Moçambique, com representação Parlamentar e, ao mesmo tempo, com uma guerrilha com sede na serra de Gorongosa, local onde encontrou a morte. De recordar que, Afonso Dhlakama, retornou a Serra de Gorongosa em Outubro de 2015, na sequência de uma serie de ataques e cerco a sua residência na Cidade da Beira, mas, pela importância da estória, vamos recapitular a história.
Tudo reinicia apos as eleições de 28 de Outubro de 2009, onde perde a favor do candidato da Frelimo, Armando Emílio Guebuza, nessas eleições, Afonso Dhlakama teve o pior desempenho da sua vida política, tendo quedado abaixo de 30%, contra 33,7% em 1994 e 47,91% em 1999, ano que, muitos analistas supõem que tenha ganho as eleições. Na sequência das eleições de 2009, Afonso Dhlakama muda-se da capital do pais para a Cidade de Nampula, isto em 2010, depois de tentativa de diálogo com o vencedor Armando Guebuza.
Em Nampula, ainda foram encetadas conversações com o Governo de Moçambique sob liderança de Armando Guebuza sem sucesso, registaram-se ataques militares contra a sede provincial do partido Renamo por albergar um número significativo de homens, antigos guerrilheiros da Renamo, apos o ataque e a 17 de Outubro de 2012, sob pretexto de comemorar a morte do primeiro Presidente da Renamo, André Matade Matsngaissa, Afonso Dhlakama instala-se na serra de Gorongosa e inicia reivindicações sobre o cumprimento do Acordo Geral de Paz de 1992 assinado em Roma, capital Italiana.
A par das reivindicações sobre o cumprimento do Acordo Geral de Paz, Afonso Dhlakama, inicia incursões armadas no centro do pais, com ataque a uma esquadra da PRM e um Paiol das FADM, estavam abertas hostilidades entre as Forças residuais da Renamo e o Governo de Moçambique que, a 21 de Outubro de 2013, atacam a sua base em Gorongosa, mais concretamente em Satunjira e, Afonso Dhlakama refugia-se em parte “incerta”, seguiu-se um período de tensão e conversações entre as partes que levariam a assinatura de um Acordo de Cessação das Hostilidades a 05 de Setembro de 2014 com o Presidente da Republica Armando Guebuza.
Na verdade, a assinatura do Acordo de Cessação de Hostilidades foi precedido de uma maratona de negociações que, teve um dos pontos mais altos, o boicote, por parte da Renamo, das eleições autárquicas de 2013, alegadamente, porque o pacote eleitoral favorecia uma fraude “monumental” a favor do Partido Frelimo, sendo que, um dos ganhos de Afonso Dhlakama e da Renamo, foi forçar um novo pacote eleitoral para as eleições Gerais, Presidenciais e das Assembleias Provinciais de 2014, onde o líder da Renamo proclamou que, o novo pacote eleitoral era perfeito e garantia eleições livres, justas e independentes.
No entanto, nas eleições que se seguiram, a 15 de Outubro de 2014, o líder da Renamo volta a perder a favor de Filipe Jacinto Nyusi num claro 36.6% contra 57%, Afonso Dhlakama, volta ao refrão de fraude eleitoral e manda os seus Deputados e membros das Assembleias Provinciais a não tomar posse, inviabilizando, desta forma, a Governação de Filipe Nyusi, atento aos acontecimentos, Filipe Nyusi procura Afonso Dhlakama e, no dia 07 de Fevereiro de 2015, tiveram primeiro encontro informal numa das instalações Hoteleiras da capital Maputo, onde acordam um segundo encontro que, decidem pela tomada de posse dos Deputados e as Assembleias Provinciais, na condição de remeter a Assembleia da Republica, o pacote que permitisse a Renamo Governar algumas províncias.
Os Deputados e os membros das Assembleias Provinciais tomam posse, a Renamo remete uma proposta de lei que pudesse permitir a Renamo Governar as Províncias que obteve a maioria que, a Bancada Parlamentar da Frelimo chumbou liminarmente, por entrar em choque com a Constituição da Republica, esta atitude enfurece as hostes da Renamo que desencadeia uma ofensiva politica de mobilização popular, através de comícios que realizava no centro e norte do pais, movimentando milhares de populares, prometendo que, a Renamo em breve iria Governar as províncias, na sequencia destas movimentações, a 12 de Setembro de 2015, a caravana onde seguia Afonso Dhlakama foi atacada e o líder saiu ileso, isto na província de Manica, duas semanas depois, a 25 de Setembro de 2015 a caravana da Renamo volta a ser atacada na mesma província de Manica quando seguia a província de Nampula, na sequencia, Afonso Dhlakama retorna a lugar “incerto”.
Depois de longas negociações, envolvendo mediadores nacionais e o Governo, Afonso Dhlakama volta ao convívio publico a 08 de Outubro de 2015, segue para a cidade da Beira, dia seguinte, 09 de Outubro, a casa de Afonso Dhlakama eh cercada pelas FADM, depois de longas negociações, Afonso Dhlakama procede a entrega de armas ao Estado através da Governadora de Sofala, a Dra. Maria Helena Taipo, como demonstração de boa vontade, no entanto, a 10 de Outubro desaparece da Beira e reinstala-se em Gorongosa.
Aqui, desencadeia uma serie de ataques contra alvos civis e bloqueia as principais vias de comunicação, na capital do pais, Maputo, decorrem conversações facilitadas por mediadores internacionais que, não logram sucessos tendo declarado dificuldades e retornado aos seus países de origem em finais de Outubro de 2016, em Dezembro de 2016 o Presidente da Republica, numa curta estada em Nampula, enceta conversa com Dhlakama e consegue uma Trégua de uma semana, tendo sido renovadas ate a data.
Devo sublinhar que, nesse período de tempo, o Presidente da Republica Filipe Nyusi e Líder da Renamo Afonso Dhlakama, mantiveram intensas conversações que levaram o Presidente da Republica a deslocar-se a serra de Gorongosa por três viagens, sendo duas bem-sucedidas e uma nem por isso, destes encontros, resultou o acordo sobre a descentralização, cujo documento se encontra em sede da Assembleia da Republica e, as questões militares ainda não tinham ganho um acordo partilhado publicamente.
Afonso Dhlakama, morre numa altura crucial, com os dois dossiers bem encaminhados, pese embora o processo fosse liderado pessoalmente por si, restando o desafio de, a Assembleia da Republica concluir com sucesso este dossier que condiciona as eleições de Outubro de 2018 e de 2019, faço votos para que, em honra a Afonso Dhlakama e sua luta, estes documentos terminem bem e Moçambique encontre a Paz definitiva, Paz a Alma de Afonso Dhlakama!
Adelino Buque

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