sábado, 5 de janeiro de 2019

Presidente chinês ordena às forças armadas que estejam prontas para a guerra


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A China quer a "reunificação" entre o país e Taiwan e não exclui o uso da força para a obter. A presidente de Taiwan já reagiu: Esperamos que a comunidade internacional leve a sério e nos ajude".
O presidente chinês reuniu com as forças armadas e a mensagem que lhes enviou está a colocar em alerta a comunidade internacional
MARK SCHIEFELBEIN / POOL/EPA
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  • Agência Lusa
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O Presidente da China ordenou às forças armadas que se preparem para o combate e a guerra, por considerar que o país enfrenta riscos e desafios sem precedentes, noticiou o jornal South China Morning Post (SCMP).
De acordo com o diário de Hong Kong, o discurso de Xi Jinping foi proferido na sexta-feira, numa reunião de altos funcionários da Comissão Militar Central (CMC), também sob comando do líder chinês, e transmitido mais tarde na televisão nacional.
Xi Jinping exortou todas as unidades do Exército Popular de Libertação a “compreender corretamente as principais tendências da segurança nacional e do desenvolvimento” e a “reforçar os seus sentidos para adversidades, crises e batalhas inesperadas”.
O líder chinês ressaltou ainda que esta é uma era de “mudanças drásticas”, na qual crescem “riscos e desafios imprevisíveis”.
“A preparação para a guerra e o combate devem ser aprofundados para garantir uma resposta eficiente em tempos de emergência”, sublinhou.
Na mesma reunião, o Presidente chinês assinou o primeiro comando militar de 2019, que dará início a um ano de treino e exercícios militares reforçados.
O discurso foi feito poucos dias depois de o presidente norte-americano Donald Trump ter assinado uma lei que reafirma o compromisso dos EUA com a segurança da região. O presidente chinês já havia afirmado anteriormente que ninguém pode mudar o facto de Taiwan fazer parte da China, que as populações dos dois países devem procurar a “reunificação” e que a China tem o direito de usar a força para chegar a essa “reunificação”.

Taiwan: “Esperemos que a comunidade internacional leve a sério”

A Presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, apelou à comunidade internacional para apoiar Taiwan e a sua democracia perante a crescente pressão da China sobre a ilha.
“Esperamos que a comunidade internacional leve a sério e dê apoio e nos ajude”, disse Tsai, numa conferência de imprensa, referindo-se ao discurso da passada quarta-feira do presidente chinês, Xi Jinping, no qual assegurou que Taiwan “deve ser e será reunificada” com a China, objetivo para o qual não afastou o uso da força.
A mandatária considerou as palavras de Xi Jinping como um ataque à democracia e à liberdade de Taiwan e questionou qual seria o próximo país democrático a ser pressionado pela China.
Tsai pediu a Pequim para adotar uma “perceção correta” sobre o que sentem e pensam os taiwaneses e afirmou que as pressões e ameaças chinesas são contraproducentes e afetam negativamente os laços bilaterais.
A presidente de Taiwan,  Tsai Ing-wen (@ TAIWAN PRESIDENTIAL OFFICE HANDOUT/EPA)
A Presidente adiantou que no discurso de se escondiam “dois perigos fundamentais para a liberdade e para a democracia” de Taiwan, por recusar a existência política e ignorar o Governo de Taiwan como interlocutor.
Taiwan não pode aceitar as premissas chinesas de Xi Jinping “uma só China” e de “um país, dois sistemas”, particularmente no contexto do denominado “Consenso de 1992”, que deixam claras as “suas intenções políticas face a Taiwan e os seus passos para a unificação”, afirmou a responsável do Executivo.
Essas máximas supõem “um grande desprezo pelo facto de que Taiwan existe e está em pleno funcionamento, como todos os outros países democráticos”.
A mandatária também rejeitou o plano chinês de negociar com “os partidos políticos em vez de com o Governo eleito democraticamente de Taiwan”, que considerou como parte da campanha de Pequim para “minar e subverter o processo democrático e criar divisão na sociedade.”
Tsai adiantou que, como “Presidente eleita democraticamente”, deve “defender a democracia, a liberdade e o estilo de vida” da ilha, que “formam parte fundamental” da identidade nacional de Taiwan.
Todos os partidos políticos de Taiwan recusaram tanto a interpretação que faz Pequim de “uma só China” como a fórmula de “um país, dois sistemas” aplicado por Pequim em Hong Kong.
Rui Krull
2 h
XI FAGGOT METE AS MOABS NO C U  

Antonio Fonseca
5 h
Está na altura de boicotarem o MADE IN PRC e preferir MADE IN TAIWAN.

Marco Silva
5 h
Palavras do "Santos Silva" (não é o amigo do Sócrates, é o outro amigo do Sócrates que também está no governo actual)

Portugal e China são amigos e parceiros, mas não são aliados

De resto, Portugal sempre recebeu muito bem Fidel Castro, Chávez, Gaddafi e outros ditadores.
É de admirar que o socialismo e comunismo continuem a ter tanto apoio, quando a China é um "amigo e parceiro" ?


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Ask Me
6 h
O que a Rússia fez de forma impune na Crimea parece querer repetir-se, desta feita pela China em Taiwan

Carlos Faria
7 h
Qual comunidade internacional!?
Taiwan, a ilha inexplorada a que os marinheiros portugueses dos anos 1500 deram o nome de Ilha Formosa, não tem representação na ONU.
Perdeu-a em 1971.
E bem, haja em vista o "Terror Branco", o período de 1947 a 1987 em que cerca de 140.000 taiwaneses foram presos, dos quais 4.000 executados pela sua real ou aparente oposição ao governo do ditador chinês Chiang Kai-shek.

Direita assumidaCarlos Faria
5 h
Portanto façamos todos como Carlos Faria,apoiemos os assassinos.Ė assim nao ė ò Carlos comuna?

Antonio FonsecaCarlos Faria
5 h
Ó carlinhos admirador das ditaduras são estes mesmos taiwaneses, ou os descendentes deles, que não querem nada com a China continental.
Sabem que desta vez seria pior. 

Antonio Fonseca
7 h
Estou à espera de ver o que vão dizer os esquerdalhos amantes das ditaduras sobre este caso. 

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