sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O MISTÉRIO DAS INCONGRUÊNCIAS RENITENTES

 

KHOMALA! Por: Vasco Fenita
Uma maleita aparentemente de somenos importância, mas que me deixou algo debilitado fisicamente e que, por prescrição médica, me obrigou a observar um hiato no exercício da actividade profissional, permitiu-me, entretanto, extrapolar aleatoriamente o meu habitual calcorrear pelas artérias da cidade-capital aos seus mais recônditos recantos.Onde pude confirmar (obviamente com bastante agrado) o seu impetuoso crescimento em diversas vertentes sócio-económicas. Pese embora a relutante prevalência de algumas incongruências que dominam o mote dos queixumes extravasados em tropel pelos munícipes. Cujos trechos não resisto à tentação de transcrever em seguida (parcialmente,claro):
-Porque razão o efeito tenebroso do desemprego em Nampula continua a fazer-se sentir em espiral apesar do manifesto crescimentoda sua economia?
-Qual a explicação concreta para a permanência relutante do lixo (sobretudo nesta época huvosa) nos respecvtivos locais de concentração e não só?
-Que sorte estará reservado às crateras que transitaram imunes do ano passado e agigantam-se desmesuradamente com as chuvas impiedosas que começaram a jorrar?
-Que é feito, afinal, das “zebras” (vulgo passadeiras) disciplinadoras do trânsito pedestre nas vias urbanas?
-Porque a EDM se ufana arrogante e reiteradamente da expansão da rede nacional de energia eléctrica às mais distantes zonas rurais quando a qualidade da mesma continua deplorável e a causticar os respectivos consumidores com frequentes e prolongados cortes diários? Por exemplo, ainda ontem, quinta-feira, a cidade de Nampula permaneceu (em pleno período laboral) mais de cinco horas privada de energia eléctrica!
- Não constituirá um atentado à saúde pública a tendência dos detritos retirados das sarjetas e valas de drenagem das artérias da urbe continuarem por um tempo indeterminado inertes nas bermas dos respectivos passeios até que… surja uma rajada de chuva ou de pontapés que os recambie à procedência ?
WAMPHULA FAX – 11.01.2012

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