sábado, 7 de abril de 2018

“Eu vou atender o mandato deles”. Lula confirma que se vai entregar

BRASIL

Em direto/“Eu vou atender o mandato deles”. Lula confirma que se vai entregar

Lula começa por elogiar Dilma Rousseff na sua mensagem. Não estão definidos termos da entrega, mas deve ocorrer depois da homenagem à sua mulher, Marisa. Habeas corpus foi negado.
Fernando Bizerra Jr./EPA
Atualizações em direto
  • Lula estará a sentir-se mal

    Ao microfone, é pedido que deixem entrar um médico dentro do Sindicato para Lula, que “está a passar mal”.
  • Banho de multidão ao som de "Apesar de Você"

    Lula é agora carregado em ombros pela multidão enquanto é tocada “Apesar de Você”, uma das músicas mais políticas do cancioneiro de Chico Buarque, composta durante o período da ditadura militar.
  • A despedida de Lula: "Esse pescoço não vai baixar"

    Lula da Silva volta a elogiar Guilherme Boulos e Manuela d’Ávila, candidatos do PSOL e do PCdB à presidência.
    E garante: “Esse pescoço não vai baixar”, diz, despedindo-se com agradecimentos à multidão, que grita “Lula, guerreiro do povo brasileiro”.
  • "Vou sair dessa maior, mais forte, mais verdadeiro e inocente"

    “Quando eu pego na mão de um de vocês, quando beijo um de vocês, não estou a beijar por segundas intenções; estou a beijar porque quando eu era Presidente eu dizia ‘vou votar para onde eu vim e sei que são os meus amigos eternos e os meus amigos eventuais'”, diz. “Quem agora está comigo são os que eram meus amigos antes de eu ser Presidente da República”, garante, e não os de “gravatinha”.
    “Vocês vão perceber que eu sairei dessa maior, mais forte, mais verdadeiro e inocente. Quero provar que eles é que cometeram o crime, um crime político.”
  • "Não queremos ver repetir o que fizeram com a Marielle"

    “Se dependesse da minha vontade eu não iria, mas eu vou. Ou a partir de amanhã vão dizer que estou foragido”, explica à multidão.
    Amanhã, diz “marca o início da Primavera”. “Queremos mais casas, mais emprego. Não queremos ver repetir o que fizeram com a Marielle [Franco], o que fazem com os jovens negros na periferia”, diz. “Este país é tão cretino que foi o último país no mundo a ter uma Universidade. Eles não queriam que a juventude brasileira estudasse.”
    “Eu tenho orgulho de ter sido o único Presidente da República sem ter um diploma universitário. Mas sou o PR que mais fez universidades na história desse país para mostrar a esse gente que não confundam inteligência com número de anos na Universidade.”
    “Vamos fazer uma nova Constituinte”, apela, enumerando o que parece ser um programa de governo: revogar a lei do petróleo, não deixar acabar com a Caixa, apostar na Educação.
  • Lula diz que irá cumprir a pena. "E vocês daqui para a frente vão virar Lula, andar por esse país e fazer o que se tem de fazer. Eles têm que saber que a morte de um combatente não pára a revolução"

    “Tem milhões de Lulas nesse país. Não adianta tentar acabar com as minhas ideias, elas já estão a pairar no ar e não há como prendê-las”, diz o ex-presidente. “O meu coração baterá pelo coração de vocês e são milhões de corações.”
    “Eu não pararei porque já não sou um ser humano: sou uma ideia.” E garante: “Eu vou cumprir o mandato. E vocês daqui para a frente vão virar Lula, andar por esse país e fazer o que se tem de fazer. Eles têm que saber que a morte de um combatente não pára a revolução.”
  • "Eu vou atender o mandato deles". Lula confirma que se vai entregar

    Lula diz que consegue imaginar “a tesão” da Veja e da Globo a colocarem a foto dele preso, na capa e no ar. Mas diz que isso vai acontecer e confirma que se vai entregar: “Eu vou atender o mandato deles”. “Vou atender porque eu quero fazer a transferência de responsabilidade.”
  • "Eles não querem o Lula de volta porque na cabeça deles o pobre não pode comer carne de 1ª"

    “Esses meninos precisavam de conhecer um pouco da vida”, diz, sobre os “meninos que vão tirar um curso de Direito em três anos” e depois fazem “estes julgamentos”.
    “Quando fui prestar depoimento em Curitiba, disse ao Moro: você não tem condições para me absolver, porque a Globo está exigindo que me condene e você vai me condenar”, declara, acrescentando o “sonho de consumo” do juiz e da imprensa: “Que o Lula não possa ser candidato à Presidência da República em 2018.”
    “Eles não querem o Lula de volta porque pobre na cabeça deles não pode ter direito. Pobre não pode comer carne de primeira, não pode andar de avião, não pode ir à Universidade.”
  • "Não sou contra a Lava Jato. Mas quem quer fazer julgamento com base na opinião pública, tire a toga e vá ser candidato!"

    “Não sou contra a Lava Jato, não. Se houver bandido, tem que encontrar bandido e tem que prender. Toda a vida dissemos, ‘só prendem pobre, tem que prender o rico’. Eu quero que prendam o rico. Mas você não pode fazer julgamento subordinado à imprensa. Senão o juiz vem e diz ‘eu não posso fazer julgamento indo contra a opinião pública’. Quem quer fazer julgamento com base na opinião pública, tire a toga e vá ser candidato!”, diz Lula, no momento em que mais se exalta em todo o discurso.
  • "A antecipação da morte da Marisa foi a sacanagem que a imprensa e o Ministério Público fizeram contra ela"

    “Não é fácil o que sofre a minha família, o que sofrem os meus filhos, o que sofreu a Marisa”, declara Lula. “A antecipação da morte da Marisa foi a sacanagem que a imprensa e o Ministério Público fizeram contra ela. Tenho a certeza. Essa gente não tem filho e acho que não tem alma.”
  • "Sonhei que era possível um metalúrgico sem diploma de Universidade cuidar mais da Educação do que os diplomados"

    “Não tenho medo deles”, garante Lula da Silva.
    Depois enumera os sucessos da sua governação:
    “Há muito tempo atrás sonhei que era possível mudar esse país, criando milhões de empregos nesse país. Sonhei que era possível um metalúrgico sem diploma de Universidade cuidar mais da Educação do que os diplomados que governaram esse país”, sentencia.
    “Sonhei que era possível diminuir a mortalidade infantil levando feijão com arroz às crianças”, aponta. E conclui: “Se foi esse o crime que cometi, vou continuar sendo criminoso nesse país”, conclui.
  • "O que eles não se dão conta é que quanto mais me atacam, mais cresce a minha relação com o povo brasileiro"

    “O que não posso admitir é um procurador que fez um powerpoint que foi a TV dizer que o PT é uma organização criminosa que nasceu para roubar o Brasil.”
    “Um ladrão não estaria a exigir provas”, acrescenta. “Tenho mais de 70 capas de revista a atacar-me. Tenho milhares de artigos de jornal a atacar-me. Tenho a Record, a Bandeirantes, a Rádio do Interior, a atacar-me. O que eles não se dão conta é que quanto mais me atacam, mais cresce a minha relação com o povo brasileiro.”
  • "Não lhes perdoo por terem passado para a sociedade a ideia de que eu era um ladrão"

    “O processo do meu apartamento… Eu sou o único ser humano que está a ser processado por um apartamento que não é meu. A Globo mentiu dizendo que era meu, o Ministério Público mentiu dizendo que era meu, o Moro mentiu dizendo que era meu. É por isso que eu sou um cidadão indignado”, diz.
    “Não lhes perdoo por terem passado para a sociedade a ideia de que eu era um ladrão.”
  • “Em 1979, esse sindicato fez uma das greves mais extraordinárias, e conseguimos um acordo com a indústria automobilística, talvez o melhor”, conta Lula, recordando esses tempos. “Os trabalhadores não aprovaram a proposta que eu considerava boa. E o pessoal então passou a desrespeitar a diretoria do sindicato. A empresa escrevia ‘Lula fala para os ouvidos moucos dos trabalhadores’. Levámos um ano para recuperar o nosso prestígio.”
    “Em 1980 fizemos a maior greve da nossa história, 41 dias de greve. Com 17 dias de greve eu fui preso e os trabalhadores começaram a furar a greve.” Os dirigentes sindicais, contam, iam à prisão dizer a Lula que tinha de acabar com a greve. “Os trabalhadores é que têm de acabar com a greve”, respondia-lhes. “Mas na derrota a gente ganhou muito mais”, resumiu. “Não em termos económicos, mas em termos de conhecimento político. Agora estamos quase na mesma situação.”
  • "Este Sindicato foi a minha escola"

    Lula aproveita para fazer o elogio ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde aprendeu “a fazer muita política”:
    “Na minha consciência, parte das conquistas da democracia brasileira a gente deve a este Sindicato dos Metalúrgicos a partir de 1978. Aqui foi a minha escola. Aqui aprendi sociologia, aprendi economia, aprendi física, química… E aprendi a fazer muita política. Porque no tempo em que fui presidente deste sindicato, as fábricas tinham 140 mil professores que me ensinavam a fazer as coisas. Sempre que eu tinha dúvida, ia para a porta da fábrica perguntar como fazer as coisas.”
  • Lula continua a cumprimentar e a agradecer aos vários líderes e representantes políticos que têm estado do seu lado.
  • "Dilma foi das mulheres mais injustiçadas que alguma vez ousaram fazer política nesse país"

    Depois, Lula dedica palavras a Dilma Rousseff, “das mulheres mais injustiçadas que alguma vez ousaram fazer política nesse país”. De seguida, garante que ela sempre lhe deu “a tranquilidade” necessária para ser Presidente da República. “Sou grato de coração, porque não teria sido o que fui se não fosse a companheira Dilma”.
  • Lula da Silva começa a discursar

    Lula começa a dirigir-se aos “companheiros” que estão à sua volta (“Porra, se eu tivesse tantos títulos como você seria Presidente da República!”, diz a Dilma, em tom de brincadeira).
    De seguida, elogia os líderes do PSOL (Guilherme Boulos) e do PCdB (Manuela d’Ávila), que são também candidatos à presidência.
  • “Muita calma para ouvir o maior Presidente do nosso país”. Lula da Silva é assim anunciado.
  • “Todos que estamos aqui sabemos que o que aconteu foi um golpe. 50% quando Dilma foi afastada no impeachment e outros 50% quando te impediram de ser Presidente de novo”, declara Dom Angélico a Lula da Silva. “Mas ninguém pode prender o coração”, diz-lhe.
  • Outro ponto de vista da cerimónia, esta a partir do meio da multidão, que se prepara para rezar o “Pai Nosso”:
  • "Se as pernas de Lula forem impedidas de percorrer o país, as nossas irão percorrer por elas"

    A pastora luterana Luz Marina promete que “se essas pernas [apontando para Lula] forem impedidas de percorrer o país, as nossas irão percorrer por elas”. E acrescenta: “e se essa voz for proibida de falar, a nossa falará por ela”.
  • "O nosso Lula é que vai dizer de sua palavra"

    Um dos padres que preside à cerimónia preparava-se para ler uma passagem do Evangelho de São Mateus quando foi abafado por gritos de “Não se entrega!” da multidão, que pede a Lula que não se entregue à Polícia Federal.
    Depois da leitura das Bem-Aventuranças, multidão retoma os mesmos gritos. “Podemos clamar, resistir, mas o nosso Lula é que vai dizer depois a sua palavra e nós vamos atendê-la”, responde o padre, aplaudido por alguns.
  • Dilma Rousseff fala à multidão

    “Quem vai ler essa oração é uma irmã nossa que até ao fim legítimo do seu mandato continua a ser a Presidente legítima do Brasil”, anuncia Don Angélico para apresentar Dilma Rousseff.
    “O Presidente Lula é um homem de fé”, começa por dizer Dilma, explicando que o ex-presidente sempre se inspirou na ação de S. Francisco de Assis. “Nós somos da paz. Não somos nem da injustiça nem da violência”, remata, antes de começar a ler a oração do mesmo santo.
  • Cristina Kirchner, ex-presidente argentina, solidariza-se com Lula


  • Há gritos de “O povo unido jamais será vencido” em São Bernardo. Segue-se a música “O que é, o que é?”, de Gonzaguinha, que terá sido pedida pelo próprio Lula.
  • Último habeas corpus foi negado

    Entretanto, a Globo noticia que o pedido de habeas corpus que a defesa de Lula entregou no Supremo Tribunal Federal foi rejeitado pelo juiz Edson Fachin.
    A multidão, ao receber a notícia, irrompeu em gritos de “Lula livre!”
  • “Hoje não se trata de uma celebração política ou partidária, mas sim uma celebração pela paz”, diz um dos oradores. “O amor fraterno vencerá o ódio”, remata.
    De seguida começa uma das músicas planeadas para tocar na cerimónia: “Maria, Maria”, de Milton Nascimento.
  • "Marisa fez a primeira bandeira do PT"

    O texto de Frei Betto recorda o papel de Marisa também como militante do partido. “Marisa fez a primeira bandeira do PT”, diz o texto, que recorda como ela coseu centenas de “camisetas” do partido.
  • Começa a cerimónia em homenagem a Marisa Letícia

    Tem então início a cerimónia de homenagem à mulher de Lula da Silva, que faria hoje 67 anos se fosse viva. Neste momento, Gilberto Carbalo lê um artigo do frade dominicado Frei Betto sobre Marisa, que traça o seu percurso de vida.
  • Dilma ao lado de padre e de Dilma Rousseff

    “Queremos saudar o nosso querido irmão Lula e a nossa presidente Dilma”, declarou o padre, Don Angélico, que irá dirigir a missa e que, segundo o El País, celebra missas no Sindicato desde os anos 80.
  • Lula aparece à multidão

    E Lula da Silva desce até ao carro elétrico, com a multidão a gritar “Lula, guerreiro do povo brasileiro”. Deve agora discursar.
  • Ambiente de festa no Sindicato

    Enquanto se aguarda o começo da missa (que está atrasada, como se vê), há musica para animar a multidão em São Bernardo. Neste momento toca “Negro drama”, dos Racionais MC’s.
    Pode acompanhar a transmissão da cerimónia aqui:
  • Entretanto em Curitiba...

    … a Polícia Militar está a considerar a hipótese de isolar a sede da Polícia Federal na capital do Paraná, para que tudo corra sem incidentes quando Lula chegar. A Secretaria da Segurança Pública do Paraná informou ainda que as forças de segurança pedem aos manifestantes anti-Lula que não fiquem em frente à sede da Polícia, para evitar confrontos.
  • Negociações sobre entrega de Lula ainda decorrem

    O Estado de S. Paulo conta que dois representantes de Lula da Silva estão ainda a negociar com a Polícia Federal os termos da sua entrega. Será provavelmente por isso que a missa em homenagem a Marisa está atrasada, já que só deve começar quando estiver definido qual será o método adotado para a entrega do ex-presidente.
  • Bella Ciao à porta do Sindicato dos Metalúrgicos

    A multidão de apoiantes reunida à porta do Sindicato do ABC vai engrossando, enquanto esperam pelo início da missa em homenagem a Marisa (que está, como já se viu, atrasada). Até há pouco, no sistema de som ouvia-se a “Bella Ciao”, a música que se tornou símbolo da Resistência contra o fascismo italiano. E que ultimamente teve um ressurgimento popular graças a uma série de televisão — mas essa é outra história.
  • Lula com um apoio do mundo do futebol

    Vanderlei Luxemburgo, treinador brasileiro que passou por quase todos os clubes grandes do país, que chegou a treinar o Real Madrid e que conquistou o campeonato brasileiro cinco vezes, chegou agora ao ABC para dar apoio a Lula da Silva. “Hoje vim aqui para lhe dar um abraço”, disse, aproveitando ainda para criticar o processo que condenou Lula: “Rasgaram a Constituição, o processo é totalmente injusto. Não sei se é inibição pela possibilidade de ele voltar ao poder. Houve um completo desmando nisso aí”, declarou ao Estadão.
  • Jornais brasileiros com Lula à janela

    As capas das edições deste sábado dos jornais brasileiros são todas muito semelhantes, com fotos de Lula da Silva na única breve aparição que fez ontem à janela do Sindicato dos Metalúrgicos:
  • Lula deve entregar-se, mas não sem antes dar a sua versão dos factos

    Afonso Benites, jornalista da edição brasileira do El País, falou com algumas fontes da Polícia Federal que lhe disseram que o entendimento é que Lula se entregue no Sindicato depois da missa, mas que, com tanto avanço e recuo nas negociações, preferem ter “cautela”. Antes disso, contudo, esperam uma homenagem demorada. “O “sermão da missa de hoje pode ser um dos mais longos da história da igreja católica”, disse um dos agentes ao El País.
  • A situação de Lula na imprensa internacional

    O caso de Lula da Silva tem algum destaque na imprensa internacional, mas está longe de ser manchete. A única exceção é o britânico The Guardian que, na edição internacional do seu site, coloca a notícia do seu correspondente em São Paulo em primeiro lugar, com o título: “Ex-presidente Lula desafia ordem do juiz para se entregar”.
    Ainda navegando pelos sites dos media britânicos, a BBC fala num “impasse” que se vive no Brasil e o Telegraph optou por uma cobertura mais de fundo, num artigo que tenta explicar o que é a Lava Jato (“Em queda em desgraça de Lula: desembaraçando o mais escândalo de corrupção da história moderna”, escreve o diário britânico num artigo para assinantes).
    Em França, o Le Monde decidiu dedicar o seu editorial precisamente a este tema, enviando um recado às autoridades judiciais brasileiras: “devem agora ter a mesma atenção aos dirigentes do centro ou da direita suspeitos de corrupção” que tiveram com Lula da Silva. Já Chantal Rayes, correspondente do Libération em São Paulo, destaca que o Brasil “se enreda na divisão”. Ainda na Europa, os espanhóis El País e El Mundo optam pelo mesmo ângulo, titulando que Lula se “entrincheira” no Sindicato dos Metalúrgicos.
    Nos EUA, a atenção ao caso parece ser mínima. O New York Times escreveu um artigo sobre o dia de ontem, onde diz que Lula “desafiou a polícia a vir buscá-lo”, mas não o coloca na sua homepage. E o Washington Post opta por um artigo descritivo, dizendo que Lula desafiou a prisão enquanto se reuniam multidões pró e contra a sua prisão. Também na Ásia o assunto passa despercebido: o South China Morning Post, jornal chinês de língua inglesa, optou por colocar apenas um artigo da agência France Press sobre o assunto.
  • Controlo de segurança mais apertado no Sindicato

    A Globo conta, através do seu site G1, que neste sábado os controlos de segurança dentro do Sindicato dos Metalúrgicos estão mais apertados e que os jornalistas estão proibidos de aceder aos andares de cima, onde se encontra Lula.
  • Nicolás Maduro condena "perseguição judicial" e solidariza-se com Lula da Silva

    O Presidente da Venezuela condenou na sexta-feira o que designou de “perseguição judicial” contra o ex-presidente do Brasil Lula da Silva, com quem se solidarizou pela condenação a 12 anos de prisão por corrupção passiva e branqueamento de capitais.
    “Quero fixar posição pública e expressar a consternação e dor do povo da Venezuela pela perseguição contra o ex-presidente do Brasil Lula da Silva. É uma canalhice vexatória o que estão a fazer”, disse Nicolás Maduro, que falava no estado de Vargas, a norte de Caracas, durante a reinauguração da área de pediatria do Hospital Rafael Medina Jiménez, ato que foi transmitido pela televisão estatal venezuelana.
    Segundo o chefe de Estado, o ex-presidente do Brasil é “um homem honesto, que vem de fábricas e que tem sido um símbolo mundial de superação”.
    É, também, um reconhecido “líder democrático” e um homem “comprometido com o povo”, salientou ainda Nicolás Maduro.
    O Presidente da Venezuela considerou que “não existem provas”, mas que ainda assim Lula da Silva foi condenado a 12 anos de prisão por alegado “suborno”.
    “O que acontece no Brasil é um golpe de Estado. Primeiro derrubaram a presidente constitucional Dilma Rousseff, com um golpe parlamentar, e agora querem pôr Lula da Silva na cadeia, porque está a liderar as sondagens e se for candidato com certeza o povo do Brasil fará dele presidente novamente”, frisou Nicolás Maduro.
    Lusa
  • "Não vejo qualquer razão para adiar a ordem de prisão"

    Sérgio Moro, o juiz responsável por decretar ordem de prisão de Lula da Silva, deu ontem uma entrevista a uma TV chinesa — o canal de língua inglesa da China Global Television Network. Nela, Moro justificou a sua decisão de ordenar a prisão de Lula mesmo não tendo sido esgotados todos os embargos: “Ele [Lula] foi condenado por lavagem de dinheiro e corrupção. É preciso executar a sentença. Simples assim. Não vejo qualquer razão específica para adiar mais”, disse, aqui citado pela BBC.

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