| Nyusi “gazeta” Fórum Económico Mundial e desafia corpo diplomático: corrupção é “importada para Moçambique” |
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| Escrito por Adérito Caldeira em 24 Janeiro 2018 |
Moçambique, que já foi exemplo de transição para a paz e uma das economias que mais investimentos atraiu no mundo, tornou-se numa espécie de “patinho feio” da comunidade internacional pelas opções políticas do partido que governa desde 1975 tem tomado, uma das mais recentes tem sido a falta de vontade política no esclarecimento das dívidas da Proindicus, EMATUM e MAM.
Encurralado pelo Fundo Monetário Internacional, e pelos parceiros de cooperação ocidentais, e quiçá para extremar o “braço-de-ferro” o Presidente Nyusi parece ter abandonado a diplomacia económica e opta pelo auto isolamento. O @Verdade apurou que o estadista moçambicano declinou, pela segunda vez, um convite para se juntar à nata da política e finanças do planeta que todos anos reúne-se no selecto Fórum Económico Mundial(WEF no acrónimo em inglês).
Esta foi a segunda “gazeta” de Nyusi, que já havia declinado outro convite em 2016 para juntar-se a líderes das maiores empresas do globo assim como aos governantes das nações mais poderosas do planeta.
Contactos feitos pelo @Verdade, junto do Gabinete de Assessoria de imprensa da Presidência, não foram respondidos até ao fecho desta edição.
Ou terá sido mágoa da ainda recente má avaliação feita pela instituição fundada e dirigida pelo Professor Klaus Schwab, que em Setembro último classificou a “Pérola do Índico” como um dos piores países para fazer negócios no mundo. A posição 136º, dentre 137 países avaliados, resultou principalmente da corrupção endémica.
“A corrupção é por vezes trazida ou exportada de outros países” Filipe Nyusi
Em Maputo, o Chefe de Estado vai insistindo na retórica de vivermos com apenas o que Moçambique produz, o que em termos práticos só agrava o sofrimento do povo, como se pode notar pela falta de dinheiro sequer para a resposta de emergência para as vítimas da época chuvosa.
Nyusi reiterou que o seu Executivo está comprometido com o combate a corrupção e notou que “temos sentido uma impaciência generalizada uma tendência de se querer colher frutos de forma imediata. A luta contra a corrupção é um processo que requer uma mudança de atitude e de mentalidade de vida ao longo dos anos”.
Aparentemente alheio a todas evidência, e escolhendo cuidadosamente as palavras, o Presidente declarou que “a corrupção é por vezes trazida ou exportada de outros países, alguns deles amigos, ou importada para Moçambique, corrompendo as pessoas e instituições internacionais”, quase ilibando os moçambicanos corruptos.
Ademais o Chefe de Estado disse aos diplomatas que embora entenda a vontade urgente de ver esclarecida a questão Proindicus, EMATUM e MAM e esteja empenhado “em restabelecer a confiança junto dos nossos parceiros bilaterais e multilaterais” nada vai fazer para resolver o imbróglio político que as dívidas ilegais encerram. “Nós acreditamos nas instituições moçambicanas e queremos continuar a ser uma Nação que respeita a lei como outras nações o fazem”, rematou.
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