domingo, 19 de março de 2017

o encontro com Merkel correu bem, mas a Alemanha tem de pagar o que deve

Trump:

Um dia depois do encontro entre os dois líderes, o Presidente dos EUA insiste em pressionar a Alemanha. O país de Angela Merkel tem uma vasta dívida militar e que tem de pagar mais à NATO, diz.
O embaraçoso momento em que, perante a insistência dos jornalistas e a disponibilidade de Angela Merkel, Donald Trump recusou um aperto de mão.
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O embaraçoso momento em que, perante a insistência dos jornalistas e a disponibilidade de Angela Merkel, Donald Trump recusou um aperto de mão. LUSA/PAT BENIC / POOL
Não bastou o aperto de mão que não existiu, não foi suficiente o clima estranho do encontro, Donald Trump teve de esclarecer o que se tinha passado na conversa com a chanceler alemã Angela Merkel e quando o fez, voltou a dar um motivo de notícia. A ideia do Presidente dos Estados Unidos era o de travar as "notícias falsas" sobre a conversa que teve com Merkel, mas acabou a dizer que a Alemanha tem de pagar o que deve à NATO, subindo o tom já de si não muito amistoso entre EUA e Alemanha.
"Tive um grande encontro com a chanceler alemã Angela Merkel. Contudo, a Alemanha deve vastas somas de dinheiro à NATO e aos Estados Unidos e tem de pagar mais pela poderosa e muito cara defesa que é providenciada à Alemanha", escreveu Trump na sua conta de Twitter.
...vast sums of money to NATO & the United States must be paid more for the powerful, and very expensive, defense it provides to Germany!
Despite what you have heard from the FAKE NEWS, I had a GREAT meeting with German Chancellor Angela Merkel. Nevertheless, Germany owes.....
A declaração de Trump naquela rede social acontece um dia depois de os dois líderes se terem encontrado na Casa Branca. Um encontro que ficou marcado pelas diferenças entre os dois, apesar de Angela Merkel ter evitado directamente as polémicas no seu primeiro encontro com o líder norte-americano. Donald Trump fez questão de na altura falar da Aliança Atlântica, dizendo que respeita as "instituições históricas" e que mantém um "forte apoio à NATO". Já Merkel foi mais contida nas palavras, dizendo que tinha sido bem recebida, mas salientando que falaram sobre assuntos sobre os quais os dois países divergem.
A mensagem de que é "preciso fazer mais" em relação à NATO tem estado em cima da mesa da administração Trump, que se traduz, na prática, pela necessidade de um maior financiamento pelos restantes países e uma redução da contribuição dos EUA. Em Fevereiro, na 53.ª Conferência de Segurança em Munique, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, salientou a necessidade de um maior financiamento à Aliança Atlântica por parte dos restantes países-membros.
A discussão sobre as contribuições para a NATO tinha sido um dos temas de campanha de Trump. A chanceler Angela Merkel concorda em aumentar o investimento em defesa da Alemanha, para chegar aos 2% do Produto Interno Bruto (PIB), objectivo com o qual todos os países da NATO se comprometeram em 2014 e que a Administração de Donald Trump está a exigir insistentemente aos seus parceiros. Mas os sociais-democratas, seus parceiros de Governo – e que estão a crescer nas intenções de voto para as legislativas de Setembro – estão pouco dispostos a cumprir essa promessa, que vêem como o princípio de “uma nova corrida às armas”.
A discussão sobre o poderio militar europeu está na ordem do dia. Para ler mais sobre este assunto pode ler a nossa análise: "Alemanha é o gigante com pés de barro na NATO". Com C.B.

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