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| Escrito por Adérito Caldeira em 10 Fevereiro 2017 |
Durante o ano de 2015 os gestores do HCM usaram 41.375.401,32 meticais, dos pouco mais de 74 milhões que estavam destinados a aquisição de equipamento médico hospitalar, em despesas de funcionamento. Desviaram ainda 989.723 meticais, que estavam orçamentados para o apoio ao serviço de manutenção, para a compra de passagens aéreas e para o pagamento de rendas de casa. Estas situações, de acordo com o Relatório do Tribunal Administrativo(TA) à Conta Geral do Estado(CGE) de 2015, configuram “desvio de aplicação” e “infracção financeira”.
Ademais, o TA apurou que “dos fundos do projecto SAU-01-02-SAU-2012-0053 – Aquisição de Equipamento Médico Hospitalar, o Hospital Central de Maputo pagou 209.152,00 meticais de arrendamento de 3 residências pertencentes a seus funcionários, para alojar médicos. A contratação do arrendamento foi feita sem a prévia manifestação da intenção, nos termos do artigo 32, conjugado com o n.º 1 do artigo 115, do Regulamento da Contratação Pública”.
“O empreiteiro apenas trocou o telhado no tecto, das várias intervenções previstas na memória descritiva, nomeadamente, demolições e remoções, tratamento de alvenarias e pavimentos, pinturas e revestimentos, cerâmicos e vinílico, fornecimento e montagem de portas, reparação e substituição de caixilhos, redes mosquiteiras e vidro, substituição de tubagem de água e de esgotos, fornecimento e assentamento de louças sanitárias e os respectivos acessórios, fornecimento e montagem eléctrica e substituição e limpeza de vidros das janelas em mau estado”, detectou o Tribunal Administrativo.
O Tribunal que fiscaliza as Contas do Estado recorda no seu Relatório, aos gestores do HCM, “que é vedado o pagamento antecipado, a qualquer título, excepto situações previstas em lei, o que não foi o caso. Por outro lado, o procedimento adoptado
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domingo, 12 de fevereiro de 2017
Má gestão de milhões de meticais na maior unidade sanitária de Moçambique
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