terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Fátima, cem anos depois

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Fátima, cem anos depois


Há cem anos, na Cova da Iria, a Virgem terá aparecido a três pastorinhos de poucas ou nenhumas letras. Verdade ou ilusão? Uma questão insolúvel, a que muitos procuraram responder. Agora prevalece uma abordagem mais serena e desapaixonada, da História à Teologia.
ANTÓNIO ARAÚJO 12 de Fevereiro de 2017, 9:00

Escrever sobre Fátima é tão insensato como não fazê-lo. Sobre os insólitos acontecimentos ocorridos em 1917 na Cova da Iria existe já hoje uma bibliografia extensíssima, inabarcável. E tudo indicia que esse imenso caudal de livros, textos e artigos irá ser substancialmente aumentado no corrente ano, por ocasião do centenário das aparições da Virgem Maria a três pastorinhos de poucas ou nenhumas letras, nascidos na aldeia de Aljustrel, concelho de Vila Nova de Ourém, distrito de Santarém.
Entre as obras recentemente saídas, podem citar-se A Mensagem de Fátima na Rússia, de José Milhazes; Fátima no Mundo, de Manuel Arouca; Fátima 1917-2017, de José de Carvalho; Fátima – Milagre, Ilusão ou Fraude?, de Len Port; A Senhora de Maio, de António Marujo e Rui Paulo da Cruz; Quando o Sol Dançou - Fátima e Portugal, de Jeffrey S. Bennett; ou Fátima – Milagre ou Construção?, de Patrícia Carvalho. Se, em algumas delas, é visível uma intenção apologética ou laudatória, não têm surgido por ora livros de cariz contestatário e polémico como os que, em tempos não muito distantes, foram dados à estampa pelo padre Mário de Oliveira, com realce para Fátima Nunca Mais, de 1999, ou Fátima, S.A., de 2015.

Fátima – Milagre ou Construção?, de Patrícia Carvalho, jornalista do PÚBLICO que em 2015 tinha publicado o muito interessante Portugueses nos Campos de Concentração Nazis, é uma obra que corresponde, de forma exemplar, a um novo tipo de abordagem, a qual pretende romper com o “choque de ortodoxias” (para usar uma expressão de Robert P. George) que durante várias décadas marcou as diversas aproximações aos intrigantes sucessos da Cova da Iria, tempo em que prevaleciam as leituras abertamente militantes, divididas sem quartel entre defensores e detractores dos milagres ou das visões de Fátima.

Esta busca de uma perspectiva mais imparcial e, tanto quanto possível, desapaixonada de Fátima não começou agora, tendo-se iniciado a partir do momento em que surgiram os primeiros trabalhos académicos neste domínio, dos quais se deve salientar, pela sua notável capacidade de síntese, a monografia As Aparições de Fátima. Imagens e Representações (1917-1939), de Luís Filipe Torgal, saída originalmente em 2002 e reeditada em 2011 com o título O Sol Brilhou ao Meio-Dia. A Criação de Fátima. Logo no começo do seu livro, Luís Filipe Torgal esclarece os leitores não ser seu intuito “discutir o problema da autenticidade/falsidade das aparições”, afirmando, inclusivamente, que esse debate “será sempre estéril, porque inconclusivo, e propício aos mais diversos exercícios especulativos”.

FotoImagem datada de 13 de Outubro de 1917, seis meses após as aparições aos pastorinhos Lúcia, Jacinta e Francisco CORTESIA SANTUÁRIO DE FÁTIMA
A Documentação Crítica, uma fonte essencial

A conversão das aparições num tema de interesse historiográfico, importa reconhecê-lo, muito fica a dever à Igreja e, em particular, ao Santuário de Fátima, que, após algumas paragens, vicissitudes e incidentes de percurso, vem publicando desde 1992 a Documentação Crítica de Fátima, obra que, dado o seu carácter exaustivo, rigor e isenção, é de consulta fundamental para todos quantos pretendam estudar a fundo, sem preconceitos de qualquer espécie, os acontecimentos que a partir de 13 de Maio de 1917 têm marcado os destinos de uma terra pedregosa e árida situada nos contrafortes da serra de Aire.

Se, em 1988, no seu livro A Religião dos Portugueses (que, lamentavelmente, há muito se encontra esgotado), frei Bento Domingues ainda podia lastimar a ausência, relativamente a Fátima, de uma obra com o alcance e a dimensão que René Laurentin dedicou a Lourdes, essa lacuna encontra-se hoje preenchida, ou em vias de o ser, graças à edição da Documentação Crítica. De 1992 a 2013, foram já publicados 15 volumes, a um ritmo regular e intenso, tendo esse vastíssimo corpus documental constituído uma das principais fontes, se não a principal, do livro de Patrícia Carvalho. A autora, contudo, não se limita a dialogar com esse esmagador manancial de informação, confrontando-o com a imprensa da época e com uma selecção de fontes secundárias que, apesar de não ser exaustiva (afiguram-se particularmente relevantes as omissões das Obras Pastorais do cardeal Cerejeira e do ensaio Religião e Sociedade, de José Barreto), se mostra uma resenha mais do que suficiente para o fim em vista.


A conversão das aparições num tema de interesse historiográfico muito fica a dever à Igreja e, em particular, ao Santuário de Fátima

Não se crê que tenha sido propósito da obra responder à pergunta que lhe serve de subtítulo (Milagre ou Construção?) e, menos ainda, de alcançar o que, em estilo promocional ou publicitário, é anunciado na respectiva capa: “A Investigação que explica como tudo aconteceu”. Se acaso forem esses os objectivos deste trabalho, o livro manifestamente não os atinge – e ainda bem. Se tal acontecesse, estaríamos perante um “milagre” pelo menos tão milagroso como aquele que em 1917 permitiu aos pastorinhos verem Nossa Senhora no cimo de uma azinheira raquítica, e o livro de Patrícia Carvalho suscitaria as mais sérias dúvidas quanto ao rigor do trabalho feito e quanto à probidade intelectual da autora, dois tópicos em que a sua obra se revela modelar.

Pensa-se, por isso, que Fátima – Milagre ou Construção? não visa, em boa verdade, responder de forma concludente e definitiva à interrogação constante do subtítulo, tanto mais que a autora, muito mais do que trazer elementos novos e sensacionais, ou sequer interpretações que se destaquem pela sua originalidade, apresenta, isso sim, um encadeado de factos que, em sequência cronológica e em estilo de reportagem, se singulariza pela limpidez e clareza narrativas, tornando-o, assim, uma obra especialmente recomendável para o chamado “grande público”.

FotoImagem de peregrinos datada de 13 de Outubro de 1917 CORTESIA SANTUÁRIO DE FÁTIMA
Situar Fátima na sua “historicidade”

Resta saber, em todo o caso, se obras como esta, que buscam situar Fátima na sua específica “historicidade”, não constituem uma nova forma, mais subtil e por isso mais sedutora, de questionamento de tudo quanto sucedeu — e sucede — na Cova da Iria e suas imediações. Em qualquer caso, trata-se de um avanço relativamente aos escritos incendiários que, durante anos, marcaram algumas leituras e interpretações de Fátima. Na verdade, o discurso antifatimista panfletário ou vulgar, à semelhança do republicanismo anticlerical de que aquele discurso largamente se alimentou, é terreno que se mostrou infértil, muito pouco fecundo, mesmo na perspectiva de combate e denúncia do “maior embuste deste século”, para usarmos a expressão de Tomás da Fonseca, um dos mais ardentes adversários das aparições de Fátima, autor de livros como No Rescaldo de Lourdes (1932) e, sobretudo, Fátima – Cartas ao Cardeal Cerejeira (1955), a que se poderia aditar, em idêntico registo, Fátima Desmascarada (1971), de João Ilharco.

Como bem observa Patrícia Carvalho na esteira dos trabalhos de Luís Filipe Torgal e de António Teixeira Fernandes, os excessos verbais do antifatimismo panfletário acabaram por ter um efeito contraproducente, contribuindo de forma decisiva para alimentar a causa das aparições de Fátima numa altura em que esta corria o sério risco de entrar em declínio e cair no esquecimento. O atentado à bomba que em Março de 1922 dinamitou a capelinha que o povo erigira no local das aparições foi, talvez, o maior serviço prestado à promoção de Fátima e dos seus prodígios. É sintomático que o atentado bombista, além de ter sido questionado de imediato no Senado pelos deputados do Centro Católico, continue a ser recordado nos nossos dias, como acontece na recente Carta Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa no Centenário das Aparições de Fátima, emitida em 8 de Dezembro de 2016.

Não admira, pois, que a crítica contemporânea procure apresentar-se de uma forma mais neutral e sofisticada, em contraponto à forma igualmente mais elaborada como a Igreja e os apologistas dos milagres vêm tratando os mistérios surgidos há um século na Cova da Iria. Tal não significa dizer, como é evidente, que a indagação da historicidade de Fátima e da autenticidade dos seus elementos (por exemplo, os testemunhos dos pastorinhos, os milagres e as curas, o “terceiro segredo”) vise necessariamente um propósito antifatimista e, menos ainda, anticlerical. É que, em bom rigor, essa indagação de natureza histórica também tem sido levada a cabo pela própria Igreja, o que é demonstrado não apenas pela edição da Documentação Crítica como por obras de indiscutível qualidade e abertura, entre as quais se pode mencionar a Enciclopédia de Fátima, que, sob coordenação de Carlos Moreira Azevedo e Luciano Cristino, viu a luz em 2007. Mesmo os aspectos mais “folclóricos”, digamos assim, não são escamoteados pela Igreja. No 90.º aniversário das aparições, o Patriarcado de Lisboa promoveu uma exposição de objectos religiosos ligados a Fátima, uns mais antigos, outros contemporâneos, mas quase todos com uma tonalidade kitsch que podemos observar ao folhearmos o delicioso catálogo da mostra: Memórias – Sinais – Afectos. Nos 90 Anos das Aparições de Fátima (2008).


A crítica contemporânea procura apresentar-se de uma forma mais neutral e sofisticada, acompanhando a forma igualmente mais elaborada como a Igreja vem tratando as aparições de 1917

A este respeito, é importante notar também que a Igreja jamais se eximiu a uma prova de veracidade das narrativas dos videntes, tendo ela própria absorvido e incorporado as coordenadas do cientismo e do positivismo oitocentistas, mesmo quando essas coordenadas eram postas em causa de forma incisiva, como sucedeu no escrito apologético “O Milagre de Fátima”, de António Sardinha (publicado no jornal A Monarquia, logo em Novembro de 1917) ou na alusão de Gonçalves Cerejeira ao “estúpido século XIX”, expressão de Daudet que serviu de base a um vigoroso programa de intervenção dos católicos na esfera pública e, inclusive, política (recorde-se a criação do Centro Católico Português e, sobretudo, o 2.º Congresso desta organização, reunido em 1919). Daí que seja curiosíssimo o recurso feito pela Igreja a métodos científicos de indagação da verdade, que muito devem ao positivismo de Oitocentos, nomeadamente quando se tratou de aferir da autenticidade das curas e dos milagres operados pela presença da Virgem na serra de Aire. À semelhança do Bureau des Constatations Médicales de Lourdes, em Fátima seria criado em 1926 o Serviço de Verificações Médicas, onde, sob a égide do médico Pereira Gens, se procurou atestar a veracidade das curas miraculosas, ainda que, segundo aquele clínico, sem o rigor de observação e diagnóstico do seu congénere francês.

De igual modo, é importante lembrar que, pelo menos no discurso e na retórica pública, a Igreja que nos anos 1920 e 1930 se colocou a favor de Fátima não era, ao contrário do que muitos julgam, uma Igreja ultramontana, retrógrada ou obscurantista. Por muito que isso possa surpreender os mais desinformados, os que promoveram Fátima (bispos, sacerdotes e sobretudo leigos) pretendiam situar-se na vanguarda eclesial, em nome de uma Igreja “moderna”, combativa e militante, que, passada a tormenta das perseguições da “República Velha”, encarava agora o futuro com optimismo e esperança, seja na esfera religiosa, seja no âmbito universitário e intelectual, seja no campo da imprensa, seja, enfim, no plano estritamente político — ou até, melhor dizendo, político-partidário. É isso que leva alguns historiadores, como Rui Ramos, a afirmarem ter sido Fátima uma “obra de intelectuais”, mais precisamente dos jovens agrupados ou formados em torno do coimbrão Centro Académico Democracia Cristã, o “viveiro de elites” da “nova geração” da intelligentzia católica.

FotoBenção da primeira pedra do monumento ao Sagrado Coração de Jesus. Imagem datada de 13 de Maio de 1928CORTESIA SANTUÁRIO DE FÁTIMA
Uma senhora de branco

Feitas estas advertências, é indiscutível que, no estrito plano da reconstrução histórica dos factos, Fátima apresenta inúmeros problemas de verosimilhança à luz de uma perspectiva racional, ponto que nem sequer tem merecido grande contestação por parte das autoridades eclesiásticas ou dos crentes mais esclarecidos. Contudo, remeter os fenómenos de Fátima para a órbita da “religiosidade popular”, de onde o escrutínio da razão e da crítica histórico-factual estariam ausentes, é uma estratégia que, à semelhança do antifatimismo radical ou panfletário, não se afigura produtiva nem convincente. Do mesmo modo, sustentar que o verdadeiro “milagre” de Fátima não está nas visões dos pastorinhos e nos gestos da “mulher vestida de branco” mas no facto de, contra todas as expectativas, aquele lugar se ter imposto à Igreja e ao mundo não é uma forma sustentável, ou aceitável, de lidar com uma realidade que a todos interpela, crentes e não-crentes.

Compreende-se, pois, que, em alternativa à aceitação acrítica de Fátima como pura expressão da religiosidade popular (ou como produto da atávica devoção mariana dos portugueses), a História se constitua como métrica e critério de autenticidade das singulares ocorrências de 1917. Por muito que se diga que não se procura descortinar a veracidade dos milagres e das aparições, o alinhamento de um conjunto de factos históricos altamente "problemáticos" sempre levará, mesmo que de forma não consciente, a lançar um juízo de suspeição e descrença sobre tudo o que a Fátima diga respeito.

E, nesse específico contexto, o intérprete contemporâneo depara-se, sem dúvida, com inúmeras dúvidas e perplexidades. Fátima desafia a razão histórica. Por exemplo, existem óbvias discrepâncias textuais e de fundo entre os primeiros relatos das aparições feitos pelos pastorinhos em 1917 e a narrativa constante das Memórias da Irmã Lúcia a ponto de alguns, inclusive no campo católico (como o jesuíta belga Edouard Dhanis), aludirem à existência de uma “Fátima I” (a dos relatos de 1917) e de uma “Fátima II” (a revelada, nas quatro “memórias” da principal vidente, feitas de 1935 a 1941), havendo ainda que contar, de permeio, com as visões tidas por Lúcia na Galiza, em 1929 e em 1930, em que se refere pela primeira vez a Rússia e a sua conversão. É também de duvidosa credibilidade, para um intérprete contemporâneo, a visão que os pastorinhos têm da Senhora, com “umas argolas pequenas e de cor amarela” nas orelhas e “um vestido branco, que desce até um pouco abaixo da perna, e cobre-lhe a cabeça um manto, da mesma cor, e do mesmo comprimento do vestido”, vendo-se neste vestido “na parte anterior, dois cordões dourados, que descem do pescoço e se reúnem por uma borla, também dourada, à altura do meio corpo”. O padre e professor Manuel Nunes Formigão, que sob o pomposo pseudónimo “visconde de Montelo” se tornou, porventura, o mais activo e empenhado propagandista da causa fatimista (não por acaso, apelidado pelos seus biógrafos de “apóstolo de Fátima”), encarregar-se-ia, com o tempo, de fazer aumentar o tamanho das saias da Virgem, que nos primeiros relatos dos pastorinhos surgiam como claramente pecaminosas.

FotoVista geral do local das aparições numa imagem datada de 1928 CORTESIA SANTUÁRIO DE FÁTIMA
Epidemias de aparições

A par deste, muitos outros relatos e supostos “acontecimentos” desafiam a convicção racional e, claramente, não satisfazem os critérios da veracidade histórica. Daqui não decorre, como é evidente, que Fátima seja um “embuste”, para retomar a caracterização sumária de Tomás da Fonseca, ou que Lúcia fosse uma “tarada” ou uma “degenerada”, para usar os abrasivos epítetos que o jornal republicano O Mundo utilizava para descrever a vidente. A precária fiabilidade dos testemunhos dos pastorinhos não significa que tudo quanto ali sucedeu tenha sido uma “construção” urdida pela Igreja ao longo de um século. Significa, isso sim, que, como bem observa José Barreto, insuspeito de clericalismo, talvez seja tempo de “desarmar o velho e com frequência estéril debate sobre a autenticidade (sobrenaturalidade) das aparições reconhecidas pela Igreja e para evidenciar a pertinência do seu estudo sob uma variedade de outros ângulos” (Religião e Sociedade, 2002, pág. 65). Neste seu notável escrito, José Barreto alude ainda, em tom crítico, aos males de uma “extrema bipolarização” entre “as hostes apologética e denunciadora das aparições”.

Esse conflito teve, segundo Barreto, um duplo efeito perverso. Por um lado, favoreceu o silenciamento, entre nós, da chamada “crítica católica a Fátima”, empreendida por sacerdotes e leigos estrangeiros: o belga Edouard Dhanis, já atrás referido, o alemão Bernward Brenninkmeyer, o norte-americano Robert Graham, o alemão Karl Rahner, o suíço Otto Karrer, o espanhol Carlos María Staehlin, curiosamente todos eles membros da Companhia de Jesus (em Portugal, a interrogação católica de Fátima foi feita, além do padre Mário Oliveira, pelos sacerdotes Oliveira Faria e Salvador Cabral, sendo Oliveira Faria autor de dois importantes trabalhos, Perguntas sobre Fátima, de 1975, e Perguntas sobre Fátima. Há 12 anos sem resposta!, de 1987). Por outro lado, o extremar de posições acabaria por levar, na sagaz observação de José Barreto, a uma espúria “arrumação dos cépticos das aparições no campo hostil à Igreja e à religião”. Se é certo que, em repetidas ocasiões, as autoridades eclesiais afirmaram não ser Fátima um artigo de fé, a mínima interrogação ou dúvida levantadas a este propósito eram vistas – e, para muitos, ainda são – como sintoma de desalinhamento e heresia, quando não mesmo de anticlericalismo e descrença em Deus. Como alertou frei Bento Domingues, é essencial que “se evite um ambiente de coacção psicológica ou moral que leve crentes ou descrentes a apreciar a fé cristã a partir dessas manifestações [as aparições] e sobretudo a avaliar a ortodoxia dos católicos segundo o grau de adesão a essas expressões religiosas”.


Se é certo que as autoridades eclesiais afirmaram não ser Fátima um artigo de fé, a mínima interrogação ou dúvida levantadas a este propósito eram vistas como sintoma de desalinhamento e heresia

Neste contexto, mais do que buscar uma fuga escapista à História e às suas exigências de rigor e verdade, interessa assinalar, por um lado, os limites da interpretação retrospectiva do passado e, por outro lado, desvendar a existência de ângulos alternativos que, sem impugnarem a legitimidade do labor histórico, ensaiam abordagens provindas doutros quadrantes.

Os limites da interpretação retrospectiva ficam patentes em numerosos momentos. Desde logo, há limites que decorrem da escassez ou parcialidade das informações disponíveis e, sobretudo, da subjectividade do intérprete, do seu modo de manuseamento das fontes, tanto a favor como contra a causa de Fátima. É frequente, por exemplo, apresentar-se múltiplas “aparições” ou “visões” (verdadeiras ou falsas, para o caso pouco importa), seja em tempos mais recuados, seja em tempos próximos das ocorridas na Cova da Iria, seja ainda em lugares situados noutros países e latitudes. Na entrada “Fátima” no Dicionário de História de Portugal – Suplemento (1999), que coordenou em conjunto com António Barreto, Maria Filomena Mónica refere a visão da Virgem por um frade dominicano, no cume da serra de Montejunto, ocorrida em 1217; uma aparição de Maria a uma pastorinha muda, na serra de Aire, no século XVIII, que deu azo às romarias da Senhora da Ortiga; o surgimento da Virgem em Carnaxide, em 1822, responsável pelo reavivar da causa absolutista e merecedora da entusiástica aprovação de D. Carlota Joaquina. A estes eventos outros se poderiam juntar, ocorridos já depois de Fátima, podendo citar-se os casos de Baião (1938), Vilar Chão (1946), Asseiceira (1954) ou da Ladeira do Pinheiro (1970-1971). Pode mencionar-se ainda a aparição de Nossa Senhora a uma pastorinha de dez anos, de nome Maria Trigo, em Vilas Boas, concelho de Vila Flor, no ano de 1673, ou outra visão de três pastorinhas a 13 de Maio de 1757, em Folhada, Marco de Canavezes. No mesmo mês das primeiras aparições na Cova da Iria, Maio de 1917, a Virgem foi avistada no Minho, no lugar do Barral, freguesia de Vila Chã; e, no ano anterior, em Junho de 1916, em Pardilhó, concelho de Estarreja. Em 1913, uma rapariga do lugar de Vila Ruiva, concelho da Guarda, asseverou que Nossa Senhora lhe aparecera dentro de uma fraga.

Na sequência das aparições de Fátima, há um surto de visões marianas em Portugal, registando-se no ano de 1918 um caso em Ponte de Sor e outro em Vale do Arco, nos arredores de Tarouca, e outro ainda em São Miguel, nos Açores. Em 1924, Santa Maria Justa apareceu em sonhos a um pastor de 56 anos, em Escariz, concelho de Arouca. Mais tarde, em 1939, novas visões de pastorinhos, desta feita no monte da Lovagueira, em Vila Nova à Coelheira, podendo mencionar-se também o caso de uma leiteira visionária que vislumbrou a Virgem na Cova da Azenha, concelho da Feira, em 1934.


21 e 50 milhõesde mortos em todo o mundo com a gripe pneumónica em 1918-19, entre as quais as dos videntes Francisco e Jacinta Marto

O catálogo é muito vasto e encontra-se parcialmente feito no livro Milagres e Crendices Populares. Visões – Aparições – Revelações (1985), da autoria de Manuel Dias. Que existemepidemias de aparições, para usar os termos de José Barreto, é um facto há muito conhecido, porventura em resultado das “leis da imitação” de que falou o sociólogo Gabriel Tarde. No entanto, se uma listagem das “aparições” pode descredibilizar Fátima, levando a supor que as aparições da Cova da Iria pouco diferem de centenas de fenómenos semelhantes, também pode sustentar-se, nos antípodas, que a marca do reconhecimento oficial a singulariza e distingue em face de manifestações que só na aparência lhe são próximas.

É sintomático que, no Relatório da Comissão Canónica, o cónego Manuel Nunes Formigão, num capítulo intitulado “As contrafacções”, refira diversos casos de falsas aparições, milagres e visões proféticas, uma “rede de fictícias visões e aparições celestiais e pseudo-sobrenaturais” – justamente para assinalar o carácter ímpar e singularíssimo das ocorrências de Fátima, de que Formigão seria um dos principais promotores, sonhando transformá-la numa “segunda Lourdes” ou mesmo numa “Lourdes portuguesa”. A multiplicidade de “aparições” — aliás, verificada em diversos países, cada vez mais fora da Europa — não pode, pois, ser usada como argumento favorável ou desfavorável à causa de Fátima, ainda que seja frequentemente invocado para, de forma velada, impugnar a veracidade das aparições da Cova da Iria. O que pode dizer-se, sem receio de exagero, é que enquanto em dezenas de episódios, e inclusive por intervenção das autoridades eclesiásticas, os falsos videntes são rapidamente desmascarados (por exemplo, nas aparições de Vila Ruiva, ou as de Vilar Chão), no caso dos pastorinhos de Fátima nunca houve uma prova concludente e inatacável de que estivessem a mentir nos testemunhos que prestaram.

FotoImagem datada de 13 Maio de 1928 CORTESIA SANTUÁRIO DE FÁTIMA
Fátima, “altar do mundo”

Há outros factos incontroversos que, em si mesmos, e ao contrário do que possa parecer, em nada contribuem para atestar ou infirmar a autenticidade das aparições. A inequívoca ligação destas últimas à Grande Guerra — aliás, expressamente afirmada pelos pastorinhos nos seus diálogos com a Virgem — pode fazer crer que foi o pavor do conflito na Flandres, onde já se encontrava um irmão de Jacinta e de Francisco e que ameaçava levar também o irmão de Lúcia, que levou aquelas crianças a “ver” Nossa Senhora no cimo de uma azinheira, entre relâmpagos e trovões. Havendo uma óbvia relação entre Fátima e a Grande Guerra, daí não decorre necessariamente que as visões de Maria sejam produto imaginado por três crianças da região de Leiria (Lúcia, com dez anos; Jacinta, de sete; e Francisco, com nove anos).

O que pode dizer-se, isso sim, é que a causa de Fátima terá beneficiado — e muito — do chamado “renascimento católico” dos anos 1920 e, mais amplamente, da busca do sagrado e da espiritualidade emergente da Primeira Guerra, fenómeno que em França ficou conhecido por “regresso aos altares”, mas que teve outras manifestações, como a disseminação do espiritismo e do contacto com os mortos caídos nas trincheiras ou o recrudescer do misticismo e de múltiplas formas de devoção (entre nós, o culto do Condestável Nun’Álvares, por exemplo). A este propósito, e além da análise do impacto da “crise das subsistências” então existente, seria importante estudar, o que ainda não foi feito, até que ponto o surto de gripe pneumónica em 1918-19, a maior epidemia isolada da História da Humanidade, que ceifou entre 21 e 50 milhões de vidas em todo o mundo (entre as quais, as dos videntes Francisco e Jacinta Marto), contribuiu para um aumento da presença de fiéis e peregrinos em Fátima.

Atente-se também nas reservas inicialmente manifestadas, seja pela hierarquia da Igreja, seja por leigos mais esclarecidos, aos relatos feitos pelos pastorinhos. Todas as narrativas apologéticas aludem a esse cepticismo original, que indubitavelmente faz parte da construção propagandística de Fátima como “altar do mundo”. No entanto, alguns vão mais além, considerando que as reservas que Fátima suscitou no campo católico não passaram de um estratagema para adensar a credibilidade dos testemunhos prestados pelos pastorinhos. Importa notar, no entanto, que essas reservas surgiram de muitos e variados lugares, das mais diversas proveniências, desde nomes conhecidos a cidadãos anónimos. Assim, a menos que se acredite na existência de um plano concertado, de uma conspiração gigantesca envolvendo muitas dezenas de pessoas, incluindo leigos, não é possível figurar as reservas originais a Fátima como peça de uma estratégia preconcebida de credibilização e propaganda; que esse cepticismo originário seria mais tarde alvo de aproveitamento, disso não há dúvida – mas também não pode duvidar-se de que, por uma razão ou outra (inclusive, razões políticas, no quadro hostil da Primeira República), a Igreja teve uma atitude inicial de moderação e prudência no tratamento das “visões” dos pastorinhos. Simplesmente, daí não deve, uma vez mais, extrair-se qualquer ilação, positiva ou negativa, quanto à veracidade das aparições da Virgem.

FotoOs três pastorinhos Lúcia, Francisco e Jacinta CORTESIA SANTUÁRIO DE FÁTIMA
Oito anos de espera

Assim, e pese a abundante literatura que Fátima tem motivado ao longo de várias décadas, ainda há muito por esclarecer, inclusive no plano historiográfico. Uma das primeiras interrogações é a seguinte: em que circunstâncias se perderam os apontamentos originais dos interrogatórios feitos aos pastorinhos pelo pároco de Fátima, padre Manuel Marques Ferreira?

Outra pergunta se impõe: porque é que esse relatório só foi enviado para Lisboa em 1919, dois anos depois de ter sido pedido pelo vigário-geral do Patriarcado e há muito volvidas as aparições que faziam afluir milhares de pessoas à Cova da Iria e eram notícia nos principais periódicos da capital? Certas dúvidas, por certo, serão difíceis ou mesmo impossíveis de esclarecer com absoluta certeza. É singular, por exemplo, que na segunda das aparições, ocorrida a 13 de Junho, tenham já estado presentes algumas dezenas de pessoas. Diz-se que umas cinquenta ou sessenta. Lúcia tinha imposto silêncio aos seus primos, ordem que foi desrespeitada por Jacinta, que contou à sua mãe a “visão” que tivera no mês de Maio. Cinquenta pessoas não será muita gente, se atendermos a que Fátima teria por essa altura cerca de 2500 habitantes. Em todo o caso, trata-se de um número significativo, que pode ter ficado a dever-se a uma inconfidência da vidente e, sobretudo, da sua mãe. Desconhece-se, contudo, por que razão estiveram presentes 50 ou 60 pessoas na Cova da Iria em Junho de 1917. Entre elas, Maria dos Santos, mais tarde conhecida por “Maria da Capelinha”, por arrecadar as contribuições feitas para a edificação de um templo naquele lugar e por cuidar dele quando foi construído (e reconstruído, após o ataque bombista de 1922).

Mais problemática, muito mais problemática, é a demora na elaboração do relatório de apuramento dos factos, a cargo de uma comissão nomeada pelo bispo de Leiria, D. José Alves Correia da Silva, em Maio de 1922 e cujo trabalho só foi entregue em Abril de 1930, ou seja, ao fim de oito anos de labor – ou de atraso. Diz-se que tal demora ficou a dever-se a falta de tempo do Dr. Manuel Nunes Formigão, ocupado que estava com os seus múltiplos afazeres de propagandista de Fátima, escrevendo numerosos artigos para o jornal A Guarda, publicando, a um ritmo vertiginoso, livros com títulos como As Grandes Maravilhas de Fátima (1927), Fátima, o Paraíso na Terra (1928) ou A Pérola de Portugal (1929), entre tantos outros. Apesar dos insistentes e diversos apelos do bispo de Leiria, o Dr. Formigão levou oito anos a elaborar o inquérito, elemento essencial para a oficialização de Fátima.

A demora ainda é mais estranha se tivermos presente que, em 1921, fora o Dr. Formigão que dissera ao bispo ser “mais urgente” o processo canónico diocesano do que a própria construção de uma basílica. A entrega do relatório será feita numa altura em que o bispo já havia ordenado a aquisição dos terrenos circundantes ao local das aparições, muitos deles propriedade da família de Lúcia (1922), em que se iniciara a publicação do mensário A Voz de Fátima (1922), em que se instituíra a Associação dos Servos de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, presidida pelo prelado de Leiria (1924), em que a casa do capelão já estava construída (1925), em que se publicara o Manual do Peregrino de Fátima (1926) e se começara a regulamentar a prática do culto no local, de modo a que este não se transformasse num arraial ou numa feira (proibindo-se, por exemplo, o lançamento de foguetes e a venda de vinho), em que se nomeara o primeiro capelão permanente do santuário (1927), em que terminara a edificação da Capela das Confissões (1928) e do hospital-sanatório (1929), em que, a título privado, vários bispos portugueses e o núncio apostólico, D. Sebastião Nicotra, visitaram o local (1926), ou em que o L’Osservatore Romano noticiara as peregrinações (1928). Mais decisivamente ainda, como sinal da avalização do poder civil e do seu compromisso com Fátima, o chefe do governo da Ditadura Militar, Vicente de Freitas, visitara Fátima em 1928 e, em Maio de 1929, o Presidente Óscar Carmona, acompanhado de vários ministros, entre os quais Salazar, estivera presente na cerimónia da bênção da nova central eléctrica do Santuário. Tudo estava pronto, em suma. Só faltava o relatório da comissão de inquérito… Como explicar esse atraso de Manuel Nunes Formigão — e a aparente tolerância do bispo perante oito anos de espera —, sendo ele um dos mais ardorosos defensores da causa fatimista?

Entregue o relatório, o prelado de Leiria emite, pouco depois, em 13 de Outubro de 1930, a Carta Pastoral sobre o Culto de Nossa Senhora de Fátima. É ela que fixa a doutrina da Igreja nesta matéria, declarando como “dignas de crédito” as visões das crianças na Cova da Iria, tidas entre 13 de Maio e 13 de Outubro de 1917, e permitindo oficialmente o culto de Nossa Senhora de Fátima. Decreta-se, pois, que as visões dos pastorinhos são “dignas de crédito”, nada mais do que isso. E, nessa linha, a Igreja tem dito reiteradamente que Fátima não é um artigo de fé para os católicos. Assim, tanto é possível a um católico acreditar como não acreditar nos acontecimentos da Cova da Iria, crer na sua ocorrência mas desconfiar da autenticidade dos relatos das aparições e dos diálogos mantidos com a Virgem, renegar a existência de milagres e de curas, etc., etc.

Dirão os críticos que a Igreja não foi, nem tem sido, suficientemente explícita e insistente na afirmação de que Fátima não é um artigo de fé; e até, pelo contrário, que tem permitido essa confusão, seja através da acção decisiva de Pio XII (o “Papa de Fátima”), seja pela presença de sucessivos papas no Santuário — de Paulo VI a Bento XVI —, seja em inúmeros documentos oficiais que não clarificam totalmente a posição oficial da Igreja, nos termos da qual as visões dos pastorinhos são “dignas de crédito” mas não constituem matéria de fé.

Aceite-se ou não esta crítica que alguns fazem à atitude da Igreja, o que não pode é impugnar-se, de forma mais ou menos velada e implícita, o que ocorreu na Cova da Iria com base em elementos que lhe são extrínsecos. A estética do lugar ou a insuportável omnipresença de hotéis e estabelecimentos comerciais nas imediações do santuário são passíveis de exame e denúncia, como a empreendida, por exemplo, por Maria Filomena Mónica num texto publicado no seu livro Turista à Força (1996) ou numa reportagem recente, saída em 28/1/2017, da revista Visão, e expressivamente intitulada “Fátima à Venda”. Todavia, do mesmo modo que o “estremecimento da alma” que sentimos ao ver a Procissão do Adeus não deve ser determinante para acreditarmos nas aparições, o facto de Fátima se ter tornado uma “monótona feira de mau gosto” não se afigura decisivo quer para favorecer a crença quer para confirmar a descrença (ambas as expressões entre aspas são de frei Bento Domingues).

FotoO bispo de Leiria, D. José Alves Correia da Silva, com a Irmã Lúcia CORTESIA SANTUÁRIO DE FÁTIMA
O terceiro segredo

Fátima é passível das mais diversas releituras e apropriações, consistindo aí, certamente, um dos seus mais inescrutáveis mistérios. O próprio nome da localidade — Fátima — tanto permitiu ao famoso bispo americano Fulton Sheen afirmar, em 1951, que o propósito último da Virgem Maria seria a conversão do islão, como possibilitou a intrigante proposta de Moisés Espírito Santo, que liga as aparições aos mouros fatímidas e a reminiscências teofânicas xiitas dos séculos IX-XII. De forma directa ou indirecta, as aparições marcaram presença em todos os grandes conflitos do século XX, da Guerra de Espanha ao gélido confronto entre os Estados Unidos e a União Soviética, passando pela Segunda Guerra Mundial e, mais tarde, pela guerra colonial portuguesa. No rescaldo dos atentados do 11 de Setembro, o padre Ladis Cizik, dirigente do Exército Azul de Nossa Senhora de Fátima, organização católica conservadora norte-americana, encarou os ataques como obra de “Satanás e do seu exército vermelho de seguidores”, permanecendo fiel ao anticomunismo da Guerra Fria.

Num registo típico da década de 1970, muitos viram em Fátima vestígios de uma presença do “sobrenatural”, sendo de destacar as obras de Fina d’Armada e Seomara da Veiga Ferreira sobre Fátima como produto de uma intervenção de extraterrestres transportados por ovnis (um católico integrista, Marc Dem, que considerava ser a mensagem de Fátima um aviso divino contra o Concílio Vaticano II, sustentava que os judeus tinham origem extraterrestre…). Noutra perspectiva, Fátima alimentou muita da crítica mais reaccionária e conservadora ao Vaticano II, como a protagonizada por monsenhor Lefebvre, mas também, em simultâneo, serviu de palco ao Congresso da Juventude Operária Católica dos anos 50, “momento decisivo para a dissensão católica com o regime” de Salazar, como nota Bento Domingues, que salienta ainda que foi igualmente em Fátima que o bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes, pronunciou a célebre conferência “A Miséria Imerecida do Povo Português” (mais tarde, em 1968 e 1970, D. António demarcar-se-ia, de certo modo, de Fátima, sobretudo quanto aos seus aspectos, por assim dizer, “comerciais” e à sua conexão com o Estado Novo, sendo curioso observar a este respeito que, na chefia do governo, Salazar nunca marcou presença nas grandes cerimónias religiosas de Fátima nem foi especialmente generoso no apoio financeiro concedido pelo Estado ao Santuário da Cova da Iria).


O imaginário transmitido nas narrativas das Aparições de Fátima é o imaginário corrente das crianças e adultos daquela época.”Frei Bento Domingues

O famoso “terceiro segredo” de Lúcia seria revelado em Maio de 2000. Não versa directamente sobre Portugal, ao contrário do que alguns chegaram a aventar (cf. José Geraldes Freire, O Segredo de Fátima. A Terceira Parte é sobre Portugal?, 1977). Sendo narrado numa linguagem simbólica ou alegórica, como logo advertiram os cardeais Ângelo Sodano e Joseph Ratzinger (v.g., o anjo com uma espada de fogo, o brilho da Mãe de Deus, a montanha íngreme encimada por uma cruz), o conteúdo do “segredo” é por demais conhecido. Muitos ignoram, no entanto, que a sua revelação se deveu, ao que parece, a uma tentativa de João Paulo II para, desacreditando hipóteses catastrofistas, debelar os círculos conservadores mais contestatários do catolicismo pós-conciliar, segundo informa José Barreto. É também pouco conhecida a intervenção do cardeal Ratzinger aquando da revelação do “segredo” (cf. António Marujo, “Quando o cardeal Ratzinger desmontou o 'segredo' de Fátima”, PÚBLICO, de 12/05/2010). Actuando como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Joseph Ratzinger produziu um “Comentário Teológico” que constitui, na perspectiva eclesial, um dos textos mais densos e admiráveis de enquadramento e contextualização das aparições da Cova da Iria (in A Mensagem de Fátima, 2000, pp.39ss). De novo, uma surpresa. O único teólogo do século XX que Ratzinger cita naquele texto é, nem mais, nem menos, o jesuíta belga Edouard Dhanis, um dos principais, talvez o principal, crítico católico de Fátima, pormenor que não deixa ser interessante realçar para os que encaram o Papa Bento XVI como uma das personalidades mais sinistras e retrógradas da Igreja contemporânea. Neste seu breve comentário teológico, Ratzinger começa por distinguir, na esteira da doutrina da Igreja, “revelação pública”, presente nas Escrituras e concluída com a passagem terrena de Cristo, e “revelação privada”, sendo esta aplicável a “todas as visões e revelações verificadas depois da conclusão do Novo Testamento”. É neste último âmbito que Fátima se inscreve, havendo ainda que distinguir a visão ou percepção externa (v.g., de uma casa ou de uma árvore), a visão puramente intelectual, desprovida de imagens, e uma categoria intermédia, “a percepção interior que, para o vidente, tem uma força de presença tal que equivale à manifestação externa sensível”. Ou seja, o que importa é sempre, e em todas as circunstâncias, a perspectiva do vidente. Bento Domingues intuíra-o já com clareza quando escreve: “O imaginário transmitido nas narrativas das Aparições de Fátima é o imaginário corrente das crianças e adultos daquela época.”

Colocada a questão na perspectiva interior do vidente, é natural e absolutamente compreensível a linguagem utilizada nos diálogos entre a Virgem e os pastorinhos, bem como a visão que estes têm de uma senhora ricamente vestida, “uma espécie de boneca muito bonita”, com argolas de ouro nas orelhas. A imagem pode até ter sido construída a partir das leituras que a mãe de Lúcia lhe fazia da obra devocional Missão Abreviada (1859), do padre Manuel Couto, onde se fala das aparições de La Salette, e de quando dois pastorinhos franceses viram “Nossa Senhora no meio da luz mais brilhante”. Seria também dessa forma que Lúcia e os seus primos viram a Virgem no cimo de uma azinheira, na Cova da Iria. De acordo com o comentário do futuro Papa Bento XVI, a narrativa do “segredo” “lembra imagens que Lúcia pode ter visto em antigos livros de piedade e cujo conteúdo deriva de antigas intuições de fé”. O facto de, porventura, a vidente ter sido marcada pelas leituras de Missão Abreviada ou de outras obras pias é, pois, assumido pela Igreja sem quaisquer constrangimentos. Aquelas imagens não constituem, porém, uma fantasia da vidente, mas de visões que, como salienta Ratzinger, estão sujeitas às “possibilidades e limitações do sujeito que as apreende”.

Para uma conceptualização teológica ou eclesial, é, pois, destituída de fundamento a crítica segundo a qual Nossa Senhora, ao dirigir-se aos videntes, tinha uma “linguagem boçal” ou um “discurso simplório”, como sustenta Aurélio Lopes em Videntes e Confidentes. Um estudo sobre as aparições de Fátima (2009). A imagem e a pobreza do discurso da Virgem são o corolário da caracterização das visões como fruto da percepção interior do vidente, com as suas limitações subjectivas, o que não significa, todavia, que aquelas visões sejam imaginárias ou inautênticas.

FotoCardeal Cerejeira em Fátima, imagem datada de 13 de Maio de 1942 CORTESIA SANTUÁRIO DE FÁTIMA
“Tudo o que é recebido, é-o com os meios de quem recebe”

Obviamente, fora da órbita confessional esta interpretação não é atendível, de modo algum. Mas deve reconhecer-se que, ao incidir o seu olhar sobre a estrutura antropológica das aparições, Joseph Ratzinger abre ou aprofunda uma nova perspectiva, que tem pontos de confluência com as abordagens laicas das aparições, as quais insistem, vezes sem conta, na necessidade de atender ao prisma do vidente; ou, como refere José Barreto, “das alegadas aparições só se conhece o que os videntes relatam”, acrescentando um conhecido adágio de Tomás de Aquino: “Tudo o que é recebido, é-o com os meios de quem recebe.” Para lá do relato dos videntes, tudo o mais é espúrio e artificial, podendo dizer-se que o “problema de Fátima” reside justamente na preservação da integridade e da autenticidade desses relatos, ponto que tem suscitado fundadas dúvidas se cotejarmos os sucessivos, e por vezes discrepantes, testemunhos da Irmã Lúcia.

Para os que, ultrapassando a perspectiva dos videntes, procuram indagar da “construção de Fátima”, há vários elementos que hoje parecem ser incontroversos e que, de certa forma, tornam supérfluo saber se “foi Fátima que se impôs à Igreja”", como afirmou o cardeal Cerejeira, ou se “foi a Igreja que impôs Fátima”, como sustenta o historiador Luís Filipe Torgal.

Fátima segue o modelo e o padrão das aparições de Lourdes, nos termos do qual existem visões repetidas do mesmo vidente em datas anunciadas de antemão, proporcionando a comparência de peregrinos ou de simples curiosos. No entanto, a Cova da Iria traz um dado novo, como tem sido observado por estudiosos destes fenómenos: pela primeira vez, o céu desempenha um papel essencial, o que não sucedia nas aparições oitocentistas. Mais do que isso, nas aparições de Fátima, todas elas diurnas, a introdução dos prodígios solares (v.g., o “bailado do sol”) é um símbolo inédito, favorecendo a dramaturgia cósmica e a conexão Sol-Virgem que, mais tarde, em 1950, fará parte das visões que Pio XII teve nos jardins do Vaticano, como salienta José Barreto, na esteira dos trabalhos do antropólogo italiano Paolo Apolito. Para Apolito, as aparições são, essencialmente, um “evento de palavras”, noção que, em certa medida, se aproxima da apresentada por Joseph Ratzinger. Depois, naturalmente, existiu todo um esforço de fixação do verbo e, sobretudo, da sua divulgação, para o que muito contribuiu não apenas a imprensa republicana anticlerical como a chamada “boa imprensa” católica (iniciado com uma tiragem de 3.000 exemplares, o Voz de Fátima atingiu, em 1936, o espantoso número de 366.446 unidades, gratuitamente distribuídas no santuário).

A presença de sucessivos papas na Cova da Iria, a hábil gestão do “terceiro segredo” e dos seus ressaibos apocalípticos, o apelo maternal da figura da Virgem que intercede junto de um Deus ofendido e castigador, o subsequente isolamento e clausura da vidente, a perfeita localização do lugar, situado no centro do país e de fácil acesso, a necessidade de reencantamento de fiéis macerados por guerras e tormentos íntimos, a transmissão radiofónica e televisiva das procissões esplendorosas, as adaptações cinematográficas, o velado apoio das autoridades civis, seja em tempos de ditadura, seja de democracia, deram o impulso final para que Fátima se projectasse em Portugal e no mundo, atraindo milhões de peregrinos ao longo dos anos. Entre eles, nomes ilustres: Escribá de Balaguer, Juscelino Kubitschek, os príncipes Rainier e Grace do Mónaco, Madre Teresa de Calcutá, D. Hélder Câmara, o marechal Mobutu, Corazón Aquino, Suha Arafat, Lech Walesa, Hilary Clinton, Václav Havel, o Dalai Lama, Xanana Gusmão, entre dezenas e dezenas de cardeais e altos dignitários da Igreja Católica e de outras confissões religiosas. Mas, acima de tudo, o Santuário recebe anualmente milhões de cidadãos anónimos, que aí vão pelos mais diversos motivos. Por razões íntimas, pessoalíssimas, que a cada qual dizem respeito, e como tal, devem merecer o respeito de todos. Mesmo dos que não crêem em Deus ou não são católicos; ou dos que, sendo-o, não acreditam nas aparições de Fátima e na sua mensagem. Mas não será o respeito pelos outros, crentes e não-crentes, a principal mensagem de Fátima e o seu maior desígnio?

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78 COMENTÁRIOS


Ricardo Pereira de Azevedo 13.02.2017 17:01


Vocês europeus, confiam tanto na economia que até a vossa fé está a entrar em 2º plano em vossas vidas...

Abel Moreira 13.02.2017 13:11


Lol... Pela quantidade de comentários perspicazes, bem informados, sensatos e inteligentes percebe-se muito bem o porquê da questão ser "insolúvel" para toda essa gente... Ahahahahahah...

António Lourenço 13.02.2017 09:34


É tão "engraçado" ver um "liberal" que acha que o estado não deve interferir na vida do cidadão, mormente através da via fiscal ou pessoal, mas achar aceitável que uma instituição para-estado, a Igreja, dite através da lei canónica, qual posição sexual devem os casais adotar, que os jovens não se devem masturbar, e que os devotos devem ir a "Fátima rezar". Católicos-liberais e marxistas-capitalistas ao poder.

Liberal - Guarda-Portão em Part Time 13.02.2017 12:43


Está a falar de quem, oh ciclista?

Liberal - Guarda-Portão em Part Time 12.02.2017 22:58


Amora Bruegas, ia aprovar o seu comentário com uma palavra em maiúsculas, mas ele já tinha sido rejeitado. Aí fica, sem maiúscula: "Bem dizia Lenine: mintam, mintam sempre (ou falsifiquem!), pois da mentira muita coisa há-de ficar. Por mais que queiram falsificar o milagre da Cova da Iria, nunca conseguirão apagar a Fé dos Portugueses, apesar dos muitos estultos amordaçados à crendice materialista do marxismo, que só trouxe fome e genocídios" Amora Bruegas

martins.ruijorge 13.02.2017 01:32


Pois é liberal... a mentira tem perna curta. Diga lá então em que obra é que Lenine disse uma coisa dessas? ...

Liberal - Guarda-Portão em Part Time 13.02.2017 12:45


O que há de tão difícil em perceber que o comentário que reproduzi é de Amora Bruegas?

martins.ruijorge 13.02.2017 14:08


Nenhuma dificuldade em perceber que dá eco e reprodução a uma mentira.

Liberal - Guarda-Portão em Part Time 13.02.2017 14:18


Como moderador, não tenho que ter opinião sobre a verdade do comentário. Eu tenho sim é opinião sobre os critérios de publicação, e não concordo com a aplicação estrita e rigorosa da proibição de maiúsculas, coisa em que estou muito bem acompanhado. Não fiz nada de diferente em relação a este comentário, a mensagem que ele contém é do Amora Bruegas, a minha solidariedade com ele limita-se a dar-lhe a palavra.

martins.ruijorge 07:27


Ok Liberal. As minhas desculpas então.

Manuel Peñascoso 12.02.2017 22:42


Sequestraram e torturaram psicologicamente três inocentes crianças para criarem um negócio de biliões! E continuam impunes!

João Chumbo 12.02.2017 19:53


A realidade não é apenas feita de objectos palpáveis. Pelo menos para alguns de nós há dimensões no Universo e na nossa mente que, aparentemente, não possuem propriedades materiais. Os nossos sonhos, os nossos ideais, os nossos sentimentos são indispensáveis para a evolução do conhecimento científico e da Humanidade. Sabemos ainda que 95% do Universo é absolutamente desconhecido. É pouco provável que alguém tenha aparecido aos três pastorinhos. No entanto é inegável que as suas percepções, independentemente do que as originou, são ou foram reais, assim como o é o impacto que Fátima tem no mundo. Os Pastorinhos, os crentes e os peregrinos merecem todo o meu respeito, apesar de não partilhar a sua Fé.

António Lourenço 12.02.2017 21:33


E já pensou porque razão a localidade de Fátima fica coincidentemente no centro de massa populacional do país? Ou seja, na mesma latitude do centro geodésico, mas mais para o litoral que é mais povoado.

ana cristina 12.02.2017 21:52


deus escreve certo por latitudes certas.

omariatrazcaaescada 12.02.2017 22:35


Há uns 4 ou 5 anos apareceu neste jornal um comentário que comprovou matematicamente a existência de Deus, e lembro-me bem que ninguém contestou.

Amora Bruegas 12.02.2017 22:43


Sr. João, grata pelo seu educado e civilizado comentário. É como diz!

João Chumbo 12.02.2017 19:39


Permitam-me uma pequena reflexão. Graças à minha formação científica encontro em praticamente tudo uma vertente espiritual: a forma como as partículas subatómicas interagem, como os átomos formam moléculas e como estas se juntam em compostos químicos cada vez mais complexos. Os diferentes estados físicos como a temperatura, a pressão ou o pH alteram o comportamento da matéria. Considero um milagre como a Natureza logrou criar os primeiros procariontes há quase 4 mil milhões de anos. Como estes evoluiram originando formas de vida cada vez mais complexas. Ainda hoje toda e qualquer forma de vida complexa nasce de uma célula que contém toda a informação genética para uma diferenciação magnífica que atingiu o seu expoente máximo no Consciente Humano, a criação mais fantástica do Universo.

Liberal - Guarda-Portão em Part Time 12.02.2017 23:03


O Universo não tem explicação racional, por mais que tal custe aos ateus. Se certa maneira, acreditar na divindade É pois racional.

Liberal - Guarda-Portão em Part Time 12.02.2017 23:36


Errata: "De" e não "Se".

Ricardo Pereira de Azevedo 13.02.2017 16:58


6.000 anos é o tempo exato da criação. Qualquer número que esteja em discordância com este, está passivo de ser questionado, principalmente, os milhões, bilhões, trilhões... Você não leu Genesis 1 e 2?

manuel reis 12.02.2017 19:14


eu não compreendo porque tanto azedume?se não gostam não acreditam custa passar ao lado ?eu sou católico não escolhi tenho a minha fê acredito em algo superior que nada tem haver com isto que se fala o que gostaria que fosse mais falado e de onde viemos e para onde vamos ?

José Cid Adão 12.02.2017 19:24


Não escolheu? Ser católico não é defeito de nascença, que eu saiba. Concordo que não se deve gozar com as pessoas, mas não há motivo para não se poder ridicularizar a fé.

Enganador 12.02.2017 20:34


Porque tanto azedume? Porque pessoas de bem não gostam de ver outras a serem ludibriadas e enganadas por crendices.

António Lourenço 12.02.2017 21:31


Aqui ninguém gozou com ninguém ad hominem. Desde quando não se pode criticar Fátima? A filha predileta de Alá

António Lourenço 12.02.2017 21:40


errata: filha predileta de Maomé!

omariatrazcaaescada 13.02.2017 01:14


Enganador: então quer dizer-me que Vossa excelência é "uma pessoa de bem", e eu sou um zé-ninguém e um brutamontes porque acredito! O problema dos ateus é que não percebem nada sobre o assunto, e depois vêm para aqui dizer disparates! Que Deus lhes perdoe!

Enganador 12.02.2017 17:37


A continuação deste embuste em pleno século XXI é uma das maiores desgraças nacionais.

omariatrazcaaescada 12.02.2017 20:35


Em que é que Fátima o prejudica? Sabe dizer-me? as maiores desgraças deste século são o A90 e televisão digital terrestre!

António Lourenço 12.02.2017 21:30


Fátima não me prejudica pois cada um acredita no que quer, e um devoto mariano é uma pessoa por norma tranquila e pacífica. Mas não deixa de ser um embuste.

Rabbi Godes 12.02.2017 17:30
Comentário denunciado por violação dos critérios de publicação

Spartacus Thraex 12.02.2017 16:16


Ignorância, Miséria & Fraude.

Aónio Eliphis 12.02.2017 16:39


Nenhuma das três. A palavra Embuste é a correta. Fraude cometem os burlões de vão de escada. Um Embuste é uma fraude elaborada, complexa, ramificada, profusa em literatura e artigos jornalísticos, e alicerçada na sociedade.

Amora Bruegas 12.02.2017 17:05


Aónio, bem referido. A 1.ª república do reviralho, com as suas falsas promessas, bem como este regime, são os grandes embustes da nossa já longa História e têm servido para lançar a ignorância histórica, a miséria e a fraude, ... e como tal, têm que descridibilizar o que lhes faz frente, a Verdade do Cristianismo!

ana cristina 12.02.2017 17:59


a Verdade do Cristianismo faz frente à República? ó diabo!

António Lourenço 12.02.2017 21:28


A República não é embuste, os dados históricos e factos estão aí e são conhecidos, interpreta-se-los politicamente como se quiser.

DNG Lutar por Portugal até ao último segundo de vida. Mário Soares. 12.02.2017 15:41


" Mas, acima de tudo, o Santuário recebe anualmente milhões de cidadãos anónimos, que aí vão pelos mais diversos motivos. Por razões íntimas, pessoalíssimas, que a cada qual dizem respeito, e como tal, devem merecer o respeito de todos"

Sum Legend 12.02.2017 16:14


Concordo com essa citação, a 100%, especialmente quando diz "...a cada qual dizem respeito, e como tal, devem merecer o respeito de todos"

Brian Vai-se 12.02.2017 14:27


Só quem não teve contacto com pacientes como eu pode negar a possibilidade da reencarnação. O milagre do sol mais não foi do que a expressão física de almas do além. Deixo aqui um desafio aos cépticos: se Deus não existe, porque é que os vampiros têm medo da cruz?

julio 12.02.2017 17:12


Desculpe, oh sr Professor. Involuntariamente denunciei o seu comentário. Eu só queria referir duas coisas. 1. Esqueceu-se que os vampiros também têm medo do alho. Tem o alho alguma coisa a ver com a Divindade? Será uma manifestação da Divindade? 2. Quando este ( o nosso ) Sol se extinguir, melhor dizendo, explodir, para onde irão as almas ? Já fez a projecção, os cálculos para o novo milagre?

João J. Vila-Chã 12.02.2017 14:24


Artigo muito interessante, rico de informação e particularmente sereno na avaliação. Parece-me claro que um fenómeno que em breve fará 100 anos é merecedor da melhor historiografia. Não sou especialista em «Fátima», mas sempre que lá passo faço a experiência que mais importa na vida: a de um reencontro com Deus, a de uma reelaboração de mim mesmo, uma sentida aproximação aos outros. Sobretudo em situações de conflito ou maior dificuldade. Fátima, para mim como para milhões de outras pessoas, dá a quem o deseje ou simplesmente implore o que o Evangelho de Jesus Cristo anuncia e oferece: Paz profunda, sentido da e para a vida, vontade de abraçar o Futuro. A Esperança, portanto, constitui elemento fundamental para compreender Fátima e os seus efeitos, tanto na Igreja como fora dela.

Aónio Eliphis 12.02.2017 16:35


O que me faz confusão é como é que pode haver tanta historiografia e literatura sobre um magno embuste. Mas nada que me surpreenda pois a história do Homem está repleta de profusa historiografia sobre assuntos menores ou mesmo embustes, a começar pela veneração bacoca que a Europa tece à história dos EUA ou como os EUA alegadamente venceu a segunda grande guerra. A Verdade não depende do número de caracteres que sobre Ela se escreve.

omariatrazcaaescada 12.02.2017 20:38


Aónio Eliphis se fosse embuste nunca teria o impacto que tem! Não é verdade?

José Cid Adão 12.02.2017 21:18


omariatrazcaaescada, maomé teve um impacto ainda maior, assim como john smith com o mormonismo, hubbard com a cientologia, etc. Ora no máximo 1 deles não é embuste, o que prova que é possível um embuste ter impacto que nunca mais acaba.

Rabbi Godes 12.02.2017 14:23
Comentário denunciado por violação dos critérios de publicação

DNG Lutar por Portugal até ao último segundo de vida. Mário Soares. 12.02.2017 14:35


Nem a Ana Cristina bate este sentido de humor.

d.josephcross 12.02.2017 14:06


Incrível como ainda se perde tempo a discutir-se assuntos fantasiosos. Com tanta desgraça e graça a acontecer em todo o lado, voltamos nós ao tempo da ignorância só para dar fill ao feed de noticias. É obvio que n aconteceu nada do que se conta, apenas propaganda religiosa. Estamos em 2017, será que deus e seus compangas estão assim tao ocupados para tratar da merda de planeta e espécie que ele criou à sua imagem? Dar atenção a este tipo de histórias não é crime, mas devia estar na secção de sci fi. E a extensao do artigo é algo que me espanta, tendo em conta que muitos artigos sobre assuntos reais terem metade da atenção e empenho que foi usado neste. Parem de deixar a incerteza no ar sobre a religiao e deus, é tudo negócio, assim como esta noticia

Amora Bruegas 12.02.2017 17:07


Ignorância histórica e religiosa é o que não falta por aí..., razão pela qual estamos na cauda da Europa, governados pela mediocridade.

Manuel Abreu 12.02.2017 14:02


Esta é uma discussão, obviamente, que só poderá fazer algum sentido para os crentes. Quem não não o é - como eu - isto é tanto uma farsa como o é a existência de Deus. Mas claro está que se não é possível provar que Deus não existe (também não é possível provar - para já - que o Sol não é habitado por seres vivos, munidos de rodinhas em vez de pés e totalmente resistentes àquelas elevadas temperaturas. Não sei se me fiz perceber?!"lol), já é possível provar racionalmente a enorme fraude de Fátima. Acreditar em Fátima, digo eu, será mesmo o equivalente a negar a substância de Deus (justo, universal, bom e "nosso" pai). Pensem nisso, que já vos dei dicas de sobra para chegarem à verdadeira luz - a da sabedoria humana. LOL

Aónio Eliphis 12.02.2017 16:44


Além disso o culto mariano é idólatra e contrário às sagradas escrituras, mais especificamente Génesis e o bezerro de oiro.

omariatrazcaaescada 13.02.2017 02:05


Aónio Eliphis: Onde é que leu que o bezerro de oiro está no livro do Génesis? E para cúmulo diz: "especificamente Génesis!" Repito o que disse mais acima: O problema dos ateus é que não percebem nada sobre o assunto, e depois vêm para aqui dizer disparates! Que Deus lhes perdoe!

António Lourenço 13.02.2017 09:06


errata: Êxodo 32:1-8

Corrupto 12.02.2017 13:14


Que a virgem volte a aparecer rapidamente que é para acalmar os ânimos aos infieis.

martins.ruijorge 12.02.2017 13:11


Em 25 de Dezembro passado o pai natal apareceu na chaminé do diácono Remédios, antecedido da rena Rudolfo a tocar sininhos. Verdade ou produto das valentes bagaceiras velhas que o religioso tomara?! "Não habia nexexidade, ó balha-me deux!"

Aónio Eliphis 12.02.2017 12:56


Fátima é o embuste do século! Um culto freudiano fálico na mescla dicotómica de um vigoroso pénis moldado numa imaculada imagem de uma virgem. Fátima está muito perto do centro geodésico do país para poder maximixar a cativação de fiéis de todo o território nacional, estando exatamente situada no centro de massa populacional, tendo surgido numa altura em que a igreja perdia crentes para os republicanos mações e comunistas, estes com retóricas muito mais passionais que a hermética e fleumática homilia dominical.

DNG Lutar por Portugal até ao último segundo de vida. Mário Soares. 12.02.2017 13:11


Desculpe mas essa interpretação psicanalítica é abusiva e, e manifestamente ofensiva.

Aónio Eliphis 12.02.2017 16:28


Porque acha que desde a antiguidade se veneram menires e obeliscos? De facto Fátima não passa de um sincretismo entre a idolatria pagã aos obeliscos e a santidade virginal da imaculada Maria.

Liberal - Guarda-Portão em Part Time 12.02.2017 23:11


A Virgem é pois um falo? Oh Ferreira/Lourenço/Aónio, tenha dó dos comentadores, porque hoje já estamos fartos de rir!

António Lourenço 13.02.2017 09:08


É, a sua estátua é um falo! E por achar tão "ridículo" é que é "poderoso" do ponto de vista psicanalítico.

Liberal - Guarda-Portão em Part Time 13.02.2017 12:49


O António Lourenço de psicanálise sabe tanto como eu de bicicletas. Se fosse só de psicanálise...

Abel Moreira 12.02.2017 11:17


"Há cem anos, na Cova da Iria, a Virgem terá aparecido a três pastorinhos de poucas ou nenhumas letras. Verdade ou ilusão?" Verdade ou ilusão? Então, só essas duas hipóteses? A verdade não estará numa terceira alternativa? O "fenómeno", afinal, é bastante corriqueiro, no tempo e no espaço...

José Cid Adão 12.02.2017 11:37


Ei lá, afinal isto é coisa corriqueira para o amigo Abel. Não conte a ninguém senão ainda acaba num claustro de freiras o resto da vida.

Liberal - Guarda-Portão em Part Time 12.02.2017 23:12


Seja caridoso Cid Adão, porque não considera um claustro de monges para o homem?

Abel Moreira 14:52


"Que existem epidemias de aparições, para usar os termos de José Barreto, é um facto há muito conhecido"...

Amora Bruegas 12.02.2017 11:13


Tenho consideração por este historiador,pois parece-me um verdadeiro cientista, alguém que aborda os temas, nomeadamente sobre o Estado Novo, sobre o Estadista, de forma objectiva, isenta e rgrada, sem a democrática intenção de falsificar, de manipular os factos a fim de branquear o passado criminoso de muitos dos democratas responsáveis pela situação de desastre económico, financeiro e social em que estamos. As aparições de Fátima, não são dogma de Fé, acredita quem quiser. Eu acredito piamente, pois Nossa Senhora apareceu noutros locais a gente simples, santa, caso de Lourdes em França... e porque não em Portugal numa altura em que o catolicismo estava amordaçado, os religiosos eram violados, roubados presos e assassinados? A Deus, tudo é possível, e que sua Santa Mãe venha a Portugal.

ana cristina 12.02.2017 11:05


desconfiados e incrédulos de Fátima, preparem-se para sofrer nos próximos meses. este ano a silly season começa muito mais cedo e o marcelo vai pôr uma cruz na laicidade.

Sum Legend 12.02.2017 13:12


A Câmara de Lisboa também é muito laica, até vai financiar uma mesquita. Mas, para si, isso já não é problema.

ana cristina 12.02.2017 13:49


tiro-lhe já o tapete (de oração) debaixo dos pés: eu gosto de locais de culto, ainda ontem à tarde assisti a uma missa. e até podem ser construídos com (algum) contributo público para evitar engarrafamentos na via pública. só que mesquitas, igrejas e capelas são uma coisa. aparições, milagres, segredos e peregrinações são outra.

Sum Legend 12.02.2017 15:24


Não sabia que a laícidade diferenciava mesquitas, igrejas e capelas de aparições, milagres, segredos e peregrinações. Fiquei a saber agora. Mas o seu tópico principal falava sobre o PR. Há-de me dizer desde quando um PR não pode têr convicções e as defender. Já agora, para quem como a AC dizia que se devia ensinar às crianças na escola que Deus e diabo não existe (li isso seu há algum tempo), ir a uma missa é revelador de hipocrisia e de só ter ido para ficar bem na fotografia, concerteza.

ana cristina 12.02.2017 15:43


o meu tópico principal era o sofrimento dos descrentes de Fátima. como se vê por aqui, vamos levar nos próximos meses com um desfile de iluminações diversas, guerras de religião ao rubro e aproveitamento ideológico-comercial das piedosas vibrações de fátima. seja como for, estou pronta a lá ir pôr uma vela da altura do macron, se a sua amiga marine le pen perder as eleições.

Sum Legend 12.02.2017 16:12


Minha amiga? Que engraçada que a ac é. Mas noto o seu elevado grau de desespero, para se dispôr a ir colocar uma vela, é porque reza diáriamente, para que ela perca e nem confiança tem nos seus amigos franceses, que supostamente são muito laicos e aceitam de braços abertos todas as culturas e religiões. Pelo seu desespero, não parece ser bem assim. Não se preocupe que os muçulmanos não a deixam ganhar, eles que são practicamente 10% da população, senão acaba-se a mama da CAF e depois têm que ir trabalhar, o que seria uma chatice. Estou a vêr que tenho mais a certeza que ela perde, que a ac. Acalme-se senhora, ela não ganha.

ana cristina 12.02.2017 16:25


inch'allah

Vieira 12.02.2017 11:01


Uma treta pegada que nem a propria igreja acreditou mas depois como a romaria cresceu e a igreja oportunista como sempre cavalgou a ignorancia e a miseria endemica do Estado Novo e agora ha me manter a palhacada, digo bem, a palhacada poque um mito 'e uma coisa bem diferente, e claro os jornais do regime a fazerem de banda. Que saudades que eu tenho do Roque Santeiro.

Amora Bruegas 12.02.2017 11:17
Comentário denunciado por violação dos critérios de publicação

Prof.Etadades Graça 12.02.2017 10:45


O milagre do sol foi um acontecimento único (sem contar com Medjugorje). Eu próprio assisto frequentemente a estas manifestações do poder divino. Todas as 5as ao meio dia fico a olha para o sol por 5 minutos e testemunho o poder da virgem Maria. Amen e ide na graça do senhor.

DNG Lutar por Portugal até ao último segundo de vida. Mário Soares. 12.02.2017 10:06


"em que circunstâncias se perderam os apontamentos originais dos interrogatórios feitos aos pastorinhos pelo pároco de Fátima, padre Manuel Marques Ferreira? Outra pergunta se impõe: porque é que esse relatório só foi enviado para Lisboa em 1919, dois anos depois de ter sido pedido pelo vigário-geral do Patriarcado e há muito volvidas as aparições que faziam afluir milhares de pessoas à Cova da Iria e eram notícia nos principais periódicos da capital? " Primeiro: Parabéns ao Público. Segundo: Fátima impôs-se à igreja e a igreja impôs Fátima ao Mundo. Fico com a última frase do texto mas com uma certeza sobre Fátima...

DNG Lutar por Portugal até ao último segundo de vida. Mário Soares. 12.02.2017 10:48


Porque razão necessitamos do sagrado? porque somos vulneráveis. Perante nós próprios, ou outros, o mundo, o universo. Essa condição da natureza humana tem que ser gerida com enorme sensibilidade pela Igreja. Tem que ser gerida com a humildade da bondade de Cristo e com a verdade. Com verdade. Sem mistificações. A Igreja não necessita de milagres. A Igreja tem que ser o exemplo da mensagem de Cristo. A bondade e o humanismo de Cristo bastam para salvar a espécie, as outras especies e o planeta. Ambicionamos o que estamos a destruir, um milagre cósmico: a terra. O paraíso.

DNG Lutar por Portugal até ao último segundo de vida. Mário Soares. 12.02.2017 11:00


A gestão politica do sagrado cabe em boa parte à Igreja. As pessoas que vão ao santuário, equivocadas ou não quanto à base histórica do fenómeno que inspira a sua fé, vão com o que há mais de mais sensivel na condição humana, a nossa vulnerabilidade essencial transformada em fé. Tenham, se faz o favor senhores vigarios, um pouco de respeito e imponham um pouco de ordem à Fátima Lda que vive à custa disso, começando por limitar as abusivas representações religiosas postas à venda.

Abel Moreira 12.02.2017 09:45


"Uma questão insolúvel"?!!! Ahahahahahah...


Público
Ontem às 0:30 ·


Há cem anos, na Cova da Iria, a Virgem terá aparecido a três pastorinhos de poucas ou nenhumas letras. Verdade ou ilusão? Uma questão insolúvel, a que muitos procuraram responder: publico.pt/1761166


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Juan Pratini 100 anos de mentiras, 100 anos de negócio, o outro vem cá nem 24h e a igreja deve ter um encaixe de alguns milhões, a religião , seja ela qual for é mesmo para os coitadinhos. os putos comeram foi cogumelos mágicos e começaram a ver luzes, foi por isso que enfiaram a tontinha num convento onde ela nãopodia falar
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Guilherme Malagueta Tu é que és bom! Outros são coitadinhos por não acreditarem no mesmo que tu. Tu não és coitadinho. És superior. És o maior pá!
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Juan Pratini Ò tontinho não sejas burro
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Guilherme Antunes oh espertalhão então prova la que é mentira, tem da nos cogumelos es tu e não ponhas tanto tabaco nessa merda faz-te mal
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Machado Capela Guilherme Antunes como se prova a existencia do nada?
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Santos Artur Os Guilhermes assinam com o dedo.Lavaram-lhes as monas com água da torneira e agora sentem-se inteligentes.....Não tenho trocos....
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Pedro Chaves Entao prova la q é verdade
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Paulo Gerardo Fantasmas só aparecem para desgraçados. Aparecer para o Putin ou para o Trump está difícil
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Juan Pratini Guilherme Antunes pela tua resposta consigo provar que és estúpido
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Juan Pratini Carmo Carmo mas agora é um negócio de milhões, livre de impostos
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Queremos passeios na Circunvalação As historias que nos contam na infancia são mesmo poderosas... Todos se chocam com uns tipos palermas que de rebentam em nome da religião a contar com as 70 virgens, mas de forma menos grave, acreditam em coisas tão ou mais estupidas e irreais.
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Mario Assuncao 100 por cento razão Juan máfia
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Mario Assuncao O guilherme és mesmo otario no século 21
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Jorge Monteiro Muito bem visto.
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Marco Rafael Juan ofendes algo que é superior a ti (não falo de Deus) falo das crenças das pessoas que acreditam que ir lá as reconforta na luta diária da vida. Agora procura os milhões que ajudam os mais necessitados e encontras mas é fácil acusar locais sem saber o bem que faz. Mas acima de tudo só lá coloca dinheiro quem quer. Não diz para entrar aqui tem de pagar seja o que seja.
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Jose Elias E viva o efeito placebo
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Fernando Manuel Letra É evidente que é mentira (nem sequer ilusão). Como é que uma coisa inexistente pode aparecer a alguém? E tinha de ser logo a três analfabetos que, de certeza, iam meter os pés pelas mãos quando contassem a história... Pfff...
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Daniɘl Brandao Ou andavam a provar uns cogumelos...!
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Fernando Manuel Letra Bota especial nisso... lol :D
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Fernando Manuel Letra Onde é que fica o céu???
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Fernando Manuel Letra Isso é a céu... :D :D :D
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Fernando Manuel Letra Daqui a pouco também estão cá treinadores de futebol, não?
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Juan Pratini e interessa que seja verdade? os milhões que a seita católica já fez com esta burrice
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Ruim Damásio e o terceiro segredo de fátima é para onde vai aquele dinheiro todo!!
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Guilherme Malagueta Andas muito preocupado com estas notícias sobre Fátima. Se não acreditas porquê tanta importância?
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Fernando Manuel Letra Money, money, money, ó malagueta...
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Guilherme Malagueta Até escreves em inglês. Topei logo que não eras analfabeto e nem metes os pés pelas mãos!
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Fernando Manuel Letra Topaste bem, pareces um tipo inteligente...
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Bruno Ribeiro Com aquelas dioptrias ilusão não me surpreende
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Sergio Bernardo Gregorio Guilherme Malagueta é importante porque, caso não tenha reparado, a religião durante séculos, usa "fenómenos" para manter a fachada de que é alguma coisa relevante!!
é importante porque as religiões impõem-se dentro dos estados e reclamam a si direitos e benificios, influenciam as pessoas e por conseguinte, sociedades inteiras com ideias da idade media!
se isto não é importante, se isto não é de denunciar e enxovalhar a toda e a qualquer oportunidade para tal, mais vale esquecer que somos seres pensantes e esperar o "Seu Senhor", apareça rápido e nos salve a todos do que quer que seja!!
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João Coelho Porque já chega de imbecis como tu alimentarem tal fantasia
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Jose Elias Guilherme, pelo simples facto que somos contra andarem a enganar o povo
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Marco Rafael 100 anos. Se me perguntarem se o sol quase caia e muita coisa estranha descrita. Tenho as minhas dúvidas. Já que só vendo para crer. Se é errado tanta comercialização em volta disso tb o acho. Agora falemos do Santuário em Si e do que representa. Sou dali perto de Fátima e algo inexplicável acontece ali. Paz. Conforto. União. Acreditar em que nosso filhos netos irmãos pais ou avós que quando têm alguma doença ali possa se encontrar a cura com promessas e afins. A fé move montanhas. E as vezes o simples facto de ir ali para procurar forças leva muitos milhares e milhões ao longo de século a encontrar algo que se chama paz e que os entes queridos estão ou irão estar melhor mesmo após partirem. Cada um acredita da sua maneira e se ir ao Santuário isso acalma não vejo errado existir o mesmo. Para aprimorar a paz interior.
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Jose Elias O sol caia???? Lol
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Marco Rafael Sim dizem que após nuvens e chuva torrencial as nuvens afastaram-se rapidamente e o sol apareceu como é normal de dia. A diferença é que após alguns momentos o sol parecia que se estava a aproximar em demasia tornando-se enorme mas não estava a afetar a temperatura. Isso são coisas descritas de quando o 13 de Outubro. Claro que é estranho tudo isso né.
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Jose Elias Isso resulta com alguém que não faz a mínima ideia do que é o sol ou o que é a astronomia!
Acreditar nisso é simplesmente sinônimo de analfabetismo!
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Marco Rafael José vais tu me explicar o que é astrofísica? Quero ver o quanto erras. Só disse o que está descrito dos crentes que viram isso acontecer naquela altura em 1917. Mas tu não percebes a diferença entre crença e ciência. Mas quem tende a ofender não consegue ver nada a ser a um palmo da testa. São os cegos e esses não se cultivam e andas a chamar analfabetismos sem olhares para ti. Pois os que não são analfabetos sabem apesar de ver que algo é errado respeitar as crenças dos outros. Por mais idiota que seja a opinião ideia ou ideologia.
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Jose Elias Marco Rafael crenças, deuses, virgens parideiras, 70 virgens no céu e outras babuseiras do género não fazem sentido em pleno século XXI.
Relativamente aos meus conhecimentos de astronomia ou astrofísica e física são praticamente 0.... 5 anos de física no técnico não dão para aprender nada de jeito!
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Marco Rafael Jose Elias fui obrigado a abrir a tua pagina tá explicado tu gostas de Canon eu de Nikon para tirar fotografias. Só isso explica tudo. LOL. E sim 5 anos tens razão é pouco. O que não gostei foi não perceberes que quem somos nós lá por termos estudado anos a fio para questionar as crenças das outras pessoas. Claro que não tem lógica a grande maioria das coisas. Mas isso não invalida que Fátima se de algum modo ajudar uma mãe ou um pai a ajudar eles a acreditar que um filho possa melhorar de um cancro qual é o mal. Todos sabemos como funciona uma célula cancerígena mas isso não significa que as pessoas não possam ir a um sítio com começo dúbio de procurar refúgio, paz de espírito e forças para conseguir aguentar maus momentos. Quando toca aos nossos o óbvio deixa de óbvio na esperança de um milagre e é isso que leva milhões de pessoas a Fátima. A crença de que caso percamos um filho possamos nos juntar novamente pode não ser científico mas a ciência não pode explicar a dor de um coração ao perder um filho. Ou pode. Era isso que falava. Não de ciência que é a minha vida pessoal. Não profissional atualmente já que nem sempre todas as pessoas têm dinheiro para ir para o estrangeiro tirar doutoramentos que nem sequer existem neste país pequeno.
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Nuno Nogueira Hoje me dia isto nunca acontecia, primeiro os pais iam presos porque era trabalho infantil, depois diziam que os catraios andavam era a ver muitos desenhos animados e perguntavam-lhes porque raio não tiraram uma foto com o smartphone!
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Fernando Manuel Letra E, além disso, ainda lhes confiscavam os comprimidos...
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Hugo Mendes Estou sempre à espera de ver um comentário dos teus... Ahahahah
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Artur Inacio São muitos largos milhoes que acreditam em todo o Mundo, será que são todos analfabetos e só uma meia dúzia é que são"alfabetizados"? Aqueles que dizem não acreditar, são uma minoria, no entanto não vejo aqui critica-los, ao contrario dessa minoria, não faz outra coisa a não ser criticar e chamar nomes.
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Jose Elias Sabe quantos milhões em todo o mundo são fäs do Star Wars? Não é por isso que aquilo seja real!
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Artur Inacio Nao compares o incomparável
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Jose Elias Tem razão, a história do Star Wars é mais credivel!
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Jose Elias Uma virgem que engravidou de uma pomba e que morreu à 2000 anos em pleno médio oriente aparece a milhares de Kms de distancia no meio do nada em Portugal a 3 putos analfabetos a falar português correcto e revela três segredos importantes para a humanidade!!!!
Este argumento não convencia ninguém em Hollywood
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Nuno Ferreira de Jesus Atenção que o facto até é mencionado no Canal História... No programa: Extraterrestres do Passado, (à falta de melhor tradução)....
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Paulo Farinha Silva Pois então eu sou muito feliz por ser ignorante, ingénuo e etc. Diz o nosso povo que a árvore se conhece pelos frutos e eu gosto de reparar nos rostos dos crentes que, não sendo melhores pessoas que os outros, são muito diferentes na expressão e no olhar. Disse Jesus: Eu te bendigo ó Pai porque escondeste estas coisas aos sábios e aos poderosos e as revelaste aos pequeninos! Tão bom ser pequenino...
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Armando Jorge António Não são melhores pessoas mas têm olhar diferente? Explique lá isso
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Carmo Carmo
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Tiago Ribeiro "palavra do senhor"!!!
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Paulo Farinha Silva É simples : quase todos os cristãos que conheço falam num aspecto que ocorreu aquando da sua conversão: sentirem-se amados, mas amados mesmo de um amor ao pé do qual o amor de mãe parece insignificante. Senão, quer fazer o teste? Uma boa parte dos meus amigos do facebook é cristã (activa...), outra não. Procure adivinhar nos seus rostos e olhar se são ou não cristãos... Mas por isso não acho que sou melhor que você, apenas que tive as minhas oportunidades e me agarrei a elas.
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Jose Elias Disse Jesus? Jesus também disse que o rui não tinha maos para o ferrari e errou, pois fomos campeões
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Jose Elias Uma virgem que engravidou de uma pomba e que morreu à 2000 anos em pleno médio oriente aparece a milhares de Kms de distancia no meio do nada em Portugal a 3 putos analfabetos a falar português correcto e revela três segredos importantes para a humanidade!!!!
Como é possível alguém duvidar disto.... não compreendo!
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Artur Inacio Meus senhores, pelo que se diz, somos um Pais laico, somos uma democracia e , felizmente, há liberdade religiosa e de expressão, portanto se não acreditam, não critiquem aqueles que acreditam. Aqueles que acreditam, não se importam de serem, como voçes dizem, "analfabetos","burros"," ignorantes", etc, preferimos ser o que nos chamam, a sermos "espertos" como voçes.
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Sergio Bernardo Gregorio se fossem "espertos" como "nós" este tipo de discussões nem existia!! ;)
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Tiago Ribeiro se fossem espertos escreviam "vocês", em vez de "voçes"!!!
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Artur Inacio És muito burro Tiago, estás a emendar os outros e só dizes asneiras, cresce e aparece
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Maria Antunes " somos um Pais laico, somos uma democracia e , felizmente, há liberdade religiosa e de expressão," a menos que a liberdade de expressão incida sobre a religião aí já vos mandam estar calados!
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João Coelho Vê lá se paras de defender a coisa. Ainda sais carbonizado......desculpa, canonizado. Não é aquilo que pensas. É ir pelo cano abaixo
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Tiago Ribeiro então? onde é que está a "liberdade de expressão"? já não se podem fazer piadas? que tolerantes, vocês são...
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Clovis Lu Ta calado ó Burro! quando tiveres na merda chama pela fatima para te acudir! eheh!
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João Coelho A fatima montou uma empresa de desinfestação??? Torna-te cliente. Não tarda vais necessitar.....
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Jorge Mendes o Artur tem todo o direito de acreditar na aparição da virgem, tal como eu tenho o direito de brincar com isso, da mesma forma que o Artur provavelmente também brinca com quem acredita nos deuses egípcios ou nos feiticeiros africanos...
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Jose Elias Sabia que a liberdade de expressão dá para os dois lados? Como é que o Sr. fala de liberdade de expressão e depois crítica a liberdade dos ateus em criticar Fátima?
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Jorge Monteiro Uma grande farsa inventada pelas quadrilhas de dos padres. Foi uma montagem muito muito bem sucedida, pra esses bandidos encherem o bolsos á custa do pacóvio.
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Pedro Fonseca Faz lembrar a outra que apareceu grávida mas que era virgem e o manso do José ainda teve que aguentar com o presente
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Tiago Ribeiro José foi o primeiro "cornudo" da história da humanidade!!!
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Jose Elias Tiago, não foi de certeza o primeiro cornudo, mas foi o mais falado :)
A pomba que a engravidou era fudida!
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Rui Saraiva Questão insolúvel ? E pronto... Pode ser ou pode não ser. É como o Professor Karamba.
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Angela Cebolinha isto é uma dúvida que vai ficar sempre..
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Rui Conceição 100 anos de mentiras sustentados pela ignorância e analfabetismo de muitos!
100 anos a os cofres da igreja.
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Paulo Alexandre 100 anos de ignorancia e mentiras e acima de tudo, uma grande fortuna à conta dos otários
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Rui Paulo não acredito como é obvio mas que foi uma grande ideia isso foi e já agora so la vai quem quer so contribui quem quer ao contrario das PPPs EDPs e tantas outras vigarices que também foram uma grande ideia mas que mesmo achando errado somos obrigados a contribuir
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Tiago Ribeiro VERDADE!!! Eu quando fumo erva, não só vejo a virgem maria, como vejo o íman dela!!!
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Guilherme Malagueta Menos erva e mais educação e tinhas mais respeito também.
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Tiago Ribeiro RESPEITO deviam ter os bandidos que andaram estes 100 anos a aproveitar-se da fé e da boa vontade de milhões de pessoas, com o único objetivo de encherem os bolsos!!!
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Guilherme Malagueta Respeito pela fé e boa vontade de milhões é coisa que não tens com o teu primeiro comentário.
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Tiago Ribeiro tenho sim, não tenho respeito é por pessoas que conseguem defender uma mentira durante cem anos!!!
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Jose Elias Guilherme, e respeito por quem acha que a virgem Maria era a maior puta lá do bairro que foi para a cama com a vila inteira e como não sabia quem era o pai disse que tinha sido uma pomba? Esses não merecem respeito?
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Manuel Figueiredo Francisco Quando Ela "apareceu" os pássaros da famigerada árvore fugiram assustados seus ninhos foram confiscados para tudo dar lugar a uma nobre causa; - o negócio da fé. Mais livros e menos milagres seria um grande milagre.
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João Moita As criaturas que acreditam nesta treta são as mesmas que dizem mal da política?
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Katya Marques e será que apareceu virgem, aquando do acto, ou desvirginada? essa é que é a grande questão que todos escamoteiam.
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Jorge Carvalho Reza a historia que Maria e Josè tiveram mais filhos depois de Jesus... Um è treinador do Sporting e pior do que o pintam e dos outros filhos näo reza a historia...
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Guilherme Malagueta Perguntaria o mesmo de ti!
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Tiago Ribeiro reza a história, também, que José meteu Deus em tribunal por "cobiçar a mulher do próximo"...
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Jose Elias Deus não! A pomba! A Maria foi violada por uma pomba!
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Jose Silva Tanta gente preocupada com este assunto. Fico emocionado. Se não acrsditam estejam calados. Niguem lhes pede que vão a Fátima ou acreditem nas aparicoes. Mas respeitem quem acredita.
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Celi Prata Tive uma avó que esteve presente a 13 de Outubro de 1917 e acreditem que apesar de jovem ficou com uma fé inabalável em Fátima até falecer.
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Jose Elias Foi bem enganada!
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Celi Prata Não vejo como! Na altura era uma das poucas mulheres com estudos!
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Miguel Carvalho Um negócio? :v
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João Coelho Um enorme negócio.
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Jorge Mendes uma questão insolúvel?! acho que a coisa está mais ou menos ao nível da série sobre a existência do bigfoot no canal discovery...
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Justino Vieira A religião é a droga dos ignorantes. Tudo o que temos de mau no mundo acontece graças às religiões. Se há ser que me repugna são os católicos
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Francisco Ponciano A maior fonte de riqueza da Igreja católica portuguesa.
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Casimiro Castro CLARO E TUDO INVENCAO COMERCIAL PORQUE NUMCA nuiguem viu nada milagres acabar com a fome no mundo e so os ricos nao estragaremo que sobra a eles
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Elvira Silva É um grande negócio para alguns. É um local de devoção para outros.
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Carmo Nicolau Porque será que nunca mais apareceu ninguém em cima de árvore?!....
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Álvaro Leonel Cunha + 1 conglomerado de venda e compra de fé, quartos a 2000€ por noite amén.
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Maria Anatilde Serra Não é farsa nenhuma .Haja respeito pelas pessoas que crêem nas Aparições.
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Juan Pratini ahaha vai tomar os pingos que isso passa
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Fernando Manuel Letra É melhor ir pregar para outro lado...
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Carmo Carmo Amecê tomô o remede hoje?? é que tá um boquechinhe alvoriada...
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Tiago Ribeiro "não habia nechcessidade"!!!
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David Luis Santos Há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia.
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Fernando Manuel Letra Onde é o céu?
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Nuno Tomaz Há nuvens, pois claro. E muito ar, muito ar mesmo!
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David Luis Santos Quanto menos inteligente um homem é, menos misteriosa lhe parece a existência.
Arthur Schopenhauer
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António Santos É uma mentira centenária!!!
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Cláudio Poiares Rodrigues 100 anos depois é um negócio
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João Cruz É uma mina de ouro lol
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Daniel Fernandes É uma farsa
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Paulo Gorjeta Ainda há gente estupida que acredita em tudo santa ignorância
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Maria Rodrigues Cuidado com a linguagem. Aprendam a respeitar o próximo e só assim haverá paz no mundo.
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Joao Vitor Silveira Veiga um negócio. E mais não digo.
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João Moita Foi a maior mentira deste país!
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Martines Fernando Mas tudo era pastorinhos não havia o centro comercial Columbia...
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Rui Costa Eu vi um burro com cornos
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Guilherme Malagueta Era um espelho!
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Rui Costa ...e era virgem!
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Guilherme Malagueta Também? Oh rapaz vai à kikas!
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Rui Costa Vai-te confessar, pode ser que desenferruges o orificio sagrado.
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Guilherme Malagueta Já me confessei à tua mãe
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Rui Costa Espero que não tenhas feito muitos calos a escavar, porque senão não estou a ver como te aliviares sózinho ou com o próximo esqueleto.
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Machado Capela Ai a puta da burra !!
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Bruno Miguel Oliveira Vidal O primeiro caso de LSD no mundo!
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Carlos Moreno O que é?...
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Alejandro Garcia Uma quesão insolúvel? Hahaha!
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Helena Santos É verdadeiro, a 100%. Não duvídem.
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Carmo Carmo Verdadeiro o quê?? O embuste ou o milagre??

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