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A detenção de José Sócrates é a vergonha da Justiça portuguesa. A vergonha de Pinto Monteiro, de Cândida Almeida e de todos os magistrados que dele se ocuparam enquanto ele era primeiro-ministro. É a vergonha de Noronha do Nascimento, que andou a cortar escutas com uma tesoura. Quando qualquer um, dentro ou fora da Justiça, percebia que estava ali a ponta de um novelo que, desenrolado, iria dar pano paraMANGAS
.
Não sei se Sócrates é culpado ou não, embora quem acompanha os meus escritos há algum tempo saiba que acho que sim. Que é culpado.
Mas há uma coisa que sei: que ele nunca teria sido detido se ainda continuasse a ser primeiro-ministro. Porque não estão em causa suspeitas de crimes cometidos nos últimos dois anos. Estão em causa suspeitas de CRIMES
que já tinham sido cometidos enquanto estava noGoverno.
E a verdade é que Sócrates passou sempre por entre os pingos da chuva. Ilibado constantemente, tendo a Procuradoria-Geral da República e o Supremo COMO
escudos protectores. COMO
Vale e Azevedo enquanto foi presidente do Benfica. Como Ricardo Salgado enquanto foi presidente do BES. Como Passos Coelho enquanto for primeiro-ministro.
A Justiça, em PORTUGAL
, continua a funcionar apenas quando os poderosos deixam de ser tão poderosos. É essa a sua vergonha.
Não sei se Sócrates é culpado ou não, embora quem acompanha os meus escritos há algum tempo saiba que acho que sim. Que é culpado.
Mas há uma coisa que sei: que ele nunca teria sido detido se ainda continuasse a ser primeiro-ministro. Porque não estão em causa suspeitas de crimes cometidos nos últimos dois anos. Estão em causa suspeitas de CRIMES
E a verdade é que Sócrates passou sempre por entre os pingos da chuva. Ilibado constantemente, tendo a Procuradoria-Geral da República e o Supremo COMO
A Justiça, em PORTUGAL
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