quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Da revisão curricular ao “grito” da Filosofia!

Da revisão curricular ao “grito” da Filosofia!
De acordo com as notícias postas a circular na semana passada, consta que a Assembleia da República (AR), sob moção do Governo de Moçambique (GM), aprovou quinta-feira última (01), na generalidade e por consenso, a proposta de revisão da Lei do Sistema Nacional de Educação (SNE).
Com a entrada em vigor da nova Lei do SNE, se aprovada, passamos, neste caso, a ter um novo figurino educacional, não só em termos de níveis ou classes de ensino obrigatórios, como também em termos de disciplinas a serem leccionadas em cada uma das classes ou níveis de ensino no país.
Sem sermos exaustivo, neste texto precisamos dois objectivos que, entretanto, o próprio título já sugere. Constituem, assim, nossos objectivos: (i) referir a nova proposta de revisão, sem prejuízo de uma subtil análise; e (ii) apontar as razões do grito da Filosofia, destacando, para tanto, o seu lugar no currículo de ensino, referindo-se a alguns aspectos históricos.
I. Da revisão curricular:
Nos termos da iminente Lei do SNE, de um lado, o Ensino Secundário Geral (ESG) passa a iniciar da 7ª classe para a 12ª classe, e, por outro, o ensino primário – que corresponde à escolaridade obrigatória – passa a ser da 1ª à 6ª classe e passa, também, a ter um único professor por cada classe.
O sistema optativo de secções, que desde 2009 passou a ser dado por agrupamento, no caso, Grupos A, B e C, passa a iniciar da 10ª classe, que junto com a 11ª e 12ª classes, passam a constituir o II Ciclo do ESG, quando, em contrapartida, 7ª, 8ª e a 9ª classes, juntas, correspondem ao I Ciclo. Estamos a dizer que, com 14 anos, o aluno terá que optar por um desses grupos.
Ora, a disciplina de Filosofia, reintroduzida no SNE há pouco menos de 20 anos, é expurgada das 11ª e 12ª classes dos Grupos A e B, passando unicamente para a 10ª, 11ª e 12ª classes do Grupo C, juntando-se a duas disciplinas novidade, neste caso, Técnicas de Expressão e História das Artes.
Uma vez mais, a breve trecho, à semelhança do currículo em vigor, o que se pretende aprovar é igualmente generalista. Não há, no currículo em proposta, alguma dosagem de ensino vocativo. Continuar-se-á a formar um aluno que, terminados os níveis do ensino geral, está cheio de teorias, num contexto em que sem psicopedagogia, o estudante opta pelo fácil que o vocacional, refira-se. Perde o país!
II. O grito da Filosofia
No novo figurino, a disciplina de Filosofia que, historicamente, regressa no SNE moçambicano entre 1998/1999, é-lhe denegado o lugar nos grupos A (letras) e B (ciências com Biologia) do II Ciclo, restando-a lugar apenas no “Grupo C” (ciências com Desenho), uma secção que pela nossa experiência é, amiúde, de pouca eleição pelos jovens estudantes. É, conforme a nossa experiência, optativa daqueles estudantes que, doravante, queiram seguir cursos de arquitectura.
Do “Grupo A”, secção onde figuram disciplinas das ciências sociais por excelência, em que há 20 anos foi a porta de entrada para o regresso da Filosofia no SNE com vista a resolver, entre outros, «os problemas de deficit moral, epistemológico e de abstracção que muito afectava os alunos do ensino médio como do ensino superior» retirado a Filosofia, os velhos dilemas podem ressurgir.
Se, em boa verdade, são os estudantes do Grupo A que, adiante, matriculam-se para os cursos superiores de Sociologia, Direito, Ciência Política, Relações Internacionais, Administração Pública, Jornalismo, etc., que exigem daqueles notável abstracção e reflexão, radicalidade, lógica, crítica, rigor e ousadia, atitudes que a Filosofia espevita e desenvolve, é esquisita a exclusão desta disciplina.
Aliás, tal como aponta o Professor António Cipriano Gonçalves (2009; pp. 63-69), a reintrodução da Filosofia visava facultar aos alunos o «() cultivo de hábitos de debate sobre a sociedade em que vivem, como produto de reflexão sobre os diversos problemas da vida, de modo a poderem agir sobre a sociedade de uma forma autónoma», ideia reforçada pelo Professor Ernesto D. Chambisse (2006; pp. 38-40).
A Ética, a Política, a Lógica, o Africanismo, a Epistemologia, o Livre Pensar, a Estética, a Metafísica, a dialética/retórica, temáticas centrais da Filosofia leccionada no nosso SNE até ao momento, são e devem ser incontornáveis na/e para a formação dos nossos estudantes dos três grupos curriculares, indiscriminadamente, a não ser que o propósito seja mesmo esse: o de massificar os acobardados.
Se o fundamento é de reactualizar o nosso SNE devido às exigências e dinâmicas da sociedade de hoje 26 anos depois, tal actualização deve ser mesmo actualizada e progressiva, sem prejudicar a vida de algumas disciplinares cujos conteúdos são humana e cientificamente basilares. E, por fim, é altura de desencorajar um ensino cada vez mais generalista. Há que, de algum modo, «vocacionar».
Att., Ivan Maússe.
Comentários
António Cipriano Gonçalves Ivan Maússe, eu ainda não parei para elaborar com precisão sobre este assunto. Obrigado pelo texto
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Responder1 dia(s)
Ivan Maússe António Cipriano Gonçalves, é uma grande honra para mim usar de seus conhecimentos. A obra que fiz menção, a par do trabalho de Mestrado do Dr. Chambisse, são incontornáveis no debate sobre a Filosofia e seu lugar na escola moçambicana.

Espero, nos pr
óximos dias, ver o parecer de vozes autorizadas como a do Professor sobre esse assunto. Não se pode mandar embora a Filosofia (junto com a Ética que sei que é uma das paixões do Professor Cipriano) desta forma.
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Responder17 h
António Cipriano Gonçalves Ivan Maússe , o país ficou mais ético pelo que a Filosofia já não é necessária. Ou, por outra, a Filosofia não trouxe nenhuma melhoria no país. Esta última é a mais provável com base no capítulo nao publicado da minha tese.
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Responder16 h
Ivan Maússe António Cipriano Gonçalves,
Hehehe, professor. Prefiro acreditar noutra terceira hipótese. O nível de debate sobre valores cresceu consideravelmente entre o nosso seio. Mas, eu espero, para muito breve, um parecer do Professor Cipriano!
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Responder14 h
António Cipriano Gonçalves Ivan Maússe , apenas estou a tentar compreender, especulativamente, sobre os prováveis factores da expulsão da Filosofia. O facto de o nível do debate sobre os valores ter aumentado, não significa que nos tornamos moralmente bons e que a Filosofia teria cumprido com o seu papel de superar o déficit moral. É esta tese da visão utilitarista da Filosofia no ensino médio que eu rejeitei na minha tese de Doutoramento. No capítulo que ficou de fora tem análises quantitativas que procurava compreender o posicionamento dos egressos do ensino médio com e sem Filosofia sobre os dilemas morais. Olha, os resultados indicavam que o facto de ter feito a Filosofia, por exemplo, não impedia de uma mulher usar as tchuna baby, não impedia que alguem pagasse um refresco para ser atendido.
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Responder5 h
Ivan Maússe António Cipriano Gonçalves muito interessante, Professor. Realmente há muitos entretantos!
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Responder4 h
Munguambe Nietzsche Estava mesmo a pensar em escrever sobre esse assunto. Para me é um erro ou estão a fazer de propósito para para nós parar de pensar. Não faz sentido nas social social não ter filosofia, tendo em conta que, a filosofia é centro de todos ciência que permite que um indivíduo pensem.
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Responder1 dia(s)Editado
Ivan Maússe Munguambe Nietzsche De facto. Está tudo muito estranho.
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Responder17 h
Roberto Lamba Continue assim meu irmão, muita força
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Responder1 dia(s)
Ivan Maússe Roberto Lamba,
Assim como?! Hehehe
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Responder17 h
Roberto Lamba Ivan Maússe, sendo um jovem dinâmico e de boa visão. Ilustre hoje a tua abordagem foi sensacional.
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Responder17 h
Ivan Maússe Roberto Lamba hehehe eish, esse meu amigo yah!!! Obrigado. Abraço!!!
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Responder17 h
Roberto Lamba Ivan Maússe aquele abraço!
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Responder17 h
Obedes Lobadias Descobriu-se que moram entre nós os que questionam ou procuram dar resposta, os que verdadeiramente pensam o país! 

Contra os intelectuais!


Ademais, duas das implicações dessa reconfiguração é que as universidades terão de se rever um pouco no concernente as disciplinas de admissão! E os livros todos serão trovados! Não Ivan Maússe?
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Responder14 hEditado
Ivan Maússe Obedes Lobadias aí está, meu caro. É uma clara tentativa de asfixiar o pleno exercício da razão.
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Responder17 h
Ivan Maússe E realmente, se mudam a base, então o topo (ensino superior), em termos de disciplinas para exame de admissão, algo deverá ser mexido, outrossim.
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Responder17 h
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Responder1 dia(s)
Ariel Sonto Eu ainda estou a procura dessa nova lei. Podes-me passar, Mausse?
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Responder1 dia(s)
Ivan Maússe Não há Lei ainda. 
Há sim proposta, meu amigo.
Caso eu encontre o draft, mando.
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Responder20 h
Armando Sebastião Tivane É POLÍTICA DELES NÃO QUEREM JOVENS CRÍTICOS COM CAPACIDADE DE ABRIR A VISÃO DOS "CEGOS" 11 PROFESSIRES LECIONAVAM 6ªCLASSE, COM A NOVA LEI RETIRARAM 10 SALÁRIOS E PASSARÃO A PAGAR MAL UM PROF. Por outro lada poucos são os professores com a capacidade de lecionar todas disciplinas da 6ªclasse ai vai se criar caus por parte de alunos e deve ser retirada a disciplina de inglês na 6ª classe. Este é um espírito de cacatas de 11 salários pra ficar um salário carrespondente a um professor( situação econômica). Na educação deviam consultar tudo ao professor que conhece a realidade da educação não à deputado nem há qualquer outro indivíduo.
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Responder1 dia(s)Editado
Ivan Maússe Armando Sebastião Tivane,
Muito bem colocado. Em outros países há pessoas especializadas na matéria, os chamados currículas, salvo melhor entendimento. 


Quando se pretende rever o currículo é essas pessoas que são feitas consultas. São vozes autorizadas e de reconhecido prestígio em matérias do género. É por isso que os tais países estão onde estão.

Aqui, a educação é projecto político. Cada um que vem altera as coisas da maneira como entende. Não há estudo profundo de viabilidade. A consequência é essa vergonha a que assistimos pelo país adentro, chegando até a ter doutores que não sabem escrever. Ah, é doloroso.
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Responder20 h
Vasco Adao O legislador aprova e faz a revisão das leis segundo os seus interesses particulares. 
GEORG MEAD
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Mondlane Calane Dzovo Kito Muito certo. Virão que nesses 26 anos formaram muitos bons linguarudos devido a introdução dessa filosofia assim preferem nos tirar essa Rica e doce disciplina só para formatar os novos putos. Só que eles esquecem que já existimos nós, não vamos dormir antes mesmo de mandar passear esse legislador. Kkkkkk
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Responder1 dia(s)
Ivan Maússe Vasco Adao sem dúvidas, meu caro. Trazes uma citação pontual. Enquanto a educação estiver sob esse prisma não lograremos sucessos tão já, infelizmente!!
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Ivan Maússe Mondlane Calane Dzovo Kito, pois é. A Filosofia trouxe uma nova forma de ser e de estar no pensar dos moçambicanos, sobretudo jovens.
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Responder20 h
De Waan Candido Artigo Pontual e oportuno , relata uma autêntitca ameaça à qualidade que fingimos almejar do nosso educando como entidade competente, um retrocesso ao desenvolvimento humano k fingimos estar a promover enquanto autoridade da educacao no país. parabéns Ivan.
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Responder1 dia(s)
Ivan Maússe De Waan Candido politizamos tudo, até mesmo a educação. Penso que podíamos fazer diferente. O país, para crescer, precisa de ser pensado e repensado.
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Isalcio Mahanjane Estranha e preocupa que o Parlamento o tenha ignorado! Resta saber se por lapso ou pura ignorância... parabénspelo alerta Ivan Maússe!
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Ivan Maússe Isalcio Mahanjane, grato meu caro. Bem, também não consigo perceber como é que o Parlamento deixou isso passar, a não ser que, uma vez mais, prova a ideia de que lá na AR há gente que só vai preencher os assentos e no final do mês entrar salário sem, no entanto, fazer algo “de verdade”.
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Responder18 h
Amir Fernando Agy Não se percebe e é preocupante, a filosofia sai das letras 🤔🤔🤔🤔.
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Ivan Maússe Amir Fernando Agy muito estranho, meu amigo.
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Responder18 h
Amir Fernando Agy Ivan Maússe decisão de quem nunca estudou a filosofia e/ou estudou só para passar
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Responder16 h
Delio Wilson Bateu certo meu amigo Ivan Maússe
Ha uma percepção que remonta do período do partido único, segundo a qual os filósofos são um problema para o poder político, ideia essa completamente errada, pois a filosofia é necessária e imprescindível, já basta termos cidadãos que não gostam de ler, agora queremos institucionalizar a ignorância
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Domus Oikos Temos pessoas cegas a indicar caminho aos outros.
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Armando Sebastião Tivane Resultado todos cairão na cova.
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Responder1 dia(s)
Ivan Maússe Domus Oikos, infelizmente, caro Professor. A-propósito, o Profs Domus, Ngoenha, Viegas, Mazula, Couto, Castiano que, a título de exemplo, são vozes autorizadas no campo das Ciências Filosóficas terão sido consultados para darem seu parecer nessa empreitada?! Ou, tal como tem acontecido, fizeram isto entre eles, lá?! Hehehe
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Responder20 h
Ivan Maússe Armando Sebastião Tivane, pois. Onde querem também nos levar, infelizmente!
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Responder20 h
Delio Wilson Quem vai alimentar os cursos de filosofia nas universidades? Estudantes do grupo C 😂?
No primeiro ano da universidade o professor terá que ensinar o que é um conceito, proposição, lógica, sinceramente 😂
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Responder1 dia(s)
Ivan Maússe Delio Wilson estás a ver, meu irmão!!! Estamos a regredir achando que estamos a ir para frente.

Pior, acontece é que o Grupo C, pelo menos pela minha experiência, nem atrai muitos estudantes. Se fizer uma vista pelas escolas secundárias da Cidade e Pr
ovíncia de Maputo, poderá ver que as turmas mais vazias entre a 11a e 12a classe, quer do diurno quer do noturno (e pior nestas últimas) são as do tal Grupo C (ciências com desenho).
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Responder20 hEditado
Mondlane Calane Dzovo Kito Queremos reduzir os linguarudos. Tsé.
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Responder13 h
Joefarman Manjate Certa vez vi jovens determinados a marchar em e dizer não a uma certa medida e o governo teve que parar e conversar! Os murmúrios não matam mosquito
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Responder1 dia(s)
De Oliveira Interessante reflexão
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Responder1 dia(s)
Carmelo Pontes Filosofia sim. Tirar filosofia do currículo é um tiro no pé da nação moçambicana
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Ivan Maússe Carmelo Pontes,
O que, de algum modo, mostra que não se está preocupado com o livre pensar. Pretende, portanto, formar quadrados. É o que parece.
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Responder18 h
Carmelo Pontes Devemos formar quadros pensadores de soluções para os problemas do cidadão do Estado. Filosofia é tão importante como matemática
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Responder15 h
Arone Cuco E qual futura se espera dos estudantes que actualmente cursam ensino de filosofia? E dos próprios professores que actualmente lecionam filosofia no ensino secundário geral, tremenda inconsequência tudo isto.

Caso para dizer que o governo está decretar a extinção da filosofia em Moçambique
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Responder1 dia(s)
Ivan Maússe Arone Cuco tal como, no passado, fez. Estão a mandar embora a Filosofia.
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Responder18 h
Abinelto Bié A tentativa desesperada de quer mostrar trabalho, dá nisto — traz consequências nefastas. Em parte, aliando-me ao 3º parágrafo do terceiro ponto, vejo isto como uma tentativa clara de desencorajar a reflexão — a livre circulação de pensamento
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Responder1 dia(s)
Ivan Maússe Abinelto Bié,
Estou a tentar imaginar um Estudante de Direito, de Jornalismo, de Ciência Política e de Relações Internacionais que não estudou, no ensino secundário, Filosofia.
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Responder18 h
Abinelto Bié Intelectualmente vazio, irmão. Não terá o princípio crítico.
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Responder18 h
Ivan Maússe Abinelto Bié, oh, vamos lá ver.
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Responder18 h
Abinelto Bié Este país chega a assustar-me, bro! São sucessivos desmandos.
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Responder18 hEditado
Abinelto Bié Tiraram o bom Ferrão, para isto?!
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Responder18 hEditado
Ivan Maússe Abinelto Bié e diziam, na altura, que a Dra. Sortane era muito sabida de Educação. Afinal, era para isto?!
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Responder17 h
Abinelto Bié Sabida é uma m**rda, pá! Desculpa lá! Que volte à Assembleia da República, de onde nem deveria ter saído!
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Responder17 h
Abinelto Bié O Professor Catedrático, Armindo Ngunga, um homem muito sábio, ser "submisso à essa senhora?! Muita humilhação para quem é calejado na educação.
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Responder17 h
Abinelto Bié Ngunga é um homem muito sábio, meu irmão. Um homem da prática, do campo. Mas porque não é muito alinhado, está onde está. Na cauda. Ser vice-ministro não é nada neste país.
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Responder17 h
Zarito Mutana Estou estou preocupado com o professor que vai leccionar a 6 classe.
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Responder23 h
Ivan Maússe Zarito Mutana,

Professor Tudólogo!

Malta Bitone Viage vão ter espaço.
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Responder18 h
Pedro Manguene A ser assim, a médio ou longo prazos poderá ser extinta a Filosofia, como curso, e talvez somente implementada como disciplinas anexas à outros cursos em ciências sociais/humanas. 
Bom, das contratações aqui levantadas, duas ilações: (i) poderá o MINED
H ter constatado que, enquanto disciplina dos grupos A e B, ela era redundante e pouco pertinente (não estou a dizer auê concordo, mas a tentar pensar do lado do governo, já que o mesmo não se explicou quanto a isto) considerando que um programa mais abrangente de História (das artes) poderá suplantar esta ausência. Oquê é, na essência, na filosofia?! Em três palavras diria que é "a arte de pensar". Não posso afirmar com veemência mas, no ensino secundário, o programa não tem tantos conteúdos altamente dissociados de outras ciências sociais: objecto da filosofia (qu é o Homem, tal como História e a arte), a moral, teorias de conhecimento e lógica, na 11a, pra depois aprofundar essa lógica e prosseguir com filosofia política, f. africana e metafísica e arte na 12a. Com as técnicas de expressão em língua portuguesa (orações, conjunções, etc que permitem a argumentação), a evolução das sociedades humanas (pensamento politico, a negritude, só para relacionar alguns domínios, etc) vistas na História e a expressão da estética, ética e moral, na arte, farão, a dado passo, fazer perceber que o indivíduo se encontra num processo de exercício constante do pensamento crítico - ou seja, a FILOSOFAR. E como outras áreas de ensino secundário geral não contemplarão as disciplinas de historia, por exemplo, a filosofia compactada na disciplina concretamente dita servirá de auxílio no exercício: pensamento crítico. Ou então a filosofia não se encontra já, embora subjectivamente, noutras ciências sociais?! 

O preocupante aqui é o seu lugar no ensino superior, só. 

Notem que não sou filósofo/professor de filosofia, como como professor de história Partilho este pensamento. 
Contra-argumentos?!
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Responder23 h
Ivan Maússe Pedro Manguene Hehehe meu amigo, não quero tirar mérito do teu comentário, mas acredite, o lugar Filosofia não é nada disso que referenciou.
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Responder18 h
Helder Waka Moiane ... se fosse possível até os profs deviam leccionar todas as disciplinas no ensino secundário
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Responder22 hEditado
Helder Castiano Assim se consumará o longo desejo do governo em acabar com o espírito critico e com os pequenos espaços de debate. E por conseguinte, a retirada da disciplina de filosofia no Grupo A, significará o "aniquilamento do jovem crítico e o renascimento do jovem espectador", que no entanto nada pode dizer sobre o justo do injusto, do certo do errada, porque não encontra em si, bases de sustentação logica e coerente.

Por outro lado, a retirada da Filosofia no grupo A, significará o aniquilamento do curso de filosofia, porque ela pertence as ciências humanas, e se o aluno do Grupo A não teve o privilegio de viajar sobre as grandes lições filosóficas dificilmente encontrá motivações para aderir o curso, uma vez que nada sabe sobre à filosofia. Por seu turno, o aluno do grupo C, jamais se interessará em em questionar-se ou levantar problemas sociais, porque ele sabe muito bem que o seu papel será de construir pontes, estradas, casas, etc. E não de criar teorias políticas de governação, princípios de igualdade sócia, liberdade, como fazem os filósofos e cientistas políticos.
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Responder21 h
Ivan Maússe Helder Castiano sim senhor.
Um comentário bastante “demolidor”, diga-se! O que reporta em seu comentário lembra muito o que, no passado, fizeram os POSITIVISTAS e todos aqueles homens da Escola de Viena que muito lutaram contra a Filosofia, expurgando-a dos currículos de Ensino porque sobejamente formava pessoas críticas à “ordem” estabelecida.
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Responder18 h
Mário Mabjaia Convidou o meu amigo, juventino Franscisco Djedje à este posts
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Responder21 h
Fausto António Macuácua Um ensino que transmite saberes, guiado por regras pre-estabelecidas e por um conhecimento que pertence ao reino do censo comum so pode estar ao servico da elite politica no poder (DOS COSTUMES, 2014). De facto, o censo comum pedagogico interessa a classe dominante porque teme a emergencia de uma masa critica.
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Responder18 h
Ivan Maússe É, me caro.
Nisto tudo o estranho é a pretensão de aniquilar a Filosofia do Grupo A. Seria pouco alarmente se, pelo menos, a retirassem doutros grupos. Tudo piora quando, curiosamente, pretendem apaga-la de um Grupo que é mesmo das Ciências Sociais/humanas por excelência.
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Responder18 h
Fausto António Macuácua Aprendi em pedagogia que a educacao tem um caracter politico, o curriculo eh elaborado de acordo com os interesses da elite politica no poder.
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Responder18 h
Ivan Maússe Fausto António Macuácua de facto. Para dizermos que há um propósito claro da nossa elite política em silenciar a Filosofia. Ela deve estar a incomodar demais!
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Responder18 h
Victor Muianga Esta reflexão toca me profundamente. É triste, parece que os fazedores do currículo buscam outros interesses sei lá obscuros....enfim, contudo a filosofia nunca vai se calar....
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Responder16 h
Pedro Manguene Vejo que muitos relacionam a filosofia com o espírito crítico. Sim, de facto, é essa a finalidade da filosofia. Mas não é o único meio. Ou, pelo menos, da experiência que se teve no ensino secundário, não via particularmente uma turma repleta de pensamento crítico só porque pura e simplesmente bebeu da filosofia. A filosofia é um meio, repito, mas não exclusivamente. TODA A CIÊNCIAS SOCIAL É FEITA, pra todos os efeitos do espírito crítico. Quando o estudante aprende em historia, por exemplo, sobre as guerras mundiais, não é simplesmente para saber que existiram essas guerras. Contextualizar as causas das Grandes Guerras, conhecer o grupos beligerantes, suas contradições/ambições, descrever as fases, avanços e recuos, fim ao cabo, deve remete-los à uma crítica de modo a saberem e poderem, dessa experiência (do passado, no caso) evita-las. Evitar as guerras civis que temos vindos a recrudescer, por exemplo, no caso dos nossos países/continente. 

Olhando a pratica actual, nao estou convencido que os alunos do ensino médio ganham, ou melhor, APROVEITAM suficientemente a finalidade da disciplina. Vejo, sim, preocupação em dominar silogismos e outros aspectos que não se distanciam das técnicas de expressão. 

PREOCUPA-ME SIM O DESTINO DA FILOSOFIA COMO ESPECIALIZAÇÃO A NÍVEL DO ENSINO SUPERIOR, por exemplo, mas não acredito que a sua redução aos estudantes de ciências exactas seja de todo mau, porque afinal de contas vai fazer exactamente o que se precisa: dotar de capacidades de interpretação, argumentação, suposição, sistematização do pensamento (lógico) que a falta de outras ciências sociais poderá os reduzir. 

Eu conheço muita gente que estudou filosofia no ESG e não consegue criar um discurso lógico nem mesmo interpretar de forma progressista os fenómenos políticos, económicos, sociais ou culturais. O espírito crítico pode se sustentar da sistematização das aprendizagens dos fenómenos sociais diversos.
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Responder15 h
Pedro Manguene Infelizmente, percebo que algumas conquistas que uma vez o Professor Mário Viegas defendeu, palestrando, há um volte face: "o K.O. que ofusca o O.K. da filosofia"!
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Responder15 h
Orlando Bila 😂 é insólito o jeito como abordas alguns assuntos, enfim parabéns. Amigo o ensino obrigatório não será 1° à 9° ? 
Eu não entendo onde e como vão formar um educador que possa lecionar (historia,matemática, física, química, biologia, português, etc...) s
endo um só. Cogito que por mais que um Ivan Maússe seja formado em tudo isso, nunca estará capacitado mentalmente para reter toda informação com muita eficacia, subscrevo haverá problemas aí.

#Filosofia não sei e nem quero saber quem pensou em tirar essa magnifica cadeira, pois corre o risco de lhe chamar Burro, ou talvez não sabe o conceito de Filosofia= filo(amor,amigo) Sofia (sabedoria) , mudanças de regressão isso sim, que porá é essa amigo?

Inédito pensamento de alguns dirigentes.
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Responder14 h
Pedro Manguene Leccionação 1 professor = 1 classe é até 6 classe (Ensino Primário), apenas! 

A partir do momento que te abdicas de comentar a retirada parcial da disciplina de Filosofia, estás também, automaticamente, a coartar-te... de filosofar. Se não filósofas (
isto é, não contra argumentas) por que será então oportuno que os outros tenham de o fazer (lá, na escola)??!?

[Inspirado, hoje. Estou apenas para provocar, filosoficamente!]
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Responder13 hEditado
Ivan Maússe Orlando Bila hehehe, acho que houve um lapso da minha parte. Realmente o ensino obrigatório é de 1ª à 9ª classe.

Para além de um aluno generalista querem, também, um Professor generalista, diria, no caso, tudólogo: o que dá tudo!!! Hehehe, complicado.
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Responder4 h
Orlando Bila Ivan Maússe infelizmente, deste gesto não se faz aluno, a um ditado que os professores gostam muito de usar, "já não se faz alunos como dantes" eu me pergunto, quem ensina e como ensina este aluno? Como dizem alAzagaia e Valete, a escola só formata mentes. 

Fazer mais como? Só temos que lutar e lutar. Não merecemos isso!!!!
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Responder3 h
Richards De Naretah Mais uma vez a política dos políticos a escamotear aquilo que é de valor, que dá saúde e vida ao nosso SNE, bem haja a Filosofia em todos grupos de ensino por favor...Bem haja a voz da razão meu caro jovem Ivan Maússe. É de salutar sua sábia observação...
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Responder12 hEditado
Ivan Maússe Richards De Naretah,
Estejamos atentos, amigo.
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Responder4 h
Thomaz Gennius Mubalo Já muito bem disse Descartes, a filosofia ensina a raciocinar bem. 

O bom raciocínio dos estudantes parece ser uma grande ameaça para o governo no poder visto que os maiores apologistas destes, que seguiam e ouviam os discursos destes como 
#Dogmas_e_axiomas tendem a ficar escassos, falo dos nossos avós e nossos país que acham que devem tudo a Frelimo por causa da Libertação das mãos do colono... 
Assiste-se no entanto o surgimento de jovens dotados de conhecimentos profundo e técnico acerca da política.
Atendendo e considerando que filosofia é um instrumento de emancipação segundo Nguenha, o governo sente-se ameaçado pela relutância dos mais novos aos seus discursos, relutância está que emerge do conhecimento da filosofia e com vista a mitigar esta ameaça nada melhor que escolher uma minoria para dotá-la dos conhecimento filosófico. 
Veremos que paulatinamente esta disciplina irá para o vácuo e os futuros jovens pouco saberão dos discursos, lógica etc. 
Mais não digo. 
Att: Thomas Mubalo
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