O ex-primeiro-ministro volta à universidade para uma conferência em Coimbra sobre a crise económica, que terá o apoio da RTP. Estudantes reconhecem escolha controversa, mas lembram papel de Sócrates.

AFP/Getty Images
José Sócrates vai falar sobre a crise económica que antecedeu e motivou a intervenção da troika em Portugal. A conferência acontece na próxima quarta-feira e é organizada pelo núcleo de estudantes da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Conta com os apoios da Universidade de Coimbra, da Faculdade de Economia e ainda da RTP e da Antena 1.
Ao Expresso, Simão Carvalho, presidente daquele núcleo de estudantes, justificou o convite com o facto de José Sócrates ter sido “primeiro-ministro nos anos da crise, na sequência da falência do Lehman Brothers”.
“Achámos interessante que pudesse fazer uma retrospectiva do que foi a sua ação e o seu pensamento nesse período. É um tema atual, tendo em vista as atuais consequências da crise, desde a ascensão dos movimentos populistas, às diversas fragilidades da União Europeia, o Brexit, etc.”, nota aquele responsável estudantil.

Mesmo reconhecendo que o ex-primeiro-ministro português é uma figura controversa, Simão Carvalho argumenta que José Sócrates “é incontornável no panorama político português” e, como tal, faz sentido “ouvir o seu ponto de vista do que eram os seus projetos para uma solução para a crise”.
Este é o quarto convidado pelo núcleo de estudantes da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. O ciclo de conferências começou em fevereiro com a palestra de Pedro Passos Coelho, neste caso sobre o Orçamento do Estado para 2018. Daí para cá, houve uma outra conferência sobre o Governo de António Costa (e que contou com Jorge Coelho e Marques Mendes) e uma outra palestra sobre a evolução do sistema bancário, que teve como oradora Teodora Cardoso, presidente do Conselho de Finanças Públicas.Antonio Ferrolho Ídolo de uma larga franja da população. Ninguém melhor para explicar como se leva um país á bancarrota. Talvez devessem também convidar o Costa, que era o numero dois desses maravilhosos governos que tantas saudades deixaram aos portugueses apoiantes de figuras incontornáveis da desgraça nacional.
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