terça-feira, 6 de março de 2018

Alunos e famílias não acreditam que estudar compense


Estudo pedido pelo Governo mostra que os portugueses estão pouco informados sobre a oferta e os apoios existentes. Persistem as expectativas negativas relativamente ao retorno de uma qualificação superior.
Nelson Garrido
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NELSON GARRIDO
As bolsas de acção social, os cursos superiores profissionais e as diferentes modalidades de entrada no ensino superior são realidades que passam ao lado de muitos estudantes e famílias. As conclusões são de um estudo encomendado pela Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES) e levam a sua autora, Diana Aguiar Vieira, que é investigadora e pró-presidente do Instituto Politécnico do Porto, a afirmar que os portugueses “não conhecem o ensino superior”.
O estudo Determinantes e Significados do Ingresso dos Jovens no Ensino Superior destina-se a perceber os factores que facilitam ou inibem a entrada dos alunos em cursos universitários ou politécnicos. Para o trabalho foram ouvidos os próprios estudantes, sobretudo do ensino secundário. Um exemplo paradigmático da falta de conhecimento são os cursos técnicos superiores profissionais — formações profissionalizantes de dois anos, ministradas em exclusivo no ensino politécnico, criadas em 2014 pelo Governo anterior. Mesmo que sejam “ainda recentes” na oferta das instituições, Diana Aguiar Vieira estranha que a população em geral “não os conheça”. “Não sabem que é uma oferta”, sublinha.
E, no entanto, os cursos técnicos superiores profissionais (Tesp, na sigla usada pelas instituições de ensino) podiam ser “extremamente interessantes para aqueles alunos que querem um ensino mais pragmático e profissionalizante”, constituindo uma resposta para os jovens do ensino profissional não superior — muitos dos quais não prosseguem estudos.
A pró-presidente do Politécnico do Porto sugere, por isso, que os Tesp sejam integrados no concurso nacional de acesso ao ensino superior, através do qual os estudantes podem actualmente concorrer apenas a licenciaturas e mestrados integrados.
As candidaturas aos Tesp são feitas directamente a cada uma das instituições que os oferecem, com regras que podem divergir de caso para caso. Incluí-los no concurso nacional de acesso seria uma forma de “aumentar a sua visibilidade no conjunto de opções para o prosseguimento de estudos após o 12.º ano”, afirma Diana Vieira. A solução permitiria ainda “a percepção inequívoca por parte da população de que estes cursos são de nível superior”, sustenta, em declarações ao PÚBLICO.

Barreiras financeiras

A investigação permitiu também perceber que os estudantes estão pouco informados sobre os modos de acesso ao superior alternativos ao concurso nacional — como os concursos locais ou o contingente para maiores de 23, além dos próprios Tesp —, bem como sobre os apoios existentes por parte do Estado para quem estuda nas universidades e politécnicos, como as bolsas de Acção Social destinadas aos alunos de famílias com menores rendimentos ou as residências universitárias.
Em resposta a este défice de informação, no estudo encomendado pela DGES propõe-se a criação de uma campanha nacional de divulgação do ensino superior, tendo por alvos principais os estudantes e as suas famílias, capaz de mostrar “casos de sucesso que explicitem as vantagens de uma qualificação de nível superior” e usando especialmente os meios de comunicação digitais, de modo a chegar a um público mais jovem. É que a falta de conhecimento sobre a realidade do ensino superior está “estritamente associada” a um fenómeno de “indecisão vocacional”, que se traduz na dificuldade em definir objectivos por parte dos alunos, explica ainda Diana Aguiar Vieira. O desinteresse por estudar, muitas vezes associado a desempenhos escolares mais fracos, ou à crença na incapacidade de realizar com sucesso um curso, estão ligados ao desconhecimento da oferta existente.
Diana Vieira detectou também a persistência de “expectativas negativas” em relação ao retorno do investimento numa qualificação de nível superior como um factor “inibidor” do prosseguimento de estudos após o 12.º ano. “Foi algo muito salientado pelos participantes. Mantém-se a ideia de que não vale a pena tirar um curso”, sustenta. E, no entanto, de acordo com o relatório Education at a Glance, de 2017, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), os portugueses com o ensino superior ganham, em média, mais 69% do que aqueles que têm apenas o ensino secundário, um dos valores mais altos de todos os países que participam nesse estudo. Em média, na OCDE, o prémio salarial é de 54%.
As “barreiras financeiras” são igualmente um dos obstáculos que merecem destaque por parte dos participantes no estudo pedido pela DGES: salientam os custos do pagamento das propinas, alojamento, transportes e alimentação como centrais na decisão de prosseguir ou não estudos. A autora defende, por isso, um “maior apoio financeiro aos estudantes e às suas famílias”, com um aumento quantitativo das bolsas, disponibilização das mais residências e reforço das bolsas de mérito.
Para este trabalho foram ouvidos 1091 estudantes, sobretudo do ensino secundário, mas também do 1.º ano do ensino superior, através de grupos de discussão, grupos focais e perguntas abertas em questionários. A intenção era recolher “dados qualitativos” que permitissem uma leitura que vá para além das estatísticas — por exemplo, as que demonstram que 45% dos estudantes que neste momento frequentam o secundário estão no ensino profissional e, destes, 85% não prosseguem estudos para o superior. “Sabemos isto, mas não sabemos por que acontece. Importava ouvir os alunos”, diz Diana Aguiar Vieira.
Foram ainda inquiridos 292 profissionais entre psicólogos das escolas do 3.º ciclo e secundário e os responsáveis pelo contacto com as escolas dentro dos gabinetes de comunicação das universidades e politécnicos.
Maria Conde Silva Temos professores doutorados que estão no desemprego, como, por outro lado, temos não professores de nada que são professores na Universidade. Para estes, valeu a pena, não o curso, mas a política. Portanto, curso certo em Portugal é mesmo a política. Como compensa!
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Miguel Alvares Afonso Tem toda a razão. Até PC já é professor universitário...
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Ju Fino É vergonhoso
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Maria Conde Silva Há quem ache que não. Mas eu acho que sim!
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Nuno Campos Sou de um espectro político completamente oposto ao do PC, mas não entendo o pq da contestação. 
Ele vai dar aulas de política e outras áreas. Bom, um homem que mal ou bem governou este país e tem uma longa carreira política, sabe muito mais dessa área
 que qualquer teórico que passou a vida a ler teorias políticas (que são muito importantes), mas falta lhes saber o que é a "Realpolitik" e isso pessoas como PC, ex ministros e embaixadores, têm um contributo importante para dar. 
Outra coisa é se tem jeito, isso é diferente e não me pronuncio pq não o conheço.
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Esteves Aida É a tal história do saber mexer os cordelinhos...infelizmente...
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Maria Conde Silva Dar aulas não é um assunto de "jeito". Para ensinar é necessário ser professor profissionalizado. O problema está nos políticos entenderem serem reis e serem senhores. E, como qualquer pessoa, com ou sem formação, pode ser político, este, por sua vez, entende que, qualquer politico, com boas ou más provas na política pode ser professor. No que respeita à prova dada, Passos não tem uma carreira tão prodigiosa assim! Já agora faço a seguinte pergunta: como teria reagido se, (antes do escândalo) o convite fosse feito a Sócrates. Mal, certamente! Para um político que quis afastar centenas de professores com uma prova de avaliação a professores profissionalizados, age, agora, com a tamanha incoerência da prova dada.
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Henrique Pereira Eu estou no ensino superior, no 3° ano da licenciatura, e aquilo é uma verdadeira merda: basicamente andas um semestre inteiro a tentar decorar a matéria toda que é avaliada num exame de 2h. Nós não somos ensinados a saber, mas sim obrigados a decorar.
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Nelson de Carvalho E o pior é que pagam para isso...
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Miguel Louro Aprende uma coisa. A licenciatura apenas te ensina como estudar. A licenciatura é apenas o início da caminhada...
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Fábio Cipriano Ventura Miguel, o mestrado é igual. É assim desde que se entra na escola.
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Henrique Pereira Pelo que tenho visto, o mestrado tem sido praticamente a mesma coisa.
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Nuno Campos Henrique Pereira. O sistema pode te obrigar a isso, mas depende do aluno decorar ou crer aprender efetivamente!
Se tu tiveres gosto pela matéria e pela área, por ti tu vais estudar e aprender mais, e ao mesmo tempo melhoras o teu espírito crítico. É esse o objectivo atingir numa licenciatura.
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António Vilas Boas Se só decoras muda de curso, pois tinha o mesmo problema até estudar o que gostava, deixei de decorar e passei a ensinar meus professores. Simples
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Vera Monica Teixeira Concordo com o Miguel Louro. A mais valia que trago da licenciatura é aprendi a aprender. A procurar informação? A estruturar a seleccionar.
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Xana Dav Ana Silva Nem mais!
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João Santos Licenciaturas tornaram-se culto porque era um caminho imediato para ter um trabalho na função publica. É que podia-se dizer que é mau pago isto e aquilo , mas tinham sempre lugar na função pública. Hoje em dia é bem diferente. É claro que licenciaturas, mestrados, doutoramentos enriquecem a nível pessoal e cultural, mas a nivél de obtenção de um trabalho pode ser uma desvantagem. O que é que uma pessoa saída com 22 anos ou mais da universidade que só aprendeu TEORIA ao candidatar-se para um trabalho vai dizer o quê ? Que tem uma licenciatura ? Imediatamente perguntam se tem experiência ? O que nos leva para outros tipos de problemas as universidade, ensino politécnico estão afastados da vida real das empresas, do trabalho de campo. Fechados dentro de uma sala ouvir o professor e a empinar livros e mais livros , como se tivéssemos no século XX. Já chegamos ao século XXI e só teoria já não chega......
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Tiago Pinheiro Será que compensa? Vejo centenas se não milhares de recém licenciados no desemprego será que valeu apena? Centenas de licenciados nas caixas de supermercado ou em outro trabalho não qualificado para o que estudaram. Sou frequentador de uma licenciatura pos-laboral, faço um esforço imenso dividindo-me entre família, trabalho e escola no entanto as perspectivas são meramente de evolução intelectual, pois a nível profissional parece de facto que não compensara, este pais esta preparado para os chicos espertos r amigos dos amigos e não para quem se esforça. Neste sentido não compensara a não ser que haja alguma sorte.
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Bernardo Bordeira canudo n significa trabalho automatico. se trabalham no supermercado ainda bem, é trabalho. Nao ha vergonha nisso. e se n é o que querem entao é para ser uma situacao temporária. Os dias de arranjar trabalho facilmente acabaram à muito tempo....
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Tiago Pinheiro Bernardo Bordeira não é vergonha nenhuma no entanto não foi para aquilo que estudaram e muitas vezes estão indefinidamente nesta situação. Por vezes até terão chefes com muito menos qualificação que estes recém ou não licenciados. O que está em causa é será que compensa? Só o tempo o dirá, tal como a mim só o tempo o dirá mas pelo tratamento infligido à minha pessoa e o descrédito dado internamente posso afirmar que será uma grande conquista intelectual e pessoal, já a nível laboral compensará a muitos mas muitos outros não acredito. É uma opinião pessimista bem sei mas faz parte da minha experiência. bem haja.
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Maria Fonseca Estudar, saber, compensa sempre. O saber não ocupa lugar. Outra coisa é tirar um curso, muitas vezes com esforço, querer trabalhar na área para a qual estudou e não conseguir, é frustrante naturalmente. A ideia que eu tenho é que, parece que agora é "obrigatório" ter um curso superior, quando muitas profissões necessárias não são ensinadas na universidade...Parece que anda tudo ao contrário ou então andam muitos a querer copiar outros...
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Sónia Carreira Silvestre Não subscrevo. No que a mim e aos meus filhos concerne, uma licenciatura e mestrados foram uma mais valia na nossa formação e no 1º emprego. O caminho faz-se, caminnhando...
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Dinis Ferreira Vale sempre a pena
-Se ta difícil para aqueles que teem curso, imaginem para os que nao teem
-Por um questao de valorização pessoal 

-Pela esperiencia/convivio/estabelecer contactos
-aprendizagem cívica e social
-quando se começa a trabalhar muito jovem esbanja-se dinheiro. Jovem com dinheiro e pouco juízo ganha vicios e estraga o corpo. Mais ser teso e tirar um curso superior
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Vera Monica Teixeira Diferentes profissões, requerem diferentes conhecimento. O estar difícil para quem têm licenciatura, não significa que esteja mais difícil para os que não têm . Se no mercado de trabalho precisam de um serralheiro, por exemplo, de nada serve ter uma licenciatura. A sua ideia está errada. Quando procuro um determinado profissional, nem sempre o licenciado têm o conhecimento que procuro. Um engenheiro não é um electricista e vice versa.
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Dinis Ferreira O importante é fazer aquilo que se gosta. Quando se gosta somos bons naquilo que fazemos. Se formos bons, somos bem pagos. É por isso que no mercado de trabalho ve-se um bom técnico electricista soldador canalizador etc, terem melhores ordenados do que engenheiros.

Mas pelo seu perfil tem um curso superior e "procura" bons profissionais...

LIKE A BOSS!!!
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Manuel Vieira Estudar compensa, contudo não tem que passar exclusivamente só por Formação Superior, pois quer queiram quer não, uns mais e outros menos a formação superior não será o "passapoprte" para se ter trabalho ou emprego como queiram. A Formação Profissional deve iniciar-se para todos, mesmo para TODOS desde o Secundário, com competências para um papel na sociedade como cidadão e não apenas para se ter a escolaridade básica, poder-se votar e acesso ao ensino superior. A estrutura Piramidal Social em termos do Trabalho faz-se com todos com papéis bem definidos e remunerações correspondentes justas e não como está a ocorrer que temos licenciados, mestrados e doutorados a auferirem ordenados mínimos e precariedade no trabalho e por outro lado a falta de Profissionais e Técnicos na produção, transformação e serviços.
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Sandra Rana O que esperam !!! Nada neste país e transparente é só cunhas , tachos , nunca ouve uma politica de continuidade na educação ... Existe muito para alterar na educação para motivar os alunos , não é só decorar ...
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Maria Santos Estudar compensa sempre.saber não ocupa espaço, não pesa, pode ser útil, prepara para avançar para outras valências, desenvolve capacidades para adaptação a outras pistas...
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Alvaro Rui Lopes Ja que isto funciona assim, eu ja fiz um estudo e de certo vai resultar. 
Quando terminar a licenciatura, abro a minha oferta como militante ao partido que me oferecer mais, e a partir daí. É tacho garantido. 
😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂
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Fátima Cruz o factor "C" cunha é o que mais valor tem Os jovem competentes e com valor estão no fundo das tabelas dos vencimentos Uma triste realidade que se justifica pelo currículos de quem está há frente das empresas.
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Sousa Lima O que se deveria ensinar nas nossas escolas era uma profissão em áreas que falta , eletrônica , mecatrônica , mecanica , electricidade , domótica , redes de telecomunicações , redes de gás , programação automóvel , etc , etc .........que andam os nossos jovens a aprender no ensino secundário ?!?!?!?! Fazem o 12°ano e sabem fazer o quê ? Enfim ......dizem alguns que estão prontos para entrar na faculdade ......Portugal no seu melhor ........
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Pedro Henriques de Oliveira Os TESP são um erro. Valeria mais apostaram a sério nos técnico-profissionais em que jovens com 18 anos poderiam terminar o curso e ter um "ofício". Os TESP são para angariar clientes para o ensino superior.
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Luís Luís Não vale a pena mesmo, dou o meu caso... Estudei, fiz o 12 ano e um curso profissional, no fim vieram as novas oportunidades, pessoas que até à escrever o próprio nome dão erro, em 3 meses de frequência em ensino duvidoso lhe foram reconhecidas competências equivalentes a quem que como eu estudamos... 
Pior, já no meu tempo de escola era diferente do tempo dos meus pais, mas ainda havia valores, ensinavam o raciocínio lógico, agora não, ensinam a obedecer, sem questionar, criam se cordeiros para mais tarde ter carneirinhos obedientes...
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Nelson Teixeira Se a lei fosse cumprida e o salário de um licenciado ou mestrado fosse significativante diferente de um "não licenciado" podia ser que as coisas mudassem. Mas, como no final acabam todos na caixa de supermercado, a recibo verde, enfiados num "banco de horas" que os obriga a horários extraordinários que de extraordinários só tem as horas e não os salários... A ideia que fica é "Estudar para quê?" #ÉoPaísqueTemos
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Andre Cruz O que é isso de comopensar nao hesiste dinheiro que pague a formação pessoal independente do trabalho que se tenha. Em pt todos querem trabalhar nos escritórios ai não dá.
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Fernando França ...e não estudar resolve? Não estudar vai fazer o quê da vida...quando for grande? Se para aqueles que estudam, fazem curso superior é difícil encontrar trabalho como será num futuro muito próximo com o avanço da tecnologia, da ciência... Jovens, nao se iludam, estudam, estudem muito...
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Miguel Sarmento Alterem os curricula!
Apendam a compreender as matérias, hoje conhecidas, necessárias ao futuro.
Estudem informática, turismo, mandarim, por exemplo.

Esqueçam a engenharia civil, a psicologia ou a medicina de consultório...
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Marisa Ferreira 'O saber não ocupa lugar' se fosse tirar licenciatura de forma gratuita à biblioteca mais próxima. Uma licenciatura não implica ficar a saber mais, é um despejo de matéria. Aliás quem é autodidata e apaixonado por uma área deixe-se estar assim e procure experiência e não uma universidade
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Fátima Mota Claro que vale, tem é que saber escolher o cartão de Jotinha!
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Ziza Mariposa Eu não me arrependo de ter estudado e ter pagado os meus cursos. Nunca andei às custas dos pais.
Sempre gostei de estudar e ainda continuo a fazê-lo.
Que me trouxe umas mais valias, isso trouxe
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Ju Fino Começo a achar que não. Afinal temos Professores Catedráticos que nada fizeram para o merecer...
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Nuno Fernandes A não ser que seja numa universidade do partido com cartão ao peito e tudo...
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Pedro Pikeno Se o Sócrates é engenheiro e o Passos professor catedrático, vale pagar propinas etc?
Brincadeira à parte, aprender nunca ocupou espaço!
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Maria Leitão Claro que não!!! Toda a gente sabe que a corrupção e a vigarice é que compensam!!!Estudar para quê?!!! Para trabalhar a troco de 3 patacos?!!!
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Antonio Castanheira Mendonça Estudar compensa sempre, independentemente da ocupação profissional que se consegue!
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Pedro Pena O que compensa cada vez mais são os cursos profissionais... ganhasse mais dinheiro como electricista ou canalizador que com a grande maioria dos cursos superiores.
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Mário Pereira Se olharmos à maioria das opções disponíveis, vemos licenciaturas sem saídas profissionais, outras com fraca saída e apenas algumas em que realmente compensa apostar. Perante isto e sendo o ensino formatado para o empinanço e não tanto para a criação de quadros mentais de pensamento e que permitam a adaptação ao mercado de trabalho, estas dúvidas dos alunos e das familias são legitimas...
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Deolinda Gonçalves Não dê as costas a possíveis futuros antes de ter certeza de que não tem nada a aprender com eles.
_Richard Bach
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Raimo Pedro Manninen Para quem emigra não é má solução. O mercado de trabalho Português não é grande coisa para pessoal com formação superior.
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Gonçalo Correia Tirando casos específicos como por exemplo medicina ou arquitectura, concordo.
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Dos Santos Para quê estudar quando se pode ser jotinha, fazer carreira de cola cartazes e lambecus e acabar como professor catedrático....
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