Muhamad Yassine adicionou 4 fotos novas.
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GAZA...
Depois da minha estadia na província de Gaza observando a situação politica e a tolerância política conclui que:, a exclusão política, é oriunda de uma dinâmica promovida desde os altos escalões do poder, na qual não se toleram o questionamento e a crítica ao partido no poder, utilizando-se com espantosa regularidade de formas cruéis de violência a fim de eliminar o opositor político ou impedir sua actividade política.
Ficamos a saber que: Personagens incrustados no Estado, nos momentos em que a oposição politica democrática realiza suas actividades sempre apelaram à estigmatização e ao macarthismo.
A criminalização politica do protesto social vem por meio do ataque verbal, fazendo das expressões “bandido armado ” ou “auxiliar dos bandidos ” o argumento ameaçador para silenciar aqueles que discordavam civilmente das iniciativas políticas governamentais ou do partido no poder.
Amigos...
Devemos saber que a conquista da paz deve ser uma política de Estado, não pode ser o resultado da boa intenção ou da visão imediatista de um governo, mas uma transcendental mudança do regime político do país, o que implica, necessariamente, em garantias para a oposição, ou seja, a verificação, no plano real, concreto, de que não existem mais assassinatos, desaparições, armações contra as lideranças políticas e populares. Deve-se afirmar a pluralidade, a tolerância, a edificação de regras do jogo para uma ação política na qual seja possível concorrer abertamente contra os programas de governo numa democracia pacífica.
Há que oferecer uma proposta modernizadora para a participação política, que reconheça a existência de sectores sociais divergentes, que não permita os atentados contra a crítica e o pensamento diferente, e que fomente a inclusão e a tolerância, numa cultura de respeito pelo outro.
Outrossim, há que fechar espaços às vozes que, de maneira simplista e irresponsável, argumentam que Gaza é somente de um partido, primeiro, porque essas opiniões não resistem a uma análise séria, com fundamento histórico e que retrate a evolução dos actores do conflito, as diversas fases do Estado Moçambicano e a maneira como a paz foi alcançada.
Tais vozes, sem compromisso com a paz, estão consciente ou inconscientemente atreladas a uma visão parcial e inconsequente da realidade, assim propiciando as condições para a continuidade de conflitos politicos a partir da vários modelos de desinformação e da falta de critérios de contribuição democrática. .
Em Moçambique , a experiência diz que há que construir a paz aos poucos. Com clareza podemos enxergar três possíveis cenários para o futuro:
o primeiro, o de uma vitória militar de alguma das partes, o que é bastante improvável porque os actores armados têm capacidade de atingir um ao outro, mas estão bastante longe de conquistar um triunfo real e definitivo; o segundo, o de um conflito contínuo, persistente, no qual os actores se atingem mutuamente com sucessos que não definem os rumos da confrontação, com incremento da militarização da vida nacional, um processo que será traumático, de altíssimo custo em vidas humanas; e, por fim, uma saída negociada, que coloque as bases para uma abertura à democracia, com um modelo de desenvolvimento para as maiorias nacionais. Melhor optar seriamente por esta última que poupará recursos e vidas humanas, somos sim capazes de acabar com a guerra de uma vez por todas se negociarmos de coração aberto..
Esta última é uma alternativa real, a melhor, a mais razoável, a que geraria as condições para procurar a máxima efectividade dos direitos, afastando a guerra como lógica de solução para os conflitos inerentes ao sistema. O cessar fogo está sendo uma boa premissa.
O direito à paz não admite mais dilações. A lógica da guerra não pode mais determinar os rumos de toda uma sociedade. Efectivar a paz é questão real da humanidade e é a real alternativa popular.
Não podemos mais olhar para certas províncias e assumir que se regem por uma outra constituição diferente da nacional e que suas acções são aceites por serem tradicionalmente assim.
Algumas acções anti-constitucionais acabam por demolir os alicerces da democracia no país, e a liberdade de exercício político é ponte fundamental da democracia.
Por
M.Yassine com extratos de Pietro Alarcón
Comentários

Naine Mondlane Bem Dito MY!
"Gostei" Não podemos mais olhar para certas províncias e assumir que se regem por uma outra constituição diferente da nacional e que suas acções são aceites por serem tradicionalmente assim.
Algumas acções anti-constitucionais acabam por demolir os alicerces da democracia no país, e a liberdade de exercício político é ponte fundamental da democracia.
Por
M.Yassine com extratos de Pietro Alarcón
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Milton Machel Quero ver esse discurso de esperança ecoar na "hora da verdade", tempo eleitoral
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Naine Mondlane Faço Das Tuas As Minhas Palavras Amigo Milton!!
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Naine Mondlane Faço Das Tuas As Minhas Palavras Amigo Milton!!
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Muhamad Yassine Vamos ver, espero ter domesticado a democracia em Gaza até então
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Milton Machel Gostei muito!
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Nasser Ossemane Resumindo: não aceitam a democracia e as liberdades de opinião e expressão
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Hassan Osman Aceitar Mudanças Nunca foi Fácil, pois significa, por vezes, ceder algum espaço nos vários domínios da Vida, por isso façamos Votos que esta forma de ser e estar seja uma Realidade e que a PAZ seja uma Realidade no Nosso País.
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Domingos Gundana Na verdade, alguns detractores que pensam na Província de Gaza como berço do Partido no poder e fazem de tudo criando grupinhos, até financiar estes para hostilizar qualquer cidadão que tentar se filiar a oposição em especial a Renamo. Estes nem sequer imaginam o crime que cometem, pois excluem o cidadão das liberdades que a constituição de Moçambique os confere. Foi por este mesmo motivo que o povo de Gaza apesar de ter tido filhos na Presidência foi por longos anos a mais esquecida por estes no que concerne a projectos de desenvolvimento, até hoje é uma das províncias sem aeroporto, levou anos para que a estrada nacional no troço que atravessa a mesma fosse reabilitada. Apesar de ser uma das províncias cujo filhos têm a voz no poder decisório, e por esse motivo os poucos que se beneficiaram do regime de tudo fazem para silenciar a maioria pacata. Até as cheias de 2000 ensinaram que a cidade devia sair da zona baixa para a zona alta, os tais dono de Gaza não conseguiram construir infraestruturas na zona alta e as instituições do estado foram os primeiros a retornar para a zona baixa. Hoje porque todos lutam pelo o chamado fundo político para o desenvolvimento de membros do Partido camarada, de tudo fizeram para criar novos distritos que nem um raio ou requisitos necessários não possuem e todos no corredor da estrada nacional.
Portanto Gaza deve se superar e a população deve ser libertado dos tiranos. O povo de Gaza merece ser parte da democracia.
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David Abilio Pessoalmente penso que é difícil atingir alguns dos objectivos pretendidos, quando se parte de uma base falsa da história e dos factos, agarrando - se a paliativos falaciosos. Não acho a Província de Gaza diferente de outras Províncias. É preciso descer um pouco mais e sem complexos estudar os factores diferenciadores que podem ser determinantes para a compreensão do comportamento das populações de cada Província. O que se diz de Gaza pode se dizer o mesmo de Sofala por exemplo. Não basta justificar insucessos com a pretensa instrumentalização das populações, ou com o tribalismo evocado pelos actores políticos. As ameaças da separação do País pelo rio Sáve traduzem de certo modo esta preguiça de fazer política sem se apoiar do conhecimento sócio cultural , ignorando a complexidade e a diversidade deste nosso rico mosaico, e olhar o Homem apenas como um eleitor sem motivacoes proprias . Basta lhe inculcar - lhe na cabeça adjectivos políticos pronto, ele muda automaticamente porque o mesmo deu certo numa determinada região. Eu penso que sabemos todos que somos moçambicanos, um Xaixaiense, um Beirense, um Nampulense, um Quelimanense etc. deve ser tratado de acordo com as suas características sócio culturais específicos para propiciar mensagens específicas . A palavra bandido armado ou matsanga não tem a mesma repercussão em todos os lados e em todos os momentos. Podia se dizer o mesmo de palavras tipo comunista, corrupto ou ladrão tem um entendimento diferenciado nos grupos populacionais. Gostaria que entendessem a minha opinião como um contributo e estímulo para encorajar os políticos mudar de estratégia de intervenção nos grupos populacionais onde se apresentam com menos vantagens.
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Muhamad Yassine Eu gostei de ter lá trabalho e voltarei para fazer outra parte do meu trabalho
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David Abilio Mas deve abandonar a conclusão fácil de culpar o outro pelos fracassos, e assumir isso como estímulo para aprofundar o trabalho político necessário e adequado às realidades específicas. Não basta ser natural enquanto olhar a realidade baseada na culpabilização do outro.
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Muhamad Yassine Este foi o meu primeiro apanhado simplificado, é claro que com mais trabalho iremos perceber melhor a tendência popular.



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