domingo, 5 de fevereiro de 2017

Moçambique sem dinheiro para pagar combustíveis


Esta semana já houve problemas nas bombas de gasolina em Maputo, capital de Moçambique
Grant Neuenburg / Reuters

Primeiro, o Estado falhou o pagamento de juros a credores. Agora, está com dificuldades nas importações

Moçambique enfrente neste momento um risco sério de falta de combustíveis. Já houve um primeiro sobressalto esta semana, mas a situação pode voltar a agravar-se. Isto acontece pouco dias depois de ter sido comunicado oficialmente aos credores de títulos no valor de 726,5 milhões de dólares (€673,4 milhões) que “o pagamento da prestação dos juros no montante global de 59,8 milhões de dólares, devidos a 18 de janeiro de 2017, não será feito”. Os navios da próxima importação de combustível chegam a Moçambique entre finais da primeira quinzena e princípio da segunda quinzena de fevereiro, segundo nos revelou a Importadora Moçambicana de Petróleos (IMOPETRO). Mas um funcionário sénior da IMOPETRO confidencia que esta crise “está no início” e que “ainda vai piorar”, dado que “não há dinheiro para pagar os próximos fornecimentos de combustível”.
De sexta-feira para segunda passada, as bombas de abastecimento em Maputo e noutras cidades ficaram com escassez de combustível. Na segunda-feira, as poucas bombas que ainda o tinham estabeleciam limites para cada cliente que iam entre 10 a 30 litros por viatura. Foi o primeiro sinal de que a crise já atingiu o coração do país. Em todas as bombas com combustível, registavam-se longas filas de viaturas à espera de abastecer. Alguns automobilistas foram mesmo obrigados a abandonar os carros ao longo do percurso. Outros, mais cautelosos, deixaram-nos em casa. Já não tinham combustível, e esta era a única solução. A cidade e província de Maputo tem um parque automóvel de cerca de 50 mil viaturas.
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