segunda-feira, 9 de abril de 2018

Parabéns à “Sapataria” Savana!




Parabéns à “Sapataria” Savana!
Não sou de todo hipócrita. Sei bater palmas quando os outros acertam. Palmas de incentivo. Estou contente pela capa do jornal “Savana”, da sexta-feira última. Intitula-se “A estrela do cinema mudo”, em referência a Beatriz Buchili que até aqui não mugiu no concernente às dívidas ocultas. De certa forma estou feliz porque por fim dão-me razão no que tenho dito reiteradas vezes que em Moçambique a justiça avariou. Não funciona.
O que me levou a criar esta página do Facebook era exactamente para mostrar aos meus compatriotas que a justiça, em Moçambique, não existe. Se existe, é para acobertar os criminosos de colarinho branco. O poder do dia. Por isso que até aqui nada se sabe sobre a questão das dívidas ocultas. Esta questão há muito que morreu.
O que me preocupa é que os magistrados recebem salários chorudos e têm regalias. Ou seja, o dinheiro do contribuinte está a pagar pessoas que não fazem nada. Chegam ao gabinete e esticam as pernas, depois de um café, água mineral, bolachas…
Estamos a pagar a burros que só fazem o que o poder político manda. A justiça, em Moçambique, só serve para limpar a casa de banho do poder político. É moleque, pão-mandado, serviçal. Os magistrados deviam colocar aventais quando fossem trabalhar. Aqueles aventais dos garçons. Se estão lá só para servir o chá aos políticos…
Um país sem justiça, é como uma torneira em que a água não jorra. É como um marido impotente. A mulher não tem quem a satisfaz. Por isso que arranja outros meios. É por isso que desembocamos em situações como linchamentos e tais. A justiça que é o pilar fundamental para o desenvolvimento de qualquer país, em Moçambique está uma merda!
Um abraço
Nini Satar
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TEMA DA SEMANA 2 Savana 06-04-2018 TEMA DA SEMANA N um mês como este (Abril), em 2016, o respeitado jornal norte-americano, Wall Street Journal, despoletava o maior escândalo financeiro de sempre na história de Moçambique. Eram as chamadas dívidas ocultas, uma operação de USD 1.4 mil milhões contraídos à calada da noite pela administração Guebuza. Os empréstimos juntavam-se aos também polémicos USD850 milhões da EMATUM, constituindo um pacote único que, como tal, também teve um processo único na Procuradoria-Geral da República (PGR), datado de 2015, ano em que iniciou a investigação sobre a EMATUM, mas que até hoje está em fase de instrução preparatória, com a PGR a entreter a tudo e todos, num autêntico jogo de cabra-cega. O país ainda digeria a dívida de USD 850 milhões da Empresa Moçambicana de Atum (EMATUM) quando, em Abril de 2016, foi despoletado mais um escândalo financeiro, USD 622 milhões da Proindicus e USD 535 milhões da Mozambique Asset Management (MAM), empréstimos contraídos e avalizados pelo Governo moçambicano, entre 2013 e 2014, junto dos bancos russo VTB e suiço Credit Suisse a favor das três empresas teoricamente privadas, mas detidas pelo Estado, através dos serviços secretos. O escândalo, inicialmente, desmentido pelo Governo, causou ira não só aos moçambicanos que foram apanhados de surpresa, mas também à comunidade internacional que, de imediato, suspendeu os seus apoios financeiros ao Orçamento do Estado (OE), levando o país ao precipício. Os parceiros de cooperação, incluindo o Fundo Monetário Internacional (FMI), desde logo deixaram claro que o esclarecimento das dívidas ocultas, que inclui a responsabilização dos seus autores, é uma etapa incontornável para restabelecer a confiança e retomar os seus programas de apoio a Moçambique. A Suécia chegou a financiar uma auditoria independente às dívidas ocultas, USD 4.7 milhões, que foi imposta a contra-gosto do Governo moçambicano, mas o certo é que Maputo tem resistido abrir a mão ao esclarecimento do maior escândalo financeiro de sempre no país. Coube à Kroll, uma auditora internacional especializada na recuperação de activos descaminhados, investigar as dívidas ocultas, cujo sumário executivo foi publicado a 24 de Junho de 2017. As constatações da Kroll, dentre elas as inconsistências na justificação do paradeiro dado a USD500 milhões do empréstimo contraído pela EMATUM, os gastos atinentes aos USD 2 mil milhões das dívidas ocultas, os bloqueios no fornecimento de informações sob o argumento de “segredo de Estado”, a exagerada sobrefacturação de USD713milhões, a arrogância de alguns oficiais do SISE, sugerem que se tratou de um golpe financeiro de magnitude sísmica urdido durante o reinado de Armando Guebuza. “Lacunas permanecem no entendimento sobre como exactamente os USD2 mil milhões foram gastos, apesar dos esforços consideráveis” para esclarecer o assunto, sublinharam os auditores no sumário executivo do relatório que foi, integramente, entregue à PGR, com nomes inclusos, se bem que no sumário executivo foram apenas apresentadas siglas codificadas. Embora com nomes omitidos, o SAVANA desvendou as personagens envolvidas, que têm a particularidade de estarem ligadas ao Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE). Na verdade, foi uma operação realizada por um pequeno círculo de oficiais de segurança, liderados pelo todo-poderoso António Carlos do Rosá- rio, na altura director da Inteligência Económica do SISE e descrito, no documento, como o “indivíduo A”, e que inclui vários “indivíduos” como o “E” (Gregório Leão, então director do SISE), “C” (Manuel Chang, então ministro das Finanças), “D” (Isaltina Sales, actual vice-ministra da Economia e Finanças), todos eles próximos ao então presidente da República, Armando Guebuza. Mas não foi apenas a auditora internacional que detectou trafulhices na contratação das dívidas ocultas. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instituída pela Assembleia da República para averiguar o assunto, já tinha apurado, em finais de 2016, a existência de delitos financeiros e criminais, atribuindo à Justiça o papel de imputar as necessárias responsabilidades aos agentes das infracções. Vale recordar que, já em Julho de 2016, a própria PGR havia informado que, após ouvir os representantes das empresas EMATUM, MAM e Proindicus, para além de outras entidades envolvidas no processo, apurou que houve um crime na contratação da dívida pública, sem a observância da legalidade. “Houve violação da lei orçamental no caso dívida pública”, reconheceu, na altura, o procurador-geral-adjunto e então porta-voz da PGR, Taibo Mucobora. Em Abril de 2017, um ano depois da descoberta das dívidas ocultas, a PGR solicitou a quebra de sigilo bancário a uma empresa e 19 individualidades que no seu entender deveriam ser investigadas em conexão com o caso. A lista incluía Armando Guebuza e alguns dos seus colaboradores mais pró- ximos, bem como dois dos seus filhos, Ndambi e Mussumbuluco. Já em finais de Janeiro último, a entidade dirigida por Beatriz Buchili anunciou que a sua investigação detectou factos susceptíveis de consubstanciar infracções financeiras à luz da Constituição da República de Moçambique (CRM) e da legislação orçamental. Os factos em causa, precisou a PGR em comunicado, incluem o desrespeito dos procedimentos e dos limites fi- xados por lei na emissão de garantias e avales pelo Governo e a inobservância dos procedimentos legais na contratação de financiamento externo e na contratação de bens e serviços. Apurou, igualmente, que houve execução de actos e contratos sem a submissão para a fiscalização obrigatória pelas entidades competentes, numa alusão à Assembleia da República e ao Tribunal Administrativo. É preciso sublinhar que o processo número 1/2015, sobre as dívidas ocultas, arrasta-se desde 2015, na altura só com a EMATUM, mas continua em fase de instrução preparatória, naquilo que é interpretado como a expressão mais alta da inércia da PGR em esclarecer o escândalo que empurrou o país à actual crise que fustiga sobretudo o povo. Na abertura do ano judicial 2018, a 1 de Março último, o bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM), por exemplo, considerou estranho que o processo sobre dívidas ocultas, aberto em 2015, ainda não tenha arguidos constituídos, vincando a necessidade de se tratar o processo com a devida seriedade, sob pena da Justiça moçambicana cair em descré- dito. “Relativamente ao processo comumente denominado como o ‘caso das dívidas ocultas’, achamos que constitui um passo importante a remessa de informação ao Tribunal Administrativo… mas convenhamos que, para um processo de Instrução Preparatória identificado como sendo n.º 1/2015, sem arguidos constituídos volvidos três anos, mesmo depois do relatório da Kroll revelar que 500 milhões de dólares tiveram uma aplicação desconhecida, é, no mínimo, estranho”, disparou Flávio Menete, cara a cara com Beatriz Buchili. A PGR é controlada pelos próprios infractores - GMD No mês em que passam dois anos depois da descoberta das dívidas ocultas e três desde que a PGR abriu o processo 1/2015, na altura visando apenas a EMATUM, o SAVANA quis saber se é razoável que o processo continue ainda em fase de instrução preparatória, sem sequer um arguido. As respostas não surpreenderam, com todos os entrevistados a criticarem a falta de avanços. Para o Grupo Moçambicano da Dívida (GMD), por exemplo, a demora no esclarecimento do caso só se justifica com o que chama de nódoas de que se reveste o processo. “Há muita coisa suja e as pessoas ligadas ao problema são altos dirigentes e as instituições que estão a frente do processo estão abaixo do poder dos infractores e são controladas pelos próprios infractores”, refere o posicionamento do GMD ao SAVANA. Para aquela organização da sociedade civil, nessa condição, dificilmente haverá um exercício idóneo de responsabilização. As dívidas ocultas e o esclarecimento que é recusado pela Justiça Três anos de contos de fada! Entende que a resistência no esclarecimento do caso deve-se ao facto de qualquer passo nesse sentido colocar em causa a sobrevivência do partido no poder, a Frelimo, que, com avanços nas investigações, pode estar a dar um tiro no próprio pé, naquilo que o GMD chama de início da queda do partido dos camaradas, esses que optarão por arrastar o caso, preferindo o sofrimento do povo. Por isso, avança o GMD, os doadores devem repensar no modelo de responsabilizar os infractores das dívidas ocultas, de modo que não tenha consequências trágicas sobre o povo, como o que acontece actualmente. “Enquanto não existir mecanismos claros de responsabilização, quem sofre não são os implicados, neste caso, as lideranças que cometeram os erros. Infelizmente é o povo e essas pessoas, os infractores, estão na Praia ou em Dubai com as famílias a passarem bons momentos”, refere o GMD. Para o GMD, a saída é não reconhecer as dívidas ocultas como soberanas, o que passa, desde logo, por não restruturá-las, mas sim avançar-se para a responsabilização dos seus infractores. É grave - CIP Para o Centro de Integridade Pública (CIP), uma organização da sociedade civil de advocacia pela transparência, boa governação e combate à corrupção, três anos é demasiado tempo. “Mesmo que estejamos a falar de razoabilidade da investigação, três anos sem pelo menos constituir arguidos, é grave e há uma inércia clara do Ministério Público. E isto ganha mais força quando nós sabemos que este processo tem contornos políticos, quando sabemos que a Procuradoria não vai agir se estas instituições políticas não darem o aval para que ela haja”, referiu Balatazar Fael, em nome do CIP. “Estamos a falar de um processo que tem três anos. Que acabou violando todos os prazos de instrução preparatória possíveis, ou seja, os 90 dias que é o prazo máximo de um processo de querela já estão, largamente, expirados. Muito bem que é preciso entender a complexidade do caso, mas não há aqui uma desculpa para não haver acordos com os países em que o dinheiro circulou porque todos eles são signatários da convenção das Nações Unidas sobre a corrupção, que se pode accionar para se ter essa colaboração” observou o jurista. Para Baltazar Fael, o mais grave nisto tudo é que existe um relatório que indica, claramente, o que aconteceu, incluindo indicações claras dos envolvidos. “Não há abertura por parte da Procuradoria-Geral para nos dizer o que está a fazer. Não estamos a dizer para violar o segredo de Justiça. Vir a pú- blico dizer, por exemplo, que já ouvimos três, quatro ou seis pessoas, que o processo está a andar neste ou naquele sentido, que faltam diligências no sentido disto mais aquilo, não é violar segredo de Justiça”, rebateu o jurista, para quem é preciso que a PGR não se escude no segredo de justiça para não investigar o caso. “São três anos e estas questões todas que levantamos, que há nomes no relatório da Kroll que a Procuradoria teve acesso em primeira mão e três anos depois não há nenhum arguido constituído, quer dizer, isto é grave”, criticou. Lamenta que a PGR continue indiferente enquanto o país, esse, claramente, caminha para a bancarota. Diz que se calhar no dia em que o país não conseguir se reerguer, os políticos criem condições para que o processo avance, mas sublinha que nessa altura não se vai procurar os verdadeiros culpados do caso, mas sim buscar bodes expiatórios para se resolver o assunto e pôr o país a beneficiar da ajuda internacional. “Não será uma investigação concludente porque o tempo útil para uma investigação passa. Não ficamos 20 anos e pensarmos que os elementos de prova vão permanecer os mesmos, eles vão enfraquecendo, vão se dissipando e etc”, anota. Alerta ainda para a dissipação de provas. “A questão da dissipação de provas está no ar. Estas pessoas estão a fazer o que estão a fazer, estão a influenciar instituições, estão a manipular dados e uma série de factos porque não estão numa situação processual em que limite a sua liberdade e possibilidade de poderem fazer isso”, lamenta. Já é suspeito – Gilberto Correia Para o antigo bastonário da OAM, Gilberto Correia, já não é apenas estranho, mas sim suspeito que o processo 1/2015 ainda não tenha registado avanços significativos. Refere que o relatório da Kroll é uma evidência pericial que foi junta aos autos e só o sumário executivo que foi tornado público aponta para que certas pessoas fossem constituídas arguidos. “É preciso lembrar que o processo é 1/2015, mas até hoje não tem nenhum arguido, o que significa que ainda está em fase de instrução preparatória, mas a PGR teve o relatório completo que mostra que há indícios suficientes para se constituir arguidos”, comentou Gilberto Correia, para quem há, claramente, falta de vontade política para o esclarecimento do caso. O jurista não entende porque é que não há avanços de um processo que extrapolou o segredo de justiça com a revelação dos implicados, embora codificados em letras, mas que, mesmo assim, são devidamente conhecidos. Por Armando Nhantumbo Armando Guebuza, supeito de ser o actor-mor no caso dívidas ocultas, foi quem indicou Beatriz Buchili para Procuradora-Geral da República TEMA DA SEMANA Savana 06-04-2018 3 PUBLICIDADE TEMA DA SEMANA 4 Savana 06-04-2018 O rapto e tortura do jornalista e jurista Ericino de Salema, no passado dia 27 de Março, veio clarificar aquilo que sempre foi o modus operandi da Frelimo, desde a luta de libertação, sempre que houvesse necessidade de se libertar de vozes incómodas. Esta coincidência vem estampada na obra: “os últimos dias de URIA SIMANGO”, um livro do escritor Adelino Timóteo, lançado esta terça-feira, 03, na cidade de Maputo. Segundo o autor, nas entrevistas feitas a pessoas que convivem dentro da Frelimo há mais de 50 anos bem como à literatura diversa sobre a história do movimento de libertação nacional é possível verificar que a onda de sequestros e execuções a cidadãos moçambicanos com pensamento autónomo foi sempre a estratégia usada para o silenciamento. O truque observou vários estágios dependendo do contexto histórico. Durante a luta armada, os reaccionários eram enviados de Dar-Es-Salaam (Tanzânia) para interior da província de Cabo Delgado – zonas de guerra – e de lá nunca mais voltavam. Depois da independência, na vigência do marxismo-leninismo, o modelo usado foi de traidores, tribalistas, regionalistas e inimigos do povo, um pretexto para prender e enviar para campos de reeducação onde eram fuzilados. No presente momento vigora o truque de rapto, tortura, baleamento ou assassinato usando desconhecidos, mas sob um olhar impávido das autoridades competentes. Numa obra de 195 páginas, o autor refere que figuras como Uria Simango, Celina Simango, Joana Simeão, Lázaro Kavandane, Mateus Gwengere, Silvério Nungu são exemplos de que, o que aconteceu com Ericino de Salema, José Macuane, Gilles Cistac, entre outros, é o que a Frelimo faz, desde a luta armada, para fragilizar críticos. “É o modus operandi dos regimes ditatoriais, que não aceitam opiniões contrárias, encontrando no fuzilamento a forma de apagar uma voz contrária ou com um pensamento diferente. Infelizmente, recorrem às valas comuns como forma de esconderem os seus crimes. Mesmo com este tipo de atitudes, advogam ser arautos da democracia ou se intitulam de democratas, mas, por detrás disso, escondem crimes contra a humanidade. Moçambique é um dos exemplos em que os dirigentes atingiram as posições que atingiram, banhando as mãos de sangue, para assegurarem os protagonistas que hoje detêm, mas se esquecem que a humanidade só Deus é que pode tirar a vida humana”, lê-se nos depoimentos de Daviz Simango estampados no livro. Na obra em alusão, o autor diz que o movimento libertador sempre se apresentou publicamente como contrário ao tribalismo e ao regionalismo, porém, para além de pensamento autónomo, as diferenças étnicas também foram usadas como elementos para discriminação e assassinatos. As escrituras do livro referem que ao longo do tempo, na nossa história recente, apercebeu-se que a maior parte dos nomes que foram raptados, humilhados e assassinados eram indiví- duos do centro e norte do país. “Uria Simango, sua esposa e outros companheiros de infortúnio foram assassinados por serem de uma etnia diferente, enquanto que relativamente às outras vítimas, as do sul, a morte os visitou por alegada falta de lealdade à tribo changana ou por terem endossado apoio aos reaccionários do centro e norte”, lê-se. Diz a obra que só os apelidados revolucionários, por colação heróis do país, maioritariamente do sul, têm direito a um lugar na cripta, ou recebem condecorações e títulos honoríficos. A obra “Os últimos dias de URIA SIMANGO” traz a outra face da histó- ria que sempre foi escamoteada pelo regime e diz que a vida de Uria Simango não foi um mar de rosas dentro do movimento que ele co-fundou, em 1962, até ser expulso, perseguido, raptado, humilhado e fuzilado. Sublinha que Uria Simango era um patriota e nacionalista genuíno que viu seus camaradas de armas, na Tanzânia, traçarem-lhe o destino, que culminaria com o ajuste de contas, em Mtelela, distrito de Majune, província de Niassa. O livro conta a forma penosa como Uria Simango e seus colegas de infortúnio foram executados. Refere que no dia 25 de Junho de 1977, quando o país comemorava dois anos de independência, uma caravana de jeeps chegou ao campo de Mtetela. Da comitiva faziam parte o comissário político do Serviço Nacional de Segurança (SNASP)[Abel Assikala], o chefe da contra-inteligência militar e o governador Niassa,[Aurélio Manave]. Os visitantes comunicaram ao “grupo dos reaccionários” que o presidente Samora decidiu convocá-los a Maputo para discutir a sua libertação. Acabaram por ser colocados numa vala. Regados com gasolina, foram queimados vivos. Também faz alusão aos caminhos tortuosos percorridos por Uria Simango desde as perseguições da PIDE, fundação da Frelimo e sua eleição a vice-presidência do movimento libertador, maratonas diplomáticas, acusações de tribalismo e regionalismo, a forma maquiavélica usada por Marcelino dos Santos e Samora Machel para o afastar da direcção do movimento, sua expulsão, exílio no estrangeiro, regresso ao país onde criou o Partido de Convenção Nacional, retorno ao estrangeiro, sua captura no Malawi e entrega às autoridades moçambicanas e seus últimos dias no campo de reeducação de Mtelela. Depoimentos A cerimónia de apresentação do livro, dentre vários convidados, foi testemunhada pelos filhos sobreviventes do então vice-presidente do movimento libertador, mormente: Lutero e Daviz Simango. Ao nível governamental ninguém se fez representar. Também foi notável a ausência do deputado Venâncio Mondlane e do jurista António Frangoulis. Para Lutero Simango, se a vida do seu progenitor não tivesse sido encurtada completaria 92 anos. Diz que dedicou grande parte da sua vida à libertação de Moçambique e foi um grande mobilizador dentro da Frente de Libertação de Moçambique. “A nossa casa, para além de servir como abrigo da família, foi utilizada como centro de trânsito de todos aqueles que estavam à busca de caminhos de revolução”, conta. Lutero diz que o seu pai era um homem feliz. Em tudo o que ele se empregava, fazia-o a fundo e de corpo e alma. “Uria Simango foi sacrificado por causa do seu sentimento de pensar diferente, tinha ideias próprias, uma visão futurista. Sempre pensou que as ideias contrárias é que provocariam o desenvolvimento da organização, mas infelizmente não foi percebido”, disse. Segundo Lutero há tendências de se apagar as marcas de Uria Simango na luta pela libertação, porém, os autores esquecem que a história de um povo já mais pode ser apagada ou adulterada. Daviz Simango, segundo filho da fi- gura retratada no livro, refere que a obra retrata aquilo que foi a figura de Uria Simango como pai, esposo, líder, pastor e educador. Para Daviz Simango muita coisa foi escrita ou falada sobre o pai. Esses escritos ou depoimentos tinham o fim único de pintar a negro todo o SEU legado, mas cada vez que o tempo passa, a sociedade descobre quem na verdade era o seu progenitor. O edil da Beira referiu que Uria Simango foi uma grande figura porque também estava ao lado de uma grande mulher, neste caso a sua mãe Celina Simango. “Celina Simango sempre acompanhou o marido em todas as frentes. Recordo-me que um dia, eu estava acompanhado da minha tia, saímos de casa, na cidade da Beira, a fim de fazer compras para a festa do meu irmão. Durante a caminhada, fomos surpreendidos por uma viatura de onde saíram homens e raptaram a minha tia. Saltei o muro e entrei na residência oficial do governador de Sofala e assim escapei”, conta. Acrescenta que depois regressou a casa e contou o sucedido à mãe. Em jeito de resposta, Celina Simango disse ao Daviz: “filho aqueles senhores não queriam raptar tua tia. Queriam a mim. Estamos em festa, mas não vou ficar, vou me entregar para salvar a vossa tia”. Daviz Simango referiu que Celina despediu-se dos filhos e nunca mais voltou. Conta Daviz Simango que o seu pai foi perseguido, humilhado, raptado e assassinado porque tinha um pensamento autónomo. Hélder Nhamaze, antropólogo e docente universitário, disse, na qualidade de apresentador da obra, que o livro resgata a sua relevância em dois pilares fundamentais. Por um lado, o contributo que representa para o alcance de uma fórmula de reconciliação de nível nacional e, por outro, a reformulação do paradigma dominante da história moçambicana. Sublinhou que o nosso trajecto está pejado de dor, de incongruências, de mal entendidos, de injustiças e até de revolta, mas, ainda assim, ele constitui a nossa posse. “Devemos conseguir olhar para as feridas que já nos infringimos não apenas para valorizá-las, mas para que a partir daí estejamos em melhor condição para perspectivarmos um futuro em comum”, disse. Livro sobre a vida de Uria Simango exterioriza a outra face da história Extermínio de vozes contrárias foi modus operandi na Frelimo Por Raúl Senda Winnie Madikizela-Mandela, que foi casada com Nelson Mandela e era uma das mais controversas protagonistas da luta contra o apartheid, vai ter um funeral de Estado. A cerimónia oficial foi marcada para 14 de Abril, anunciou o Presidente sul-africano,  Cyril Ramaphosa. Winnie Mandela  morreu na segunda-feira, 02, aos 81 anos. Até ao seu funeral vão realizar-se homenagens a esta figura que se manteve sempre popular na África do Sul, apesar das acusações de corrupção e de envolvimento em crimes.  Logo na segunda-feira à noite uma pequena multidão juntou-se em frente à sua casa no Soweto, o bairro que foi um dos centros da resistência ao domínio dos brancos e à segregação. À noite, Ramaphosa esteve na casa modesta onde Winnie vivia para prestar homenagem. “A nação não estava preparada para a sua partida e as pessoas estão de luto. Esta morte é uma grande perda pois ela era uma das mulheres mais fortes na nossa luta e sofreu muito... Manteve a coragem em nome do povo”, disse Ramaphosa, que assumiu a presidência em Fevereiro, depois da demissão de Jacob Zuma. Por seu turno, o deputado e dirigente histórico da UNITA, Almerindo Jaka Jamba, falecido no domingo, foi enterrar nesta quinta-feira, no Cemitério da Santa Ana, em Luanda. Formado em Filosofia pela Universidade clássica de Lisboa, em Portugal, foi professor na Escola Técnica do Seixal e no Liceu Nacional de Oeiras. Militante activo da UNITA em Lisboa, em 1972 deixou a capital portuguesa e partiu para a Suíça. Em 1975 integrou, pela UNITA, a equipa que negociou, no Algarve, os Acordos de Alvor com o Governo português, de partilha do poder em Angola após a independência, tendo integrado nesse mesmo ano o Governo de transição, como secretário de Estado da Informação. Actualmente era deputado na Assembleia Nacional e professor universitário em Luanda, depois de ter sido vice-presidente do parlamento, entre 1997 e 2005, e embaixador delegado permanente de Angola junto da UNESCO, entre 2005 e 2008. Falecida esta segunda-feira Winnie Mandela terá funeral de Estado Winnie Mandela TEMA DA SEMANA Savana 06-04-2018 5 PUBLICIDADE 6 Savana 06-04-2018 SOCIEDADE SOCIEDADE

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Luiz F. Gorjão So' tenho que concordar contigo, mais uma vez tas coberto de "Razao". O que me admira e' que ainda temos alguns Mo¢ambicanos lambe_botas, escovinhas que insiste em acreditar nesses Gatunos Corruptos e o mas engra¢ados alguns deles sao os que mais sofrem neste Pais Rico em tudo; temos bons mariscos e vivemos de Magumba e Carapau da Namibia e Angola, temos a Maior Barragem de produ¢ao de energia em Africa, mas muitos nao tem energia em casa, temos pedras preciosas e ninguem ve o frutos das vendas do mesmo, temos Gas e muitos cozinham a carvao e lenha. A lista e' longa, fa¢am a vossa Analise eu ja fiz a minha. A pergunta e' Porque temos que depender dos Outros enquanto Temos tudo pra se Dar Bem????!!!!👎 Fora com esses maus Gestores " Frelimo"👎
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Anacleta Nhone Nhone Há justiça pra casos minúsculos , como da Yolanda boa, que parou todo Moçambique... lastimável
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Puto Ben O que se espera duma PGR dirigida por uma prostituta? Claramente que nada... Beatriz Buchili é uma incompetente, só está nesse cargo pra encobrir criminosos, corruptos e barrigudos das dívidas ocultas...
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Efraime Macitela Quando o assunto è exposição gratuita da nossa prestigiada PGR , merece sempre apláusos do Momade Assife Abdul Satar... Hoje o SAVANA, está a ser felicitado porque traz na capa uma matéria que interessa ao autor deste post....
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Epifanio Moisés Nini 

Os políticos não conhecem nem o ódio, nem o amor. São conduzidos pelo interesse e não pelo sentimento! ou seja 

Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo.
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Jjoseta Antonio Eu sempre Li o Savana Mediacoop, O titulo nao me surpreende e PARABENS.
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Dichone Torres Quando ha rumores de fim do mundo pelo menos correr precurar a Bíblia e ter uma palavra de Deus pra salvação significa temer a Deus é ja em outubro que o mundo vai desabar.
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Duarte Augusto Roque A justiça Moçambicana é uma verdadeira vergonha e os nossos magistrados nem digo são uns verdadeiros palhaços e marionetes que são movidos pelos tais ditos donos de Moçambique os que nos matam, nos roubam, nos pisam e nos espezinham quando bem entender a precariedade do nosso sistema judiciário é algo deplorável se o povo Moçambicano for unido acredito que isso vai mudar devemos parar de falar e partirmos para acção mudemos de atitude o nosso presidente dizia sempre nos seus discursos de campanha que o povo é o meu patrão então vamos fazer ver que somos patrão de verdade no dia da decisão acredito que com a mudança da máquina governativa haverá uma reviravolta nesse caso de dividas ocultas meu povo a mudança começa aqui comigo, contigo e connosco.
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Lionel Mario Malate Tradicionalmente estamos na garrafa de verniz, como um país com governo no puder a mais de 40anos para só dizer a frelimo é que fez. Mais estamos na miséria do fundo do pouco. Num país que existe uma remuneração de 1.000.000.00mt e subsídios para depois falar que salários mínimos 3500mt nem pão comprar isso. People vamos acordar to change this government
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Elisa Manhica Falar é fácil ! Acção que é bom ZERO
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Lionel Mario Malate Essa é a mentalidade que não ajuda pós quem tem fé consegui fazer. ... todos nós nascemos com propósito de ensinar, corrajar, agir etc...
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Lionel Mario Malate Elisa não seja estática não se confirma com a miséria tá bom não admite que morras com probreza psicológica use ela para um fim produtivo não reeproucivo
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José Pedro Pagula É ja agora a mudança
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Ribeiro Gerente Caetano Nossa justiça mesmo faz rir, na semana passada estava eu no tribunal da cidade de Nampula. E enquanto esperava pra ser atendido, uma oficial de Justiça perguntou ao colaga "que erahabeas corpus?". O colega respondeu-lhe que são corpos de reclusos que não foram reclamados pelos familiares. Isso deixou-me acrer que no sector de Justiça em Moçambique trabalha-se apalndo. Qualificação e competencia estão muito longe.
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John Ernesto Chuma Moçambicanos podemos continuar a confiar nesses padrões mas Nampula já avançou na mudança e se outras províncias seguirem o exemplo algo vai mudar.
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Samuel O Proprio Wi Isto nunca funcionou i começo a ter medo que a justiça nunca ande, são milhões de magistrados formados anualmente mas é só pra o inglês ver nada de concreto se faz, é uma vergonha ser i pertencer este país deficiente
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Nylton Filho de General Nunca vi um cego oftalmologista.

Portanto ela continuara a estrela do cinema mudo.,se nós o Povo não dizer basta.


Mas vata rendera,10 de outubro mutamanha
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Elisio Cabral Banze "Chegam ao gabinete e esticam as pernas, depois de um café, água mineral e bolachas.. acrescento dizendo que depois do lanchi ficam a nevegar nas redes sócias, voltam a dencansar porque a noite anterior foi curta, e para terminar vem arrotar agineiras no povo..
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Helder Chimene Adao A justiça Moçambicana está doente, mas o povo nalgum momento colabora pois, aceita tudo e mesmo tendo a chance chamboquear os pervericadores( votar contra), não o faz.
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Ernesto Manuel Joane Ermajo Meu amigo , como é que a justiça irá funcionar enquanto a política estiver a cima dela? A nossa justiça por si só já oferece lacunas , o PGR não deveria ser escolhido a dedo pelo presidente de República, devia ser eleito por um órgão independente pra facilitar o seu trabalho . Assim não adianta colocarmos pressão na sra buchilli ela está a cumprir com o seu trabalho.
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Cidalia Afonso Chavane Sim, mas ninguém lhe obrigou a aceitar esse cargo, ela está la para cumprir a lei e não acobertar criminosos e ladrões, senão qual é a graça de se ter a PGR se no final das contas não está a funcionar como deveria ser 😞😞😞
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Sergio Condelaque Freitas Ernesto estavas a a discernir muito bem ao começo,estragou no fim,que cumprir o trabalho ela faz?,seja cidadão,deixa de ser apenas habitante meu caro Ernesto!
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Ernesto Manuel Joane Ermajo Quis dizer meus amigos , ela foi colocada naquela posição pra ser muda , isso é que é o trabalho dela , então como exigir explicações a mudo? Não tem como meus irmãos , satisfações tem que serem exigidas a quem lhe colocou lá e pronto. Obrigado Moçambique
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Edwin Hounnou Parabéns, Savana!
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Eden Iranha Epha já não há respeito mesmo!
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Tcheny Yussuf MAS voce NINI falas o ki xtamos a viver no nosso MOZ
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Jorge Machavate kkkk no comet
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Dito Mahamad Dito Bem falado Nini o povo já despertou aquela música q o governo tocava p o povo dançar e eles a roubar terminou em outubro nós o povo vamos tocar a nossa música e eles vão dançar q se preparem p a dança.
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Americo Cossa Lamentavelmente só vc e outros tantos acordaram, camarada, a esmagadora maioria que DETERMINA, ainda encontra-se adormecida no sono profundo da morte, acalentada pelas implacáveis garras da Frelixo
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Adriano Macuvele No meu bairro sou eu Dj da nossa música
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Americo Cossa Mas sinceramente nós temos que agir e dar corrida nesses animais, já chega de escravidão.
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Isaias Saue Tou anssioso em conhecer a letra,
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Dito Mahamad Dito Em outubro a letra estará a deposição d todos ou vão dançar a nossa música ou nos dançamos de novo a musica das devidas.
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Sergio Condelaque Freitas Concordo plenamente contigo meu caro Dito espero que já recenseou!!!
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Dito Mahamad Dito Já tenho o cartão em mão e bem guardado
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Sergio Condelaque Freitas Ok meu caro Dino isto que é bom exemplo da Cidadania!
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Aghast Mandu Vocês esquecem que esses gajos são tão gananciosos que não irão entregar o poder a oposição de bandeja! Caso isso aconteça eles sabem que todos eles irão parar na cadeia. Na minha humilde visão, mês de outubro haverá mortes e confusão, por isso não esperem muita coisa no mês de outubro! Oxalá que eles possam perderem.
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Elsa Xerinda Alguma vez você já ouviu falar de uma revolução sem mortes?
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Manjor Lopez Portugal O governo de Moçambique "É COMO UM MARIDO IMPOTENTE" ... 😂😂😂😂😂kkkkkkkk essa me lovou bastante
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Faizal Suleimane Só se alguém robar uma galinha por fome ai o balanço geral vai publicar uma semana kkkkkkkk
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Debra Cuna Lamento dizer que tudo escrito acima é a pura verdade, concordo com da palavra sua. Moçambique dá pena muita vergonha. E o povo esta que nem um tumulo sem direitos de falar nada.
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Mahomedbay Noormahomed As vezes tenho me esquecido dessa cara k hj é manchete do jornal savana (Beatriz),diz ser procuradora geral da República de Moz,mas na verdade n sei se só goza a capa ou faz uk a pessoa k lhe nomeou manda,pk não foi o povo k lhe confiou da tal missão...
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Elisa Macuacua Cordiais Saudaçoes carissimo Satar.

Peço q atraves das suas fontes procurar saber em relaçao ha um caso do banco chinés (agiota) em q depositavamos nossos dinheiro em ganho d 30 porcento d juros n valor depositado.

Acontece q as contas q contem o nosso dinheiro foram bloqueiadas pelo Banco d Moçambique em setembro d 2016 ate hoje.
recoremos o caso, da procuradoria ate ao tribunal. foi lida a sentença e ficou tudo a favor dos montuario.
Dai o banco de Moçambique ficou d d desbloqueiar as contas e devolver nos o dinheiro, meia volta delegou ao tribunal admnistrativo d cidade d maputo p fazer as devoluçoes.
fomos exigidos comprovativos dos depositos, entregamos umas tres vezes. mas ate aqui nem agua vem nem agua vai.
ha muita manobra ate aqui. ha muitos montuarios q morre a cada dia por causa deste caso, dado q muitos foram pedir emprestimo nos bancos e com as contas bloqueiadas as pessoas nao tem como pagar a letra nos bancos onde s fez os emprestimos.
Nb: O governo bloqueou as contas alegando q o suposto banco chines a operava enfrente ao hospital central d maputo operava ilegalmente, o mesmo governo descobriu q o povo tava sendo burlado e bloqueiou as contas p salvaguardar o dinheiro do povo.
Ate hoje sao manobras....

Por favor Irmao Satar nos ajude.
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Idrisse Max Idrisse Max Digamos BASTA em todas futuras eleições. Chega de sermos dirigidos por xiconhocas e gansters.
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Mahomed Rafik O país já está uma merda faz tempo mas agora é que começou a cheirar mal
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Nuno Marcos Sousa Momade Assife coisas pequenas sao feitas com muita flexibilidade para mostrar que esta a trabalhar. E coisas grandes sao ignorados com sucessoManage
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Salim Valy Nunca existiu justiça em Moçambique... São um bando de governo corrupto.
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Ernesto Eleuterio Buanaz A mudez e uma deficiência que indica a incapacidade total/parcial de produzir a fala. Por tanto e assim sendo ela já fala nos transmitindo a falta de competência, lambebotismo e escovismo . Eish triste
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Joao Manuel Maula Justiça Moçambicana Avariou, Nao Funciona.......Nini Com Essa Te Respeito
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Moises Mondlane Essa feiticeira está aí a representar o próprio Guebuza e fazer andar os seus negócios.
Fuck all frelimo
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Anselmo Julio Mapissane Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo.
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Kiwy Kiwy Dito, são falácias em outubro quando chegares as urnas tudo ficará vermelho! E assim como o conformado moçambicano é!
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Nanrupa Magoado Mataka Mas a culpa de tudo isso é o povo que tem medo de morrer com as balas reais da FIR e PRM da FRELIMO, aplaudem para os ladrões diariamente.
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Muhammad Aly Kkkk,antes de eu ler,tinha de ri primeiro,sapataria savana.
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Aniceto Benzane Não justiça se essa existe é para os pilha galinhas pois o tubarões fazem e desfazem ao seu belo prazer sobe olhar impávido de quêm iria julgar e condenar mas tudo é culpa nossa o povo,que não sabemos reagir!
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Paulino Davanhane So espero que ninguem va parar na circular desfigurado. Eu ja nào confio
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Butra Khossa Viver em moz, morres sem experimentar o sabor da vida. Magumba,tseke,carapau,lenha,psikento,mandioca,my love,passagem automatica,malaria,falta d parcetamol,habitacao,..
Ishh,hitaya kwini hina at preco natona tiquela siku ni siku
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Nelson Junior Sim, tem razao!...O Savana acertou em cheio, mas nao massacrem tanto a Procuradora Geral..sao todos eles!..ela tem medo e esta ali pra ter uma boa vida...vida esta que nunca sonhou, se nao fosse membro da Frelimo...esta gente vem de classe pauperrima...esses Chipandes, Guebuzas, Nyusis,etc etc etc nasceram nas palhotas...e hoje, vivem em mansoes com piscinas...quem nao quereria viver como eles??????
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Francisco Salustiano Junior Força Irmão Deus te abensôe, seja integro e continue amando a verdade
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Amoritos Sitoe Como vai Mr Nini ai na terra do Ricardo. ( o coração de Leão) gostaria de saber como vai o Brexit depois de varios adiamento Março de 2019 e agora oiço Dezembro de 2020 ...e fiquei triste com a morte do grande fisico Hancking pois admirava e acreditava o ,e o Caso Skripal que azedou as relações Rússia e o Ocidente....será que foram os Russos ou foi a Scothyard o autor. será que consegui me actualizar no caso da Guerra do comércio China ,EUA ....e acompanhou o Caso atropelamento na Alemanha pois sempre que é Ocidental a cometer uma barbaridade dizem que é Demente..por último peço que me actualize no suposto ataque com supostas armas Químicas em Douma.
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Bacar Abdala Ela deve aguardar o julgamento num dia ,pela incompetência e não renúnciar das suas funções...
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Jaime Sivie APOIADO , lambe bocas , escovinhas , os cães do políticos manda fazer que fãs raptou matá ...merda .
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Isaias Saue Bem falado mano, tasse mal, veja o caso do comentador, Erci.. De Salema.
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Ribeiro Gerente Caetano Será que esta-se a falar do Charlie Chaplin? Que em filme inteiro nunca diz nada? Só faz rir...
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Júlio Rafael Não sou de comentar, mas não resisti..."deviam colocar aventais" l😂😂, pegou pesado Momade Assife Abdul Satar
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Milisse Rosario Mas qual sera a campanha dos camaradas sem esclarecer o povo sobre as dividas ocultas estou muito ancioso
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Helder Mahumana Kkkkkkk "...... como marido impotente ...." essa foi boa kkkkkkkkk
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Lucas Matsinhe tou saturado com essa palerma..
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Escorpiaõ Muianga A palhota vai cair aguenta só ai ilustre #Ninisantar
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Helio Chivite Kkkkk sapataria savana
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Lemos Ubisse A justiça divina tarda mas não falha
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Celso Pott Pott É tudo mentira é fantochada so dessa rainha,so acreditem com atos
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Único Xicanekiço Ode Eu até desconfio que esta sr seja a Valentina desfarçada....😈😈😈😈
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Felicia Washington Tens razão...esse país parou a muito tempo...
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Profeta Das Nações Africanos Kkkkkkk Essa Valeu! Parabens Savana
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Naity Bule Abraço,muito forte tua abordagem a justiça de moz
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Leonardo Pais Imbrigana O Nini é um grande sabichão!
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Elisio Vg Parabens savana,
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Amélia Costa Parabéns Nini satar. Me declaro sua fã.
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Neny Pelembe Um pais em que as leis nao sao cumpridas é um pais sem nada.
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Marcos Brisgido Bem vindos ao "PAÍS DO MEDO" como diz o mano #Azagaia
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Laimo Antonio Laimo AJUSTIÇA EM MOÇAMBIQE É UMA MERDA Infelizmente CONCORDO E SUBLINHO
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Fernando Eduarte Ilustre Nini, Porque trata de Sapataria o Jornal Savana?
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Lucio Reino Reino E vai continuar muda e calada até que tudo se exploda.
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Aderito Rosario Kkkk é verdade Nini satar, isso é triste 😭
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Blaka Junior Mucha Paiz deixa estar
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Zefanias Macamo Concordo plenamente com o que disse.
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Allan Kin Machungo Não há justiça
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Manito Taís Cocordo plenamente csg senhor Nini Satar.
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Gani Gani Sabe que me enjoa?
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Hercidio Langa Até outubro. ..
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Vasconcelos Nhone E VERDADE QUE LULA TÁ PRESO?
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Albino Uamusse Do jeito k as coisas andão, esse partido sta pra cair
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Kryce Daniel Em Moz não ha separação de poderes!
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Hermildo Barros Concorrente a um Óscar
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Casimiro Kasimro Kkkkkkkk "estamos a pagar burros" será q eles vê isso pq n mudam??
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Muhombe Muchin O PIOR É QUE O NOSSO PAÍS JA ESTA CORRER RISCO DE PERDER TODO TIPO DE FINANCIAMENTO DEVIDO A ALTO VALOR DE TAXAS DE JUROS QUE JA TEM POR CAUSA DAS DIVIDAS OCOLTAS, E QUE E INSUSTENTÁVEL
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