domingo, 5 de agosto de 2018

É viciada no telemóvel? Vamos lá fazer um detox


É viciada no telemóvel? Vamos lá fazer um detox

JOANA CABRITA




Dia 30 - Chegou finalmente ao último dia. PARABÉNS, conseguiu passar um mês inteiro sem o uso excessivo do seu telemóvel... agora é só continuar!




Sente-se preprada para fazer um belo de um detox na sua relação com o telemóvel? Então vamos lá, percorra a fotogaleria e tire notas do passo a passo, durante 30 dias.




Primeira semana: fazer uma triagem da tecnologia. Como? Continue a percorrer os slides.




Dia 1 - Com uma aplicação de monotorização vai conseguir comparar o tempo que pensa que gasta com o seu telemóvel e o tempo que realmente gasta. Com isto, ganha uma real perceção do seu vício.




Dia 2 - Agora que já sabe quanto tempo gasta com o seu telemóvel, comece a tomar notas da sua relação com ele: do que é que mais gosta? Que mudanças nota em si, positivas ou negativas, quando o usa? O objetivo é avaliar o estado da sua relação e identificar problemas ou padrões.




Dia 3 - Comece a prestar atenção, nestas próximas 24h, sobre os seus próprios comportamentos. Que situações a fizeram quase pegar no telemóvel? Qual a primeira vez que usa o telemóvel pela manhã? Como é que outras pessoas usam este aparelho? Preste atenção a este tipo de situações.




Dia 4 - Veja a aplicação que instalou, analise e tome medidas. Veja e analise os seus dados e padrões e crie a sua própria "lomba na estrada", ou seja, a pausa para os seus próprios impulsos.




Dia 5 - As redes sociais são tão viciantes quanto as comidas de plástico. Desinstale-as e tome o controlo da situação e da sua vida. Se não as conseguir desinstalar, veja quanto dinheiro estaria disposta a pagar por elas semanalmente e use-as consoante esse valor.




Dia 6 - Com este corte nas redes sociais, é possível que se sinta mais deprimida e sem saber o que fazer com o tempo livre. Faça uma lista com aquilo que sempre gostou de fazer e invista tempo nisso.




Dia 7 - Exercício é sempre uma boa ideia, quer para o corpo como para a mente. Mas deixe o telemóvel em casa.




Segunda semana: está na hora de mudar efetivamente os seus hábitos e criar uma nova relação que sobreviva aos impulsos de mexer no telemóvel.




Dia 8 - Desligue as notificações para que não tenha sempre o impulso de mexer no seu aparelho. Assim evita muitas distrações.




Dia 9 - Veja o que é realmente necessário e o que só lhe rouba atenção. Organize as suas aplicações com este mesmo critério: as que a ajudam diariamente e as que só lhe roubam tempo.




Dia 10 - Agora que minimizamos as tentações do telemóvel, está na hora do próximo passo. Se costuma dormir com o telemóvel ao pé de si - especialmente enquanto carrega, então está na altura de mudar essa rotina e colocá-lo bem longe.




Dia 11 - Prepare-se para o sucesso e faça tudo aquilo que sempre quis fazer, tendo sempre em atenção que o seu telemóvel deve estar o mais longe possível.




Dia 12 - Com este tipo de bloqueador acaba de vez com as tentações. Quando quiser usar de novo o telemóvel pode delinear limites de tempo ou de coisas a fazer. Isto vai ajudá-la a mudar de hábitos e controlar os seus anseios.




Dia 13 - Crie uma lista de sítios onde não pode mesmo levar o seu telemóvel e horas específicas para mexer nele pela primeira vez, por exemplo. Crie novas rotinas e horários, portanto.




Dia 14 - Olhar para o telemóvel no meio de uma conversa ou nas refeições? Não mexa no telemóvel como "desculpa" para estar distraída. Se antecipou este sítio como uma "zona livre de telemóvel", parabéns.




Terceira Semana: Vamos lá reclamar o nosso cérebro de volta.




Dia 15 - Pare um bocadinho e desacelere o ritmo. Respire fundo. Esteja presente no momento e não presa ou "off" por causa do seu telemóvel.




Dia 16 - Não é um passo fácil, bem sabemos. O tempo de pausa implica quase que obrigatoriamente mexer no telemóvel. Mas não desta vez. Vamos lá ficar quietos sem sucumbir à tentação.




Dia 17 - Agora que já aprendemos a "estar quietos", está na hora de preparar o cérebro e os músculos a dizer "não" à tentação. Vamos aprender a concentrar-nos de novo, sem interrupções.




Dia 18 - Continuando com o mesmo lema da quietude e concentração, e que tal meditar e ignorar tudo o resto que a rodeia?




Dia 19 - Prepare-se para a separação experimental. Diga às pessoas o que está a fazer e convide-as a fazer o mesmo; crie uma lista física de contactos; faça mapas e trajectos num papel; programe uma resposta automática...




Dia 20 e 21 - A separação experimental. Aqui é que vai começar a sério. Saiba exatamente o que fazer para ocupar os seus tempos livres e tenha apenas "um caso amoroso fugaz e passageiro" com o seu aparelho. Faça algo divertido com pessoas reais.




Quarta e última semana - Esta é a sua nova relação com o telemóvel. Estas lições são para levar daqui para a frente e não apenas por uns dias, recorde-se disto.




Dia 22 - Recapitular tudo o que até então tem feito. O primeiro passo é sempre o de analisar as suas últimas semanas e fazer um balanço de tudo. Como se sente com esta separação?




Dia 23 - Tal como o jejum esporádico faz bem ao físico, também o do telemóvel o fará. Não precisam de ser 24h, faça-o de forma a que se senta bem e não castigada.




Dia 24 - O nosso cérebro põe-nos muitas vezes à prova através de convites e impulsos. Saiba extamente como lidar com eles. Saiba os seus limites e entenda que convites são estes, por parte do seu cérebro - e como os contronar de forma a que se sinta bem com isso.




Dia 25 - Sempre que estiver quase a pegar no seu telemóvel, repende nos seus gestos e entenda as suas razões.




Dia 26 - Bloqueie os endereços de onde não quer receber mensagens; se ainda tiver algumas redes sociais, veja o que não interessa receber e bloqueie; não mexa (de todo) no telemóvel enquanto conduz.




Dia 27 - Há pessoas que acabam mesmo por adorar este detox e fazê-lo sempre. Use o seu telemóvel antigo para ser "o telemóvel lá de casa" e apague tudo o que não precisa. Use o modo de suspensão no seu aparelho. Coloque nas definições o «não incomodar», entre outras hipóteses de descanso.




Dia 28 - Tenha rotinas saudáveis no uso do telemóvel; saiba como se comportar; não se censure; faça jejum; tenha uma vida própria; pratique as pausas e exercite a sua atenção. Estes sete passos e hábitos serão a sua salvação.




Dia 29 - Continue todo o processo. Não só durante estes dias de detox como para o resto da vida. A vida é sua, não dos seus gadgets.




Dia 30 - Chegou finalmente ao último dia. PARABÉNS, conseguiu passar um mês inteiro sem o uso excessivo do seu telemóvel... agora é só continuar!




Sente-se preprada para fazer um belo de um detox na sua relação com o telemóvel? Então vamos lá, percorra a fotogaleria e tire notas do passo a passo, durante 30 dias.



O vício de passar horas ao telemóvel e a fobia de passar um dia sem ele já é considerada uma doença, e tem nome: Nomofobia. Sim, é verídico, não estamos a inventar. E a Nomofobia não é para aquelas pessoas que ficam tristes ou ligeiramente irritadas quando a bateria do seu telemóvel acaba, não. É mesmo para aqueles casos extremos onde a pessoa quase fica sem ar.

A pensar neste dilema, a jornalista Catherine Price escreveu um livro com um plano de 30 dias para “recuperar a sua vida” e deixar de ser dependente deste pequeno retângulo eletrónico. Mas desde logo avisa que “o objetivo deste livro não é levá-lo a atirar o seu telemóvel para debaixo de um autocarro”.

E se a dúvida já nasceu na sua cabeça: “Será que sou ou não viciada no meu telemóvel?” então pode sempre fazer o teste «Smartphone Compulsion Test», desenvolvido por David Greenfield e saber o veredito final.

Se a resposta ao teste for afirmativa, ou mesmo que só queria libertar-se um pouco da dependência, venha daí aprender a fazer um detox saudável desta tecnologia que se tornou no nosso DJ, fotografo, secretária e até meteorologista privado.Livro de Catherine Price
Primeiro passo – tomar consciência do problema

Já Steve Jobs o dizia e é bem certo: o telemóvel é algo realmente diferente de todos os outros aparelhos. E isto dá para os dois lados: os bons e os maus. Mas uma coisa é certa: “os smartphones adotam comportamentos perturbadores que tradicionalmente só víamos em pessoas extremamente maçadoras”, como o estarem sempre a falar connosco através de notificações constantes.

Portanto o primeiro passo, segundo Catherine Price, é ganhar consciência da real dependência que este «bicho brilhante» nos dá.
Segundo passo – Dopar a dopamina

Mas afinal, o que raio quer isto dizer? Quer dizer que os telemóveis, assim como as drogas, são desenhados e pensados de forma a intensificar e manipular a química do nosso cérebro.

A dopamina – entre outras funções – ensina-nos a associar certos comportamentos a recompensas e é responsável por sentirmos coisas como a euforia. Em casos extremos, vem a dependência. Ao identificarmos o problema, é importante arranjarmos mecanismos que nos ajudem a quebrar ou “dopar” a própria dopamina que o nosso telemóvel intensifica.
Terceiro passo: Conhecer o segredo do negócio

Saber precisamente como é que o nosso cérebro produz dopamina e, consequentemente, de que forma é que os programadores desenham os seus produtos para a criarem, é o primeiro passo para tudo. Já ouviu falar que “o segredo é a alma do negócio?” Pois bem, ora aqui está o exemplo perfeito do quanto esse ditado é verídico.

Confira na fotogaleria abaixo nove comportamentos que estão associados à intensificação de dopamina no nosso cérebro.






9 - Receamos a nossa própria mente: o telemóvel dá-nos uma arma poderosa - nunca ficarmos sozinhas connosco mesmas.




Nomofobia: a fobia de ficar sem telemóvel. Confira na fotogaleria as nove razões que nos levam a depender do nosso smartphone.




1 - Somos viciados em novidades: sabe o frio na barriga no início da relação? Pois bem, as aplicações e os telemóveis são desenhados para nos dar sempre algo novo. E nós adoramos isso.




2 - Somos crianças pequenas: somos como as crianças à procura da próxima recompensa. Gostamos de tocar no telemóvel sem saber se isso nos trará algo bom ou mau... ainda assim, a curiosidade leva-nos sempre a mais uma espreitadela na tela.




3 - Odiamos sentir-nos ansiosos: hoje em dia até num grupo de amigos todos estão agarrados ao telemóvel. Para além disso, odiamos "ficar de fora" de algum evento, por isso ficamos ansiosos de cada vez que ficamos sem o telemóvel. Temos medo de estar a perder alguma notificação.




4 - Queremos ser amados: Quer pelos gostos nas nossas fotografias ou pela mensagem de um amigo virtual, a verdade é que o telemóvel e a Internet nos dão as armas necessárias para estarmos sempre ligados a tudo e a todos.




5 - Adoramos a imprevisibilidade: o que nos cativa é a ideia de que algo de novo pode acontecer a qualquer momento. E o facto de estarmos sempre online, ligados a tudo e todos, faz-nos querer sempre saber o que vem a seguir.




6 - Somos preguiçosos: está a ver o Youtube que passa automaticamente para a música seguinte? É para garantir que continuamos lá, mesmo sem ter que fazer mais nada para isso acontecer.




7 - Gostamos de ser flocos de neve únicos: nós gostamos de nos sentir especiais, e para isso existem mil e uma aplicações diferentes e muitas delas permitem personalização. Assim podemos mostrar-nos únicas no nosso design.




8 - Gostamos de nos auto medicar: procuramos no telemóvel até a forma de nos deixarmos de sentir mal. Queremos ter sempre respostas para tudo e não queremos esperar um mês pela consulta.




9 - Receamos a nossa própria mente: o telemóvel dá-nos uma arma poderosa - nunca ficarmos sozinhas connosco mesmas.




Nomofobia: a fobia de ficar sem telemóvel. Confira na fotogaleria as nove razões que nos levam a depender do nosso smartphone.


Quarto passo – Fugir das redes sociais

Escusado será dizer que as redes sociais são, atualmente, quase que o apogeu do problema. O querer ter mais gostos, o expor de uma vida que não é a realidade, o corpo perfeito, o desejo por mais seguidores são só alguns dos problemas que podemos apontar quando pensamos em redes sociais.

E se o vício dos gostos é algo que lhe assiste, pondere instalar aplicações como o «Facebook demetricator» cujo objetivo é dizer apenas “várias pessoas gostam disto” e não um número em específico?
Como recuperar o controlo da nossa vida?

Depois de lhe apresentarmos alguns dos malefícios do excesso do telemóvel, resta responder à pergunta: “Podemos voltar a ter o controlo da nossa vida?”. Sim, podemos.

Uma das propostas da autora é o «Mindfulness», definida como uma forma de ver o mundo mais claramente. Basicamente temos que aprender que aquilo que nos parecem ser “impulsos irresistíveis” não passam de meros convites constantes da nossa mente que podemos recusar a qualquer altura.

Ao longo do texto, a autora vai-nos expondo, passo a passo, como se deve processar a separação com o seu telemóvel. Vá buscar um bloco de notas e confira na galeria de imagens acima o passo a passo para ter de novo o controlo da sua vida, durante 30 dias.

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