Foto: Camião com gerador da Servitrade AMECO queimado, 17-02-2016.
MTQ.
------------------------------------------------------------------------
Do MediaFax.
- Intensa confrontação aconteceu na madrugada desta quarta-feira quase à entrada da vila sede do distrito da Gorongosa.
(Beira) Não há mais razões para continuarmos a negar. O país está, de novo, em guerra não oficialmente declarada. Os relatos de confrontação armada, em várias regiões do país, sucedem-se. Em algumas regiões, com particular destaque para o “troço problemático” da Estrada Nacional Nú- mero Um (N1) não se anda a vontade porque supostos homens armados da Renamo andam por perto. É um cenário que, quem de direito, deveria já ter tido a coragem de reconhecer que representa e equivale a guerra civil. Nesta onda, na madrugada desta quarta-feira, mais uma confrontação intensa se registou quase à entrada da vila sede do distrito de Gorongosa, província de Sofala. O que se diz é que um grupo de homens armados da Renamo atacou uma posição das Forças de Defesa e Segurança (FDS) instalada a alguns metros à entrada da vila sede do distrito de Gorongosa. A posição das FDS serve, essencialmente, de protector à vila, exactamente para evitar a entrada de homens armados na vila sede distrital. Oficialmente, a Polícia da República de Moçambique fala somente de duas mortes. Um do lado dos atacantes (Renamo) e outro do lado governamental. O combate, ao que soubemos, durou perto de uma hora, o que leva a crer que mais gente pode ter morrido na confrontação. Outras mortes têm estado a ser relatadas, com particular destaque para os distritos das províncias de Manica, Sofala, Zambézia, Tete e Nampula. Enquanto isso, os políticos (que devem sentar-se para devolver a paz aos moçambicanos), continuam desavindos. Mas, os mortos, esses já estão a ser contabilizados dia após dia. E é lícito recordar que a guerra dos 16 anos, que começou também com tiroteios aqui e acolá, ceifou a vida de um milhão de moçambicanos e fez pouco mais de 5 milhões de deslocados.(D. Bila).
------------------------------------------------------------------------
Do CanalMoz:
“A Renamo quer a mudança do poder executivo nas províncias onde ganhou as eleições” – chefe da bancada parlamentar da Renamo, Ivone Soares.
Beira (Canalmoz) – Pelo menos três militares são dados como mortos, e há um número não especificado de feridos, entre os quais civis, e um camião-cisterna incendiado, como resultado dos confrontos militares ocorridos na manhã de quarta-feira na vila da Gorongosa e em Nhamapaza, no distrito de Marínguè. Há informações não confirmadas de outros confrontos na madrugada de quarta-feira em Muxúnguè, com vários mortos, e blindados abandonados. A porta-voz do comando provincial da PRM em Sofala, Sididi Paulo, disse que os confrontos na Gorongosa e em Marínguè ocorreram por volta das 5h00 de ontem, no posto de controlo rodoviário localizado na entrada da vila da Gorongosa. Três militares perderam a vida no local, sendo dois homens da FDS e um da força da Renamo. O trânsito ficou interrompido durante várias horas no período da manhã e só foi restabelecido no início da tarde. A população e funcionários públicos dos postos localizados nas margens da Estrada Nacional N1 refugiaram-se nas matas, e outros saíram da vila da Gorongosa, temendo pelas suas vidas. As escolas e os postos de saúde estão encerrados. O segundo confronto entre as forças governamentais e homens da Renamo ocorreu em Nhamapaza, na Estrada Nacional N1, distrito de Marínguè, onde cinco civis contraíram ferimentos graves, e um camião-cisterna carregado de combustível foi incendiado. Uma viatura da FAO foi atacada, mas o motorista saiu com vida. A violência armada tem estado a agravar-se nas últimas semanas com o extremar de posições entre o Governo e a Renamo. (José Jeco).
(Maputo) Um relatório lançado terça feira, na cidade de Maputo, revela que ainda há, em Moçambique, considerável falta de conhecimento público das leis e regulamentos sobre governação corporativa, o que, de certa forma, afecta o ambiente de negócios. De acordo com o documento, intitulado “Relatório sobre a Situação da Governação Corporativa”, lançado pelo Instituto de Directores de Moçambique e que faz a radiografia da governação corporativa nos 13 países membros da Rede Leis e regulamentos sobre governação corporativa Há défice de conhecimento público Africana de Governação Corporativa, tal se deve ao facto de o sector privado nacional ser predominantemente informal e, por isso, com pouca compreensão sobre esta matéria. “Geralmente, as empresas em Moçambique são de pequena dimensão, o que faz com que a governação corporativa seja vista como relativamente onerosa”, refere o documento, que também aponta o facto de o sistema judiciário ser fraco como uma das razões desta situação. Nesse sentido, o relatório recomenda que o nosso País aumente de forma significativa a disponibilidade e o nível de conhecimento e habilidades para a implementação de leis, regulamentos, normas, códigos e políticas para melhorar a compreensão sobre a governação corporativa. Este relatório foi lançado durante a Conferência Anual da Rede Africana de Governação Corporativa, que decorre na cidade de Maputo até o próximo dia 19 e conta com o apoio da ACCA (Association of Chartered Certified Accountants) e do Standard Bank.(Redacção) (Maputo) O mais alto órgão legislativo do país abriu oficialmente, ontem, as oficinas, numa sessão que ficou marcada pelas inevitáveis confrontações entre as duas maiores bancadas parlamentares. Os eternos rivais (Frelimo e Renamo) voltaram a trocar acusações sobre a autoria dos ataques que estão ceifar a vida de moçambicanos em várias regiões do país. A Frelimo, na voz da chefe da bancada, Margarida Talapa, acusou a Renamo de ser um partido interessado apenas em perpetuar sofrimento do povo moçambicano, continuando com acções armadas como forma de fazer pressão para chegar ao poder.Talapa disse que se esta formação política mantém, até hoje, um braço armado é porque tem prazer em semear terror, uma prova de que é contra o desenvolvimento do país. A chefe da bancada Frelimo voltou responsabilizar a Renamo pelo fracasso das negociações entre o governo e a Renamo, e reiterou que o seu partido está comprometido com o desenvolvimento do país. Por sua vez, Ivone Soares, chefe da bancada da Renamo, acusou a Frelimo de III sessão ordinária da VIII legislatura Acusações marcam o arranque dos trabalhos na AR andar a promover terrorismo. Isto por que assiste impávida e serena, a perseguição, raptos, sequestros e assassinatos de membros pertencentes a partidos da oposição. De acordo com a timoneira da Renamo na Assembleia da República, o principal promotor da instabilidade politica e económica que o país vive, tem nome e se chama “Frelimo”. Em jeito de fecho, Soares reiterou que a Renamo vai mesmo governar as províncias onde ganhou, isto, segundo ela, para, de uma vez por todas, acabar com o terrorismo de Estado promovido pela Frelimo. Já Lutero Simango, chefe da bancada do Movimento Democrático de Mo- çambique voltou a destacar a necessidade de se promover um diálogo inclusivo e participativo, sendo esta a via mais adequada para resgatar a paz que todos moçambicanos anseiam. Para Simango a violência, caracterizadas por ataques a alvos civis e militares deve cessar para dar lugar ao diálogo, um diálogo, acima de tudo, construtivo.(Ilódio Bata) (Maputo) Depois de ter sido baleado no passado 20 de Janeiro último, na cidade da Beira, situação que obrigou a sua evacuação Início da III sessão da AR Baleamento de Bissopo mereceu destaque das chefias de bancadas e da presidente para tratamento médico na África do Sul, Manuel Bissopo já regressou a Maputo e participou na sessão de abertura do mais alto órgão legislativo do país. O regresso do deputado e membro da Comissão Permanente da Assembelia da República (AR) mereceu destaque nas quatro intervenções que marcaram a abertura da III sessão ordinária da oitava legislatura. Verónica Macamo, presidente da AR, foi quem primeiro desejou boas vindas ao secretário-geral da Renamo, tendo avançado de seguida, que após ter tomado conhecimento do sucedido accionou todos mecanismos que tem ao seu dispor e contactou os órgãos competentes no sentindo de garantir que os autores deste acto sejam encontrados e levados a barra de tribunal, e que sejam exemplarmente punidos.Disse adiante que Bissopo é de facto um homem de sorte, por ter escapado com vida do atentado que sofreu. “No dia 20 de Janeiro recebemos uma incrédula e triste notícia. O deputado Manuel Bissopo, foi vitíma de um bárbaro atentado na cidade da Beira, Foi um acto verdadeiramente ignóbil, um acto inqualificável e condenável, lamentou a presidente da AR. Depois da presidente da AR, seguiu a chefe da bancada da Frelimo, Margarida Talapa, que no entanto, apelou a Renamo, e não só, a não politizar o caso Bissopo, e pediu o envolvimento de todos para o rápido esclarecimento do crime. Com júbilo e regozijo, foi de como a chefe da bancada da Renamo, Ivone Soares, desejou boas vindas ao deputado e membro da comissão permanente, Manuel Bissopo. Apesar de festejar o facto do SG ter escapado a morte, Soares voltou a apontar o dedo a Frelimo, afirmando que estes são os verdadeiros autores do acto macabro que quase tirou a vida ao seu colega de bancada. A chefe da bancada da Perdiz, disse que o governo, com estes actos, mostra claramente que pretende promover o verdadeiro terrorismo de Estado. “O plano da Frelimo de assassinar dirigentes e membros da Renamo alegadamente para impedir a governação da Renamo nas seis províncias vai falhar”, destacou a chefe da bancada parlamentar da Renamo. (Ilódio Bata) Maputo, 18.02.2015 mediaFAX nº. 5997 - Pág. 5/ 5 (Maputo) A Universidade Polité- cnica acolhe, nos dias 25 e 26 de Fevereiro corrente, a primeira edição do Pitch Bootcamp, um programa de dinamização de carreiras para estudantes finalistas e recém-graduados. Esta iniciativa, que contará com a participação de 100 graduados ou finalistas e 60 gestores de topo de grandes empresas, é desenvolvida pela FlowMoçambique e tem como objectivo criar uma interacção entre o mercado de trabalho e as universidades e jovens estudantes com vista a encontrar os grandes talentos do futuro. O Pitch Bootcamp consiste em dois dias de trabalho, sendo que no primeiro, os participantes irão desenvolver e/ou adquiEstudantes finalistas e recém-graduados Buscam-se mecanismos de dinamização de carreiras rir novas ferramentas de procura de trabalho, perceber como devem abordar o mercado e descobrir o seu potencial e competências. Já no segundo dia, os participantes terão a oportunidade de conversar com gestores de topo de grandes empresas e, por via disso, criar oportunidades de mentoria, agendar reuniões e visitas ou aceder a estágios e ficar a par dos processos de recrutamento. Em todas as edições, mais de mil jovens finalistas e graduados que passaram por esta formação conseguiram inserir-se no mercado de trabalho.(Redacção) (Maputo) Os governos de Moçambique e do Japão assinaram, ontem, um contracto de construção do projecto da Central Termoeléctrica de Ciclo Combinado a gás natural na cidade de Maputo. Trata-se de um investimento orçado em 17.2 biliões de Yenes, o equivalente a 151.5 milhões de dólares americanos, concedidos pela Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA). A Central Térmica de Maputo estará disponível para, a partir de 2018, garantir maior disponibilidade de energia eléctrica e assegurar o acesso a mais moçambicanos, bem assim, a segurança no fornecimento à região sul do País, com particular, realce para as cidades de Maputo e Matola.A central vai usar uma tecnologia que permite o uso mais eficiente do gás natural e contribuir para a redução das emissões de carbono, preserva- ção do ambiente, assim como para o desenvolvimento económico sustentável do país. O financiamento deste projecto inclui, também, a formação de quadros, nas áreas de operação e manutenção de equipamento e assistência técnica durante seis anos, assegurando-se, deste modo, a transferência gradual da tecnologia das práticas e dos modelos de gestão de padrões internacionais. “A assinatura deste contrato acontece numa altura em que a região da África Austral e Moçambique são assolados pela seca, que impacta na paralisação temporária de algumas centrais hidroeléctricas por falta de água, o que vem reforçar a nossa convicção de diverEnergia eléctrica através de gás natural Maputo terá mais 100 MW até 2018 sificar a matriz das fontes de produ- ção de energia eléctrica no nosso País” – explicou Mateus Magala, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Electricidade de Moçambique, empresa que irá a explorar e distribuir a electricidade a ser gerada. O PCA da EDM indicou ainda que estão em curso vários projectos de geração de electricidade, que totalizam cerca de 335 MW, com vista a garantir maior e melhor disponibilidade de energia eléctrica. O governo de Japão fará assistência a EDM através das empresas TEPSCO, Orienta Consultants Global, Sumitomo Corporation e a IHI.(Rafael Ricardo) (Maputo) A LAM, a companhia mo- çambicana de bandeira, está entre as 10 melhores companhias aéreas africanas nomeadas para o prémio de melhor serviço na classe económica, atribuído pela WTA – Word Travel Awards. O anúncio dos finalistas foi feito no dia 31 de Janeiro de 2016. A par da LAM estão nomeadas outras prestigiadas companhias aéreas africanas nomeadamente, a South African Airways, da África do Sul; a Ethiopian Airlines, da Ethiopia; a Kenya Airways, do Quénia; a Royal Air Maroc, do Marroco; a Air Namibia, da Namíbia; a EgyptAir, do Egipto; a Tunis Air, da Tunísia; a Precision Air, da Tanzania e a Mango, também da África do Sul. Estas companhias, incluindo a LAM, estão destacadas pelo melhor serviço que oferecem na classe económica, num universo que ultrapassa 35 companhias memmbros da Associação das Companhias Aéreas Africanas (AFRAA). Entre as 10 companhias finalistas do World Travel Award, considerados “óscares mundiais de turismo”, será eleita a companhia Africana com os melhores serviços na classe económica, estando em curso a votação até o dia 29 de Fevereiro corrente, na internet, através do link www.worldtravelawards.com/ nominees/2016/africa. A entrega dos prémios do World Travel Award, onde está inserida a categoria de Companhia Africana Líder em Serviços na Classe Económica, terá lugar no dia 09 de Abril de 2016, em Zanzibar, República da Tanzânia.(Redacção) Companhias africanas com melhor serviço na classe económica LAM no top 10 das melhores (Maputo) A Cervejas de Moçambique (CDM) lançou ontem, nas cidades de Maputo e da Matola, o Programa de Desenvolvimento de Retalhistas que visa formar, em todo o país, cerca de dois mil retalhistas da CDM. Os beneficiários serão formados em matérias relacionadas com finanças, gestão de negócios, venda responsável e consciência ambiental, com intuito de melhorar a capacidade de gestão de negócios Finanças e gestão de negócios CDM forma retalhistas e assegurar a sua sustentabilidade. Este programa é implementado por uma empresa de consultoria contratada pela CDM. “Este treinamento faz parte de um programa mais alargado da CDM que visa estimular o empreendedorismo. Queremos não apenas dar aos retalhistas instrumentos mais aprofundados para a gestão dos negócios de cerveja, mas também para outros negócios que queiram ou estejam empreender” - referiu Bruno Tembe, gestor de Assuntos Corporativos da CDM.(Redacção)
“A Renamo quer a mudança do poder executivo nas províncias onde ganhou as eleições” – chefe da bancada parlamentar da Renamo, Ivone Soares.
Maputo (Canalmoz) – Quando faltam menos de quinze dias para o mês de Março, mês que a Renamo e Afonso Dhlakama determinaram para começar a governar as províncias de Manica, Sofala, Zambézia, Nampula, Tete e Niassa, a chefe da bancada da Renamo na Assembleia da República, Ivone Soares, reafirma que o seu partido quer a mudança do Governo nas províncias onde a Renamo ganhou as eleições. Ivone Soares considera que o país está em crise e que este é o meio-termo que o seu partido encontrou para ultrapassar essa crise, pois, segundo a deputada, se o Conselho Constitucional não fosse constituído maioritariamente por indivíduos ligados à Frelimo, as eleições seriam declaradas inválidas. Ivone Soares fez tais declarações no seu discurso na sessão de abertura da III Sessão Ordinária da Assembleia da Repú- blica. Ivone Soares reafirma também que o seu partido não quer a guerra. “Na qualidade de chefe da bancada parlamentar da Renamo, repito-o, na presença do corpo diplomático, de representantes de instituições religiosas, académicas, económicas, socioprofissionais nacionais e estrangeiras: não queremos a guerra”, disse Ivone Soares. Afirmou também que “qualquer confrontação em Moçambique é provocada pelo Governo da Frelimo.” Ivone Soares considera que o país “está em crise e grita mesmo por mudança”. A deputada diz que a mudan- ça consiste em a Renamo governar. “A Renamo quer a mudança do poder executivo nas províncias onde ganhou as eleições”, afirma Ivone Soares. Revisão Constitucional A chefe da bancada da Renamo diz que o seu partido está disposto a criar consenso com a Frelimo. “Queremos ver a boa vontade por parte do Governo de Maputo para com o povo e os seus anseios”, disse Ivone Soares, tendo declarado que o seu partido está disposto a sentar-se com constitucionalistas para definir a “revisão da Constitui- ção da República de Moçambique que permita que o povo seja sempre governado por quem escolher”. Negociações Sobre a possibilidade do reatamento do diálogo, a deputada afirma que a Renamo está preparada para: “debater coisas sé- rias para o futuro do nosso povo, do nosso país, para que tenhamos um país com paz e democracia e não um país assolado com o troar de canhões e BTR’s”. O Governo da Renamo “Quando a Renamo for Governo, não irá correr com os enfermeiros, médicos, professores ou outros funcionários públicos. O pessoal técnico profissional irá continuar a desempenhar o seu papel”, diz Ivone Soares, e explica: “Não mudaremos as pessoas, pois entendemos que os Governos é que devem mudar, e os funcionários do Estado não podem ser pertença de um partido”. Ivone Soares pergunta: “O que é pior, pretender governar onde ganhámos, ou ser o povo governado por aqueles em quem nunca votou?” (André Mulungo).
------------------------------------------------------------------------
Do MediaFax.
Confrontação armada entre guerrilheiros da Renamo e FDS.
A contagem dos mortos está em curso!
- Intensa confrontação aconteceu na madrugada desta quarta-feira quase à entrada da vila sede do distrito da Gorongosa.
(Beira) Não há mais razões para continuarmos a negar. O país está, de novo, em guerra não oficialmente declarada. Os relatos de confrontação armada, em várias regiões do país, sucedem-se. Em algumas regiões, com particular destaque para o “troço problemático” da Estrada Nacional Nú- mero Um (N1) não se anda a vontade porque supostos homens armados da Renamo andam por perto. É um cenário que, quem de direito, deveria já ter tido a coragem de reconhecer que representa e equivale a guerra civil. Nesta onda, na madrugada desta quarta-feira, mais uma confrontação intensa se registou quase à entrada da vila sede do distrito de Gorongosa, província de Sofala. O que se diz é que um grupo de homens armados da Renamo atacou uma posição das Forças de Defesa e Segurança (FDS) instalada a alguns metros à entrada da vila sede do distrito de Gorongosa. A posição das FDS serve, essencialmente, de protector à vila, exactamente para evitar a entrada de homens armados na vila sede distrital. Oficialmente, a Polícia da República de Moçambique fala somente de duas mortes. Um do lado dos atacantes (Renamo) e outro do lado governamental. O combate, ao que soubemos, durou perto de uma hora, o que leva a crer que mais gente pode ter morrido na confrontação. Outras mortes têm estado a ser relatadas, com particular destaque para os distritos das províncias de Manica, Sofala, Zambézia, Tete e Nampula. Enquanto isso, os políticos (que devem sentar-se para devolver a paz aos moçambicanos), continuam desavindos. Mas, os mortos, esses já estão a ser contabilizados dia após dia. E é lícito recordar que a guerra dos 16 anos, que começou também com tiroteios aqui e acolá, ceifou a vida de um milhão de moçambicanos e fez pouco mais de 5 milhões de deslocados.(D. Bila).
------------------------------------------------------------------------
Do CanalMoz:
Guerra civil no centro do país - Três mortos em confrontos na Gorongosa
“A Renamo quer a mudança do poder executivo nas províncias onde ganhou as eleições” – chefe da bancada parlamentar da Renamo, Ivone Soares.
Beira (Canalmoz) – Pelo menos três militares são dados como mortos, e há um número não especificado de feridos, entre os quais civis, e um camião-cisterna incendiado, como resultado dos confrontos militares ocorridos na manhã de quarta-feira na vila da Gorongosa e em Nhamapaza, no distrito de Marínguè. Há informações não confirmadas de outros confrontos na madrugada de quarta-feira em Muxúnguè, com vários mortos, e blindados abandonados. A porta-voz do comando provincial da PRM em Sofala, Sididi Paulo, disse que os confrontos na Gorongosa e em Marínguè ocorreram por volta das 5h00 de ontem, no posto de controlo rodoviário localizado na entrada da vila da Gorongosa. Três militares perderam a vida no local, sendo dois homens da FDS e um da força da Renamo. O trânsito ficou interrompido durante várias horas no período da manhã e só foi restabelecido no início da tarde. A população e funcionários públicos dos postos localizados nas margens da Estrada Nacional N1 refugiaram-se nas matas, e outros saíram da vila da Gorongosa, temendo pelas suas vidas. As escolas e os postos de saúde estão encerrados. O segundo confronto entre as forças governamentais e homens da Renamo ocorreu em Nhamapaza, na Estrada Nacional N1, distrito de Marínguè, onde cinco civis contraíram ferimentos graves, e um camião-cisterna carregado de combustível foi incendiado. Uma viatura da FAO foi atacada, mas o motorista saiu com vida. A violência armada tem estado a agravar-se nas últimas semanas com o extremar de posições entre o Governo e a Renamo. (José Jeco).
Democracy Ranking 2015
Moçambique: Uma democracia
cada vez mais degradante.
(Maputo) Apesar de o discurso oficial
continuar a tentar transmitir uma
imagem de que o país vive uma “democracia perfeita”, resumido na realização
regular e sistemática de processos eleitorais,
relatórios internacionais demonstram uma situação completamente diferente
da defendida pelo governo.
O exemplo demonstrativo de que as coisas
não estão bem, no país, vem estampado
no relatório sobre o Índice de Democracia
no mundo referente ao ano passado, 2015.
Analisando vários itens, o relatório
conclui que a democracia moçambicana
vem registando níveis acentuados e acelerados
de degradação. A queda da qualidade
da democracia moçambicana resulta, segundo
o relatório encomendado pelo grupo
inglês The Economist, de vários factores, a
exemplo das constantes e graves irregularidades
que vem registando nos processos
eleitorais moçambicanos, o domínio da Frelimo
sobre as instituições do Estado e a
intolerância e perseguição política contra
dirigentes da oposição, são apontadas como
parte das razões por detrás da imparável
degradação da democracia que se vive em
Moçambique. A lista das condições fragilizadoras
da democracia moçambicana
inclui ainda a corrupção generalizada ante
uma administração da justiça incapaz de
punir os prevaricadores, muitas vezes, atrelados
ao poder político e ainda uma sociedade
civil cada vez mais fragilizada.
Com esta realidade, o ranking da
Democracia 2015, coloca a República
de Moçambique na posição 109, numa
lista de 165 países avaliados.
Para o lugar 109 na lista dos 165 países
estudados, a “Pérola do Índico” foi classificada
como estando a viver uma democracia
híbrida, com uma pontuação média de 4.6 dos
10 pontos possíveis. Para itens específicos,
Moçambique quedou-se, no geral, a abaixo da
média com 4,42 pontos no processo eleitoral
e pluralismo, 3,57 no funcionamento do Governo,
5.56 em participação política, 5.63 em
cultura política e 3,82 em liberdades cívicas.
Com esta pontuação, Moçambique
foi alistado no grupo das chamadas “democracias
híbridas”, ao lado de países
como a Albânia, a Guatemala, a Ucrânia, o
Bangladesh, o Malawi, a Libéria, o Madagáscar,
o Burkina Faso e o Iraque.
Para cada iten, o relatório busca e indica
exemplos concretos que, de uma ou de outra
forma, pesaram para a classificação de
Moçambique, a exemplo do assassinato, em
plena luz do dia, do constitucionalista e
professor universitário, Gilles Cistac, para o
caso do exercício das liberdades cívicas.
A proclamação dos resultados eleitorais
pelo Conselho Constitucional,
mesmo depois do registo de graves irregularidades
no processo eleitoral, é outro
exemplo citado pelo relatório, a par da
colocação, quase na totalidade, de membros
da Frelimo no quadro do Estado.
Os contornos bastante nebulosos relacionados
com o processo Ematum estão
também na lista de casos que demonstram
e atestam a fragilidade do Estado para
evitar saque e roubo do bem público.
O ranking de 2015, denominado
“a Democracia em época de ansiedade”,
é liderado pela Noruega, a Islândia, a
Suécia, a Nova Zelândia e a Dinamarca.
As ilhas Maurícias são o país africano
melhor posicionado enquanto Cabo
Verde é o mais bem colocado entre os
países falantes da língua portuguesa e
a terceira melhor democracia do nosso
continente.(Redacção)
“Quem de facto criou a situação dos refugiados».
(Maputo) A chefe da bancada parlamentar
da Renamo, Ivone Soares, exigiu, na
manhã desta quarta-feira, a criação de uma
comissão de inquérito que, no mais curto
espaço de tempo, deverá deslocar-se ao
Malawi no sentido de, no terreno e in loco,
averiguar por que razão os moçambicanos
se foram refugiar naquele país vizinho.
Ivone Soares fez esta exigência quando,
do pódio da Assembleia da República,
discursava na sessão de abertura da III
sessão ordinária desta que é a VIII legislatura
da Assembleia da República.
“Quem de facto criou a situação dos
refugiados. A catastrófica situação dos refugiados
moçambicanos que se encontram
no Malawi foi a Frelimo. Que se crie,
imediatamente, uma comissão de inquérito
parlamentar para se averiguar os factos
Afinal por que razão os moçambicanos fugiram para o Malawi?
Renamo quer comissão de
inquérito para averiguar Kapise
no terreno. Nós, RENAMO, não duvidá-
mos dos depoimentos desses nossos
compatriotas e nem duvidámos das constatações
que o ACNUR fez, constatações
confirmadas pelas autoridades em
Kapise, no Malawi”- avançou Soares.
O governo e a Renamo têm estado
a trocar acusações sobre as reais
razões da fuga de moçambicanos para
o território malawiana.
Lutero Simango
O chefe da bancada parlamentar do
Movimento Democrático de Moçambique
também condenou as autoridades
moçambicanas pela presença, em condições
precárias, de cerca de 5 mil moçambicanos em território malawiano.
“Estendemos a nossa solidariedade
aos nossos concidadãos forçados a refugiarem-se na República do Malawi,
por actos protagonizados pelas nossas
Forças de Defesa e Segurança. Refugiaram-se
em Malawi, porque a violência
armada e a guerra não declarada, se faz
sentir no nosso país” – disse.
Prosseguiu ainda argumentando
que a situação dos refugiados e outros
males que grassam o país são resultado
da falta de convivência e intolerância
protagonizadas pelo poder do dia.
“A ausência de convivência
democrática, a intolerância e arrogância
política, a ausência do outro a pensar
diferente, a ausência de reconhecimento
de diversidade política em todos os
escalões da divisão administrativa do nosso
país, a falta de um discurso oficial
em reconhecer as liberdades politicas
dos cidadãos e sua livre realização, os
conflitos militares, entre as forças governamentais
e da Renamo, são responsáveis
pela situação em que se encontra
o país, mergulhado em incertezas e fragilização
do Estado”- classificou Simango.(Ilódio
Bata)
(Maputo) O Banco de Moçambique
deverá regulamentar a lei nr. 6/2015, de 6
de Outubro, instrumento que cria o Sistema
de Informação de Crédito de Gestão
Privada (LCSICGP), segundo indica a
matriz de prioridades de reformas assumida
entre o Governo e o sector privado.
O acordo, datado de Agosto de 2015,
foi selado através de um memorando de
entendimento rubricado entre o ministro da
Indústria e Comércio, Max Tonela, na
qualidade de ponto focal do Governo para
os assuntos do sector privado, e o presidente
da Confederação das Associações
Económicas (CTA), Rogério Manuel. A
LCSICGP foi aprovada pela Assembleia
da República em Outubro de 2015 e entrou
em vigor no dia 4 de Janeiro de 2016.
A regulamentação deverá ser
concluída no prazo de 90 dias após a
entrada em vigor da referida lei, o que
significa que deverá ser concluída até
4 de Abril de 2016.
Regulamentação de um indicador chave para o Doing Business
Banco de Moçambique atrasa-se
Uma fonte próxima do dossier
“Doing Business”, disse que o Banco de
Moçambique espera Concluir o processo
de regulamentação ainda durante
este mês (Fevereiro) e submeter ao
Ministério de Economia e Finanças
para, em Março próximo, ser submetido à
aprovação pelo Conselho de Ministros.
Paralelamente a isto, o Banco de Moçambique deveria ter apresentado o anteprojecto
de lei que cria uma central de registo de
colaterais, facto que, até ao momento, ainda
não ocorreu, segundo soube o mediaFAX
de fonte próxima ao processo.
Ainda no âmbito deste processo, o
mediaFAX sabe que a proposta de regulamentação
já foi aprovada pelo Conselho de
Administração do Banco de Moçambique.
De referir que estes instrumentos fazem
parte de alguns indicadores que o Banco Mundial
tem em conta a avaliação periódica que
faz a 189 países em matéria de Doing Business.
Segundo se sabe, o Banco Mundial
termina a avaliação em finais de Maio e faz
a respectiva publicação em Outubro. Na
avaliação anterior, Moçambique caiu cinco
lugares e o Governo prometeu trabalhar no
sentido de inverter o quadro negativo.
(Raf. Ricardo e redacção).(Maputo) Um relatório lançado terça feira, na cidade de Maputo, revela que ainda há, em Moçambique, considerável falta de conhecimento público das leis e regulamentos sobre governação corporativa, o que, de certa forma, afecta o ambiente de negócios. De acordo com o documento, intitulado “Relatório sobre a Situação da Governação Corporativa”, lançado pelo Instituto de Directores de Moçambique e que faz a radiografia da governação corporativa nos 13 países membros da Rede Leis e regulamentos sobre governação corporativa Há défice de conhecimento público Africana de Governação Corporativa, tal se deve ao facto de o sector privado nacional ser predominantemente informal e, por isso, com pouca compreensão sobre esta matéria. “Geralmente, as empresas em Moçambique são de pequena dimensão, o que faz com que a governação corporativa seja vista como relativamente onerosa”, refere o documento, que também aponta o facto de o sistema judiciário ser fraco como uma das razões desta situação. Nesse sentido, o relatório recomenda que o nosso País aumente de forma significativa a disponibilidade e o nível de conhecimento e habilidades para a implementação de leis, regulamentos, normas, códigos e políticas para melhorar a compreensão sobre a governação corporativa. Este relatório foi lançado durante a Conferência Anual da Rede Africana de Governação Corporativa, que decorre na cidade de Maputo até o próximo dia 19 e conta com o apoio da ACCA (Association of Chartered Certified Accountants) e do Standard Bank.(Redacção) (Maputo) O mais alto órgão legislativo do país abriu oficialmente, ontem, as oficinas, numa sessão que ficou marcada pelas inevitáveis confrontações entre as duas maiores bancadas parlamentares. Os eternos rivais (Frelimo e Renamo) voltaram a trocar acusações sobre a autoria dos ataques que estão ceifar a vida de moçambicanos em várias regiões do país. A Frelimo, na voz da chefe da bancada, Margarida Talapa, acusou a Renamo de ser um partido interessado apenas em perpetuar sofrimento do povo moçambicano, continuando com acções armadas como forma de fazer pressão para chegar ao poder.Talapa disse que se esta formação política mantém, até hoje, um braço armado é porque tem prazer em semear terror, uma prova de que é contra o desenvolvimento do país. A chefe da bancada Frelimo voltou responsabilizar a Renamo pelo fracasso das negociações entre o governo e a Renamo, e reiterou que o seu partido está comprometido com o desenvolvimento do país. Por sua vez, Ivone Soares, chefe da bancada da Renamo, acusou a Frelimo de III sessão ordinária da VIII legislatura Acusações marcam o arranque dos trabalhos na AR andar a promover terrorismo. Isto por que assiste impávida e serena, a perseguição, raptos, sequestros e assassinatos de membros pertencentes a partidos da oposição. De acordo com a timoneira da Renamo na Assembleia da República, o principal promotor da instabilidade politica e económica que o país vive, tem nome e se chama “Frelimo”. Em jeito de fecho, Soares reiterou que a Renamo vai mesmo governar as províncias onde ganhou, isto, segundo ela, para, de uma vez por todas, acabar com o terrorismo de Estado promovido pela Frelimo. Já Lutero Simango, chefe da bancada do Movimento Democrático de Mo- çambique voltou a destacar a necessidade de se promover um diálogo inclusivo e participativo, sendo esta a via mais adequada para resgatar a paz que todos moçambicanos anseiam. Para Simango a violência, caracterizadas por ataques a alvos civis e militares deve cessar para dar lugar ao diálogo, um diálogo, acima de tudo, construtivo.(Ilódio Bata) (Maputo) Depois de ter sido baleado no passado 20 de Janeiro último, na cidade da Beira, situação que obrigou a sua evacuação Início da III sessão da AR Baleamento de Bissopo mereceu destaque das chefias de bancadas e da presidente para tratamento médico na África do Sul, Manuel Bissopo já regressou a Maputo e participou na sessão de abertura do mais alto órgão legislativo do país. O regresso do deputado e membro da Comissão Permanente da Assembelia da República (AR) mereceu destaque nas quatro intervenções que marcaram a abertura da III sessão ordinária da oitava legislatura. Verónica Macamo, presidente da AR, foi quem primeiro desejou boas vindas ao secretário-geral da Renamo, tendo avançado de seguida, que após ter tomado conhecimento do sucedido accionou todos mecanismos que tem ao seu dispor e contactou os órgãos competentes no sentindo de garantir que os autores deste acto sejam encontrados e levados a barra de tribunal, e que sejam exemplarmente punidos.Disse adiante que Bissopo é de facto um homem de sorte, por ter escapado com vida do atentado que sofreu. “No dia 20 de Janeiro recebemos uma incrédula e triste notícia. O deputado Manuel Bissopo, foi vitíma de um bárbaro atentado na cidade da Beira, Foi um acto verdadeiramente ignóbil, um acto inqualificável e condenável, lamentou a presidente da AR. Depois da presidente da AR, seguiu a chefe da bancada da Frelimo, Margarida Talapa, que no entanto, apelou a Renamo, e não só, a não politizar o caso Bissopo, e pediu o envolvimento de todos para o rápido esclarecimento do crime. Com júbilo e regozijo, foi de como a chefe da bancada da Renamo, Ivone Soares, desejou boas vindas ao deputado e membro da comissão permanente, Manuel Bissopo. Apesar de festejar o facto do SG ter escapado a morte, Soares voltou a apontar o dedo a Frelimo, afirmando que estes são os verdadeiros autores do acto macabro que quase tirou a vida ao seu colega de bancada. A chefe da bancada da Perdiz, disse que o governo, com estes actos, mostra claramente que pretende promover o verdadeiro terrorismo de Estado. “O plano da Frelimo de assassinar dirigentes e membros da Renamo alegadamente para impedir a governação da Renamo nas seis províncias vai falhar”, destacou a chefe da bancada parlamentar da Renamo. (Ilódio Bata) Maputo, 18.02.2015 mediaFAX nº. 5997 - Pág. 5/ 5 (Maputo) A Universidade Polité- cnica acolhe, nos dias 25 e 26 de Fevereiro corrente, a primeira edição do Pitch Bootcamp, um programa de dinamização de carreiras para estudantes finalistas e recém-graduados. Esta iniciativa, que contará com a participação de 100 graduados ou finalistas e 60 gestores de topo de grandes empresas, é desenvolvida pela FlowMoçambique e tem como objectivo criar uma interacção entre o mercado de trabalho e as universidades e jovens estudantes com vista a encontrar os grandes talentos do futuro. O Pitch Bootcamp consiste em dois dias de trabalho, sendo que no primeiro, os participantes irão desenvolver e/ou adquiEstudantes finalistas e recém-graduados Buscam-se mecanismos de dinamização de carreiras rir novas ferramentas de procura de trabalho, perceber como devem abordar o mercado e descobrir o seu potencial e competências. Já no segundo dia, os participantes terão a oportunidade de conversar com gestores de topo de grandes empresas e, por via disso, criar oportunidades de mentoria, agendar reuniões e visitas ou aceder a estágios e ficar a par dos processos de recrutamento. Em todas as edições, mais de mil jovens finalistas e graduados que passaram por esta formação conseguiram inserir-se no mercado de trabalho.(Redacção) (Maputo) Os governos de Moçambique e do Japão assinaram, ontem, um contracto de construção do projecto da Central Termoeléctrica de Ciclo Combinado a gás natural na cidade de Maputo. Trata-se de um investimento orçado em 17.2 biliões de Yenes, o equivalente a 151.5 milhões de dólares americanos, concedidos pela Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA). A Central Térmica de Maputo estará disponível para, a partir de 2018, garantir maior disponibilidade de energia eléctrica e assegurar o acesso a mais moçambicanos, bem assim, a segurança no fornecimento à região sul do País, com particular, realce para as cidades de Maputo e Matola.A central vai usar uma tecnologia que permite o uso mais eficiente do gás natural e contribuir para a redução das emissões de carbono, preserva- ção do ambiente, assim como para o desenvolvimento económico sustentável do país. O financiamento deste projecto inclui, também, a formação de quadros, nas áreas de operação e manutenção de equipamento e assistência técnica durante seis anos, assegurando-se, deste modo, a transferência gradual da tecnologia das práticas e dos modelos de gestão de padrões internacionais. “A assinatura deste contrato acontece numa altura em que a região da África Austral e Moçambique são assolados pela seca, que impacta na paralisação temporária de algumas centrais hidroeléctricas por falta de água, o que vem reforçar a nossa convicção de diverEnergia eléctrica através de gás natural Maputo terá mais 100 MW até 2018 sificar a matriz das fontes de produ- ção de energia eléctrica no nosso País” – explicou Mateus Magala, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Electricidade de Moçambique, empresa que irá a explorar e distribuir a electricidade a ser gerada. O PCA da EDM indicou ainda que estão em curso vários projectos de geração de electricidade, que totalizam cerca de 335 MW, com vista a garantir maior e melhor disponibilidade de energia eléctrica. O governo de Japão fará assistência a EDM através das empresas TEPSCO, Orienta Consultants Global, Sumitomo Corporation e a IHI.(Rafael Ricardo) (Maputo) A LAM, a companhia mo- çambicana de bandeira, está entre as 10 melhores companhias aéreas africanas nomeadas para o prémio de melhor serviço na classe económica, atribuído pela WTA – Word Travel Awards. O anúncio dos finalistas foi feito no dia 31 de Janeiro de 2016. A par da LAM estão nomeadas outras prestigiadas companhias aéreas africanas nomeadamente, a South African Airways, da África do Sul; a Ethiopian Airlines, da Ethiopia; a Kenya Airways, do Quénia; a Royal Air Maroc, do Marroco; a Air Namibia, da Namíbia; a EgyptAir, do Egipto; a Tunis Air, da Tunísia; a Precision Air, da Tanzania e a Mango, também da África do Sul. Estas companhias, incluindo a LAM, estão destacadas pelo melhor serviço que oferecem na classe económica, num universo que ultrapassa 35 companhias memmbros da Associação das Companhias Aéreas Africanas (AFRAA). Entre as 10 companhias finalistas do World Travel Award, considerados “óscares mundiais de turismo”, será eleita a companhia Africana com os melhores serviços na classe económica, estando em curso a votação até o dia 29 de Fevereiro corrente, na internet, através do link www.worldtravelawards.com/ nominees/2016/africa. A entrega dos prémios do World Travel Award, onde está inserida a categoria de Companhia Africana Líder em Serviços na Classe Económica, terá lugar no dia 09 de Abril de 2016, em Zanzibar, República da Tanzânia.(Redacção) Companhias africanas com melhor serviço na classe económica LAM no top 10 das melhores (Maputo) A Cervejas de Moçambique (CDM) lançou ontem, nas cidades de Maputo e da Matola, o Programa de Desenvolvimento de Retalhistas que visa formar, em todo o país, cerca de dois mil retalhistas da CDM. Os beneficiários serão formados em matérias relacionadas com finanças, gestão de negócios, venda responsável e consciência ambiental, com intuito de melhorar a capacidade de gestão de negócios Finanças e gestão de negócios CDM forma retalhistas e assegurar a sua sustentabilidade. Este programa é implementado por uma empresa de consultoria contratada pela CDM. “Este treinamento faz parte de um programa mais alargado da CDM que visa estimular o empreendedorismo. Queremos não apenas dar aos retalhistas instrumentos mais aprofundados para a gestão dos negócios de cerveja, mas também para outros negócios que queiram ou estejam empreender” - referiu Bruno Tembe, gestor de Assuntos Corporativos da CDM.(Redacção)
Ivone Soares reafirma que a Renamo não
quer a guerra e que o seu partido vai
governar em Março
“A Renamo quer a mudança do poder executivo nas províncias onde ganhou as eleições” – chefe da bancada parlamentar da Renamo, Ivone Soares.
Maputo (Canalmoz) – Quando faltam menos de quinze dias para o mês de Março, mês que a Renamo e Afonso Dhlakama determinaram para começar a governar as províncias de Manica, Sofala, Zambézia, Nampula, Tete e Niassa, a chefe da bancada da Renamo na Assembleia da República, Ivone Soares, reafirma que o seu partido quer a mudança do Governo nas províncias onde a Renamo ganhou as eleições. Ivone Soares considera que o país está em crise e que este é o meio-termo que o seu partido encontrou para ultrapassar essa crise, pois, segundo a deputada, se o Conselho Constitucional não fosse constituído maioritariamente por indivíduos ligados à Frelimo, as eleições seriam declaradas inválidas. Ivone Soares fez tais declarações no seu discurso na sessão de abertura da III Sessão Ordinária da Assembleia da Repú- blica. Ivone Soares reafirma também que o seu partido não quer a guerra. “Na qualidade de chefe da bancada parlamentar da Renamo, repito-o, na presença do corpo diplomático, de representantes de instituições religiosas, académicas, económicas, socioprofissionais nacionais e estrangeiras: não queremos a guerra”, disse Ivone Soares. Afirmou também que “qualquer confrontação em Moçambique é provocada pelo Governo da Frelimo.” Ivone Soares considera que o país “está em crise e grita mesmo por mudança”. A deputada diz que a mudan- ça consiste em a Renamo governar. “A Renamo quer a mudança do poder executivo nas províncias onde ganhou as eleições”, afirma Ivone Soares. Revisão Constitucional A chefe da bancada da Renamo diz que o seu partido está disposto a criar consenso com a Frelimo. “Queremos ver a boa vontade por parte do Governo de Maputo para com o povo e os seus anseios”, disse Ivone Soares, tendo declarado que o seu partido está disposto a sentar-se com constitucionalistas para definir a “revisão da Constitui- ção da República de Moçambique que permita que o povo seja sempre governado por quem escolher”. Negociações Sobre a possibilidade do reatamento do diálogo, a deputada afirma que a Renamo está preparada para: “debater coisas sé- rias para o futuro do nosso povo, do nosso país, para que tenhamos um país com paz e democracia e não um país assolado com o troar de canhões e BTR’s”. O Governo da Renamo “Quando a Renamo for Governo, não irá correr com os enfermeiros, médicos, professores ou outros funcionários públicos. O pessoal técnico profissional irá continuar a desempenhar o seu papel”, diz Ivone Soares, e explica: “Não mudaremos as pessoas, pois entendemos que os Governos é que devem mudar, e os funcionários do Estado não podem ser pertença de um partido”. Ivone Soares pergunta: “O que é pior, pretender governar onde ganhámos, ou ser o povo governado por aqueles em quem nunca votou?” (André Mulungo).




Sem comentários:
Enviar um comentário