terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Declarações de Trump desqualificam-no para as presidenciais

UTERS/RANDALL HILL

Porta-voz de Barack Obama diz que declarações são "moralmente repreensíveis" e que terão "consequências" para a segurança nacional
A Casa Branca considerou hoje que as polémicas declarações feitas por Donald Trump sobre os muçulmanos, propondo que deveriam ser proibidos de entrar nos Estados Unidos, "desqualificam-no" como candidato à presidência norte-americana.
"O que Donald Trump disse desqualifica-o para ser presidente", afirmou Josh Earnest, porta-voz de Barack Obama, evocando que as declarações são "moralmente repreensíveis" e que terão "consequências" para a segurança nacional norte-americana.
O porta-voz de Obama desafiou os Republicanos a denunciar o seu pré-candidato, lembrando que um presidente dos Estados Unidos é também o comandante supremo das Forças Armadas.
Apelidando Trump como um "barbeiro carnavalesco" com "cabelo falso" e de ser "cínico" nas suas tomadas de posição, Earnest considerou que a campanha do pré-candidato republicano tem a qualidade de um "lixo da história".
"A verdadeira questão para os Republicanos é a de saber se se deixarão entrar no lixo da História com Donald Trump", acrescentou, desafiando os restantes candidatos do partido a tomar uma posição sobre as declarações do magnata do imobiliário.
Segunda-feira, num comunicado, o pré-candidato republicano à Casa Branca pediu para ser proibida a entrada nos Estados Unidos a todos os muçulmanos, em resposta ao "ódio" que, defende, têm em relação aos norte-americanos.
Trump defendeu um bloqueio "completo e total" à entrada de muçulmanos no país até que as autoridades "averiguem o que se está a passar".
"Sem olhar para os dados das pesquisas, é óbvio para qualquer um que aquele ódio está para além da compreensão. De onde aquele ódio vem é algo que temos de determinar", disse o magnata.
"Até se identificar e compreender o problema e a perigosa ameaça, o nosso país não pode ser vítima de horrendos ataques de gente que só acredita na «jihad» e que não tem qualquer sentido e respeito pela vida humana", acrescentou.
Donald Trump divulgou o comunicado depois de o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defender que o grupo extremista Estado Islâmico "não fala em nome do Islão" e pedir aos norte-americanos para não confundirem radicais com o resto dos muçulmanos.
Hoje, nas Nações Unidas, a ONU expressou preocupação pelas declarações de Trump, defendendo que não se deve seguir o caminho da retórica da islamofobia, xenofobia ou qualquer outro apelo ao ódio.
A ONU, que habitualmente evita comentar as palavras de candidatos à Presidência dos Estados Unidos, realçou a preocupação do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, face a "todas as formas de xenofobia ou qualquer sentimento contra os imigrantes ou grupos em base na raça ou na religião".
"E isso aplica-se, sem dúvida neste caso", disse um porta-voz da ONU.
Também hoje, mas em Londres, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, considerou que os comentários de Trump são "inúteis", criam "divisões" e são fruto de "equívocos".
"O primeiro-ministro britânico está totalmente em desacordo com os comentários de Donald Trump, que causam divisões, são inúteis e completamente equivocados", referiu o porta-voz, citado pela agência noticiosa espanhola EFE, que não identifica o autor das palavras.

David Calado · 
Trabalha na empresa Trabalhador(a) independente
Emoji grin Se o Trump ganha, lá vai a ONU e o politicamente correcto para o caixote de lixo. Não é que eu seja apologista do Trump mas, ou há moralidade ou comem todos. Na constituição das Maldivas diz que só muçulmanos podem ser cidadãos do país. Na Arábia Saudita é proibido ostentar qualquer símbolo religioso não muçulmano. Porém, nunca vi a ONU tentar impor regras de multiculturalismo à Arábia Saudita, Qatar ou Maldivas. Parece que as cartas de direitos da ONU só se aplicam aos USA e à Europa.
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Puntz Puntz · 
De qualquer forma devemos agir de forma eticamente correta não achas? Lá porque outros lugares do Mundo estão mais atrasados nos direitos humanos não quer dizer que na Europa e Estados Unidos se deve regredir. A minha avó disse-me quando era pequeno - "Se um amigo teu se atirar da janela tu também te atiras?"
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David Calado · 
Trabalha na empresa Trabalhador(a) independente
Puntz Puntz Errado. Não estão mais atrasados. Simplesmente não os querem aplicar. A carta dos direitos está a ser utilizada com fins políticos. São uma arma de arremesso contra a civilização ocidental. O eticamente correcto é subjectivo. Para alguns é eticamente correcto a transformação de sociedades estado-nação, seculares, em sociedades multi-étnicas regidas por códigos religiosos. Para outros é eticamente correcto a preservação das suas culturas e evitar o "genocídio" cultural.
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Diogo Mendes · 
David Calado Nem mais!
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Fernando Cardoso Pereira · 
Puntz Puntz e se um amigo teu te atirar da janela? tambem nao o atiras?
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Diogo Mendes · 
Cada vez que o Trump diz uma verdade, as virgens histéricas desmaiam, os indignados e as indignadas indignam-se, a tropa fandanga do politicamente correcto estrebucha e os esquadrões que policiam o pensamento arreganham a dentuça e ameaçam. Que pena o Trump não chegar a Presidente! Gostava de confirmar se aquilo é só paleio... ou se o homem poria mesmo ordem nas coisas. Se assim fosse, até lhe perdoava a poupa amarela.
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