quinta-feira, 13 de junho de 2019

Assassinos da paz atrapalham Nyusi e Ossufo

zSai às quintas Director: Ângelo Munguambe amb Onde a naçã l Editor: Egídio Plácido o l Maputo, 13 de Junho de 2019 se reenc e ontra l Ano XVI z l nº 859 E Comercial TABELA DE PREÇOS Abertas assinaturas para 2019 MAIS INFORMAÇÕES Cell: 82 45 76 070 | 84 26 98 181 Email: esmelifania2002@gmail.com ZAMBEZE 2.300,00mt 2.900,00mt 4.450,00mt período trimestral semestral ANUal 50,00 z E mt Sai às quintas amb Onde a nação se reenc e ontra z Comercial TABELA DE PREÇOS Abertas assinaturas para 2019 MAIS INFORMAÇÕES Cell: 82 45 76 070 | 84 26 98 181 Email: esmelifania2002@gmail.com ZAMBEZE 2.300,00mt 2.900,00mt 4.450,00mt período trimestral semestral ANUal 50,00mt Venâncio e a eleição de governadores sem mão do presidente É isto que Dhlakama queria! Assassinos da paz atrapalham Nyusi e Ossufo Alegados distúrbios de homens armados em Manica e Sofala “Constitucional” regista os primeiros engenheiros 2 | zambeze | destaques | Quinta-feira, 13 de Junho de 2019 LUÍS CUMBE Nyusi acusa homens da Renamo de ameaçarem populações O Presidente da República, Filipe Nyusi, assume que há homens da Renamo que estão a ameaçar a população nas províncias de Tete e Manica. Entretanto, o secretário-geral da Renamo, André Magibire, refuta as acusações e diz que o seu partido é pela paz. "Há homens da Renamo no mato a ameaçar as populações. Temos este problema em Moatize, província de Tete, e no distrito de Báruè, Manica", disse Filipe Nyusi. O Chefe do Estado falava durante um comício na província de Tete, no centro de Moçambique. De acordo com Nyusi, citando a Lusa, as alegadas ameaças do braço armado da Renamo nestas regiões está a atrasar o desenvolvimento local, na medida em que as populações têm medo de circular em determinados pontos. "Num destes distritos, ficámos durante muito tempo com três a cinco escolas fechadas, porque as crianças estavam com medo de ir à escola. Não pode haver moçambicanos a serem proibidos de circular", afirmou Nyusi, acrescentando que caso a situação continue as autoridades serão orientadas para agir. O PR diz que esta situação é inadmissível. “Não podemos permitir isso. Não podemos continuar a ter moçambicanos com armas em casa, ao mesmo tempo a fazerem democracia. Não estamos a compreender esta tendência do que está a acontecer, porque com Dhlakama discutimos e ficou tudo claro. Não há nenhuma necessidade de pessoas se fixarem no mato e dizer que aqui é minha terra. Não há terra de ninguém, a terra é dos moçambicanos. Contactado pela Lusa, o secretário-geral da Renamo, André Magibire, considerou lamentáveis as declarações do Chefe do Estado, tendo afirmado que a Renamo não está a ameaçar as populações. "A Renamo é pela paz e os seus soldados são pela trégua. Não existe nenhum militar da Renamo que anda aí a disparar", disse à Lusa o secretário-geral do partido, que acrescenta que os pronunciamentos do Presidente fazem parte de uma propaganda política, quando faltam poucos meses para as eleições gerais. "No âmbito das negociações, foi criada uma comissão para fiscalizar as tréguas e os acordos. Porque o Presidente não falou com a comissão para averiguar estas alegadas ameaças?", questionou o secretário-geral da Renamo. O Governo e a Renamo continuam a negociar uma paz definitiva em Moçambique, tendo as partes previsto que até Agosto, antes das eleições de 15 de Outubro, seja assinado um acordo de paz no país. Um dos pontos mais complexos das negociações tem sido a questão do desarmamento, desmobilização e reintegração dos homens armados da Renamo. O principal partido da oposição exige a presença dos seus quadros no Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE) e nas academias militares, o que não tem tido resposta por parte do Executivo moçambicano. Além do desarmamento e da integração dos homens do braço armado do maior partido da oposição nas Forças Armadas, a agenda negocial entre as duas partes envolvia a descentralização do poder, ponto que já foi ultrapassado com a revisão da Constituição, em Julho do ano passado. Acordos de paz em Agosto A prática poderá ditar a paz efectiva No mês em curso espera-se iniciar o processo de Desmilitarização, Desmobilização e Reintegração (DDR) dos homens residuais da Renamo e a assinatura do acordo de paz definitivo no princípio de Agosto. Entretanto, apesar de alguns partidos políticos se mostrarem optimistas no que refere ao alcance de uma paz efectiva, apontam alguns pontos a minar, desde o processo de recenseamento eleitoral que foi exclusivo, falta de clareza e objectividade no diálogo, sob ponto de vista de prática. Um dos encalços de que os partidos políticos usam para apontar falta de vontade política no diálogo conducente à paz é o processo de recenseamento eleitoral que foi exclusivo de potenciais eleitorais da oposição. “Falta de coerência e de objectividade pode minar a paz efectiva” - MDM O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) olha para os acordos de Agosto com algum cepticismo, dado o nível de falta de coerência e de objectividade do próprio processo de negociação, que desde sempre caracterizou o diálogo. A existência de interesses não declarados em público, entende o MDM, a que não espelham para o benefício público, tem ditado acordos nunca definitivos, adiando o alcance de uma paz duradoura, que bastando uma das partes se irritar o povo é que sofre, em virtude de ter-se as armas como força de manter o poder. De acordo com Sande Carmona, porta-voz do MDM, faltam elementos que garantam que os acordos venham trazer uma paz definitiva. Defende Carmona que tanto a Frelimo, como a Renamo devem olhar para os moçambicanos como a melhor coisa que Moçambique tem, e acrescenta que se a reflexão descesse em torno da valorização do homem como centro de tudo, não se estaria ainda a discutir questões de guerra. Critica o secretismo no diálogo, não obstante se discutir em torno de questões que interessam aos moçambicanos, proibidos de opinar, o que só eleva os níveis de cepticismo em relação aos acordos de Agosto próximo. “Se nós falamos de que há acordos a serem reprogramados, significa que ainda continuamos em tensões militares. Lembrando que estas supostas negociações vêm arrastando o tempo, continua a situação de não clareza de coisa relacionada com a liberdade do povo moçambicano, havendo uns que ficam no mato e outros na cidade. É do nosso interesse do MDM que, quer do lado da Renamo, quer da Frelimo, olhem que estas tensões que continuam acabam se reflectindo em perdas de vidas humanas. Se tudo que está a ser feito é em nome do povo, então o mesmo tem de ter domínio dos dossiers do que está a ser negociado, porque falar de paz é vago, é preciso falarmos da objectividade, dos contextos, das razões que sejam do domínio público para que este também possa contribuir nesta negociação, mas o povo não sabe e só aproveitar ver quando há encontros em Chimoio. Num outro desenvolvimento, Carmona aponta os processos eleitorais que continuam problemáticos. Os processos democráticos em Moçambique continuam a correr fora do desejável, num país que se preza ser Estado de direito democrático. “São estes aspectos que nos levam a ficar cépticos de certa forma a estas programações de paz, mas é do nosso interesse que haja uma paz realmente que venha para ficar e o povo de forma viva, apesar das dívidas. Olhamos para estes acordos com certo cepticismo, porque como se sabe já houve vários acordos e se fosse para construir um quarto para guardarmos acordos, penso que já teríamos um número considerável dos acordos em torno desta questão da paz”. “A prática poderá ditar o sucesso do processo” - PODEMOS Para além do processo Quinta-feira, 13 de Junho de 2019 | destaques | zambeze | 3 de negociação se imbuir de grande desconfiança, Abílio Forquilha, presidente do partido PODEMOS, acusa ter havido alguma emoção no tratamento do dossier e uma tentativa de querer passar ao povo ideia de que há trabalho a ser feito e de entendimento entre as partes. Este cenário levou a que os moçambicanos considerassem que até Outubro passado o processo fosse concluído, desarmar-se e reintegrar os homens residuais da Renamo nos moldes acordados. “Vimos a confiança que o Presidente da República e o falecido líder Afonso Dhlakama tinham criado, em que um ia ao lugar do outro, o que era de salutar, mas depois daí passamos para outra fase de questões militares, e na calendarização do cronograma do acordo é onde não se trabalhou bem na percepção de como seriam os aspectos práticos, por isso que dizemos que há atraso”, indicou Forquilha. Para Forquilha, é fundamental olhar para o processo sob ponto de vista de espírito e de prática, desde considerar o sentimento que os residuais da Renamo têm em relação aos acordos político, como parte integrante fundamental do processo, e a parte política da vontade de se desarmar os homens alinhado ao pacote dependente da descentralização que se exigia. Estes aspectos, de acordo com Forquilha, contribuíram para que mesmo assinados acordos na prática faltar saber o que iniciaria, pois, para a Renamo, o início passava pela reintegração, e o aprovar de um quadro jurídico que garantisse a efectivação das exigências não equacionadas do ponto de vista prático. “Não podíamos ter a entrega das armas dos homens da Renamo sem que as leis fossem aprovadas, da descentralização, e de como as eleições de Outubro passado iriam correr, que são as primeiras coisas que eram exigidas pela Renamo. Por exemplo, as listas dos homens que a Renamo foi apresentando para que fossem reintegrados incluíam inclusive os que foram tirados no passado e a Renamo exigia que fossem reintegrados, e que fossem colocados outros homens noutros pontos-chave, o que também revela o problema de falta de confiança pela Renamo nos processos de defesa dos seus interesses, como partido político e como elementos membros”. “Estamos a pôr medicamento por cima de ferida que não se fez limpeza” - PIMO O líder do PIMO (Partido Independente de Moçambique), Yá-qub Sibindy, apesar de ser optimista quanto ao alcance de uma paz efectiva, lamenta os cenários que acompanham o processo, que se espera traga a paz, uma vez existirem manchas olhando para o decurso do processo de recenseamento eleitoral caracterizado pela exclusão do eleitorado pela oposição. Sibindy considera que o que cria revolta da Renamo é a forma como os órgãos eleitorais, o STAE e a CNE, actuam nos processos conducentes às eleições, apadrinhando as fraudes, como forma de (re) colocar candidatos do partido no poder. A fonte questiona como é que a Renamo poderá tranquilizar, sabendo antecipadamente que o povo que devia o eleger foi excluído no processo de recenseamento eleitoral, uma questão fundamental para uma paz efectiva no país. No entanto, sublinha que a Renamo sempre abraçou o processo de negociação no espírito de boa-fé. “Ninguém vai acreditar que existem negociações sérias com a Renamo, pois não existem, ninguém acredita que em Agosto haverá uma paz efectiva, e não é preciso ser analista para entender isto. Afonso Dhlakama foi para o mato por causa de fraudes do processo eleitoral, de resultados que foram proclamados sem editais. Sabe-se que o AGP, que será assinado, é o terceiro depois de Roma. Desde lá para cá houve conflitos, e estes conflitos têm origem na divulgação de resultados eleitorais que são fraudulentos, e todos conhecemos o responsável disso”. No entanto, Sibindy avalia que uma paz efectiva dependerá da fidelidade no cumprimento na letra e no espírito dos acordos de Agosto próximo, e do combinado com o falecido líder da Renamo, Afonso Dhlakama. “O país tem melhores leis com destaque na legislação eleitoral, mas falta muita vontade política, que é se cumprir com o que está escrito. Dhlakama foi para o mato, porque o voto não foi transparente em 2014, houve uma causa, e hoje quer se desarmar por cima de um processo deficitário, portanto, no dia que estas manobras terminar teremos um país diferente”. “Não haverá paz efectiva, haverá trégua” Olha o diálogo entre a Renamo e a Frelimo como uma forma de garantir privilégios para quem está à frente, enquanto as forças residuais continuam na miséria. Desconfia da paz efectiva, que se anuncia para Agosto, e prefere falar duma trégua que os resultados das eleições de Outubro podem colocar em causa. José Norberto é pessimista, não acredita que a paz efectiva esteja para breve. O artista plástico nota que a desconfiança da Renamo pode ser um dos entraves. A Renamo, pensa Norberto, está consciente de que a Frelimo se multiplicou em várias células armadas. “Eles são donos do Exército, da Polícia da República de Moçambique, do SISE, donos das empresas de segurança privada armada”. A acrescer a isto, pensa Norberto, pode estar o facto de o falecido líder da Renamo, Afonso Dhlakama, ter sofrido vários ataques. “Esta é outra razão pela qual a Renamo não entregará as armas”. Mas vai mais a fundo na análise, olhando para outras ramificações de guerra que podem surgir depois do “acordo”. Norberto diz que há duas facções de militares na Renamo, os que estão nas conversações e outros que não estão. “Os que estão nas conversações estão ali a negociar pela reforma deles, as forças residuais não terão a reforma”, disse. E é negro o traço que faz, apontando o futuro destas forças sem reforma, diz que o Estado Islâmico, que agora reivindica os ataques em Cabo Delgado, pode recrutar estes guerrilheiros que têm armas e que estão descontentes. “Será uma outra versão do conflito Renamo -Frelimo/Governo”. Norberto não pensa em paz, mas em tréguas. Neste momento, Moçambique, diz ele, vive uma trégua, o que virá em Agosto será outra trégua. E os resultados das eleições de Outubro serão o teste a esta “paz”. “Até aqui são tréguas mediante comissões. A Renamo vai receber a sua comissão para mais uma trégua. Quando acabar a comissão, há mais barulho”. As comissões a que se refere são os salários dos deputados, quer nas Assembleias Municipais, quer na da República. Diz ele que isto se prova na reacção da Renamo aos resultados das últimas eleições, que mesmo se tendo provado a vitória em alguns municípios se resignou, não interpôs nenhum recurso. “Prefere ir à televisão fazer barulho, à procura duma solução política, quando há soluções jurídicas”. A nata da Renamo, assume Norberto, está acomodada no Parlamento da Assembleia da República e avança ainda que o barulho da Renamo hoje é para acomodar mais alguns indivíduos como governadores, como administradores. “Os guerrilheiros estão na miséria até hoje”. O líder do partido Nova Democracia (ND), Salomão Muchanga, considera ser fundamental que o assunto da paz não seja tratado como um evento, que dura apenas algum momento ou como um piquenique pré-eleitoral, sob risco de ser mais um acordo. Muchanga entende a paz como um valor transversal para a persecução do desidrato de progresso, socioeconómico e de justiça social, esta paz vai além de questões da reintegração militar. Há que atender as grandes preocupações da sociedade, desde a despartidarização do Estado, descentralização, a riqueza nacional, o que não se limita aos anseios de dois partidos. No entanto, Salomão Muchanga lamenta o facto de não haver sinais de um diálogo que leve a assinatura de acordos definitivos, e o nível de incerteza sobre como cada parte poderá se comportar pós-eleições presidenciais, facto que associa a política de dúvida imperante. É que, de acordo com Muchanga, os próprios processos de negociação sempre foram conduzidos de forma excludentes, sobretudo a sociedade, vítima da situação de instabilidade que nunca foram ouvidos, e sublinha que a ausência de um processo inclusivo não conduz a uma paz efectiva e sustentável. Por outro lado, entende Muchanga que uma paz efectiva e duradoura assenta na reconciliação nacional, na construção de uma sociedade de inclusão, em que o Estado é compatível com os direitos humanos e não funciona como instrumento de combate político de exclusão, ou seja, a paz deve significar o encontro dos moçambicanos para o estabelecimento de um paradigma de justiça social. Entretanto, Muchanga considera que, chegados a esta, é importante que os moçambicanos tenham fé de que seja uma paz efectiva, tratando de um processo que se presa sério. “Em 2016, quando se fez a Revisão Periódica Universal, nas Nações Unidas, Moçambique foi recomendado a desenvolver um processo de inclusão de todos os sectores da sociedade, para que de facto fosse uma paz sustentável. Mas há que destruir criativamente a política da dúvida e acreditarmos que estamos perante um processo de paz para inspirarmos a sociedade a acreditar nas eleições, o que é fundamental”, fundamentou Muchanga. “Não se deve tratar a paz como um evento” - Nova Democracia 4 | zambeze | destaques | Quinta-feira, 13 de Junho de 2019 Renamo entra confiante nas eleições de Outubro Este é o modelo eleitoral que Dhalakama sonhava A Renamo submeteu oficialmente esta segunda-feira a sua inscrição na Comissão Nacional de Eleições (CNE), para participar nas eleições gerais de 15 de Outubro. E diz entrar com “muita confiança” na corrida eleitoral que será a primeira sem o antigo líder do partido, Afonso Dhlakama, que segundo Venâncio Mondlane, o mandatário da perdiz tanto se bateu para que a descentralização estivesse na berlinda das negociações S egundo o mandatário da Renamo, Venâncio Mondlane, a máquina do partido está “afinada” para entrar na corrida eleitoral e expectante quanto ao início da campanha. “Entramos com muita confiança, com uma força anímica ainda reforçada em função do trabalho político que temos desenvolvido, sobretudo logo depois das eleições autárquicas”. Uma das novidades das próximas eleições é que o governador provincial deixa de ser nomeado pelo Presidente da República, passando a ser o cabeça de lista do partido vencedor a nível local. Entretanto, Venâncio Mondlane disse que a Renamo está preparada para abraçar este modelo de descentralização. “A Renamo preparou-se para esta luta em função daquilo que é a implantação do partido a nível territorial. Estamos preparados, porque é justamente este novo modelo que o partido tanto lutou para que fosse concretizado”, disse. Fraude “zero” O mandatário da Renamo indicou que para evitar a fraude eleitoral o partido está a realizar uma série de actividades que têm a ver com a reestruturação das bases a nível nacional e o reforço das delegações políticas até a nível local. Segundo o mandatário da Renamo, "nós temos um programa de formação para aqueles que serão os nossos delegados de candidatura e também temos um gabinete eleitoral que, neste momento, tem uma estratégia para a gestão da campanha, do dia da votação e também para a própria contagem paralela". CNE espera inscrever mais de 20 partidos O processo de inscrição de partidos políticos, coligações de partidos políticos e grupos de cidadãos eleitores proponentes interessados em participar nas eleições gerais de 15 de Outubro iniciou no dia 1 de Junho corrente. A Comissão Nacional de Eleições prevê inscrever até ao dia 15 mais de 20 partidos e coligações. O processo de inscrição dos proponentes e apresentação de candidaturas acontece em simultâneo com a credenciação dos mandatários de candidaturas para a eleição do Presidente da República, dos deputados da Assembleia da República e dos membros das assembleias provinciais. A CNE diz que estão criadas as condições para que o processo decorra sem sobressaltos. Para além da Renamo, Frelimo, o Movimento Democrático de Moçambique, MDM, foi o primeiro partido político com assento parlamentar a manifestar interesse em participar nas eleições gerais. Inscreveram-se junto aquele órgão, igualmente, os partidos PODEMOS e União Para a Reconciliação para participar nas sextas eleições presidenciais, legislativas e das terceiras eleições dos membros das assembleias provinciais marcadas para o dia 15 de Outubro. Para eleições de 10 Outubro Neto de Francisco Manyanga é candidato presidencial do PODEMOS O partido PODEMOS, criado recentemente no país, elegeu Hélder Mendonça, conhecido nos meandros musicais como Dinho XS, para candidato daquela formação à Presidência da República nas eleições de 15 Outubro no país. Mendonça é neto de sangue do herói moçambicano Francisco Manyanga. A eleição de Mendonça para aquela missão afasta por completo as especulações de que Samora Machel Júnior seria o candidato daquele partido criado pelos membros da AJUDEM. De acordo com um comunicado do Partido Optimista pelo Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS), Hélder Mendonça, neto do histórico combatente da luta de libertação de Moçambique Francisco Manyanga, foi eleito num grupo composto por três candidatos durante a primeira sessão do Conselho Central daquele partido. "O país precisa sem dúvida de uma outra visão estrutural de funcionamento, bem como de gestão inspirada numa cultura virada aos interesses do Estado unitário, inclusivo e que respeite o bem público", disse durante a sessão o presidente do partido, Albino Forquilha, citado no comunicado. Os criadores do PODEMOS, registado a 14 de Maio, são antigos membros da Frelimo que pediam mais "inclusão económica", mas hoje dizem estar "desencantados, porque não era possível a mudança de rumo a partir de dentro do partido". A nova organização é integrada por membros da Associação de Ajuda ao Desenvolvimento de Moçambique (AJUDEM), que tentou concorrer, sem sucesso, às eleições autárquicas de 2018, em Maputo, com uma lista encabeçada por Samora Machel Júnior (Samito), filho do primeiro Presidente do país e militante destacado da Frelimo. Refira-se que Samito enfrenta um processo disciplinar na Frelimo por ter pretendido se candidatar às autárquicas como independente e com o apoio da AJUDEM. Depois da reunião do Comité Central da Frelimo, havido em Maio, Samito nunca mais deu caras ao público manifestando a sua indignação para com o partido Frelimo. Aliás, distanciou-se do PODEMOS e da possibilidade de se candidatar por aquele partido mesmo que receba algum convite nesse sentido. “Como vou fazer uma coisa dessas? Eu sou da Frelimo e estou na Frelimo, respondeu Samora Machel Júnior. Quinta-feira, 13 de Junho de 2019 zambeze | 5 Afinal, o Presidente do Conselho Autárquico da Vila de Boane, na província de Maputo, Jacinto Loureiro, foi (mesmo) alvo de uma moção de censura da sua própria bancada - Frelimo - na Assembleia Autárquica, por alegado comportamento arrogante e violação da postura ética de um servidor público perante seus camaradas e da bancada da oposição. Tudo remota ao mês de Dezembro do ano transacto e na legislatura passada, em que a bancada da Frelimo condenou com veemência o comportamento arrogante manifesto pelo Presidente da Autarquia de Boane, Jacinto Loureiro, durante a 5ª sessão ordinária daquela assembleia. A moção de censura (que inclusive circulou nas redes sociais) foi desmentida pelo próprio edil, mas em nossa posse, datada de 27 de Dezembro de 2018, assinada pelo antigo chefe da bancada da Frelimo naquela autarquia, José Inácio Beiane. Diz o documento em alusão que a atitude do edil, que é por sinal membro da Frelimo, foi recorrente em quase todas as sessões da plenária da AM, durante os cincos anos do seu mandato, e perante a oposição violou, inúmeras vezes, os estatutos do partido previsto nas alíneas d), e do artigo 12 (deveres de conduta) previstos nas alíneas a) c) do artigo 12 e (deveres especiais) previstos nas alíneas a), g) do número 2 do artigo 13. “Face ao comportamento reiterado do edil com cúmulo dos acontecimentos da 5ª Sessão ordinária da AM de Boane. Tendo em vista a salvaguarda da imagem do partido nos órgãos autárquicos da Vila de Boane, a bancada censura, por unanimidade, o comportamento manifestado na 5ª Sessão Ordinária pelo Presidente do Conselho Municipal da vila de Boane”, lê-se no documento. De acordo com a fonte que temos vindo a citar, nos dias 12 e 13 de Dezembro de 2018, a bancada da Frelimo esteve reunida para analisar a proposta dos pontos de agenda submetidos para a referida 5ª sessão ordinária da AM da autarquia de Boane, dentre os vários pontos, a bancada da Frelimo solicitou ao Conselho Municipal a fundamentação legal do ponto número 5, que versava sobre a apresentação, apreciação e aprovação da proposta de alteração do número de vereações, submetido pelo Conselho Municipal, que, por sua vez, se comprometeu em trazer a devida fundamentação no dia 14 de Dezembro de 2018. Porém, o mesmo documento refere que no dia 14 de Dezembro de 2018, primeiro dia da 5 sessão, o Conselho Municipal de Boane ainda não havia submetido o dispositivo legal que fundamentava a referida proposta, pelo que, a bancada da Frelimo, reunida pontualmente, indicou uma comissão ad-hoc para convencer o edil a retirar o ponto na agenda. A referida comissão, segundo a nossa fonte, apresentou perante a bancada o relatório do encontro com o Presidente do Município de Boane, João Loureiro, no qual este teria aceitado a proposta da retirada do ponto, alegadamente para não incorrer a uma responsabilidade civil e criminal. Conforme justificou ainda a mesma bancada da Frelimo na altura, os membros dos órgãos das autarquias locais, como é o caso do próprio edil, “estão sujeitos à responsabilidade civil e criminal pelos actos ou omissões realizados no exercício dos seus cargos”. Paradoxalmente, de acordo com a mesma fonte, Jacinto Loureiro em sede da plenária da AM simplesmente ficou indiferente, facto que motivou a bancada a tomar iniciativa de solicitar a retirada do ponto em alusão por falta de fundamentação. Ademais, o documento acusa ainda que na apresentação do Plano Económico Social (PES) do Município de Boane para o ano de 2019, a bancada da Frelimo assistiu “a um teatro jamais visto na nossa história política partidária, pois aquela apresentação efectuada pelo presidente do município demonstrou uma total falta de respeito para com a Assembleia Municipal da Vila de Boane e em particular com a bancada da Frelimo, no que tange à observância das regras, normas, éticas e deontologia de um edil da Frelimo”. No segundo dia da referida sessão ordinária, diz ainda o mesmo documento, no dia 17 de Dezembro de 2018, o Presidente Jacinto Loureiro, convidado a fazer a sua intervenção antes do encerramento, dirigiu-se à AM, na qual a bancada da Frelimo é maioritária, tendo dito que “fiquei muito triste inconsolável convosco, pois fiquei três dias a preparar o discurso, porque era a intervenção do último mandato, fiquei magoado e rasguei o meu discurso, pois hoje seria o dia mais feliz e de grandes surpresas, muitas coisas para vocês, mas por causa desta situação tudo fica inválido, vou | Destaque | Violação da postura de ética de servidor público Frelimo censura edil de Boane por arrogância de férias, e talvez podemos nos encontrar na tomada de posse em Fevereiro de 2019”, lê-se no documento que temos vindo a citar. Os pronunciamentos de Jacinto Loureiro não terão caído em bom-tom entre os seus camaradas, que explicam na referida moção que aquela postura arrogante e pejorativa do “camarada presidente” Jacinto Loureiro para com a bancada da Frelimo e perante a oposição demonstrou total falta de respeito para com os seus bons camaradas, falta da deontologia política e não observância da disciplina partidária. “Face a isso, a bancada da Frelimo condena veemente a actitude tomada pelo edil e censura o comportamento do camarada Jacinto Loureiro”, explica a fonte. A bancada da Frelimo na AM refere ainda que censura Jacinto Loureiro, visto que tanto tolerou maus comportamentos deste, contudo, desta vez, atingiu proporções alarmantes, por ter acontecido perante a oposição, tendo ferido a sensibilidade política, pessoal e social de cada membro da bancada e desprestigiando acima de tudo a boa imagem e histórico de disciplina observado no partido Frelimo. Censura abafada no “sovaco” Entretanto, outro documento em nossa posse com referência a número 13/SPM/GPS/2019 dirigido ao secretário do Comité Distrital de Boane, assinado pela chefe substituta do gabinete do Primeiro Secretário, Yola da Merla Machaiela, solicita uma carta de anulação a moção de censura. Por outro lado, durante uma sessão daquele partido na província de Maputo, vários jornalistas confrontaram o presidente do município de Boane, Jacinto Loureiro, sobre a moção de censura, bem como sobre informações vinculadas nas redes sociais sobre suposta não tomada de posse do mesmo. Jacinto Loureiro, sem gravar entrevista, desmentiu tudo, tendo dito em “off ” à imprensa que nunca sofreu nenhuma moção de censura e que relativamente à sua tomada de posse, fez questão de exibir o vídeo referente àquela cerimónia pública. Daviz Simango, presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), foi o segundo a manifestar, junto do Conselho Constitucional, a intenção de concorrer à presidência nas eleições de Outubro. Na semana passada, o presidente da Frelimo, Filipe Nyusi, também manifestou a intenção de concorrer à sua própria sucessão. Com entrada em vigor da nova lei eleitoral, os candidatos têm até o próximo dia 16 de Julho o prazo para a entrega das suas candidaturas à Presidência da República. Dos principais partidos nacionais, a Frelimo já inscreveu Filipe Nyusi e o MDM, Daviz Simango, e nos próximos dias a Renamo vai oficializar Ossufo Momade. Nos partidos emergentes, o PODEMOS vai avançar com o músico e produtor Dinho XS, enquanto a Nova Democracia não vai concorrer à sucessão de Filipe Nyusi. Entretanto, esta quarta-feira, momentos depois da entrega da sua candidatura, o candidato do MDM defendeu a necessidade de tornar mais robusto o sistema de justiça para o país seja efectivamente um Estado de direito e um factor de eficiência da economia do país. Simango diz ser fundamental reverter a democracia armada e instalar uma democracia que de facto esteja baseada num Estado de direito, o que requer instituições fortes e com separação nítida do poder Judiciário, Legislativo e Executivo, onde o cidadão seja o centro de atenção. O partido governante, de acordo com Simango, não deve se considerar de Estado, sob risco de desencadear um Estado falido, como resultado de hipoteca do próprio Estado. A governação deve inspirar-se na necessidade de desenvolver Moçambique no progresso político, socioeconómico e cultural. Por outro lado, Simango defende ser básico trazer a credibilidade da Assembleia da República (AR), no sentido de que a Casa do Povo seja o centro privilegiado na fiscalização do Executivo. O Presidente da República defende o político deve olhar para a AR como uma casa de concertação de ideias em debates plenárias junto dos parlamentares. “A nossa Constituição deve assegurar transformar o Conselho Constitucional em Tribunal Constitucional, a existência de tribunal de contas, eleição directa dos governadores, com devidos poderes, bem como a fiscalização por parte da assembleia provincial do orçamento, plano de actividades e os seus deveres”. Produzir instrumentos internos em consonância com legislação moçambicana, de modo a cautelar princípio da necessidade de gestão de riscos, imparcialidade e transparência para definir a fraude e a corrupção. L. Cumbe Simango formaliza candidatura às presidenciais DÁVIO DAVID FICHA TÉCNICA FICHA TÉCNICA FICHA TÉCNICA FICHA TÉCNICA FICHA TÉCNICA FICHA TÉCNICA FICHA TÉCNICA FICHA TÉCNICA FICHA TÉCNICA FICHA TÉCNICA FICHA TÉCNICA FICHA TÉCNICA FICHA TÉCNICA FICHA TÉCNICA FICHA TÉCNICA z E FICHA TÉCNICA FICHA TÉCNICA amb Onde a nação se reenc eontra z FICHA TÉCNICA FICHA TÉCNICA FICHA TÉCNICA FICHA TÉCNICA FICHA TÉCNICA Grafismo: NOVOmedia, SARL Fotografia: José Matlhombe Revisão: Nhamona Wa Kehá Expansão: Adélio Machaieie (Chefe), Cell: 82-578 0802 (PBX) 82-307 3450 Publicidade: Esmeralda do Amaral Cell: 82-457 6070 | 84-269 8181 | 82-307 3450 (PBX) esmelifania2002@yahoo.com.br Impressão: Sociedade do Notícias S.A Editor: Egídio Plácido | Cell: 82 592 4246 ou 84 771 0584 (E-mail. egidioplacidocossa@gmail.com) Redacção: Ângelo Munguambe, Egídio Plácido e Luís Cumbe Colunistas: Sheikh Aminuddin Mohamad, Cassamo Lalá, Francisco Rodolfo e Samuel Matusse Colaboradores: Dávio David, Elton da Graça e Elton Pila Director: Ângelo Munguambe | Cell: 84 562 3544 (E-mail: munguambe2 @hotmail.com Registado sob o nº 016/GABINFO-DE/2002 Propriedade da NOVOmedia, SARL Gestora Administrativa Esmeralda do Amaral, Cell: 82-457 6070 | 84-269 8181 esmelifania2002@gmail.com D i r e c ç ã o , R e d a c ç ã o M a q u e t i z a ç ã o e A d m i n i s t r a ç ã o : Av. 25 de Setembro, N. 1676, 1o Andar, Portas 5 e 6 Cell: 82-307 3450 (PBX) zambeze.novomedia@hotmail.com 6 | zambeze | opinião | Quinta-feira, 13 de Junho de 2019 É urgente a pintura de passadeiras, presidente Comiche… Ma p u t a d a s Francisco Rodolfo • Partidos políticos não deixem tudo para última hora… • Ensinar como se elabora o“Manifesto Eleitoral”(esta agora)… Este domingo estivemos com o Pedro no Xima do Alto-Maé, este bairro onde viviam brancos de terceira, pois os da primeira viviam nas suas Polanas, nas suas Sommershields, onde os pretos poderiam permanecer até as 18 horas, pois depois voltariam para os seus Xipamanines, Mafalalas, Chinhambanines, Inhagoias, Benficas, etc.. Sentados no Xima pedi sorvete com baunilha, mas antes com o Pedro, atravessámos a Av. Eduardo Mondlane. -“Isto aqui é uma barafunda, quando os carros circulam não respeitam as passadeiras, estacionando mesmo por cima delas!...” – diz o Pedro, naquele tom provocatório. -O problema de acidentes de viação tem muito a ver com este conjunto de situações… - respondo. -“Quase toda a Av. Eduardo Mondlane não tem passadeiras pintadas, daí que todo o peão não é disciplinado…” -Mesmo os sinais marcados no pavimento depois da época chuvosa deveriam ser reavivados nas grandes avenidas, sobretudo, porque é nessas avenidas em que os automobilistas circulam com alta velocidade… -“Terminada a época chuvosa, o presidente do Conselho Autárquico de Maputo, Dr. Eneas Comiche, tem de “pôr ordem na aldeia” no que diz respeito às passadeiras nos grandes cruzamentos, mesmo antes da reabilitação das avenidas e ruas…” – lança o nyandayeio, o Pedro. -Esta semana a Frelimo foi fazer o registo do seu candidato, Filipe Jacinto Nyusi, numa cerimónia em que a mandatária Verónica Nataniel Macamo Ndlovu foi “entregar a documentação” da praxe… No acontecimento invulgar, com uma chegada quase que triunfal com militantes do “batuque” e “maçaroca” com o seu vermelhão… - digo ao Pedro, pois tivemos oportunidade de assistir ao acto. -“Esperemos que alguns partidos que nascem agora não esperem para “última hora” para não esquecer as “caixas” com assinaturas como sucedeu com algum partido, no passado…” -No fim, quando não conseguem entregar a documentação vão mesmo exigir “a intervenção da Comunidade Internacional”, para que “evitem a fraude”… -“Isso de fraude, já é papo furado, é disco antigo, pois tu sabes que a Renamo e MDM está nos órgãos como CNE (Comissão Nacional de Eleições), STAE (Secretariado Técnico de Administração Eleitoral)!…” – diz o Pedro. -Muitos partidos não têm “assessores nenhuns” para alertar pelo respeito e observância do calendário eleitoral, por exemplo, esperam mesmo que alguém lhes “ajude”… -“Querem “chegar ao poder” esperando um financiamento como o “trist fund”* do tempo da ONUMOZ…” – explica o Pedro. -Sempre escrevi que era “triste fundo”, mais isso levou alguns partidos a “ficarem calados todo o tempo” e só surgindo no início da eleições… -“Dizias que são partidos políticos sem sede…” -É evidente que alguns deles aparecem agora financiados do exterior, num coro que os seus “mentores” financiam quase que abertamente. Aproveitam alguns dirigentes que já denunciámos que estavam nalgumas organizações chamadas de sociedade civil, mas que de sociedade civil só tem o nome, e agora querem enveredar pela política… -“É caricato!... Alguns querem à velocidade de cruzeiro organizar congressos na véspera de eleições, como se a experiência de Raul Domingos, presidente do PDD não fosse o mais eloquente. Ter partido de dimensão nacional, não é por dá cá aquela palha…” – diz o Pedro. -Veja que esta coisa de “ganhar dinheiro pela política virou febre…” -“Vi anúncio de seminários para “ensinar partidos políticos” a elaborar “manifestos eleitorais”… - riposta o Pedro. -Ora, se um partido é “ensinado a elaborar o manifesto” por aqueles que têm organizações “especializadas” em angariar fundos em madolares** não terá capacidade de “governar-nos”… -“Depois de tantos anos de independência nacional e da introdução de multipartidarismo ainda aparece esta mazelas…” – lamenta o Pedro. -Ensinar a elaborar o manifesto… -“Dá mesmo para rir, mas tem piada que há quem acredita na força desses partidos, porque por dar uma “conferência de imprensa” julgam que tem implantação territorial…” – explica o Pedro, depois de pagar a nossa conta, naquele Xima muito concorrido para saborear os sorvetes. -A campanha eleitoral das eleições de 15 de Outubro de 2019 vai ser muito animada, porque há muitos jovens que vão votar pela primeira vez. -“Espero que os partidos se organizem para terem delegados de candidatura e não declaram as reclamações através de jornais ou televisões ou rádios…” -Reclamar no local permite o “fecho do processo” com a transparência necessária. Não é depois de os delegados, os membros de mesa irem à sua vida que vão ser reunidos para, efectivamente, “discutir” uma possível irregularidade… Com o Pedro, combinámos proximamente a mais abordagens nas nossas conversas semanais… “trist fund”* - fundo que a ONUMOZ atribuía aos partidos políticos moçambicanos no início, para fazer face às despesas da sua implantação e pagamento da campanha eleitoral. madolares** - dólares americanos. Junto à Estátua Eduardo Mondlane: É caricato!... Alguns querem à velocidade de cruzeiro organizar congressos na véspera de eleições, como se a experiência de Raul Domingos, presidente do PDD não fosse o mais eloquente. Ter partido de dimensão nacional, não é por dá cá aquela palha…” – diz o Pedro. Editorial Quinta-feira, 13 de Junho de 2019 | opinião | zambeze | 7 Parecendo que possa ser mais uma pressão das tantas ou poucas que a Frelimo e ou o Governo faz à Renamo, sobre a vigência de homens armados nas matas, temos para nós que o mesmo faz sentido, na perspectiva que a paz bate a porta e a eleições se avizinham. Já o dissemos em ocasiões anteriores que o jogo democrático não se compadece com armas e tiros de permeio. Apesar de muitos apologistas da intranquilidade social e democrática poderem considerar esta atitude como uma aberração, voltamos a repisar que manter homens armados, inviabilizando promessas domésticas não lembra ao diabo. Se, e lá estamos nós, for satisfeita esta vontade, o Estado e a sociedade no geral respirarão de alívio, pois teríamos uma organização onde uma única voz saída do escrutínio de Outubro se repercutiria nas diferentes esferas da vida económica, social, quiçá política, e as movimentações dos cidadãos não seriam mutiladas por qualquer tipo de atitude belicista, para além de que uma vez a Renamo fora das matas, os seus homens, segundo promessa governamental, incarnada nas negociações, seriam enquadrados nos comandos do Exército e da Polícia, e outros sentiriam o pulsar da vida nos diversos quadrantes de desenvolvimento. Seria lindo e contagiante, mas as últimas declarações de Filipe Nyusi, em relação à presença desnecessária de homens armados alegadamente da Renamo, criando pânico na zona centro do país, leva-nos à feia dedução de que Agosto, se esta for a tónica, estará cada vez mais distante, e o povo ficará agastado e sem moral de votar. Os discursos de ameaça, as falsas pressões sem fim e outros artefactos impeditivos da paz não têm espaço, porque, mais dia, menos dia, vai entrar em jogo a organização política da participação dos partidos e candidatos às eleições de Outubro, e, por ora, decorre todo um trabalho político, onde se advinham alianças pré-eleitorais e, quer queiramos quer não, alguns candidatos estão em pré-campanha, e isso dá vantagem no dia da realização do escrutínio. Abriu-se uma nova página na democracia nacional e nada nos poderá demover. O PR assume que esta é uma daquelas oportunidades da qual não nos podemos alhear, e o diálogo não vai parar. Ossufo Momade segue-lhe a peugada e reitera a necessidade da paz efectiva. Posto isto, questionamo-nos. Quem periga a paz? O tempo urge e não deve abrir alas aos desentendimentos, e os políticos devem aproveitar as oportunidades para estarem conectados ao seu eleitorado, tendo como função, tanto informar os eleitores sobre o trabalho que está a ser realizado , quanto conquistar novos simpatizantes que possam votar nessa pessoa em eleições futuras. E este exercício não é fácil. Exige comunicação eficiente entre os políticos e eleitores, são necessárias acções contundentes e efectivas, e esta comunicação é necessária, especialmente nos períodos de crise política, para que a população possa acompanhar o trabalho dos políticos. E isto não se faz de arma em punho. O rufar do batuque não deve afugentar a perdiz. Deve, isso sim, rufar com maior intensidade, convidando a ave à dança democrática, despertando o interesse por esse assunto tão importante. Viva a paz! Editorial Não matem a paz! x Muphengula O C Govelane anto da Cigarra Luta contra a corrupção: a grande marca de Filipe Nyusi No dia 15 de Outubro de 2015, o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, proferia na Praça da Independência um dos melhores discursos de tomada de posse de um Chefe de Estado, a avaliar pelo feedback que foi resultando para vários extractos sociais, culturais, religiosos, e em todos os locais, desde as barracas, chapas, reuniões sociais, etc. Não era para menos, o Chefe do Estado havia assumido e elevado a fasquia de responsabilidade que destronava por completo a teoria dos que não acreditavam no seu potencial ou fingiam não acreditar, vendendo-nos a ideia de que ele não passava de um sonhador e que as suas promessas não passariam disso, promessas. Há poucos meses do final do seu mandato, não obstante ter encontrado um País mergulhado em problemas políticos, sociais e económicos, Nyusi conseguiu estampar a sua marca de governação com várias acções visíveis, tangíveis, mensuráveis, embora reconheça que subsistem ainda vários desafios. Contudo, na minha óptica, há duas áreas que o Presidente Nyusi será eternamente recordado, nomeadamente sobre os passos gigantescos dados no chamado dossier da paz, bem como a luta contra a corrupção. Darei maior atenção a este último capítulo. Mas em quê o Presidente influenciou na luta contra a corrupção, decerto questionaria o leitor menos atento ao cenário político e de governação, bem como o leitor interessado em compreender esta dinâmica do poder Executivo agindo no Judicial. A resposta é muito simples e acessível. Nyusi estabeleceu uma regra que só não a segue quem não compreende: Tolerância zero aos que usam a sua influência, honra, posição e nome do partido para praticar actos de corrupção. Habituados a confundir o silêncio como cumplicidade e não como respeito ao princípio da separação de poderes, muitos moçambicanos, alguns membros do partido Frelimo e outros que pisaram a linha estão a sentir na pele o agir da justiça, sem contemplações, sem interferências, uma verdadeira aula de como se procede a interdependência de poderes. Ao abordar este assunto, estou ciente de que não estou a inventar ou forjar nada mais do que aquilo que os próprios moçambicanos têm conseguido enxergar. Nunca na história do nosso Moçambique, o nosso País viu tantos dirigentes pararem no banco dos réus para responderem sobre as práticas nocivas ao desenvolvimento do Estado moçambicano, que foram praticando. Ignorar ou fingir que tal facto não se deve à confiança transmitida aos órgãos de administração da justiça pelo principal magistrado da nação, é assumir que ainda não desenvolvemos, como nação, a sensibilidade de reconhecer quando as coisas correm bem e melhor, independentemente a quem lhes possa caber crítica ou elogio. Por isso, não foi por acaso que Nyusi disse há dias, quando depositava a sua candidatura para as Eleições de Outubro próximo, que continuará a luta iniciada em 2015. Não há dúvidas que os resultados do que foi feito até aqui demonstram que é uma aposta certa para a moralização do nosso País. Se há reservas para quem quer que seja, sobre os passos que o Sistema de Administração da Justiça está a dar, patrocinado pelo posicionamento legal do nosso Chefe do Estado, na luta contra a corrupção, peço então que se faça uma análise comparativa daquilo que foi conseguido até então. Nestes termos, endosso Nyusi, assim como todos os moçambicanos o farão! Mais não disse! 8 | zambeze Quinta-feira, 13 de Junho de 2019 Almadina Sheikh Aminuddin Mohamad | opinião | Sobre o Ambiente Rodoviário Cassamo Lalá* O dia em que me veres já velho, tenha paciência comigo e tenta compreender-me. Se eu me sujar quando estiver a comer , ou se de alguma forma for desajeitado no vestir, tenha paciência. Lembra-te dos momentos que eu passei a ensinar-te como comer e como vestir. Quando estiver a falar contigo, repetir as mesmas coisas várias vezes, não me interrompas. Pelo contrário, escuta-me. Lembra-te que quando eras pequeno, eu tinha que ler para ti centenas de vezes a mesma história até adormeceres. Quando eu não quiser tomar banho, não me envergonhes nem te zangues comigo. Lembra-te quantas vezes eu corria atrás de ti inventando milhares de histórias para te convencer a tomar banho. Quando te deres conta da minha ignorância relativamente às novas tecnologias, dá-me algum tempo para que eu as assimile, e não olhes para mim com um sorriso zombeteiro. Eu ensinei-te como fazer muitas das coisas que hoje fazes. Ensinei-te a comer direito sem te lambuzares, a vestir sem inverteres a posição dos calções, da camisola ou dos sapatinhos. Ensinei-te a enfrentar a vida. Quando em algum momento eu tiver falhas de memória ou desalinhar o fio de alguma conversa, dá-me tempo para eu me recordar e realinhar o fio da minha memória. E caso eu não consiga, não te enerves, pois o mais importante não é aquilo que digo no meio da conversa mas sim, estar ao pé de ti, ter-te junto a mim, e me escutares. Se em qualquer momento eu me recusar a comer, não me obrigues, pois eu bem sei quando é que preciso de comer e quando é que não preciso. Quando as minhas pernas já cansadas não me permitirem andar, oferece- -me o teu ombro, da mesma maneira que eu te ofereci a minha mão quando começaste a dar os primeiros passos e ainda não te sustinhas nas pernas. E quando qualquer dia, por qualquer razão, ficar mal-humorado dizendo algumas inconveniências, não te zangues, pois um dia compreenderás isso. Tenta entender que a minha vida nessa idade já não é vivida, mas sim, sobrevivida. Um dia irás descobrir que, pesem embora alguns erros, eu sempre quis o melhor para ti, e sempre tentei preparar um caminho por onde pudesses trilhar sem grandes dificuldades. Não te deves sentir triste, irritado, aborrecido ou desalentado quando eu estiver junto de ti. Sempre que puderes deves fazer questão de estar junto de mim. Esforça-te por me compreender e ajuda-me, assim como eu o fiz contigo quando começaste a tua vida. Ajuda-me a caminhar. Ajuda-me a terminar da melhor maneira a minha já longa jornada com amor e paciência. Pagar-te-ei sempre com um sorriso de satisfação e com o amor incomensurável que sempre nutri por ti. Não te refiras a mim usando a expressão “o velho / a velha”. Chama-me antes pelo meu merecido nome “O PAI / A MÃE”. Quando eu estiver doente fica ao meu lado. Lembra- -te das noites inteiras e por vezes seguidas em que eu ficava acordado quando tu adoecias. Os pais devem ser amados e bem tratados enquanto vivos, pois é durante esse período que se deve demonstrar o amor, a doçura e os sentimentos mais ternos que emanam de um coração verdadeiramente afectuoso. Deve-se amá-los enquanto forem vivos e não esperar que tenham já abalado deste mundo, quando já estiverem na campa, cobertos de areia, para falar deles usando palavras doces, pois nessa altura eles já não ouvem, nem vêem. Deus diz no Al-Qur’án, Cap. 17, Vers. 23: “O teu Senhor decretou que não adoreis senão a Ele; E que sejais bondosos para com os vossos Pais. Se um deles ou ambos atingirem a velhice em vossa companhia; Não dizei ‘uff’ (arre), nem os maltrateis; Outrossim, dirigi-lhes palavras generosas. E por misericórdia (isto é, ternura) estendei sobre eles a asa da humildade e dizei: “Ó Senhor meu, tem misericórdia de ambos como eles tiveram para comigo, criando-me desde pequenino”. Quão infeliz é aquele que não se preocupa com as necessidades e conforto dos Pais já idosos. Uma ocasião o Profeta Muhammad (S.A.W.) disse: “Ele que seja humilhado; ele que seja desgraçado; ele que seja rebaixado”. Os companheiros do Profeta ou ouvirem isto perguntaram; “Quem”? O Profeta respondeu: “Esse cujos Pais (ambos ou um deles) que atingiram a velhice (enquanto o filho está vivo) e não adquiriu o Paraíso (ao tratá-los com bondade)”. (Musslim) Se quiseres ser bem tratado pelo teu filho / filha, trata-me bem, e lembra-te do dito popular: “Cá se faz e cá se paga”. Querido filho / querida filha Departamento Comercial Contactos: (+258) 82 307 3450 (+258) 824576070 | (+258) 84 269 8181 E-mail: esmelifania2002@gmail.com esmelifania2002@yahoo.com.br Registo de infracções de condutores O INATTER é a entidade responsável por organizar este tipo de recolha de dados, enquanto não for nomeada a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR). Já se devia dispor de um registo nacional mais eficiente das infracções cometidas pelos condutores de automóveis, a fim de ter dados estatísticos sobre o comportamento geral dos condutores moçambicanos e também saber como proceder com mais eficiência, por exemplo, em relação aos que não cumpriram os pagamentos pecuniários das multas aplicadas e como agir perante prevaricadores reincidentes, podendo determinar os procedimentos e as acções adequadas a serem desenvolvidas perante as situações constatadas. Por outro lado, Moçambique aderiu a um acordo tripartido estabelecido entre SADC-COMESA-EAC, com vista a uniformizar procedimentos e compartilhar informações quando, por exemplo, um condutor moçambicano comete uma transgressão em Botswana ou um motorista deste país cometa uma contravenção em Moçambique. Este registo de infracções deve seguir os requisitos estandardizados por um modelo usado em todos os países africanos aderentes ao referido Acordo Tripartido. A organização e registo dos processos de contravenção dos automobilistas resultantes da aplicação do Código da Estrada deve manter-se actualizado pelos serviços competentes porque este é e vai ser um serviço de grande responsabilidade e utilidade. O INATTER ou o serviço que receber delegação para executar estes registos será responsável por assegurar o direito de informação e de acesso aos dados pelos respectivos titulares, bem como velar para que a consulta ou comunicação da informação respeitem as condições previstas na lei. Assim, qualquer pessoa, desde que devidamente identificada, tem o direito de reconhecer o conteúdo do registo ou registos constantes das bases de dados que lhe respeitem. Este registo funciona como um ficheiro constituído por dados relativos à identificação do condutor, à cada infracção punida com inibição de condução em território nacional, à existência de inibição de conduzir aplicada por organismos estrangeiros, e à existência de decisões em medidas de segurança que devam ser cumpridas antes da devolução da carta de condução apreendida. São dados de identificação do condutor, entre outros, o número e o tipo de licença de condução, bem como o bilhete de identidade, o nome e residência. Em relação a cada infracção punida, conforme procedimento seguido por outros países, devem ser recolhidos os seguintes dados: Número do auto e entidade autuante, data e código da infracção, data da decisão condenatória, número do processo e entidade decisória, período de inibição (data de início e do fim do período de inibição), execução da acção de formação (data de início e fim da frequência). No que se refere aos dados relativos às infracções praticadas apenas podem ser recolhidos após a decisão condenatória proferida no processo de contravenção se ter tornado definitiva ou, quando se trate de decisão judicial, a mesma tiver transitado em julgado. Para esta recolha de dados é preciso organizar impressos que serão preenchidos pelos seus titulares ou pelos seus mandatários ou, podem ainda ser recolhidos a partir de informações reunidas pelas forças de segurança e pelas demais autoridades competentes. Normalmente, estes dados recolhidos devem ser conservados pelo prazo de 5 anos subsequentes à decisão se tornar definitiva ou ao trânsito em julgado da sentença, findo o qual são eliminados de imediato. Para além destes registos de dados, existe um outro referente às infracções cometidas pelos que não são condutores, por exemplo, indivíduos não habilitados com carta de condução, instrutores e directores de escolas de condução, titulares de alvarás de escolas de condução, examinadores e entidades autorizadas para a actividade de inspecções de veículos. Em conformidade com a explicação aqui apresentada, dá para ver que este serviço de recolha e registo de dados das infracções cometidas é uma tarefa que deve ser bem organizada. Vai exigir pessoal competente para saber gerir estes dados informativos e estatísticos, para além de um sistema bem estruturado, equipamentos adequados e uma coordenação entre as estruturas ou entidades envolvidas neste processo. Será que já estamos a preparar-nos para responder atempada e eficientemente a estes desafios que serão exigidos ao nosso país a nível nacional e internacional? Quinta-feira, 13 de Junho de 2019 | comercial | zambeze | 9 10 | zambeze | comercial | Quinta-feira, 13 de Junho de 2019 Quinta-feira, 13 de Junho de 2019 | comercial | zambeze | 11 12 | zambeze | comercial | Quinta-feira, 13 de Junho de 2019 Quinta-feira, 13 de Junho de 2019 | comercial | zambeze | 13 14 | zambeze | comercial | Quinta-feira, 13 de Junho de 2019 Quinta-feira, 13 de Junho de 2019 | comercial | zambeze | 15 16 | zambeze | comercial | Quinta-feira, 13 de Junho de 2019 PUBLICIDADE MANIFESTAÇÃO DE INTERESSE PARA A AVALIAÇÃO E CONCEPÇÃO DE SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA PARA COMUNIDADES EM AFUNGI A Anadarko Moçambique Área 1, Lda. (AMA1) começou a implementação do Plano de Reassentamento para as comunidades na Península de Afungi, no Distrito de Palma, na Província de Cabo Delgado, em Moçambique, em preparação para a construção da fábrica de GNL e infra-estruturas portuárias associadas. As avaliações preliminares da água e da saúde da comunidade chamam a atenção para problemas significativos de saúde, emprego e meios de subsistência em geral, decorrentes do uso inadequado da água e da disponibilidade limitada de água potável. Estes problemas incluem a malária, bilharziose e diarreias, perda de trabalho e dias de escola e uma contribuição para a taxa de morbilidade e mortalidade nas comunidades da Peninsula de Afungi. Neste contexto, a AMA1 convida empresas interessadas a submeterem a sua Manifestação de Interesse (MdI) para a prestação de serviços de construção de uma plataforma para o investimento estratégico em fontes de água para as comunidades, sistemas de água e respectiva gestão que se mostrará viável e sustentável para as comunidades de Afungi.  Estudo das águas subterrâneas: este serviço requer estudos preliminares das águas subterrâneas na Península de Afungi, identificando e analisando os dados existentes, identificando locais específicos para avaliação hidrogeológica para fornecer uma compreensão geral abrangente dos sistemas de águas subterrâneas de Afungi e as necessidades futuras para fornecer água adequada segura às comunidades que vivem nas proximidades do DUAT do Projecto de GNL.  Avaliar os fornecimentos actuais: com base numa revisão das informações existentes e visitas de campo, verificar e actualizar dados sobre o ponto de situação actual de fornecimento de água em cada comunidade, incluindo poços, furos e outras fontes de água, para identificar, no mínimo, o seu uso (consumo e outros usos), capacidade EXPRESSION OF INTEREST FOR ASSESSMENT AND DESIGN OF WATER SUPPLY SYSTEMS FOR COMMUNITIES IN AFUNGI Anadarko Mozambique Area 1, Lda. (AMA1) has started the implementation of a Resettlement Plan for communities on the Afungi Peninsula, Palma District, Cabo Delgado Province, Mozambique, in preparation for the construction of an LNG facility and associated port infrastructure. Preliminary assessments of community water and health highlight significant health, employment and general livelihood issues arising from the poor use of water and limited availability of potable water. Issues include malaria, bilharzia and various diarrhoeas, loss of work and school days and a contribution to the morbidity and mortality rate in the communities of the Afungi Peninsula. In this context, AMA1 invites interested entities to submit Expression of Interest (EoI) for provision of services to build a platform for strategic investment in community water sources, water systems and their management that will prove both viable and sustainable for Afungi communities:  Groundwater survey: this service requires preliminary studies of the groundwater in the Afungi Peninsula by identifying and analyzing existing data, identifying specific sites for hydrogeological assessment to provide a general broad-based understanding of the Afungi groundwater systems and the future needs to provide adequate safe water to communities living around the LNG Project DUAT.  Assess current supplies: based on a review of existing information and field visits, verify and update data on the current status of the water supplies in each community, including wells, boreholes and other water sources, to identify at a minimum, their use (drinking and other uses), supply capacity, infrastructure conservation and operational status and management. Where necessary also carry out water quality assessments. This work to be carried in close collaboration with other AMA1 implementing partners.  Assess future demand: based on population figures and current supplies de fornecimento, conservação da infraestrutura e ponto de situação operacional e gestão. Sempre que necessário, realizar igualmente avaliações da qualidade da água. Este trabalho deve ser realizado em estreita colaboração com outros parceiros de implementação da AMA1.  Avaliar futura procura: com base nos números da população e nos fornecimentos actuais.  Concepção de futuros projectos comunitários: as diferentes comunidades próximas dos projectos da AMA1 terão diferentes necessidades e potenciais fornecimentos. Concepções detalhadas de projecto precisam ser elaborados em parceria com as comunidades. A MdI deverá detalhar a experiência e competências relevantes da empresa ou entidade. As Empresas ou entidades com capacidade adequada poderão associar-se e manifestar interesse como um consórcio, sendo neste caso necessário incluir a definição clara dos papéis e responsabilidades de cada membro do consórcio. A participação de empresas ou entidades nacionais é encorajada. As Empresas ou entidades interessadas deverão ainda incluir a seguinte documentação:  Estatutos actualizados (conforme publicados no Boletim da República)  Certidão do Registo Comercial actualizada  Alvará ou documento equivalente emitido pelas autoridades competentes.  Comprovativo do registo fiscal e declaração de início de actividades (M/01C e M/02)  Perfil da empresa  Descrição detalhada dos serviços semelhantes já prestados  Portefolio de projectos prestados/executados A Manifestação de Interesse deverá fazer referência ao assunto: A AVALIAÇÃO E CONCEPÇÃO DE SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA PARA COMUNIDADES EM AFUNGI e deverá ser enviada até às 17h00 (UTC+2) do dia 21 de Junho de 2019, para o seguinte endereço electrónico: rsccontractsMOZ@anadarko.com  Design future community projects: the different communities near the AMA1 projects will have different demands and potential supplies. Detailed project designs need to be drawn up and consulted with communities. The EoI shall provide detailed information about the competences and relevant experience of the company or entity. Suitably experienced companies or entities may express interest as a consortium, in which case the Expression of Interest should include clear definition of roles and responsibilities of consortium members. The participation of national companies or entities is encouraged. The following documentation should also be included:  Updated Articles of Association (as published in the Official Gazette).  Updated Certificate of Commercial Registration  Operational License or equivalent document issued by the relevant authorities  Evidence of tax registration and commencement of activity declaration (M/01C e M02)  Company profile  Detailed description of similar services offered  Portfolio of projects rendered The Expression of Interest with the subject: ASSESSMENT AND DESIGN OF WATER SUPPLY SYSTEMS COMMUNITIES IN AFUNGI shall be submitted no later than 17:00 (UTC+2) 21st of June 2019, to the following Electronic address: rsccontractsMOZ@anadarko.com Quinta-feira, 13 de Junho de 2019 DESPORTO zambeze | 17 Bancada central Deixem o desporto definir prioridades O caldo está entornado! A Selecção Nacional de voleibol de sala está em via de perder a possibilidade de participar nos jogos africanos Marrocos 2019. Em causa está uma decisão maquiavélica do Ministério da Juventude e Desporto de apenas as equipas que se qualificam na posição de pódio são as únicas e exclusivas que podem ir ao Marrocos 2019. Ou seja, um senhor/senhora de fato e gravada, sentado/a num ar condicionado, que recebe no fim de cada mês salário que vem dos nossos descontos, decide sobre quem deve ir a uma prova continental, com prestígio para o país, mesmo estes depois de terem conseguido a qualificação com todo mérito. Afinal, o que de facto nós como pais pretendemos? Esta situação nos remete logo a priori para a chamada priorização das modalidades desportivas no país para viário efeitos, desde a premiação até alocação dos fundos. Não queremos de forma alguma dizer que não existe modalidades desportivas mais importantes que outras. Não! Estaríamos a enganar-nos porque na nossa realidade é inegável que, por exemplo, o futebol, mesmo com os resultados negativos que vem averbando, não seja importante (para a maioria dos moçambicanos) que o xadrez ou golfe. O que queremos dizer é que devem ser os desportistas ou o próprio desporto a definir o que deve ser prioritário. Não nos parece muito sensato impedir uma Selecção que conseguiu uma qualificação para uma competição, seja qual for, só porque não esteve no pódio. No mínimo é ridicularizar o desporto. Se fosse a equipa de futebol que conseguiu a qualificação todos estariam à frente a falar da preparação da equipa nacional, só porque todos sabem que o futebol dá uma visibilidade política e social. Não é justo, por exemplo, que o próprio Ministério da Juventude e Desporto dê a cara para o futebol e esquecer outras modalidades. Por exemplo, na recente deslocação dos Mambas para Guiné-Bissau até excursão da estranha Onda vermelha, constituída por um punhado de amigos, conseguiu lugar para passear, mas não há dinheiro para levar o voleibol para uma prova que qualificou. Pena que isso seja recorrente. Os que na verdade sentem na pele são atletas das artes marciais. Vezes sem conta participam em campeonatos do mundo, empunhando a bandeira moçambicana, mas quando chegam ao país nem sequer são reconhecidos. São tratados com uma grande indiferença, apenas porque que não são considerados modalidades prioritárias. Que tal mudarmos de paradigma e passar a ser modalidade prioridade aquelas que de facto trazem resultados palpáveis e elevam bem alto o nome de Moçambique. Ou então, por que não definimos prioridades internas e prioridades internacionais? Dizer que o nosso futebol é prioritário no plano internacional e assinar a nossa própria sentença de morte. Por agora, o que nós pedimos é que os decisores tenham mais sensibilidade. Deixem a nossa equipa de voleibol ir aos jogos africanos Marrocos 2019. Ela não vai como convidada, conseguiu a qualificação para o evento. Essa história de pódio é uma treta que só envergonha o próprio Ministério da Juventude e Desporto. A senhora vice-ministra é desportista de mão cheia, por isso que nós temos certeza de que ela entende o que aqui queremos explicar. Z O Choupal e Jardim são as duas equipas que até a 15ª jornada do campeonato de futebol de veteranos da cidade do Maputo comandavam a tabela classificativa, mas no fim-de-semana aceitaram derrotas, permitindo que a equipa do Khongolote assumisse a liderança, com 32 pontos da tabela classificativa. As equipas do Choupal e Jardim desceram e partilham a segunda posição com 30 pontos cada e, este é o primeiro ano da equipa dos Amigos Kongolote que participam neste campeonato e tudo indica que não esta para só competir mas sim, para lutar pelo titulo. Resultados da 15ª jornada Círculo - ADV cmc (0-2), Inhagoia - Tsalala (1-3), jardim - Kongolote (0-1), Leões Bravos - Choupal (1-0), Mafalala - Xipanipane (0-0), Matendene - Munna’s (3-0), Veteranos Unidos - Amigos Kongolote (2-3), Amigos Matola - Madgumb’s (0-0), Luís Cabral - Eleven Main (0-2), Sustenta ficou de fora. Desporto recreativo Choupal e Jardim perdem liderança Amigos Kongolote ....... 32 ADV cmc ..................... 32 Choupal ......................... 30 Jardim ............................ 30 Tsalala ............................ 29 Luís Cabral ................... 23 Madgumb’s ................... 22 Munna’s ......................... 21 Amigos Matola ............. 21 Eleven Main ................. 19 Xipanipane ................... 18 Kongolote .................... 18 Mafalala ........................ 17 Inhagoia ........................ 16 Círculo .......................... 15 Matendene .................... 15 Leões Bravos ................. 13 Sustenta ......................... 7 Veteranos Unidos ........ 3 Classificação Classificação No bairro de Hulene 16ª Jornada ADV cmc x Xipanipane, Amigos Khongolote x Leões Bravos, Inhagoia x Jardim, Tsalala x Amigos Matola, Choupal x Madgumb’s, Munna’s x Kongolote, Eleven Main x Matendene, Mafalala x Sustenta, Círculo x Veteranos Unidos e Luís Cabral fica der fora. Depois de na semana antepassada a Nova Luz ter dado uma goleada de seis bolas a uma, frente à Célula A, no domingo passado voltou a dar mais uma, desta vez foram cinco bolas a uma frente ao Escorpião, enquanto o Cruzeiro recebia e humilhava o Sporting, por 10-1. Entretanto, o Jordão, jogador da Nova Luz, é o melhor marcador do campeonato com sete golos. Mas acima de tudo, deve-se referir que a novidade foi o desaire da equipa dos Veteranos que ainda não tinha perdido nenhum jogo em cinco jornadas, sendo esta a sua primeira perda de pontos com a Célula A, penúltimo classificado, por 2-1. Resultados da 6ª jornada Ressuscitados - Tigres (4-2), Célula A - Veteranos (2-0), Célula D - Ondas do Mar (3-1), Escorpião - Nova Luz (5-1), Mavalane - Célula H (2-2), Matsuva - Nova Aliança (4-1), Cruzeiro - Sporting (10-1). 7ª jornada Escorpião x Célula A, Nova Luz x Mavalane, Ressuscitados x Cruzeiro, Sporting x Célula D, Ondas do Mar x Nova Aliança, Célula H x Tigres e Matsuva veteranos. Matsuva ......................... 16 Veteranos ...................... 13 Nova Luz ....................... 12 Célula D ........................ 12 Cruzeiro ........................ 10 Ressuscitados ............... 10 Célula H ........................ 9 Célula A ........................ 7 Escorpião ...................... 6 Nova Aliança ................ 6 Mavalane ....................... 5 Ondas do Mar............... 5 Seniores SLB mantém-se no comando Nova Luz e Cruzeiro dão goleadas A equipa do SLB está a comandar a tabela classificativa, depois de no fim- -de-semana ter vencido o seu adversário por 3-2. Foi um jogo para cardíacos pois, os golos apareciam em cada lado ate’, houve empate de dois a dois mas, no fim, a SLB marcou o golo da sua vitória. Quadro de resultados Ressuscitados – Revolução (1-4), Time Time SLB ................................. 13 Xissinguana .................. 11 Nova Luz ....................... 8 Matsuva ......................... 7 Tim Tim ........................ 6 Revolução ..................... 6 Blak Star ........................ 5 Ressuscitados Jr ........... 4 F. Cofres ........................ 3 Célula B ......................... 1 Guetho .......................... 0 Tabela Classificativa – Fábrica de Cofres (1-2), Célula B – Black Star (2-2), Xissinguana – Matsuva Jr (1-0), SLB - Nova Luz (3-2). Jogos em atraso Guetho x Matsuva Jr, Revolução x Time Time 18 | zambeze | NACIONAL | Quinta-feira, 13 de Junho de 2019 LUÍS CUMBE Elton da Graça DADCO Mandioca, em Inhambane Camponeses denunciam imposições no preço da mandioca Os produtores de mandioca, na província de Inhambane, denunciam imposições na compra de tubérculos pela nova empresa instalada em Inharrime, DADCO Mandioca Moçambique (DMM), a mesma que vende a matéria-prima para a Cervejas de Moçambique. Segundo os produtores, o preço da mandioca por tonelada vária de 2000 a 2500 meticais, o que não cobre os custos de produção que são demasiados altos . Depois de Nampula, a DADCO Mandioca Mo ç a m b i q u e (DMM) estabeleceu-se no distrito de Inharrime, província de Inhambane, com horizontes que passam pelo empoderamento dos pequenos produtores de mandioca ao nível daquela província. Segundo o director-geral da fábrica, Humbert Melick, a DMM iniciou os seus trabalhos há cinco anos, contudo a compra da mandioca era destinada para a exportação para o mercado sul-africano e para a produção de cerveja através do bolo de amido. Porque o mercado moçambicano se ressente bastante da importação do trigo para a produção do pão, a fábrica decidiu aumentar o seu portefólio com olhos postos no processamento da mandioca para a produção de trigo e posterior venda às indústrias de panificação. "O mercado da mandioca é industrial e tem muitas oportunidades, daí que os produtores devem se preocupar mais em aumentar a produção", disse a fonte, acrescentando que a fábrica está orçada em cerca de três milhões de dólares. Januário Deve, produtor da mandioca há vários anos, conta que a empresa trouxe um novo panorama na sua vida, dado que nem sempre conseguia colocar a mandioca no mercado e esgotar como tem acontecido agora. No entanto, a DADCO Mandioca, segundo Deve, aquando da sua instalação em Inharrime, sempre impôs o preço para a compra da mandioca. Isto é, o preço por quilograma vária de 2 a 2,5 centavos na moeda nacional. Como se explica? Se a empresa for solicitada pelos produtores para se dirigir ao campo para a aquisição da mandioca custa 2,5 centavos e a particularidade nesta operação é que a empresa disponibiliza seus colaboradores e seu transporte para o efeito. A segunda explicação é que se a iniciativa for do produtor a empresa prática o preço de 2 meticais e a mesma não se responsabiliza pelos custos de transporte, entre outros, que advierem das operações. Januário Deve diz que o preço não satisfaz. Apesar dessa situação, já entraram em negociações e renegociações, mas a empresa não pisa o travão perante este imbróglio que acarreta mais a vida dos produtores. “A agricultura é uma actividade de risco e as condições impostas pela fábrica são difíceis. Imaginemos: se em um ano produzo quatro hectares de mandioca em função daquilo que forem as mudanças climáticas, posso não alcançar o objectivo de colher toda esta quantidade. Então, nesta perspectiva produzo seis meses para ganhar, por exemplo, quatro mil hectares se for na razão dos dois mil meticais por tonelada. É preciso que saiamos dessa situação”, disse a fonte. Suzana Guirrugo, outra produtora oriunda de Jangamo, também vai no diapasão de Januário Deve. Segundo Guirugo, desde 2013 que vem trabalhando com a DADCO e há registo de muitas coisas que mudaram na sua vida, atendendo ao facto de ser viúva. Contudo, o preço da compra da mandioca por tonelada continua a ser o centro da discórdia por parte de produtores deste tubérculo resistente à seca. Desde o ano em que a empresa iniciou as suas operações de compra de mandioca sempre priorizou políticas de imposição no concernente à compra de mandioca facto que lesa os produtores. “Sempre foi assim e se não aparecer ninguém, a situação vai manter-se. Já submetemos um oficio às entidades competentes, nomeadamente à PROSUL, havendo sinais positivos e acreditamos que brevemente teremos uma resposta cabal”. O projecto de desenvolvimento de cadeias de valor nos corredores de Maputo e Limpopo (PROSUL) a nível da província de Inhambane já recebeu reclamações dos produtores pelo preço. Contudo, segundo fonte anónima, a instituição ordenou os produtores a organizarem-se em associações, com vista a resolver o diferendo entre ambos. “Os camponeses devem ter uma associação, de modo que esta entidade possa conjugar todas as reclamações dos produtores e submetam à instituição. É difícil quando um produtor reclama isso e outro reclama aquilo, então é isso que nós temos-lhes dito para evitarem que haja discursos desavindos”, disse a fonte, acrescentando que são cerca 6000 produtores que vendem os tubérculos a DADCO“, referiu fonte da PROSUL. Entretanto, o director da DADCO, Humbert Melick, disse que a empresa não tem contactos com os produtores. Estes por sua vez é que colocam os seus produtos e contactam a empresa para a aquisição, e porque a fábrica dispõe de meios os técnicos se deslocam para os campos. Humbert Melick fez saber ainda que muitos produtores manifestam intenção de vender seus produtos à fábrica. A fonte entende serem normais as reclamações dos produtores em relação ao preço, daí que querem mais aumentos. Entretanto, Melick disse não obstar da pretensão dos produtores, mas é preciso haver aumento da produção. EN4 ameaça segurança rodoviária Governo e TRAC divergem no modelo do separador central As obras de ampliação da EN4, no troço Shoprite - Praça 16 de Junho (Maputo e Matola), deverão ser entregues esta semana em curso pela TRAC Moçambique. No entanto, o Governo e a concessionária TRAC continuam sem o modelo ideal do separador central a ser implementado, um dos principais obstáculos ao projecto, uma vez serem necessárias medidas de redução de acidentes de viação recorrentes ao longo da via. A plataforma da EN4 que conheceu alargamento compreende uma largura de 12.5 metros, a partir da faixa central da estrada em toda a sua extensão para cada lado da estrada, ou seja, ganhou mais duas faixas, no troço entre o cruzamento da Shoprite da Matola e a Praça 16 de Junho, na cidade de Maputo. O uso abusivo de velocidade pelos utilizadores da via é notório nos pontos onde a asfaltagem se mostra efectivamente concluída, associado à ausência de placas de sinalização de velocidade limite, que por sua vez propicia a ocorrência de acidentes de viação ao longo do troço. É nesta zona que em anos passados havia-se transformado em autêntico corredor da morte, mais precisamente na antiga paragem da Parmalat e Casa Branca, tendo o Governo e a TRAC concordado com a implantação de pontes como medida de mitigação de acidentes. Facto é que os munícipes nunca se amoldaram com o uso de pontes pedestres construídas um pouco pelo troço que está a conhecer ampliação. Em tempos antes da remoção do separador no eixo central, vezes sem conta as comunidades arredor perfuravam a rede de vedação para atravessar ao longo do troço. De acordo com Fenias Mazive, representante da TRAC em Moçambique, até esta parte se desconhece o modelo de separador central a ser implementado (que se espera incluir aspectos de segurança), não obstante o tempo transcorrido desde o início das obras em 2017. No entanto, Mazive acrescenta que houve discórdia em relação ao modelo sugerido pela TRAC, esperando-se harmonizar ideias junto do Governo no modelo a acordar. “Uma parte é feita pela TRAC, que é submeter propostas às autoridades, e estas dizem o que temos que fazer. Houve discórdia em relação àquilo que a TRAC tinha proposto. Queremos reconciliar as ideias e virmos com uma única solução”, argumentou o representante da TRAC. Entretanto, Mazive diz que a redução dos acidentes de viação não é apenas um trabalho que deve ser feito singularmente pela TRAC, mas deve envolver a todos, desde os que têm a prática de atravessar a estrada ignorando a ponte pedestre, motoristas, a sociedade no geral, e juntos encontrar medidas que reduzam o número dos acidentes que acontecem nas estradas. Mazive entende que a questão de as pessoas atravessarem as estradas sem usar as pontes pedestres não deve ser vista como nova e a acontecer apenas na N4, argumentando que desde os tempos em que o separador central metálico e a rede divisória, as pessoas sempre recortavam para atravessar. “Quando retirámos a iluminação pública houve a desculpa de que as pontes eram assoladas por assaltantes, razão pela qual não se podia usar as pontes, mas agora temos a iluminação pública de volta. Se a iluminação pública não for suficiente nas pontes, podemos aumentar ainda mais para evitarmos que as pessoas atravessem a estrada como o fazem, por isso resulta em atropelamentos e estes atropelamentos são fatais”. A fonte acrescenta que há trabalhos em curso com vista evitar o máximo possível de ocorrência de sinistralidade na via. “A TRAC está a trabalhar e a envidar esforços com outros parceiros para que o número dos acidentes seja reduzido. Não nos agrada sermos chamados para retirar corpo de alguém que foi atropelado. É preciso entender que não é só com barreiras físicas que se faz este trabalho, mas também com sensibilização, desde as escolas primárias até aos jovens. A maioria das pessoas que atravessa as estradas sem usar as pontes não são crianças, mas sim jovens, visto que as crianças de hoje são jovens do amanhã. Portanto, precisamos começar hoje com a sensibilização das crianças para saber a forma adequada de se atravessar a estrada”. Quinta-feira, 13 de Junho de 2019 | INTERNACIONAL| zambeze | 19 Académico português João Casanova de Almeida no ISFIC Devemos apostar num líder atento às necessidades dos colaboradores O académico português, João Casanova de Almeida, defende que todos países do mundo devem apostar numa liderança por coaching, ou situacional, que esteja atenta às necessidades de cada colaborador, alegadamente porque cada colaborador de uma organização tem necessidades diferentes. Odocente João Casanova de Almeida proferiu uma palestra, nesta terça-feira, em Maputo, subordinada ao tema “Liderança e Comunicação nas Organizações” no Instituto Superior de Formação, Investigação e Ciência (ISFIC). Durante a sua apresentação, De Almeida defendeu que neste século 21, todos os países precisam de uma liderança atenta às características de cada indivíduo, e daí que “uma liderança por coaching ou liderança situacional sejam as mais indicadas para promover altos desempenhos nas organizações, porque estão atentos às características de cada um dos colaboradores”. Para aquele orador, não se deve pensar nos colaboradores como um todo, como se todos tivessem as mesmas necessidades “o coaching e a liderança situacional são aquelas que devemos apostar no século 21”, observou João Casanova de Almeida. Casanova de Almeida explicou em entrevista ao Zambeze que para ser um líder eficaz, primeiro, deve ser alguém que sabe que a sua organização deve conciliar a vida profissional dos seus colaboradores com a vida pessoal, porque, segundo ele, uma pessoa que está bem na sua vida pessoal “está bem” na sua vida profissional. Para justificar a sua posição, João Casanova de Almeida explica que as emoções são “importantíssimas para as nossas relações e para nossa estabilidade” numa organização, e um líder deve ter isso em conta, e olhar para os seus colaboradores e perguntar sobre as características essenciais que, “eu preciso transmitir para aqueles que me seguem, para que conheçam a visão da organização, e possam ser também eles, cada um nas suas funções ser eficazes com a organização”. Por outro lado, segundo De Almeida, o líder “eficaz” deve saber comunicar e comunicar “eficazmente”, fazendo passar as mensagens daquilo que se pretende que a organização atinja de uma forma que todos o entendam. Deve ser alguém que não pode exigir que as pessoas sejam pontuais no trabalho, quando ele chega duas horas mais tarde. “Ele precisa liderar pelo exemplo”. João Casanova de Almeida ajunta que um líder precisa tomar decisões e envolver os seus colaboradores, e sempre lhes dizer porque toma tais decisões, para que cada um, na sua dimensão, possa também tomar as suas decisões nas tarefas que tem ao seu cargo. “Um líder tem que ser alguém que seja flexível para perceber que há pessoas que precisam de mais apoio e orientação e de mais direcção, porque já tem conhecimento que lhe permita caminhar de alguma forma, exercer o controlo para saber se os colaboradores estão a caminhar na direcção certa, delegar- -lhes responsabilidades porque são pessoas que já têm autonomia suficiente para trabalhar sozinhos”, explanou De Almeida. Acima de tudo isso, um líder precisa de ter atitude, “ter uma atitude positiva perante as pessoas, porque no fundo, as organizações são feitas por pessoas e elas gostam de ser elogiadas pelo que fazem de bem feito, e devem merecer, mas também criticadas quando o tem que o ser (…) em privado, porque ninguém gosta de ser criticado em público por aquilo que falhou. Isso são sensibilidades que um líder deve ser para que possamos ser uma liderança eficaz”, exortou João Casanova de Almeida. Como um líder pode emergir e conquistar espaço numa sociedade de bajuladores de “chefes”? Entretanto, De Almeida foi confrontado pela plateia do evento sobre caminhos para um líder conquistar espaço numa sociedade de “bajuladores” de chefes. Foi o caso do docente de Direito, Gagendra Armando, que quis saber do orador sobre que espaço nós temos de poder ser líder, numa sociedade de “escovistas” em que nos encontramos? Segundo o docente Armando, na sociedade moçambicana pouco se fala de líder, somente de “chefes” e que os colaboradores devem dançar a música que está a ser tocada, sob pena de se ser diferente e marginalizado. “Falo de África, mas também de Europa, e o exemplo em concreto é Moçambique e Portugal. Estamos num Estado em que a liderança não tem espaço, há chefes aqui e ali, e nalgum momento temos que usar a língua para engraxar os sapatos para a chefia”, denunciou Armando. Em resposta e em exclusivo ao Zambeze, João de Almeida disse que todas as sociedades tiveram momentos em que não tinham uma estrutura organizacional ou qualquer tipo de organização que estivesse concebida para responder às necessidades sociais, mas como “eu dizia também, o caminho faz-se caminhando”. “É preciso que tomemos consciência daquilo que é preciso adequar para que o líder, quer liderados, olhem para a sua organização e pensar que aquela organização é para manter, potenciar e encontrar os melhores modelos, quer de liderança, quer de colaboração, para que essa organização possa ser sustentável no tempo, porque é isso que se deseja”, explicou João Casanova de Almeida. Casanova disse ainda que é preciso que as organizações percebam que quanto mais capazes forem os seus colaboradores, mais facilidades eles vão ter em atingir os seus objectivos, porque as lideranças podem delegar responsabilidades nessas pessoas, e isso “ao contrário de colocar a chefia em cheque vai ajudá- -lo numa estratégia de liderança”. João Casanova de Almeida, 54 anos, é doutorado em Educação pela Universidade de Estremadura em Espanha, especialista em Educação. Foi chefe de gabinete da Secretária de Estado da Educação, Mariana Torres Cascais, do anterior Governo de coligação PSD/CDS, e é autor de vários livros sobre política educativa. DÁVIO DAVID CHEGA DE SOFRER EM SILÊNCIO DR. MAGOMA (ESPECIALISTA EM MEDICINA TRADICIONAL) Se já andaste à procura de solução para os teus problemas e não achaste, vem agora se libertar da escuridão, se foste fechado, estás doente e não sabes o que fazer, não tens sorte na vida, estragaram a tua vida com feitiçaria sem saberes. Com grande força dos seus remédios. 1. SUPER KINGO – trata e elimina problemas de próstata para homens; 2. MNYASI – serve para fortificar as veias do sexo masculino para ser grande e gordo, aumenta duração e repetir o acto sexual 3. NGETA MISTURA – trata doenças como fraquezas no corpo e recuperação de impotência sexual em pouco tempo; 4. SUPER MULUNDOKA – serve para fazer mulher poder conceber, ele desbloqueia trompas entupidas, cura miomas, reforça óvulos. 5. MSWOSHA MISTURA – serve para eliminar maus espíritos que bloqueiam a sorte no seu negócio, emprego, lar, faculdade, lotaria, resolver problemas financeiros, etc.; 6. KALEMBO – serve para recuperar o amor perdido, chamar pessoas que estão longe, ser gostado no serviço e por onde andar. 7. MUTAMBO – serve para tratar infecção urinária, recuperar vontade de sexo. Endereço: Maputo, Av. do Trabalho, Alto-Maé, Paragem Novo Mundo Contactos: 86 3624939/85 2785233 Comercial 20 | zambeze | NEGÓCIOS E MERCADOS | Quinta-feira, 13 de Junho de 2019 Banco Industrial e Comercial da China investe quatro biliões de dólares em Moçambique A parceria entre o Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) e o Standard Bank, existente desde 2008, já resultou no financiamento conjunto de mais de quatro biliões de dólares norte-americanos em projectos económicos nos sectores de telecomunicações, agricultura, turismo, entre outros continente africano, incluindo Moçambique. Esta informação foi dada a conhecer pelo administrador-delegado do Standard Bank, Chuma Nwokocha, à margem do workshop promovido, recentemente, em Maputo por esta instituição bancária, sob o lema “Elevando a parceria China-África a novos patamares”. O encontro, que envolveu empresários chineses e moçambicanos, enquadra- -se na visita da comitiva do ICBC, liderada por Hu Hao, vice-presidente deste banco chinês a Moçambique, para estabelecer contactos com o Standard Bank, empresários chineses e líderes de 20 empresas nacionais estratégicas entre as quais a Electricidade de Moçambique (EDM), a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH). O ICBC e o Standard Bank, conforme indicou Chuma Nwokocha, têm representações em mais de 40 países no mundo, incluindo o continente africano: “São poucos os bancos no mundo com esta cobertura territorial e em produtos e serviços. O ICBC tem mais de 16 mil balcões, sendo que em África este banco realiza as suas transacções, através do Standard Bank”, frisou. O Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) detém 20 por cento do Grupo Standard Bank, uma parceria que torna o investimento chinês em Moçambique mais cómodo e fácil, dada à experiência de ambas as instituições. Para Chuma Nwokocha, a parceria com o ICBC vai alavancar ainda mais a contribuição do Standard Bank no desenvolvimento de Moçambique, onde tem estado a financiar muitos projectos de desenvolvimento.  No sector do petróleo e gás, os dois bancos investiram, aproximadamente, 8 biliões de dólares norte-americanos na construção da Plataforma Flutuante de Gás Natural Liquefeito (FLNG), em Palma, na província de Cabo Delgado. “Sabemos que a China é um dos maiores financiadores de projectos em Moçambique e, deste modo, o Standard Bank está melhor posicionado, através da sua capacidade,  expertise  e conhecimento profundo do mercado, para trazer o potencial do ICBC a Moçambique”, indicou o administrador delegado, destacando que muitos empresários chineses em Moçambique têm uma relação com o ICBC, sendo que o Standard Bank representa a continuação desse relacionamento. De acordo com o executivo sénior e vice-presidente do ICBC, Hu Hao, “nos últimos anos, os países têm aprofundado as relações em várias vertentes e inúmeros sectores. Em 2018, a China passou a ser o principal investidor em Moçambique com um investimento acumulado de mais de 7 biliões de dólares norte- -americanos nos sectores de infra-estrutura, agricultura, telecomunicações, mineração, entre outros. O número de empresas chinesas interessadas em investir em Moçambique aumentou significativamente”. Para o executivo sénior e vice-presidente do ICBC este investimento requer serviços financeiros de qualidade, sendo que o ICBC oferece uma vasta gama de produtos e serviços financeiros a mais de 7 milhões de clientes corporativos e 600 milhões clientes particulares. Por sua vez, o embaixador em Moçambique da República Popular da China, Su Jian, disse, na ocasião, que “na Câmara de Comércio há mais de 50 empresas chinesas registadas, e muitas outras Pequenas e Médias Empresas estão a desenvolver a cooperação em vários domínios”, destacou. O diplomata referiu ter constatado com satisfação que o Standard Bank está a oferecer garantias sólidas e serviços qualificados às empresas chinesas no desenvolvimento dos seus investimentos e negócios. Causando prejuízos na ordem de mais de um milhão de meticais Cliente da ADeM abastecia lagoa artificial com ligação clandestina de água Um cliente da empresa Águas da Região de Maputo (AdeM) abasteceu clandestinamente, durante seis meses consecutivos, uma lagoa artificial, localizada num campo de cultivo, no bairro Patrice Lumumba, no município da Matola, província de Maputo, causando um prejuízo no valor de mais de um milhão de meticais. Detectada no âmbito da campanha de desactivação e remoção de ligações clandestinas e irregulares nas cidades de Maputo, Matola e no distrito de Boane, a referida ligação clandestina foi removida, recentemente, por uma equipa técnica da empresa, após uma tentativa fracassada de resolução do caso com o suposto autor. Calcula-se que, com esta engenharia criminosa, a lagoa artificial destinada ao regadio da bananeiras e hortas encaixava, por dia, 50 mil litros de água, quantidade suficiente para abastecer cerca de 100 clientes. Em termos monetários, o prejuízo corresponde a uma média de seis mil meticais por dia, o que durante, seis meses, perfaz  mais de um milhão de meticais. Abordada no local do incidente, Isabel Maculuve, gestora Comercial da Área Operacional da Machava da AdeM, explicou que, devido ao elevado volume de água perdido, em consequência desta operação ilegal, a empresa resolveu remover a ligação, para depois prosseguir com os trâmites legais. Para já, conforme garantiu Isabel Maculuve, foi feita uma queixa-crime contra o suposto autor da ligação clandestina, numa unidade policial do bairro Patrice Lumumba, que notificou formalmente o suposto infractor. “Abordámo-lo na sua residência, mas não se mostrou interessado em colaborar para a resolução do problema, razão pela qual decidimos remeter o caso às autoridades competentes”, referiu a gestora Comercial da Área Operacional da Machava, destacando tratar- -se de um cliente da empresa com um histórico de dívida, decorrente do consumo de água na sua residência e que se recusa a pagá-la. Muito recentemente, a AdeM procedeu ao corte no fornecimento do precioso líquido à casa do visado, mas que viria a restabelecê-lo por iniciativa própria, danificando o contador de água: “Ele não quer colaborar connosco, muito menos se retratar. Apenas disse que podíamos agir, conforme entendêssemos, mas que isso teria consequências”, concluiu Isabel Maculuve. Quinta-feira, 13 de Junho de 2019 | COMERCIAL | zambeze | 21 Maratona Hacka4Moz Jovens desenvolvem soluções para desafios que a sociedade enfrenta Mais de cinquenta jovens provenientes de todo o País participaram, recentemente, numa maratona tecnológica, com vista ao desenvolvimento de soluções para os desafios que a sociedade enfrenta. Ainiciativa, promovida pelo Ministério dos Transportes e Comunicações, através do Programa de Desenvolvimento Espacial, contou com a parceria tecnológica da Moçambique Telecom SA (Tmcel) e apoio técnico do Banco Mundial. Denominada Hack4Moz, a iniciativa juntou desenvolvedores de software, gráficos, técnicos de marketing, entre outros profissionais e entusiastas, que durante três dias usaram a sua criatividade, para criar soluções de alto impacto no País. Intervindo na cerimónia de abertura, a directora executiva comercial da Moçambique Telecom, Márcia Fenita, realçou a importância da iniciativa no envolvimento dos jovens e da tecnologia no desenvolvimento de soluções tecnológicas, para os problemas que apoquentam a sociedade. “Todos estamos cientes da importância que as tecnologias de informação e comunicação desempenham no desenvolvimento da economia do País. Por isso, esperamos que esta iniciativa (Hack4Moz) sirva de plataforma para que os jovens apresentem propostas tecnológicas representantivas da forja de novos talentos do nosso País (os jovens), cuja criatividade deve ser por nós estimulada”, disse Márcia Fenita. Na ocasião, a vice-ministra dos Transportes e Comunicações, Manuela Rebelo, referiu que, através do Hack4Moz, o Governo espera que os participantes tragam soluções concretas para diversos problemas sociais, principalmente no sector dos transportes. “Promovemos esta maratona porque acreditamos que a melhoria e acessibilidade aos serviços básicos passam por colocarmos a tecnologia ao serviço do desenvolvimento. Observamos, com satisfação, o engajamento e interesse de todos os jovens presentes, cientes de que envidarão todos os esforços necessários para encontrarem soluções para os diferentes desafios propostos através da tecnologia”, sublinhou Manuela Rebelo.  A governante reafirmou, ainda, o compromisso do Governo em continuar a apoiar a inovação tecnológica no País, tendo exortado aos jovens a tomarem a dianteira na busca de soluções dos diversos problemas sociais, tais como os ligados à mobilidade, racionalização e acessibilidade dos serviços de transporte nos centros urbanos (e não só).  “A inovação é o motor do crescimento. Quanto mais inovações fizermos no nosso País, mais próximos do desenvolvimento estaremos”, acentuou. Importa realçar que, durante a maratona, foram realizados eventos paralelos, nomeadamente debates, master classes, networkings e meet-ups, que contaram com a presença de diversos especialistas e mentores. A inovação é o motor do crescimento. Quanto mais inovações fizermos no nosso País, mais próximos do desenvolvimento estaremos O Presidente da República, Filipe Nyusi, inaugurou recentemente as instalações da delegação distrital do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) de Inhambane, construídas de raiz, visando proporcionar melhor atendimento aos utentes do Sistema de Segurança Social, nomeadamente contribuintes, beneficiários e pensionistas. Concebida no sistema "open space", a delegação distrital de Inhambane compreende dois pisos, onde funcionam os serviços administrativos e uma parte para arrendamento, no quadro da política de desenvolvimento imobiliário do INSS. No acto inaugural, o estadista referiu que a nova infra-estrutura pública, para além da notável melhoria das condições, conforto e acessibilidade, representa a vontade do Governo de melhorar cada vez mais a qualidade da prestação de serviços ao cidadão, provendo recursos indispensáveis. “Neste espaço, o empresário que procura canalizar atempadamente as contribuições dos trabalhadores, o trabalhador que procura saber da sua situação contributiva, até os pensionistas, que procuram receber as suas pensões, devem encontrar um atendimento cordial, profissional e célere”, frisou Filipe Nyusi. A aproximação dos serviços públicos ao cidadão, conforme explicou o Presidente da República, enquadra-se no prosseguimento do compromisso eleitoral em facilitar a vida ao povo, cultura que tem vindo a ser implementada, um pouco, por todo o país, em diferente sectores. Na cerimónia, testemunhada pela ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, o INSS procedeu à entrega simbólica de cadeiras de rodas a duas pensionistas, que por razões de doença têm dificuldade de locomoção. Dirigindo-se igualmente a uma plateia composta por representantes dos parceiros sociais, sector privado, sindicatos, contribuintes, beneficiários do INSS, pensionistas, Trabalhadores por Conta Própria, entre outros, o governador do província de Inhambane, Daniel Chapo, referiu- -se ao aumento do número de contribuintes do INSS como um dos desafios do governo local. “Neste momento, estamos a trabalhar, principalmente, com as entidades empregadoras para que os descontos que fazem aos trabalhadores sejam canalizados ao INSS e um dos maiores desafios que temos como governo provincial é aumentar o número de contribuintes, principalmente aqueles que trabalham por conta própria, por forma a que cada dia que passa tenhamos mais contribuições e possamos garantir o futuro dos nossos trabalhadores”, afirmou. Nova delegação distrital do INSS em Inhambane aberta ao público 22 | zambeze | cultura | Quinta-feira, 13 de Junho de 2019 Pensamento da Semana: Nenhum grande homem se queixa de falta de oportunidades. Ralph Waldo Emerson Sangare Okapi e Amosse Mucavele Aurélio Furdela Cavando o tempo para trazer à superfície vidas que não são do nosso tempo Conversar com Aurélio Furdela, numa altura em que contamos poucos dias para o lançamento de "Saga d'Ouro", o jeito foi mesmo thlangamelar, em entrevista, onde o escritor considera que a nossa intelectualidade gosta de ser bajulada, é uma espécie de importação da cultura do sistema político, quase uma tentativa de reprodução da hierarquia vinda da luta de libertação nacional, merecedora de uma certa glorificação, esses outros se querem Chipandes da literatura. S angare Okapi (SO) – Sete anos passam, desde a publicação de “As Hienas Também Sorriem”, 2012 a 2019, esse intervalo não lhe parece um longo estágio de hibernação? Aurélio Furdela (AF)– Preferia entender de outra forma, pois encaro a criação literária como uma elaboração que precisa de tempo para maturação. É óbvio que também haja quem precise apenas de alguns meses para concluir a sua obra, algo meteórico? Talvez... uma obra literária, acima de tudo, é um exercício de construção, tudo depende do material envolvido, pode ser de construção precária, que de ano em ano exige renovação, de lançamento e lançamento. Para o meu caso, prefiro estruturas muito mais sólidas e isso requer tempo. SO – Tive o privilégio de acompanhar algumas etapas da construção deste “Saga d’Ouro”, senti que estavas bastante preocupado em dar um grande salto a nível de construção do texto. Agora, no limiar do tempopara o livro estar ao crivo do grande público, sente que conseguiu dar esse salto? AF – O salto é de pára- -quedistas, um autor caminha com o texto, segue o curso que a escrita exige. Sem responder directamente à questão, diria que me diverti bastante a escrever o livro. Mais do que escrever, foi também um autêntico trabalho de arqueólogo. Foi necessário cavar o tempo para trazer a superfície vidas que não são do nosso tempo. Depois, o espanto, ao descobrir que afinal somos tão iguais ao que entendemos como passado, somos apenas uma repetição da história. E, se insistires em olhar para esta dimensão como um salto, então fica com a ideia de um salto no tempo, que exige um outro nível de construção narrativa. Amosse Mucavele (AM) – Acredita que para atingir esse nível de construção narrativa terá valido a pena alguma influência literária que queira destacar? O romance histórico já começa a cimentar alguma tradição em Moçambique, sobretudo através de autores das gerações que nos antecedem, Mia Couto, Borges Coelho, Ungulani Ba Ka Khosa, entre outros… AF– Acredito que qualquer escritor insere uma série de influências, e não quero crer que seja uma ilha neste mar de leituras que nos toca. Mas se prefere falar de alguma tradição em Moçambique, prefiro não olhar para o nosso caso como algo que seja isolado do mundo. A memória manda dizer que recuemos até à Idade Média e o romance histórico já era prática, e todos perseguimos essa tradição. Por lotaria da vinda ao mundo, no nosso caso, uns descobriram-no primeiro que os outros, e podem sim ter sido uma janela que revelou esse maior universo da escrita, que todos perseguimos, somos herdeiros de um género literário que data de há séculos. E quando se refere a gerações literárias, hoje, que duro na vida há quase meio século, olho para esta questão de gerações literárias em Moçambique como mera precipitação, embora um capricho necessário à disposição da actual academia. Transcorridos 50 anos ou mais, provavelmente irá se descobrir muito mais elementos a fundir o que hoje tipificamos como geração Charrua e Oásis. Hoje habitamos o mesmo universo social, histórico e literário, no qual autores criam e recriam, influenciando-se mutuamente a nível de ideias e formas de escrita. Numa interacção, a influência não avança somente numa única direcção. O que acontece no olhar de alguma crítica, que hoje faz a opinião, é de cariz monolítico. Resumindo, acredito que das gerações, entre aspas aqui, que surgem na década 80 e 90, nascem similaridades óbvias, induzidas pelo contexto, e não por alguém. Dessa geração alargada, dependendo das particularidades, poderemos com o tempo concluir que exista uma primeira, segunda e até terceira onda da mesma geração. AM – Encarando a situação como colocas, admito que a internacionalização, grosso modo, dos autores que emergem nos anos 80 e 90 ganha maior expressão nos últimos anos, quase que em simultâneo, isso evidencia o teu raciocínio? AF – Em parte sim, pois a cada tempo perpassa uma espécie de nuvens de ideias, da qual todos chovemos a nível criativo. É claro que sendo da mesma espécie, porque de facto o somos, salvo algumas especificidades deste ou daquele, que são naturais. Quem contactar com a literatura moçambicana tenderá a olhar agora como se do mesmo cardume se tratasse. Não é por caso que a oportunidade de publicação no Brasil, por exemplo, acontece quase que em simultâneo para um Aldino Muianga, ou um Clemente Bata, como aconteceria entre um Suleimane Cassamo e Rogério Manjate. Mas também é preciso entender que esta internacionalização está ainda ferida, de ser uma espécie de extensão do nosso contexto interno de legitimação de escritores. Os mesmos actores que tendem a sentir-se deuses para dizer quem é quem na literatura moçambicana ainda são os mesmos que controlam, que sugerem às editoras internacionais quem deve ser publicado. Com o tempo essa força se esboroa e poetas da dimensão de um Amin Nordine ganharão a visibilidade que hoje é-lhes negada. SO – Que papel desempenhariam as páginas culturais, em contraposição, ou em auxílio da academia, para dar esta visibilidade aos autores que parecem esquecidos ao longo dos tempos? AF – A crítica a nível dos jornais mostra-se mais dependente da opinião da academia, não se confere luz própria. Não são poucas as vezes que li nas páginas culturais, entrevistas com académicos, com perguntas claras de aferição do nível de escrita dos autores emergentes. Reproduzem o pensamento, em títulos garrafais, tipo: o que se escreve hoje é lixo? Falta alguma capacidade crítica, como também pesa uma certa preguiça, de ler e transmitir a própria impressão. Se não é preguiça, então é insegurança, mas o sistema literário não pode depender apenas da opinião dos académicos, pois se esses se entregam ao compadrio tudo ficará a mercê das suas condimentações. Não digo aqui que não temos uma crítica séria na academia, Lucílio Manjate é um bom exemplo a esse nível. Nos jornais, José dos Remédios marca passo positivo. Mas também andamos a dar crédito a críticos que leem pessoas e não livros. Um Amin Nordine foi e é lido como pessoa e não como poeta. Contudo, um bom verso nem sempre rima com bom-menino. Pior é que nem se está à procura de bons meninos, mas de aduladores. A nossa intelectualidade gosta de ser bajulada, é uma espécie de importação da cultura do sistema político, quase uma tentativa de reprodução da hierarquia vinda da luta de libertação nacional, merecedora de uma certa glorificação, esses outros se querem Chipandes da literatura. AM – Não achas que, nalgum momento, te falta alguma modéstia, que chega a confundir-se com arrogância aos olhos Quinta-feira, 13 de Junho de 2019 | cultura | zambeze | 23 Aurélio Furdela Escritor, dramaturgo, guionista e letrista, com livro de estreia em 2003: De medo Morreu o Susto, a que se seguiram Gatsi Lucere, O Golo que Meteu o Arbitro e As Hienas Também Sorriem. Está representado nas antologias “Lusofônica La Nuova Narrativa in Língua Portoghese”, com o conto “Da mocidade à Velhice de Lacrina”, traduzido para italiano e “A Minha Maputo” (2012), com o conto “Um Homem com 33 Andares na Cabeça”, igualmente inserido na revista brasileira Macondo. Como dramaturgo escreveu e publicou várias peças originais para o programa de teatro radiofónico “Cena Aberta”, da Rádio Moçambique, nas quais destaca-se “GatsiLucere”, publicada posteriormente em livro pela AMOLP, 2005. Autor de duas radionovelas, no âmbito do programa N’wetiem Moçambique. Como letrista, salienta-se da sua lavra a autoria da canção oficial da X Edição do Festival Nacional da Cultura -2018. Distinguido com Prémio Revelação de Literatura AEMO/Instituto Camões - 2003; Prémio Revelação de Texto Dramático AMOLP/Instituto Camões - 2003; Prémio Re velação da Re vist a TVZINE, 2003, Prémio Nacional de Texto Dramático Sobre HIV-2003, promovido pelo Ministério da Cultura. Em 2017 Prémio Literário 10 de Novembro, instituído em homenagem a Cidade de Maputo. Licenciado em História, pela Universidade Eduardo Mondlane. Tido como polemista, não esconde as opiniões radicais que tem sobre o estado de coisas. E fá-lo também nesta conversa em que sugere o caminho que o país deve trilhar na área das artes e cultura. Érecorrente a ideia consolidada sobre a estupidificação da sociedade, sobretudo por via da cultura. E quem devia andar contra esta corrente parece dar ainda mais margens para um rio que afunda em si mesmo. Seriam os académicos, pensa Norberto, se estes não fossem “papagaios” do que aprenderam. Pensa na escrita da própria História de África, a partir da pena do próprio africano, fora da leitura que o ocidente impôs. Uma reescrita da História, pensa Norberto, que deve partir da aproximação à realidade, como uma forma de se deixar absorver o modus vivendi do povo. “Para conhecer o comportamento africano, é preciso conhecer o pensamento, a filosofia de vida do africano que gera este comportamento. O pensamento é que define o comportamento.” Este afastamento da realidade, uma realidade que nos é tão próxima, faz Norberto pensar que a África se vai desenvolver do que resta da ciência e da tecnologia do ocidente. Pensa que os avanços que celebramos a partir das novas tecnologias de informação e comunicação não são mérito nosso. “É apenas porque os europeus precisam encontrar alguém para vende. O que resta da tecnologia chega aqui, porque somos um bom mercado”. Então, pensa nos artistas como cicerones de uma grande revolução que passa, no caso de Moçambique, pela construção de uma estrutura de pensamento sobre a qual se podem erguer todas as outras coisas. Mas ao mesmo tempo que apresenta a solução, prevê os entraves. Um deles, indica Norberto, é a associação quase sempre frequente do artista à toxicodependência. “Como se vai fazer uma unidade de pensamento para pressionar vários sectores da sociedade, se não se está lúcido?”, questiona. Outro ponto é a ausência de um discurso que fundamente a criação das obras de arte. “A maior parte dos nossos artistas não é intelectual. Não é porque se consegue esculpir um tronco que se é intelectual. Qualquer artesão faz isso”. E o discurso entre o intelectual e o não intelectual não é possível por que há um fosso. Mas será também preciso vencer o neocolonialismo que, diz o artista, tem como estratégia promover a mediocridade para estupidificar a sociedade. “O artista sustentando é o que não sabe pintar, nem desenhar. E a partir do momento que é sustentado já não pensa”. Então, disse, as reformas que se devem fazer em Moçambique devem começar por legislativas e regulamentares. “Se fosse de lei que nos jornais existisse um espaço sobre educação estética, um espaço didáctico, não recreativo, teríamos uma sociedade que saberia valorizar a arte, uma sociedade culta. E uma sociedade culta alimenta os seus artistas. O artista come comida e a sociedade cultura”. Por isso, pensa no artista como uma espécie de sociedade civil, que pode influenciar na tomada de decisões do poder político. O Núcleo de Arte, considera, podia fazer um projecto de lei e entregar à Assembleia da República, depois pressionar até que se analise”. Até porque, pensa Norberto, que o Ministério da Cultura está aquém do que dele se espera. E fosse ele Norberto a ditar as regras, fecharia O Ministério da Cultura. “Porque o Estado gasta muito a dar de comer a um ministério que nada produz”. Fecharia, disse, também as Mold’Artes, os centros culturais. “Passaria a ser o Estado a definir o perfil de galeria de arte”. E o Estado, indicou, teria de regulamentar começar para que se aplicasse a política do mecenato e patrocínio”. José Norberto: Ministério da Cultura nada produz de alguns? AF – Tudo depende do que acreditamos ser modéstia ou arrogância. Eu entendo por modéstia o reconhecimento individual de que há matérias que não tenho domínio, devo aprender, dos livros ou de quem sabe. Por isso, ao longo do processo de escrita, por exemplo, do livro que lançarei na sexta-feira, várias são as pessoas que contactei para me passarem informação ou alguma bibliografia, para ler e avançar com o meu projecto. Uma dessas pessoas é o António Sopa, a quem agradeço a orientação para a leitura de alguns autores. Também recorri a Américo Pacule, para testá-lo como leitor, e dele colhi opiniões. Aliás, Sangare, quantas vezes bati a tua porta às 6 da manhã para leres uma parte de capítulo da obra? Depois e pedia para leres em voz alta, enquanto eu caminhava no teu quarto, de uma ponta a outra, para ouvir o ritmo da cada palavra? Isso entendo como modéstia. Agora, aquilo de curvar-se ou dizer sim senhor sempre que um senhor dos anéis fala, isso é bajulação. Quanto à arrogância, prefiro responder que muitos confundem autoconfiança com arrogância. AM – Sente que o teu crescimento como escritor foi favorecido do facto de estar ligado à AEMO? AF – Essa é uma ideia que muitos gostariam de fazer passar. Entretanto, estar ligado à AEMO até certo ponto veio a pesar contra. Tudo o que escrevo a nível de opinião pessoal, desprovido de argumentos, não faltam os que associam as minhas ideias a quem julgam que manda nos outros. Sou um sujeito de pensamento livre, para quem me conhece, desde a fase da escola secundária, onde começo a despertar como indivíduo, até à universidade sempre fui assim. Reconheço que hoje seja difícil para quem cresceu a ser pau mandado admitir que haja gente com opinião própria, também porque andamos a tentar construir uma espécie de intelectualidade de plena concórdia, isso é política. Quem está na literatura deve estar preparado para ideias contrárias, como também discuti-las, ou ficar calado, sem diabolizar a quem pode. SO – Falando em ideias, não acha que estando a escrever um romance histórico correu risco de estar a cavar a sua própria sepultura, depois de fazer a crítica que fez ao livro Mulheres de Cinza, um outro romance histórico? AF – A literatura não é bem um campo de troca de galhardetes, sendo um campo de pensamento, este deve ser exteriorizado e recebido como tal por parte de quem quer que seja. Escritores como Suleimane Cassamo, Mia Couto, Ungulani Ba Ka Khosa ou Aldino Muianga, fizeram parte das minhas leituras, e talvez da minha formação como autor. Nunca Deuses imaculáveis. Reconheço esses escritores pela dimensão que têm. Mas isso não deve me tornar pequeno a ponto de não ter uma opinião sobre eles. Quanto à questão de cavar essa coisa, não ficarei trancado em casa com medo da chuva. Estou preparado para a crítica. AM – Já Agora, o que irá fazer com os cinco mil euros do prémio? AF – Oh Amosse, isso equivale a perguntar a um nubente o que fará com a esposa depois do casamento, isso é óbvio, pá. (Risos) Renovação de assinaturas para 2019 Comercial Renovação de assinaturas para 2019 z Av. 25 de Setembro, Nr. 1676 amb Onde a naçã l Cell: 82 30 73 450 o se reenc l esmelifania2002@gmail.com e ontra zl Maputo E Contra Corrente Fabião Carapau Comercial Fabricantes covardes de mentiras e falsas notícias Há muito tempo que recebemos regularmente nos nossos telefones e terminais eletrónicos, através das redes sociais, Whatsapp e mensagens de natureza ofensiva contra figuras políticas e de outro tipo de actividades, emitidas por indivíduos cobardes que se escondem no anonimato ou com nomes falsos nessas redes para insultar, denegrir e ofender, através de comentários e notícias falsas, pessoas públicas ou socialmente conhecidas. Ultima - m e n t e , p o r é m , com as próximas eleições presidenciais e legislativas em poucos meses, as redes sociais estão mais activas neste tipo de ataques mentirosos e ofensivos, assim como em notícias falsas que aumentaram significativamente. Por vezes, estes ataques visam interesses políticos, ou seja, prejudicar um determinado político, procurando criar uma imagem negativa do mesmo, a fim de diminuir a sua influência ou degradar a sua imagem pública com vista às próximas eleições ou com a intenção de prejudicar a sua carreira política, quer a nível do partido, quer a nível das instituições públicas. Lamentavelmente, os cidadãos não param por um momento para pensar se a notícia é verdadeira ou não, reenviam-nas para outro amigo e assim a cadeia é transmitida de uns para os outros sem importar ou verificar a veracidade dessa informação, ou seja, se é verdadeira ou falsa. Os fabricantes covardes dessas mentiras ou falsas notícias, às vezes criam-nas para ter os seus cinco minutos de glória nas redes, outras vezes têm instruções para criá-las e transmiti-las por pessoas encobertas que têm os seus interesses pessoais ou de grupo, outras vezes são ressentidos sociais que justificam a sua deceção na vida e a sua raiva, através das redes com mensagens pouco edificantes. A grande injustiça é que essas ofensas ou falsas notícias que afectam uma pessoa, qualquer pessoa, ficam impunes, primeiro, porque não temos os meios, de momento, para poder detectar através das redes quem é o autor ou o transmissor e segundo, não há nenhuma instituição policial ou judiciária que possa agir em defesa do ofendido. Precisamos de novas leis. Se esta situação não pode ser controlada no futuro, podemos ter um caos de informação envenenada que pode afectar a convivência entre todos nós e a democracia nos seus princípios, pois muitas pessoas ficariam indefesas à mercê dos indesejáveis que utilizam estas redes de uma forma que poderíamos considerar delitiva e até criminosa. Os cidadãos não saberão o que é verdade e o que é mentira, criando uma situação de desinformação e de dúvidas que os deixará sem opinião ou com uma opinião manipulada e errada, pelo que, por vezes, não saberão que decisão tomar para defender os seus próprios interesses ou ideologias políticas. Hoje em dia sabemos que é muito difícil controlar esta situação, mas a qualquer momento deve haver um controlo que responsabilize os amorais que se permitem utilizar as redes sociais para ofender, insultar e prejudicar pessoas inocentes. Isto não é censura ou controlo da liberdade de expressão, é defender os cidadãos de uma nova ação criminosa, defender a sua honra o mesmo que pode ser feito se um meio de comunicação social atravessar a linha vermelha. Precisamos defender- -nos dos activistas covardes que, sem dúvida, podem ser categorizados como "delinquentes sociais" e que creem ser alguém, sem ser ninguém. Moçambique é um dos países africanos com maior liberdade de imprensa e de expressão do continente, e pode competir com qualquer outro país ocidental, mas a liberdade de expressão não pode ser confundida com libertinagem, onde vale tudo. Viver em sociedade implica cumprir uma série de normas entre todos nós e estes indivíduos que julgam estar na posse da "sua" verdade, são um cancro para a sociedade e para a convivência. Podemos dizer que hoje em dia o contrapeso a estas redes sociais decepcionantes e inimigas da verdade são os meios de comunicação social, que têm uma grande responsabilidade em tudo o que publicam ou transmitem, ainda que por vezes exagerem nas notícias. Ao contrário das redes sociais, os nomes dos seus jornalistas, do director ou do editor são conhecidos, e não há dúvida de que se pode reclamar uma história que não corresponde inteiramente à realidade ou que foi mal interpretada. A minha liberdade acaba onde começa a tua, isto é a democracia, o respeito pelos outros. ZAMBEZE ANUNCIE NO Departamento Comercial Contactos: (+258) 82 307 3450 (+258) 824576070 | (+258) 84 269 8181 E-mail: esmelifania2002@gmail.com esmelifania2002@yahoo.com.br Comercial

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