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As parvoíces do Ministério Público
Na semana passada, precisamente no dia 9 de Fevereiro, fiz um post em que acusava o Ministério Público de ter exarado uma acusação contra mim, acusação essa que considero de ABSURDA, como podem ver os anexos. Desde esse dia até hoje, recebi quase três mil mensagens de amigos e fãs, e mais de mil telefonemas feitos por amigos e pessoas conhecidas que estão espalhados pelos quatro cantos do mundo.
As mensagens e os telefonemas convergiam na questão de que efectivamente fui injustiçado no processo Carlos Cardoso e outros há ainda que me chamaram de grande homem. Não faltaram insultos à Procuradora Ana Maria Gemo, insultos esses que aqui não são chamados. Outros ainda até rogaram-na pragas.
Isto tudo porque no dia seis de Abril de 2001, a Procuradora Ana Maria Gemo exarou uma acusação provisória em que dizia o seguinte:
Parágrafo 11: “O arguido Aníbal, Manuel e o seu comparsa Carlitos, faziam-se transportar numa viatura de marca Citi-Golf, cor vermelha e com matrícula MLV 16-70, e Momade Satar numa viatura de cor branca cujos demais dados não foram identificados.”
Parágrafo 12: “Ai, Momade Satar abandonou a sua viatura e dirigiu-se ao Citi-Golf onde pela janela do lado esquerdo da frente, introduziu uma mochila contendo uma arma AKM.”
No parágrafo 15: “Próximo a um quiosque, na Avenida Mártires da Machava, a viatura conduzida por Momade Satar ultrapassou a do jornalista e bloqueou a passagem.”
Parágrafo 16: “Logo depois, o arguido Aníbal encostou a viatura Citi-Golf junto da viatura do jornalista (…) e começou a haver disparos.”
No parágrafo 35: “A arma utilizada pertencia a Aníbal.”
Escrevo este post para reiterar que as acusações feitas a mim por Ana Maria Gemo provam definitivamente uma única coisa: ela tinha ganância pelo poder, de subir na vida. E conseguiu mesmo subir com estas acusações caluniosas e esfarrapadas que me fez. São acusações, convenhamos, que mesmo uma criança de três anos não era capaz de as acreditar.
Como é que uma pessoa que goza da sua sanidade mental pode acreditar que eu, Nini Satar, levei uma arma ao local do crime para a entregar aos executores de Carlos Cardoso?
Como é que uma pessoa imparcial, confiável, idónea, pode acreditar que eu, Nini Satar, usando a minha viatura persegui e bloqueei a viatura que transportava Carlos Cardoso?
Isto nem almanaque do Tio Patinhas é. É de uma estupidez asquerosa que demonstra, claramente, que em Moçambique os procuradores são capazes de vender até a sua própria alma ao diabo só para terem benesses. Gostava que um dia alguém pudesse perguntar à Procuradora Ana Maria Gemo se no dia que fez aquela acusação provisória estava lúcida ou não. Eu sou suspeito ao opinar, mas, mesmo assim, acho que ela havia apanhado uma daquelas bebedeiras memoráveis porque havia sido prometido um cargo se tudo desse certo.
Enfim, a promessa que a fizeram, efectivamente cumpriram. Depois de me acusar foi promovida a chefe do Gabinete Central de Combate à Corrupção, instituição essa, que nunca combateu nada. Está na inércia total como a sua própria chefe.
Aliás, o mesmo beneficiou Augusto Raul Paulino (o juiz). Depois de me condenar foi dado como prémio o cargo de juiz- presidente do Tribunal Judicial da Província de Maputo- Matola- (onde roubou dinheiro para comprar uma flat para a sua amante), depois foi para juiz-presidente do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo (onde sentou por cima do processo autónomo de Nyimpine Chissano para que não fosse a julgamento). E depois saiu-lhe a sorte grande: foi nomeado Procurador-Geral da República (donde saiu doente).
Augusto Paulino era um juiz da secção laboral. Tratava de casos de pessoas despedidas sem justa causa. Como viram que era ganancioso, foi chamado para o crime justamente para julgar o processo Carlos Cardoso e outros em que condenou pessoas injustamente (brevemente irei me debruçar sobre isto).
Os novos procuradores, como é o caso de Zucula, Vilanculos e A. S. Marrengula estão convencidos de que seguindo o caminho trilhado por Ana Maria Gemo e Augusto Paulino também serão promovidos. E fazem de tudo para que inocentes virem culpados só para subirem na vida (brevemente isto irei provar). Só que estes são outros tempos. Nini Satar, a quem sempre perseguiram, está em liberdade. É por isso que na impossibilidade de me tocarem, perseguem os meu familiares. Pura ganância, para não dizer malcriadez.
Eu creio em Deus, por isso que sou uma pessoa corajosa e, acima de tudo, difícil de derrubar. Eu, Nini Satar, não sou qualquer pessoa digo desde já. Se resisti até agora é porque sou forte e disso agradeço a Deus. Para os que tentaram me derrubar sem justa causa, a justiça divina um dia será feita. Nenhum malcriado sai do palco da vida impunemente. Pode prejudicar a tudo e todos por ter costas quentes, mas da justiça divina jamais escapará.
Nini Satar






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