domingo, 6 de dezembro de 2015

Divididos até ao tutano!




A classe de jornalistas, aquela que era a mais coesa e unida da nossa sociedade, dá sinais perigosos de ser a mais dividida, tal o são as equipas dum campeonato desportivo, em que o campeão tem que ser um e apenas um.
Hoje não parece aquele grupo profissional que entendeu primeiro as mudanças e algumas foram por si influenciadas, senão mesmo forçadas. Desde o facto de a Lei de imprensa ter sido uma das primeiras do período multipartidário, a Lei 18/91, à forma como rapidamente a classe se posicionou patrioticamente para abraçar a nova forma de ser e estar na democracia.
As primeiras conferências da ONJ/SNJ foram o palco democrático jamais experimentado no país e, se quisermos, contagiaram às demais associações sindicais e cívicas nacionais, para não dizer até partidárias. Pode ser que esteja a exagerar.
Ao virar da página, a divisão começou e desenvolveu-se muito rapidamente. Os jornalistas passaram a ser uns independentes outros dependentes. Discutimos, durante algum tempo, a independência e há pouco descobrimos que não há independentes, pelo menos no que ao nosso país diz respeito.
Quem sabe analisar disse que uns dependem dos políticos (no governo ou na oposição) outros do poder económico, outros ainda, do poder que vem do crime organizado. Só não disse que há aqueles que dependem de agências de espionagem de Estados existentes.
Há uns anos atras apareceu uma pujante, mas compreensível divisão, a dos jornalistas desportivos. Era a especificidade que mandava na divisão. Veio há pouco tempo uma associação de jornalistas da área jurídica, reclamando quase os mesmos ou mais direitos que o Sindicato Nacional dos Jornalistas.
Há três semanas nasceu a associação de jornalistas de assuntos económicos, na verdade, daqueles que escrevem preferencialmente temas ligados à economia, essa que está a ser cada vez mais um bicho-de-sete cabeças.
Minto. Um pouco antes, houve qualquer coisa como jornalistas parlamentares (com o objectivo de dizer que cobrem assuntos da Assembleia da República) e teve algum apadrinhamento visível.
Chegamos à confusão entre a necessidade de especialização em algumas matérias noticiosas e a criação de grupinhos de jornalistas ligados aos diferentes temas noticiosos que a sociedade cria permanentemente.
Por ai, já que não basta ser jornalista, tem que se ser jornalista desportivo, económico (porque se tem um curso de economia ou é-se amigo de quem esteja na actividade económica), jurídico (porque se cursou Direito…), quedas profissionais naturais, agora têm que ser institucionalizadas.
Sei que já existiu uma associação de jornalistas culturais, ainda nos restam os jornalistas generalistas, de saúde, ambientalistas, policiais, cronistas e quejandos. Poderemos nos rir se se criar a associação de jornalistas que lidam com assuntos internacionais. Como se chamará?
Enquanto isso, a (des) necessidade de divisão está cada vez mais forte. Um dia poder-se-á ter uma associação de não-jornalistas, porque os há. Aqueles que desde que concluíram os seus cursos nas diferentes escolas de jornalismo não fizeram nada mais, senão serem assessores de algum ministro, governador, director nacional…
Agora extravasamos para as arraias do não-profissional; não se cita uma notícia publicada por um órgão de informação do sector público, só por ser público. Prefere-se colocar com base no original artimanhas que enganem que se trata dum trabalho conseguido e não, sinceramente, copiado.
Por mais que haja uma realização de grande alcance, como foi o Mozefo-2015, não é notícia a destacar no sector público, porque é um feito dos outros e assim, também a gala do beneficente da TVM e o Ngoma/Moçambique, que são, outrossim, de grande alcance, não vem reflectidas no sector não-independente, aquele dependente de “ outros” poderes.    
Custa perceber. Por este andar é difícil dizer que jornalistas serão aqueles que pelo país (nas províncias) escrevem tudo: sobre justiça, desporto, cultura, economia, crime, entrevistam embaixadores e também ficam não-jornalistas, porque assessoram directores provinciais e outros dirigentes. Estamo-nos a dividir até à medula do osso! Quem nos (re)une, ante um Sindicato moribundo?
Pedro Nacuo
nacuo49nacuo@gmail.com

A sustentabilidade das democracias hoje em dia, parece mais depender de factores externos, do que da própria realidade sócio política e económica nacional.
O cidadão exerce o seu poder de voto, mas na realidade o poder das grandes coorporações, bancos,e outras organizações financeiras, reunidas na Bilderberge Group,funcionam como grupos de pressão política, e económica tremenda junto aos governos, colocando entraves, ou impondo exigências ao seu funcionalismo normal.Essa influência torna-se ainda mais mais notória,num momento em que os mercados têm um pendor mais aglutinante de referência económica, e os países se debatem com a questão da dívida soberana,o dólar americano cada vez mais forte,défice orçamental, e problemas de divisas.O grupo Bilderberg é um grupo conservador económico de elite ocidental,de que fazem parte as maiores corporações mundiais,ex-governantes,CEOs e advogados, ligados às maiores instituições financeiras internacionais, que controlam  e com influência em  quase 90% da população,actuando acima de qualquer democracia.As políticas macro-económica de governos são assim monitoradas e condicionadas, e não havendo outra via alternativa que sustente políticas de desenvolvimento, os estados vivem sitiados entre a espada e a parede.Esta é a verdadeira conspiração antidemocráctica  global, na qual os países devido à riqueza do subsolo são escolhidos a dedo, e as sua antenas no terreno, encarregam-se de fazer o resto.Outros em países da OCDE sem capacidade financeira, os  governos limitam-se a  depauperar o património público, agindo como meros contabilistas, na vã tentativa de amortizar uma dívida, que dada a natureza, não pára de crescer.Os estados estão cada vez mais vulneráveis, ao tipo de orgnizações sinistras, que actuam à revelia de qualquer ordem, princípio ou ética.Assumem-se agentes da globalização, sacrificando a soberania económica, e a perda da identidade política e cultural de povos, num mundo que graças às redes sociais, e ao comércio interpaíses é mais pequeno, mas eles o desejam, um espaço mais exíguo do tamanho da sua ganância, para melhor controle, e monitorização.Se há pouco tivemos conhecimento de que alguns consultores no historial do FMI e Banco Mundial, actuaram de forma deliberada, para agravar a divída de países em desenvolvimento  em que trabalharam até à sua insolvência técnica, a Bilderbergue desestabiliza em proveito de seus membros.E como libertar o mundo do espartilho criado por este tipo de organização?
Lembro aqui aquando da reunião da IV Sessão Ordinária do Comité Central do partido Frelimo.Enquanto a reunião decorria, já Alex Vines director do departamento africano no instituto de estudos internacionais da Chatham House, mandava recados, falando de potencial luta pelo poder, que poderia dificultar a política do governo, e o diálogo com a oposição.Alex Vines estava a tentar influenciar o outcome da reunião.A Chatam House cuja missão princpal é o fortalecimento das democracias em paises em desenvolvimento, estava a interferir no desfecho final, tendo em conta interesses  empresariais imediatos dos seus membros.Queria um interlocutor aparentemente mais maleável.Mas o partido Frelimo é um partido impermeável a influências externas, e apenas a solidez e a coesão interna da sua direcção, permite a unidade política necessaria para a formalização de politicas consensuais de acordo com os anseios nacionais.
A democracia não é uma miragem, é um facto consumado em Moçambique.Existe uma unanimidade opinativa dos analistas políticos, no tocante à crise politica no pais, de que amesma é alimentada de factores externos.Todos consideram o desarmamento total das forças residuais  da Renamo, o  principal obstáculo para um diálogo eficaz. É que não existe diálogo sem que um reconhecimento prévio  da ordem constitucional existente, sendo a premissa uma posição irreversível, em defesa do interesse nacional.Quanto aqueles que gostariam de ver o país afundado e económicamente falido ou mergulhado na lama, posso afirmar que Moçambique vai muito bem.As bolsas de resistência encontradas, serão sempre neutralizadas,...A ordem é desarmar os homens residuais da Renamo até à última arma.
Tanto Moçambique como Angola,segundo me parece vêm sendo vítimas do mesmo agressor.Se Angola era considerada a pérola do Atlântico , Moçambique é hoje a pérola do Indico.Ambos os países são produtores de matérias primas, no qual se inclui petróleo e gaz natural, como fonte principal de receitas.Como é sabido o preço de petróleo e gaz caíram, afectando a economia e as politicas macroeconómicas de ambos, assim como a balança de pagamentos.Em Moçambique a corrente depreciação do metical face ao dólar, traz consigo a questão do aumento de preços do consumidor, e o Banco de Moçambique vem tomando medidas para controlar o elevado custo de vida.A situação financeira exige a contenção da despesa pública, devido ao abrandamento do investimento estrangeiro, o dólar americano forte ,redução do apoios dos doadores, e falta de divisas;efectivamente Moçambique não pode gastar mais do que produz, sendo importante a imposição de restrições de gastos  desnecessários, até que a situação económica de registos de melhoria, ficando assim salvaguardado o agravamento do défice. 
Hoje em dia o político e o económico vivem interligados, exigindo uma  maior coesão política de economias regionais,agregadas em alianças.Mesmo assim o importante é que a abordagem seja um sério reflector dos anseios populares, para que os consensos funcionem conforme o alemejado.Na região da SADAC, Angola, Botswana, Lesotho, Malawi, Moçambique, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe nascem de uma amizade, alicerçada em 1980, com o objectivo de incentivar as relações comerciais, entre os seus países membros (actualmente com 13 países do sul de África).Em 17 de Agosto de 1992, os Chefes de Estado e Governo, assinaram um tratado que transformava a “SADCC”, de Conferência de Coordenação, em SADC.
Lembro da amizade entre os saudosos, presidente Samora Machel, Julyus Nierere da Tanzania, e Eduardo dos Santos de Angola. A SADC já deveria ter grande expressão no mercado internacional, e apesar do bloco não ter sequer o status de mercado comum, ele é de grande importância para a necessária cooperação, entre os países do continente.
A recente reunião dos antigos movimentos de libertação da Africa Austral realizada em Maputo, para avaliar e procurar formas de reforçar  as suas relações de amizade, solidariedade, e cooperação, em prol do contínuo desenvolvimento dos povos e países , foi um passo importante  a dar continuidade.A total autonomia económica passa pelo reforço estratégico de cooperação regional, e de povos e paises com a mesma experiência de vivências,fazendo de denominador comum, o mesmo problema até à superação do seu grau de dificuldade.O grande desafio do presdiente Flipe Nyusys é a estabilidade e o desenvolvimento. A consolidação da unidade nacional é ponto assente, que nos levou à independência, e os desafios de hoje serão também vencidos, desde que se faça a leitura correcta dos mesmos, sem concessões de espécie alguma, aos adversários da soberania de Moçambique.
 PS.A bancada parlamentar da Renamo ao decidir apresentar no parlamento o projecto de Revisão Pontual da Constituição com “a matéria autarquias proviciais , e conforme diz, como forma de contribuir para a descentralização dos poderes do Estado,comete erros de cálculo. A Renamo deveria  deveria saber que eleições gerais e reforma administrativa, são assuntos diferentes, e obedecem a regimentos diferentes.Não vamos rever a constituição da República para colmatar a ansiedade da Renamo, de chegar ao poder à força das armas.Moçambique é um estado uno e indivisível.
 Unidade Nacional, Paz e Progresso
PS. Como autor do texto reservo-me no direito legal, de não permitir que o texto seja reproduzido parcialmente ou na integra na rede social, na ferramenta de busca google poroutra fonte , ou blog que não seja o Jornal Domingo.
A violação do acima referido reserva-me o direito perante a Lei, assim como  ao jornal domingo,  a instauração de  uma acção judicial com direito a reparos agravados contra o prevaricador.
 Inacio Natividade

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