quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Sobre "oficiais" que "desertam" o "tio" Afonso



Eu sonhei que, no seu plano para tomar o poder à força, o tio Afonso Dhlakama recrutou (sob aliciamento), treinou (militarmente) jovens com idades entre os 18 e os 30 anos de idade, os quais foram depois infiltrados em quase todas as cidades e vilas deste país (Moçambique), ondem vivem em dependências nos centros urbanos e bairros suburbanos, à espera de receberem ordens para ir buscar armas num determinado lugar e iniciar uma insurreição armada urbana para a conquista do poder. Nesse meu sonho, a operação de treinamento e infiltração de insurrectos nas vilas e cidades moçambicanas ocorreu sob comando superior do "tio" Afonso, durante o tempo que ele se encontrava entrincheirado em Gorongosa, isto é, entre 2012 e 2014. Esse plano terá sido posto em "standby" aquando da assinatura do Acordo de Cessação das Hostilidades Militares (ACHM) entre o Governo de Moçambique (então dirigido por Armando Guebuza) e a Renamo, evento este ocorrido no dia 5 de Setembro de 2014.

Todos sabemos que o ACHM viabilizou as eleições de 15 de Outubro de 2014, para as quais o "tio" Afonso foi com muito optimismo e perdeu, entretanto. Não conformado com mais uma derrota eleitoral, o "tio" Afonso começou a fazer barrulho e a anunciar, muito confiante, impávido e ameaçador, que iria tomar o poder político, mesmo que para isso tivesse que usar a força. Chegou até a dizer que a guerra ia começar no Maputo, onde está instalado o regime da Frelimo. Ai eu lembrei-me do meu sonho…
Nos últimos tempos—durante os meses de Agosto e Setembro deste ano (2015)—o tio Afonso andou muito nervoso. Os seus "comandos" e "oficiais", muito jovens, já sem movimentavam abertamente, impávidos, e até chegavam a emboscar unidades das Forças de Defesa e Segurança (FDS), quando estas se deslocavam em missões de manutenção da ordem e segurança públicas…
Agora acabo de lembrar-me que ontem sonhei o "tio" Afonso, a partir da parte incerta onde está, pretende retomar o plano de insurreição urbana, enquanto finge que aceita conversar com o Chefe do Estado. Aqueles homens que sonhei enquanto estavam a ser treinados e infiltrados nas vilas e cidades do país (Moçambique) pelo tio Afonso, no meu recente sonho continuam à espera de ordens superiores a serem emanadas dele (o "tio" Afonso)...
Sói dizer-se que sonhos durante o sono são reflexos do que vemos, ouvimos, pensamos ou sentimos quando estamos em actividade e que não são, por isso, para levar a sério. Não obstante, quando eu oiço dizer que três jovens "oficiais desertaram" as fileiras dos "comandos" do "tio" Afonso e se "entregaram voluntariamente" às autoridades para integração nas fileiras das Forças de Defesa e Segurança (FDS), fico nervoso. O meu nervosismo decorre do facto de eu estar a pensar que o "tio" Afonso pode estar a armar uma cilada com aquele discurso dele de que está aberto para dialogar com o Presidente da República, Filipe Nyusi, este que ele (o "tio" Afonso) tratou indecorosamente nos últimos tempos. Não acredito facilmente no "tio" Afonso, pois me lembro de muitas ocasiões que ele já mentiu para todos nós (moçambicanos), de modo ganhar tempo para se preparar melhor para fazer mais confusão. Por exemplo, em 2014 ele disse que se perdesse as eleições seria o primeiro a felicitar o vencedor, mas o que nos deu ver e saber foi muito diferente disso. Outro exemplo é que este ano (2015) ouvimos o "tio" Afonso a dizer que não quer a guerra, mas depois deu ordens aos seus "comandos" para atacarem unidades das FDS na província de Tete. Estes exemplos ilustram o quão o "tio" Afonso vive enganando-nos. Sendo assim, é preciso que as autoridades competentes examinem DETALHADAMENTE esses jovens "oficiais" que "desertam" as fileiras dos ditos "comandos" do "tio" Afonso, para evitar surpresas desagradáveis. A serem verdadeiros os meus sonhos, esses "desertores" podem ser "mensageiros" ou "reforços" para os que já foram infiltrados nas cidades e vilas e estão esperando ordens do "tio" Afonso para se transformarem em insurrectos armados.
Enfim, as autoridades têm que ser mais discernidas na avaliação desses "oficiais desertores" das fileiras dos "comandos" do tio Afonso. E nós cidadãos amantes da paz temos que agudizar a vigilância! Assim, tu, minha(meu) concidadã(o) que deste de aluguer a tua dependência, o teu quarto (ou qualquer outro espaço) para acomodar uma, duas ou mais pessoas (desconhecidas ou conhecidas tuas, mas assim, assim, …) que partilham esse espaço—sobretudo entre 2012 e hoje—, farias MUITO BEM se reaveriguasses a identidade desses teus inquilinos, sob pena de um dia vires a ser implicado(a) de envolvimento com insurrectos.
Para cuidar da paz, principalmente quando esta é podre, todo o cuidado é pouco!

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