BLOGANALISE:
Sexta, 23 Outubro 2015
“ Não basta dirigir-se ao rio com a intenção de pescar; é preciso levar também a rede” proverbio chinês.
VOCÊ já sentiu a sensação de chegar em casa as três horas de madrugada, abrir as portas devagarinho, pisar o chão de mansinho, entrar no quarto e encontrar a sua esposa acordada a ver um filme e te dizer “Oi amor, vais jantar agora ou tomas um banho primeiro?”; Ou então encontrar a sua mulher acordada e ela logo desatar com estrondosos vilipêndios sem piedade do tipo “Kalitche, esta é hora de chegar a essa?”; “ Porque desligou telefone? Achas isso um bom comportamento de um pai de família”; Swikohinihini (etc.)?
No primeiro caso, a forma como o homem abriu a porta, isto é, sem barulho deixa-nos subentender que esperava, necessariamente, encontrar a sua mulher disposta a lhe vilipendiar. Porém, para o seu desengano, nesse dia encontrou-a doce, amável, carinhosa e atenciosa e isso, infelizmente, não foi de encontro com a espectativa do homem.
O insucesso pode também derivar da nossa visão na relação das causas e consequências, das nossas atitudes para com a vida.
Assim sendo, era de esperar que um homem normal se vangloriasse e se envaidecesse, demonstrando uma expressão facial de “macho todo-poderoso”; dono do seu lar com uma mulher perfeita que qualquer um gostaria de ter. Mas pelo contrário, o homem, questionou-se porque a mulher não se aborreceu como se zangar fosse a melhor atitude que ela deveria ter tomado.
Nos negócios também é assim. As vezes as pessoas cometem o erro de desenhar um negócio tendo em conta os seus gostos, preferências e prioridades contudo, se esquecem que o objecto do seu negócio é vender para outros.
Se pretende vender sapatos, não é o modelo de sapato que mais gosta que deve estar na prateleira, mas sim o da preferência dos seus clientes. A questão de partida é como descobrir os gostos e preferências dos seus clientes, principalmente quando a ideia é expandir para novos mercados ou lançar novos produtos?
Estas matérias são tratadas em sede de estudo de mercado; um daqueles documentos com que muitos empresários pouco preocupam-se em obter e só descobrem que cometeram um erro quando o prejuízo real do investimento realizado estiver iminente e sem possibilidade de recuar.
Já agora, sobre sapatos, um sujeito foi visitar um distrito e viu muita gente calçada de chinelos e outras descalças incluindo em cerimónias formais. Na sua opinião, eles deveriam ter calçado sapatos.
Como nas lojas não havia sapatos à venda, a conclusão a que ele chegou foi de ter descoberto um mercado fértil para vendê-los. Assim, regressou à sua terra de origem empacotou um contentor de sapatos e foi abrir uma loja de venda destes produtos. Para o seu infortúnio, passou o primeiro mês e ninguém comprou nenhum par. No segundo mês, começou a conversar com as pessoas sobre o fenómeno que, para ele, era muito estranho. Percebeu que afinal ele estava errado, pois aquelas pessoas usavam chinelos por razões culturais e religiosas e não por falta de sapatos.
Muita gente quando desenvolve ideias de negócios tende a fazer tudo em segredo como se seguisse o adágio popular, “o segredo é a alma do negócio”. Na verdade, outros adágios sugerem que “não é o segredo que é a alma do negócio; é a alma que é o segredo do negócio”. Conhecer profundamente a estrutura do seu negócio (a alma do negócio) é o segredo do sucesso.
Estude e entenda a estrutura do seu negócio antes de investir nele. Responda a simples perguntas como: O que vender? A quem vender? A que preço? Onde vender? Quantos outros vendem a mesma coisa? Como marcar a diferença? Qual é a estrutura do meu preço?
Depois seguem as perguntas de sensibilidade que começam por “O que aconteceria ao meu negócio SE isto acontecesse ao produto; a reacção do cliente; o mercado; o ambiente; a política; enfim…, e o que devo assumir como precaução para mitigar os potenciais riscos”.
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