terça-feira, 22 de novembro de 2016

O primeiro transplantado de cara do mundo deu-se a conhecer… para defender o seu cão


Oscar, o primeiro caso de transplante facial completo, veio a público falar pela primeira vez, mas em defesa do seu cão Thor. Porque a raça foi considerada perigosa para ser utilizada em caçadas.
Oscar, de 37 anos, submeteu-se a um transplante facial em 2010
AFP/Getty Images
Oscar, de 37 anos, é o primeiro transplantado facial total do mundo e veio a público dar-se a conhecer. Mas não foi por si, nem pelos clínicos que o operaram. O motivo? A defesa do seu cão Thor, um dogo argentino.
Depois se ter submetido ao primeiro transplante de cara do mundo, em 2010, Oscar está agora a lutar contra uma lei imposta, este verão, pelo País Basco e por Aragão, que proíbe o uso de cães potencialmente perigosos para atividades de caça. Thor é de uma dessas raças.
O El Mundo conta que Oscar se encontra “exilado” nos Pirinéus desde a sua operação, na companhia dos seus vinte cães, e só agora deu, literalmente, a cara para contestar o Plano Geral de Caça de Aragão para 2016-2017. Oscar, em declarações ao jornal espanhol, refere que esta medida é “absurda” e já teve de se desfazer de quatro dos seus cães por causa dela.
As pessoas acham que nós usamos este tipo de cães para lutar ou para assustar as pessoas. Eles, quando são bem treinados, são carinhosos e bons como o Thor”, revela ainda Oscar.
De acordo com o El Mundo, Thor faz parte da família de Oscar desde o transplante a que se submeteu, em 2010, e já chegou a salvar-lhe a vida de um ataque de um javali. “É o Thor que me protege a mim e aos outros cães”, salienta.
O acidente que fez com que este homem perdesse a cara e se submetesse a um transplante total facial foi provocado pelo impacto de uma bala que lhe deformou metade do rosto. Desde a altura em que tal aconteceu, Oscar declarou ao El Mundo que nunca mais voltou a caçar com armas, apenas usas facas e flechas.
Na lista dos cães considerados perigosos para a caça estão o pitbull, staffordshire bull terrier, american staffodshire, rottweiler, cão de fila brasileiro, tosa inu, akita inu e o dogo argentino. No entanto, só as duas últimas raças é que foram excluídas, visto que são as únicas que são utilizadas para caça.
Esta lei surgiu com o intuito de evitar possíveis perigos para a população e resulta de queixas de ciclistas, caminhantes e montanhistas, que disseram sentir-se ameaçados com a presença destas raças.
No entanto, o El Mundo avança com a informação de que a Associação Espanhola de Cães de Caça e a Associação Aragonesa Defensora dos Cães de Caça conseguiram suspender, por agora, a decisão da aplicação desta lei do Tribunal Superior de Aragão.

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