sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Mercado da Massaniqueira: Fogo ateado ou curto-circuito?


Na Zambézia: Mais um mercado ardeu

mercado-de-massaniqueira-em-mocuba-1Quelimane (Txopela) – Depois de uma boa parte do mercada da FAE, em Quelimane ter se transformado em cinzas e colocando um grande prejuízo aos proprietários das bancas, população e aos cofres do Conselho Municipal no princípio do presente ano, em Setembro ultimo ardeu também o principal mercado do Distrito Municipal de Milange que também transtornou a população local e Mocuba veio somar agora mais prejuízos para a economia da província central da Zambézia
Desta vez é o de Massaniqueira, na Zona Económica Especial, portanto, no distrito de Mocuba. Trata-se de um mercado que segundo informações de fontes locais, era o que respondia uma boa parte das preocupações da população residente naquela circunscrição geográfica sob ponto de vista de trocas comerciais e há ainda quem diga que era o ponto onde se podia encontrar produtos diversos a preços acessíveis, tal como o disse uma cidadã que se identificou por Dina Ribeiro em conversa com a nossa Reportagem do Txopela.
O caso ocorreu na noite do último sábado (12) em circunstâncias pouco claras, pois desconhece-se o que realmente teria provocado aquele incêndio de grande proporção que transformou em cinzas pouco mais de 350 lojas de construção precária.
Em entrevista ao Semanário Txopela, o Comandante Distrital de Mocuba, Filipe Gulele, disse que avançam-se duas hipóteses sobre a ocorrência do referido incêndio, sendo a primeira a possibilidade de um curto-circuito, atendendo e considerando que algumas barracas dentro do mercado teriam sido ligadas a corrente eléctrica e a segunda possibilidade esta ligada a possível má intenção de indivíduos não identificados que tenham ateado o fogo sobre uma das barracas e o lume se propagou pelas restantes.
Comandante Gulele, realçou que se compreenda que tratam-se de “hipóteses” que neste momento são levantadas mas são informações conducentes à possíveis conclusões. “Nós não temos neste momento uma resposta exacta ou cabal sobre o que realmente esteve na origem do incêndio, a única coisa que estamos a levantar são hipótese que nos levem a uma conclusão”, – disse.
Segundo a fonte, neste momento a corporação esta a averiguar a situação e principalmente porque aventa-se a possibilidade de que seja fogo posto, que constitui um crime diante da lei moçambicana.
Além das mais de 350 tendas que arderam, outros cinco armazéns de produtos diversos transformaram-se em cinzas. Na sequência as infra-estruturas da própria EDM sofreram, antena da Movitel, da mCel que estavam no interior do mercado tiveram danos. A pesar disso, a fonte assegurou que o distrito não tem problemas de comunicação por celular, pois as telefonias móveis fizeram a reposição das suas estruturas com maior urgência. Neste momento, os danos causados pelo incêndio são inestimáveis, concluiu a nossa fonte.

Governo vai analisar a lupa

Entretanto, a direcção provincial da Industria e Comercio, através do seu respectivo director Momade Juízo, disse que a situação de incêndio dos mercados a nível da Zambézia esta a preocupar as autoridades e vai ser matéria de análise na próxima sessão do Governo Provincial da Zambézia a decorrer no dia 23 do presente mês na sala de sessões do Governo.
O director provincial da Indústria e Comercio da Zambézia, disse em entrevista ao nosso Jornal que a preocupação sobre o incêndio de mercados é acrescida a medida em que os mesmos têm um impacto directo não só para os prioritários das bancas ou barracas mas também para a sociedade, pois é ali (nos mercados) onde as populações buscam alternativas de aquisição de produtos e também de renda familiar.
“Estamos a olhar isso com muita preocupação e é um fenómeno que estamos a estudar e então recebemos como sector de instrução para o governo para aprofundarmos esta matéria e apresentarmos em sede de sessão a ter lugar no dia 23 do corrente mês”, – informou aquele dirigente que acrescentou ser um trabalho que a Indústria e Comercio, nesse caso a instituição sob seu comando juntamente com o Instituto Nacional de Gestão e Calamidades (INGC) estão a levar a cabo.
Refira-se que a problemática dos incêndios, não só está a preocupar a Zambézia, basta recordar que ainda este ano ardeu um mercado na cidade de Pemba em Cabo-Delegado e um  na chamada capital do norte, a cidade de Nampula, este último caso recente.
Estes incêndios têm algo em comum, portanto a questão do não conhecimento efectivo da proveniência do fogo que consome os tais mercados. Por exemplo, para o caso do Mercado da FAE, em Quelimane, aguarda-se desde Fevereiro um relatório conclusivo sobre o facto que ainda esta em algum gabinete ou simplesmente não existe, portanto, a culpa vai morrer solteira.
O outro aspecto comum está ligado a “neutralidade” do Corpo de Salvação Pública “Bombeiros” em debelar as chamas, facto que pode levar ao questionamento de porque da existência deste sector de trabalho, se na altura em que realmente devem trabalhar não conseguem fazer absolutamente nada. (Jacinto Castiano)

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