sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Militares aos arames com Azeredo


O ministro da Defesa está na corda bamba por causa de Tancos, mas Costa não o deixa cair. Marcelo quer saber toda a verdade e se Azeredo Lopes estava a par da encenação da descoberta das armas. As chefias das Forças Armadas estão furiosas com o ministro.
Ainda não pairavam no ar as suspeitas, conhecidas ontem, de que o ministro da Defesa terá estado a par, desde o início, da encenação da descoberta das armas de Tancos e as altas hierarquias das Forças Armadas já estavam enfurecidas com Azeredo Lopes. O copo transbordou no início desta semana, quando o Ministério da Defesa anunciou a escolha do comandante Paulo Isabel para liderar a Polícia Judiciária Militar (PJM), depois de o anterior diretor, Luís Vieira, ter sido detido. 
Na segunda-feira, no comunicado em que revelou a escolha, o ministro da Defesa - quem tem a responsabilidade de nomear o líder da PJM  -  não se limitou a divulgar o nome. Para surpresa das tropas, Azeredo Lopes anunciou também que a escolha teria sido feita «mediante proposta do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA)». Acontece que o almirante Silva Ribeiro, que é o principal conselheiro do ministro, deu de facto aval positivo ao nome de Paulo Isabel, depois de Azeredo Lopes lhe ter pedido opinião sobre os nomes postos em cima da mesa pelos vários ramos das Forças Armadas. Ainda assim, e de acordo com a lei, é ao ministro que cabe a nomeação. E, por isso, as altas patentes ficaram «incrédulas» quando perceberam que o ministro tentou responsabilizar o CEMGFA por «uma escolha que, em última instância, é só sua». O próprio Silva Ribeiro, apurou o SOL junto de várias fontes, não terá gostado dos termos do comunicado, tendo sido apanhado «de surpresa» pela sua redação. Apesar disso, o gabinete do almirante recusou-se a comentar o caso, limitando-se a recordar que o CEMGFA foi «ouvido como principal conselheiro militar» do ministro.

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