quinta-feira, 17 de novembro de 2016

MANIFESTO SONORO RUMO AO MOÇAMBIQUE QUE NÃO QUEREMOS HOJE E AO MOÇAMBIQUE QUE QUEREMOS AMANHÃ

- Uma breve revista em torno do album “Cubaliwa”, do rapper Azagaia
"(...) A verdade não tinha cara até tu conheceres a minha
basta chegarem as eleições para tu conheceres a cara da mentira (...)”
(Azagaia, na música “Calaste”)
A primeira coisa que disse para mim mesmo, ao escutar pela primeira vez o álbum Cubaliwa, foi: ‘’Edgar, tu não podes ficar por aí... Tens de partilhar esse sentimento com o mundo, fazendo o melhor que podes para a sua disseminação, apreciação e apropriação’’. Decidi então prestar esta homenagem escrita a um dos álbuns de Hip Hop que certamente vai ficar estampado na história da nossa música de intervenção. Com efeito, o álbum começa logo com uma radiografia geral da sociedade moçambicana actual. Azagaia parte da sua experiência individual como rapper de intervenção e a censura que tem tido dos guardiões do regime, atravessando em voo rasante a precariedade do nosso sistema nacional de ensino que (de)forma industrialmente alunos e estudantes com graves deficiências de competência linguística, escrita e crítica, criticando o silêncio cúmplice dos funcionários e agentes do Estado perante o estado catastrófico da governação actual, expondo a sua identidade para com os agraciados pela pobreza absoluta e apresentando a sua preocupação com a perdição generalizada da nossa juventude em vícios modernos como o álcool, o sexo e a vida fácil. A música de introdução ao novo álbum tem como título “Calaste” e, em termos de execução sonora, não foge muito a linha de outras com as quais Azagaia nos habituou. Instrumentalmente faz lembrar a música “A Marcha”, do seu anterior álbum, e é seguida por outra que, quanto a mim, parece-me ser a mais bem conseguida em termos lírico-temáticos: “Cães de Raça”. Nesta música, a técnica descritiva que tem caracterizado as letras do rapper atinge o cume da inovação ao apresentar uma espécie de retrospectiva histórica das nossas origens como nação. A nossa miscelânea racial, composta essencialmente por um casamento social de conflito e de competição entre negros, brancos, mulatos e cidadãos de origem asiática, ganha um muito bem conseguido espelho artístico que ao mesmo tempo revela a origem e expõe a intercepção dos nossos preconceitos, realidades e dinâmicas relacionais. Os medos, os vícios, as relações de poder e a luta pela sobrevivência do negro nativo, do poderoso branco estrangeiro, do asiático comerciante e do mulato fruto de toda esta intercepção racial ao longo da nossa história como nação é aqui muito bem descrito por Azagaia e convida-nos a reflectir nao só sobre as nossas origens e condições, como também sobre o contributo que cada um destes grupos tem feito para o “status quo” nacional.
Na terceira música do disco, intitulada “Maçonaria”, Azagaia apresenta-nos um diálogo introspectivo sobre as forças de poder mundiais, abordando as dinâmicas colonialistas da história da humanidade que definiram e influenciam até hoje as relações políticas, económicas, sociais e culturais de poder entre o Ocidente e os países do Terceiro Mundo. O génio da inovação em Azagaia volta aqui a aparecer e o casamento entre a criatividade lírica e uma musicalidade que transcende os limites tradicionais do nosso Hip Hop nacional (e até mesmo da nossa música alternativa) consecutem num dos melhores arranjos sonoros que o rapper já fez. Essa maturidade musical consolida-se ainda mais na faixa sonora que se segue, intitulada “Começa em Ti”, um convite inadiável à mudança interior sobre tudo aquilo que molda as nossas acções, atitudes, comportamentos e personalidade. Com efeito, “para mudar o mundo antes devo me mudar”” é um chamamento ao renascimento do homem novo que o nosso projecto de nação a dado momento histórico abraçou e que se deixou esvair pelos ventos da globalização e suas condicionantes. Os desafios que o “deus dinheiro” e as referências materialistas dele derivados apresenta à nossa sociedade faz com que os excluídos do seu desfruto anseiem desesperadamente por uma revolução ideológico-comportamental que muitas vezes morre na praia do conformismo, da indiferença ou do pessimismo: “toda a gente quer mudança mas ninguem muda”. É precisamente na esteira desse desiderato que surge a música “ABC do Preconceito”, outra radiografia descritiva das influências do neoliberalismo na degradação das nossas estruturas como naçao, como Estado e como sociedade. Poderosos que incutem a sua verdade sobre os que deles dependem financeiramente, os direitos humanos que são protelados em função de “interesses superiores’’ e o anestesiamento deliberado da juventude com a massificação da oferta alcoólica ou de entretenimento vazio e estupidificante, dentre outros, são aqui apresentados dentro de uma perspectiva percepcional que, de uma forma ou de outra, todos partilhamos, vivenciamos ou testemunhamos. A música que a segue, intitulada “Subir na Vida”, é outro remate que, por cima de um arranjo musical estupendo, traça o perfil psicológico do fenómeno de comercialização de carácter que parece estar a triunfar na sociedade moçambicana. Novamente, o “deus dinheiro’’ é aqui exposto como o catalizador de ascensão e queda nas relações profissionais e pessoais, onde indivíduos corrompem ou se deixam corromper na ânsia desesperada pela sobrevivência ou pela manutenção de uma pretensa estabilidade social e financeira que é fixada sempre pelo preço que estamos dispostos a pagar ou a receber. Daí existir sempre um “Mister e Miss Moçambique”, a música que se segue e que retrata a república de aparências na qual interagem o jovem e a jovem moderna em Moçambique: elas vivem esteticamente como retratos piratas de estrelas públicas internacionais de novelas, moda e música; eles enganam e se enganam sustentando um personagem imaginário que nunca foram e jamais o serão. Então se vão iludindo, vivendo a vida dos outros e atirando a sua própria na penumbra do esgoto existencial, investindo num projecto insustentável de mentiras transparentes que os estampa com catálogos catastróficos de estupidez e nulidade pessoal.
A faixa “Wa Gaia”, para além de trazer uma frescura sonora ao álbum, introduz-nos àquilo que me parece ser a sua principal mensagem: a sugestão de ruptura para com tudo o que nos estupidifica como moçambicanos. Na verdade, ‘’nada é pior do que deixar de ser digno” constitui um apelo à integridade de carácter de todo aquele que se vê envolvido ou que se quer comprometer com o desenvolvimento efectivo do nosso país. A música “Revolução Já”, certamente um dos melhores cartões de visita de Cubaliwa e também com uma cadência rítmica e uma sonoridade envolvente, apresenta as fundações em que se poderá basear tal ruptura, das correntes da globalização aos cárceres exploradores das nossas lideranças políticas. Com efeito, o rapper convidado Tira-Teimas aparece a estampar a razão de tal cisão nos seguintes versos:
“...porra, estou enjoado dessa história
perdi a crença pelos símbolos da vitória
acreditei nas forças da mudança
democracia... mas era tudo uma farsa
hoje em dia, dirigentes abastados
e o povo? Coitado, continua esfomeado...’’
De agora em diante, Cubaliwa entra numa espiral de sonoridade, texto e vozes em que se congrega o manifesto rumo ao Moçambique que um círculo cada vez mais crescente de compatriotas, aos mais diversos níveis, pretende para o país, de agora em diante. A música “Países do Medo”, trazendo uma análise tridimensional entre Moçambique, Angola e Portugal, reflecte sobre a maldição do boom das riquezas naturais e a apetência inescrupulosa dos grandes interesses do capital internacional, versus a sua apropriação e desfruto pela oligarquia política no poder e os níveis cada vez mais catastróficos de exclusão e de empobrecimento das massas locais. “Carne de Canhão’’, a música que vem a seguir, convida-nos a sermos os próprios sujeitos da mudança que ansiamos para o nosso país e a libertarmo-nos do medo dos agentes repressores que protegem e perpetuam um regime cada vez mais insensível às reivindicações do povo que (des)governam. Por conseguinte, a faixa “Homem Bomba” legitima de modo explosivo a pertinência de um levantamento popular que rompa com os sistemáticos abusos, exploração, incompetência e arbitrariedades em que somos governados. Azagaia expõe a hipocrisia e o intragável contrasenso entre o discurso oficial dos nossos dirigentes e a sua postura quotidiana, assente sabiamente neste verso: “... pedem-nos para poupar... com exemplos de como esbanjar?!”
E o álbum nao poderia terminar de melhor forma do que com a proposta avançada pela faixa “A Minha Geração’’, que constitui a meu ver um poderoso chamamento à luta de libertação juvenil rumo a um Moçambique melhor, inclusivo, justo, democrático e próspero, completamente distinto do país actual. Apresentando um retrato aterrador da promiscuidade, instrumentalização e generalizada alienação da nossa geração, Azagaia propõe um inversão total e completa nos valores, na atitude, na postura e na acção da nossa geração, se esta não quiser ser responsável e responsabilizada pelo colapso do nosso presente e do nosso futuro. Com efeito, só aos jovens de hoje é que se incute a responsabilidade pelo resgate da nossa pátria das masmorras dos algozes que nos libertaram do colonialismo ontem e que hoje nos impingem com o “direito histórico’’ de governação, bem como o de beneficiação exclusiva e incondicional das nossas riquezas, recursos e oportunidades. Para quem ainda tenha dúvidas de que geração Azagaia se refere, aqui deixo ficar alguns trechos da letra da música:
“(...) a chamada geração de vândalos e marginais
a mesma que enche comícios em campanhas eleitorais
(...) eu sou da geração que não deixa o nó da gravata
prender o grito de libertação que explode na garganta
(...) eu sou da geração que discute ideias
Não importa se são de Simango ou do camarada Eneas
(...) eu sou da geração dos combatentes, não dos obedientes
Dos intervenientes, não dos convenientes
Aquela que morde o beef sem dentes
(...) pergunta, quem não conhece a minha geração
a que em Fevereiro e Setembro fez parar uma nação
A geração enteada do poder
(...) enganam-se, porque eu sou a geração da liderança
daqueles que perdem a vida, depois a esperança
por isso não aceitamos fazer merda por dinheiro
(...)
Porque a minha geração acredita em mais do que vê
em mais do que lê
(...)
Presta atenção, man
Presta atenção!
Nós não nos devemos ajoelhar!
Nós viemos conquistar!”
O convite à ruptura para com este estado negativo de coisas está feito. Cabe-nos assumirmos devidamente o nosso papel e sermos os próprios actores da mudança política, social e cultural que pretendemos. Como muito bem diz na faixa de abertura do álbum Cubaliwa, Azagaia pelo menos não mentiu. Disse a verdade na tua cara. E tu, vais te calar?!
Rmano El Bambino, Ivan Tembe, Dercio Nicolau e 112 outras pessoas gostam disto.
Comentários
Custodio Duma
Custodio Duma Mui belo..
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Milton Gulli
Milton Gulli Bela crítica. Está disponível em algum site?
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Magus Da Siderurgia
Magus Da Siderurgia Análise crítica exaustiva e muito bem escrita.
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Edgar Barroso
Edgar Barroso Thank you. O disco é mesmo muito bom. Das letras aos arranjos sonoros.

Milton, está disponível no iTunes.
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Inocencio Banze
Inocencio Banze Excelente prefácio do álbum. Crítica bem conseguida. Parabéns irmão
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Danilo Tiago
Danilo Tiago gostei do post. tenho seguido a escrita do Azagaia desde...farei o possivel para ter o album. abracs
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Helio Filemone Inguane
Helio Filemone Inguane as participações do Likute, grupo de marimbeiros de zavala, ... bem conseguido.
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Augusto Chicava
Augusto Chicava Valeu irmão, muita sapiência!
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Milton Gulli
Milton Gulli Estou a falar desta crítica
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Nelson Chale
Nelson Chale Excelente leitura e conclusões em torno do Cubaliwa Edgar Kamikaze Barroso!
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Nelson Chale
Nelson Chale Excelente leitura e conclusões em torno do Cubaliwa Edgar Kamikaze Barroso!
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Edgar Barroso
Edgar Barroso Milton Gulli, a cena está disponível aqui mesmo. Heheheheh...
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Helio Filemone Inguane
Helio Filemone Inguane o intro de Pais de medo ... he eh. Nao percebi o porque de exaltarem mais a terra de Neto e nao de Samora
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Edgar Barroso
Edgar Barroso Heheheh...
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Edgar Barroso
Edgar Barroso Muhamad Yassine, aqui podes apanhar a "sinopse".
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Milton Gulli
Milton Gulli Devias ter um blog onde postas essas belas reviews
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Edgar Barroso
Edgar Barroso Milton Gulli, os tempos dos blogs já eram... o Afonso Brown e o Don Flores tinham bons blogs sobre isso, que só pude conhecer este ano. Heheheheh... morreram com o tempo. O Haydn Joyce também geria um, sobre o Hip Hop Moz.
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Cotaz O Muianga
Cotaz O Muianga Tiras-te me da boca muitas palavras.
Mais do que isto duvido que se possa dizer. Excelente revista!
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Magus Da Siderurgia
Magus Da Siderurgia Hawena Edgar. O meu blog qê? www.magusdelirio.blogspot.com
magusdelirio.blogspot.com|De Magus DeLirio
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Edgar Barroso
Edgar Barroso Emilio Cossa, yah... e o teu blog. Heheheheheh...
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Edgar Barroso
Edgar Barroso Cotaz Muianga and everyone who shows appreciation, many thanks!
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Honorio Laurenciano Tembe
Honorio Laurenciano Tembe Lamento que nao me tenhas identificado nessa resenha.Porem,gostei da mesma.Dam,es uma referencia para mim pa(serio).Prometi aos meus amigos K7's Azuis que faria a resenha do album deles mas,sinceramente,temo que peque na coisa.Mas enfim...gostei da resenha.Me inspira isto. Muito.Nao imaginas...
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Honorio Laurenciano Tembe
Honorio Laurenciano Tembe E talvez eu fosse escutar o album e nao concordasse com algumas coisas escritas,mas,ainda assim,estou sem palavras.A tua escrita,bro.Fazes isso,sem dificuldades.Logo ve-se que nao precisas fazer tanto esforco para escrever.E outra cena:consegues fazer uma resenha longa nao ficar aborrecida.Para mim es um espelho.E nao digo isso de boca para fora.Serio.
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Haydn Joyce
Haydn Joyce Das musicas a capa do álbum, um CLÁSSICO indelével!!!
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Edgar Barroso
Edgar Barroso Honorio Tembe, damn sorry. Não identifiquei maningue gajos mesmo. Falta o Augusto De Almeida, o Daltonyk Mucavel, o Aleixo Paunde Mahocha...
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Carlos Mafumachino
Carlos Mafumachino Keep it real, Kamikaze. 1000 Likes!
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Carlos De Sousa Tivir
Carlos De Sousa Tivir Excelent. BIG LIKE
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Edgar Barroso
Edgar Barroso Cremildo Bahule, podes encontrar o álbum escrito aqui. :)
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Cremildo Bahule
Cremildo Bahule Obrigado Edgar: já estou a ler. Parabéns, pelo review: o Rap nacional agradece. Paz.
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Ekevu Kijani Silmèrio
Ekevu Kijani Silmèrio brilhante
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Edgar Barroso
Edgar Barroso Thanks. O Azagaia fez a sua parte. Façamos a nossa, a partir de amanhã nas urnas de votação. Eu acredito!
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Cremildo Bahule
Cremildo Bahule Edgar: é um texto despertador. Na verdade você é um ensaísta. Eu estou enferrujado para uma crítica profunda como esta que fizeste, pois o mar me arrastou para outras galáxias. Eu acrescentaria o seguinte: Azagaia assume-se como discípulo de Bicus e o seu brilho não está em ser libertário com a sua música (pois essa característica já provou com "Babalaze"), mas em ser a ponte para um dos lugares que desejamos chegar: liberdade. Com este disco muitos moçambicanos tem um instrumento "legítimo" para sair da "caverna platónica". Vamos fazer um exercício ou te proponho um desafio: continuas com essa perspicácia e acabarás num livro sobre uma parte do Rap Nacional. P.S: Cossa abraça Edgar para terminar aquele livro que tanto esperamos. Paz.
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Bhava Sitoe
Bhava Sitoe sem palavras. Kamikaze devias emprestar o teu cerebro aos elaboradores das cartas para os (in)dirigentes fazerem os seu7 comicios.
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Edgar Barroso
Edgar Barroso Uma coisa de cada vez. Concentremo-nos nas urnas AMANHÃ, por enquanto. Votar na JUVENTUDE é votar em NÓS MESMOS!
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Magus Da Siderurgia
Magus Da Siderurgia Edgar! Aceitas meu abraço?
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Roland Prinz von Anhalt
Roland Prinz von Anhalt Parabéns, um bom trabalho. Não sabia que ainda há críticos não esmagados pela pobreza ou de boca cheia com esmola de pipoca.
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Eddy Lumasai
Eddy Lumasai nao falha nada broh,...vams chutar isto amanha,..estacionar os vossos carros,...abrir as portas,..e lancar o som,..em frente d todas as mesas de votacao,...
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Elisio Manhica Manhica
Elisio Manhica Manhica Mano xtas d parabens agora é o tempo da mudança verdadeira ñ da quela escrita no paflite!
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DellaCerda Langa
DellaCerda Langa Se Nao Engano Essa E A 10a Analise Feita Do Album Cubaliwa Por Analistas Nacionais E Internacionais...Thanks #Kamikaze Pelo Feito....Amanha A Juventude Vai Salvar Maputo, Votemos Por Um Maputo Para Todos.
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Magus Da Siderurgia
Magus Da Siderurgia Della Cerda. Deixa os links se faz favor!
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Edgar Barroso
Edgar Barroso Emilio Cossa, abraço aceite. Heheheheheh...
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Edgar Barroso
Edgar Barroso À todos os manos que deixaram props, thanks a lot. Especialmente o Honorio Tembe.

Afonso Brown, it was Nice ti meet you today. Ainda estou com aquele "afinal és maningue calmo ao vivo?", Kakakakakakakakakah...
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Edgar Barroso
Edgar Barroso
Edgar Barroso Pensavas o quê, que eu fosse agitado?
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Edgar Barroso
Edgar Barroso Heheheheh...
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Carlos De Sousa Tivir
Carlos De Sousa Tivir Acho q pensou q fosses que nem o Mc Roger no debate da nacao. Ou aquele senhor que se agita facilmente quando criticado hehehhe
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Edgar Barroso
Edgar Barroso Heheheheh...
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Edgar Barroso
Edgar Barroso I'm just a human being.
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Maylene Paulo
Maylene Paulo Uma revisao simples e concrete. Faltou cimento para por a rima no altar da sentença do amanha.
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Alcídes André de Amaral
Alcídes André de Amaral Valeu o esforço... Azagaia te agradece e eu também!
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Leo Chavango
Leo Chavango valeu a pena ler gostei...
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Edgar Barroso
Edgar Barroso Many thanks.
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Donganyane Flores
Donganyane Flores breve...
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Nani Vila
Nani Vila Parabens Edgar pelo texto e força ao mano Azagaia...desloquei-me de SA para vir carregar o teu CD...grande afluência Pai so consegui ter o disco no Gil...parabens ao dois. 1luv
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Waka Kul Hande
Waka Kul Hande Tiveste um nível de abstração incrível! Rendo-me a sua viagem pelo Cubaliwa. Penso que pode ser uma chamada de atenção para os que caminham pelas trilhas de analise socio-antropologicas as questões relativas as musicas de critica e protesto social ate mesmo aos "governantes e governados". Parabéns pelo texto. Entraste ao ano bem maduro.
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Danilo Tiago
Noa Taimo Noa
Noa Taimo Noa Edgar Kamikaze Barroso, tenho escutado o album todos os dias. rendo me, tal como Sitoe, a sua viagem ao Cubaliwa. Parabens. Eu devia escrever, sem comentarios e nao isso que andei ai a escrever.
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Aziza Throne
Aziza Throne Edgar Kamikaze Barroso. Obrigado por me ensinar como percorrer melhor o azagaia de quem sempre tive respeito. Obrigado mermão
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Edgar Barroso
Edgar Barroso Viva!
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Circle Langa
Circle Langa Revisitei a reflexão textual sobre o ÁLBUM. MUITO LÚCIDA...
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Edgar Barroso
Edgar Barroso Thanks a lot, manos.
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Cremildo Bahule
Cremildo Bahule Mariamo, tens algo a dizer?
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Mariamo Salimo
Mariamo Salimo About o Cubaliwa ou ao texto,Bahule ?
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Cremildo Bahule
Cremildo Bahule Mariamo, tua opinião sobre o texto e sobre, obviamente, o Kubaliwa.
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Mariamo Salimo
Mariamo Salimo o texto ta bom. embora ache que o autor só se focou na mensagem do album. e não acho o Cubaliwa esse todo espetáculo ai. escutem Serviço ao Público de Vallete e Babalaze e perceberão a cópia que é aquele álbum
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Edgar Barroso
Edgar Barroso Só me foquei na mensagem do álbum, Mariamo Salimo? Leste bem o texto?

E, honestamente, a tua opinião em relação ao "Serviço Público" e ao "Babalaze" parece-me ser muito emotiva e saudosista. Nenhum desses álbuns tem a maturidade musical de "Cubaliwa" (arranjos sonoros, musicalidade e concepção artística).
...Ver mais
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Mariamo Salimo
Mariamo Salimo mandar-te ei um texto, já escrito Edgar imboxe-me com o teu e-mail.
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Mariamo Salimo
Mariamo Salimo Rosa da Luz problema pessoal com o Azagaia? nem o conheço e não sou esse tipo de pessoa.
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Manuel Vulula
Manuel Vulula Mariamo Salimo, muitas vezes quando não se tem algo a dizer, a solução é ficar calado/a (foi o que fiz, diante de tudo o que foi dito sobre o texto, bem como o album). Estás a criar debate desnecessariamente.
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Mariamo Salimo
Mariamo Salimo então vou calar-me.
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Cremildo Bahule
Cremildo Bahule Mariamo, não cala nada você: coloque os teus argumentos aqui.
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Mariamo Salimo
Mariamo Salimo Não vale a pena Bahule sou uma em um milhão e num país onde a opinião da minoria é vista como inveja ou "algo pessoal". melhor ficar quieta.
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Circle Langa
Circle Langa Não Mariamo. Também não acho que o silêncio seja melhor quando tens argumentos por trazer ao de cima. Num universo de 1000 pessoas, 999 podem estar erradas e uma certa.

Há uma cultura paupérrima que temos vindo a desenvolver sobre a crítica. Ora, se v
ocê surge do anonimato e critica uma obra de Mia Couto, gera polémica e, muitas vezes, chega a ser ridicularizado como se ele fosse imune à crítica.

AZAGAIA é um RAPPER "Old School". É do meu tempo. Tempo em que surgiu a primeira comunidade de MCs a REPPAR em português (RAP NIGGAZ, BANDA PODRE, RAPPER UNIT, BRONX CLAN, entre outros), por ai 92, alguns anos antes de VALETE começar a cantar mas isso não quer dizer que ele não se possa inspirar em VALETE. Não digo que seja o caso. Precisamos parar de endeusar pessoas e nos concentrarmos naquilo que ela tem de útil...

PS: Lamento por estarmos a desvirtuar o foco do POST. Edgar Barroso Devias abrir um outro FÓRUM para se debater este último assunto.
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José Belmiro
José Belmiro Azagaia é para mim o melhor compositor da sua geração...simplesmente fenomenal o album Cubaliwa...
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Edgar Barroso
Edgar Barroso 😊
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Magus Da Siderurgia
Magus Da Siderurgia Recordei, vivi.
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Naomi Cumbe
Naomi Cumbe Sinceramente rendo a minha homenagem ao azagaia, obrigada edagar por elucidar
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Alexandre Manhica
Alexandre Manhica Azagaia melhor moçambicano desde a independencoia
23 h · 1
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Ariel Sonto
Ariel Sonto "E tu, vais te calar?!".... ainda estamos calados.

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