sábado, 12 de novembro de 2016

Porta-aviões nuclear russo chegou à costa da Síria

Conflito na Síria

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O porta-aviões russo que irá reforçar o dispositivo militar russo na Síria já se encontra ao largo da costa. Este permitirá "responder a todas as novas formas de ameaça contemporânea".
A informação foi confirmada pelo capitão do navio, Amiral Kouznetsov, ao canal russo Rossia 1
DOVER MARINA.COM / HANDOUT/EPA
Autor
  • Agência Lusa
O porta-aviões nuclear russo Amiral Kouznetsov, que deverá reforçar o dispositivo militar russo na Síria, já se encontra ao largo da costa síria, confirmou ao canal de televisão público Rossia 1 o seu capitão, Sergueï Artamonov.
“Os navios do grupo do porta-aviões russo chegaram à zona designada no leste do Mediterrâneo. Estão a cumprir as suas funções, navegando nas águas a oeste da costa síria”, disse Artamonov, explicando que os aviões militares, baseados no Amiral Kouznetsov, fazem voos “quase diariamente”, nomeadamente para preparar a cooperação com o porto sírio mais próximo.
O anúncio surge num momento de tensão entre a Rússia e o Ocidente sobre a crise síria, onde um conflito armado entre rebeldes e forças do presidente Bashar al-Assad já fez mais de 300 mil mortos desde 2011. A Rússia, que há pouco mais de um ano faz ataques aéreos de apoio às tropas de Assad, anunciou em meados de outubro que o seu único porta-aviões nuclear, o Amiral Kouznetsov, e a sua escolta se dirigiam para a Síria para reforçar a presença militar russa naquela zona.
O destacamento do porta-aviões, assim como o do cruzador Piotr Veliki, do contratorpedeiro Amiral Koulakov e de navios antissubmarinos, permitirá “responder a todas as novas formas de ameaça contemporânea, como a pirataria e o terrorismo internacional”, explicou então a armada russa.
Além do Amiral Kouznetsov, a Rússia dispõe de uma base aérea em Hmeïmim, no feudo alauita do presidente Bachar al-Assad, perto de Lattaquie, de onde têm partido milhares de raides aéreos desde o início da intervenção russa na Síria, em 30 de setembro de 2015, assim como instalações portuárias militares em Tartus.

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