domingo, 27 de novembro de 2016

Egito desmente presença de militares egípcios na Síria

O Egito desmentiu as notícias que dão como certa "a presença militar" na Síria, alguns dias depois de o Presidente egípcio ter expressado o seu apoio ao exército de Damasco.
"As alegações não existem senão na imaginação daqueles que as veicularam", salienta a nota do Presidente
MAYSUN/EPA
Autor
  • Agência Lusa
O Egito desmentiu, este domingo, as notícias divulgadas na imprensa que dão como certa “a presença militar” na Síria, alguns dias depois de o Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, ter expressado o seu apoio ao exército de Damasco.
O diário libanês As-Safir escreveu na edição de quinta-feira que uma unidade de 18 pilotos do exército sírio estava numa base militar na cidade de Hama, no centro da Síria, a norte de Damasco, sem referir se iriam participar nos combates.
O porta-voz do Ministério do Negócios Estrangeiros desmentiu as informações “de certos jornais árabes” que falam da “presença militar egípcia no território sírio”, segundo refere num comunicado.
“As alegações não existem senão na imaginação daqueles que as veicularam”, salienta a nota.
Na semana passada, o presidente Sírio manifestou o seu apoio ao exército egípcio num entrevista difundida pela televisão pública portuguesa RTP, uma posição que está em contradição com as dos seus aliados do Golfo, nomeadamente a Arábia Saudita.
Questionado sobre a possibilidade de ver o Egito ter um papel na manutenção da paz na Síria sob o mandato da Organização das Nações Unidas (ONU), Abdel Fattah al-Sissi respondeu: “A nossa prioridade é a de apoiar os exércitos nacionais, por exemplo na Líbia para reforçar o controlo do exército sobre o território e lidar com os elementos radicais. O mesmo na Síria e no Iraque”.
Várias potências do Golfo, caso da Arábia Saudita, apoiam rebeldes que lutam na Síria contra o presidente sírio Bachar al-Assad.
As relações entre a Arábia Saudita e o Egito arrefeceram nos últimos meses, com o Cairo a apoiar na ONU, em outubro, uma resolução russa sobre a Síria, que foi fortemente criticada por Riade.
Duas semanas mais tarde, o mais alto responsável dos serviços de segurança sírios, fazia uma visita surpresa ao Cairo, a primeira ao estrangeiro tornada pública, depois da guerra na Síria em 2011.
No Iémen, o exército egípcio participa desde 2015 na coligação formada pela Arábia Saudita para lutar contra os rebeldes ‘huthis’.

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