terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Frelimo atira pais na latrina


(I)
Moçambique já foi um país bom para se viver. Tinha uma indústria metalo-mecânica invejável e uma agricultura que produzia alimentos para si e exportação. Tem condições agro-climáticas que permitem mais de duas produções por ano. Possui 36 milhões de terra arável e quase 60 rios de água permanente. Tem cinco portos de águas profundas para receber navios de grande calado. A indústria téxtil, de calçado e curtume foi extinta.
A batata, cebola, couve, cenoura e o repolho eram produzidos em grande escala. A laranja, toranja e a banana abundavam. O complexo ferroportuário colocava o país em destaque na região SADC (Comunidade para Desenvolvimento da África Austral).
O que aconteceu para batermos com a testa no no chão? Como chegamos ao descalabro económico? Alguma coisa anda mal.
Devemos ter a suficiente coragem para apontar os erros que foram sendo acumulados na governação do país. Limitar-se a atirar a culpa apenas para a conjuntura internacional é uma fuga para frente. É esquivar-se das responsabilidades. A resposta pode ser encontrada nas políticas perversas seguidas pelos governos da Frelimo e no modo de estar dos detentores do poder. Sempre se pensou que governar um país é fazer comícios populares, à mistura de “viva este” e “abaixo aquele”. Desprezou-se o rigor e a competência foi substituída pela amizade, pelo compadrio, pelo nepotismo e pela camaradagem.
Como resultado destas mazelas, temos hoje, um país em caos político, social e económico. A subida da dívida pública e externa deve-se ao endividamento com a EMATUM, Estrada Circular de Maputo, Ponte sobre Catembe, dos aeroportos de Maputo e Nacala. A construção dos edifícios como o Gabinete da Presidência da República, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Procuradoria-Geral da República, do Palácio da Justiça, do Bairro Militar, entre outros, que são empreendimentos sem efeito directo na economia. Os elevados benefícios fiscais às multinacionais são uma calamidade.
O governo da Frelimo não tem coragem para agir de modo contrário à prática que se recorreu para atrair os investidores momentos a seguir a guerra civil. Agora, essas facilidades servem para se obter chorudas comissões e recebimentos debaixo da mesa.
A secundarização da agricultura durante décadas resulta na falta de produção interna. Assim, na falta de produtos alimentares, principalmente nas cidades, que tem que recorrer à importação de tomate, batata, cebola, pimento, couve, etc. Tudo isso poderia muito bem ser produzido localmente, se houvesse vontade política de relançar a economia. Os agricultores precisam de incentivos para se lançarem às machambas, mas isso não acontece porque as políticas governamentais não ajudam. Temos um enorme potencial agrícola que é desperdiçado em nome da economia de mercado, como se isso significasse deixar de produzir.
Como falta tudo porque nada produzimos, temos um bando de violadores de fronteiras à procura de qualquer coisa como de chinelos, fraldas descartáveis, chouriço, queijo, manteiga, uma caixa de fósforos e enlatados, produtos que não produzimos na nossa terra, por nossa culpa. Fomos ensinados que liberdade significa não trabalhar, é esbanjar. Por isso, vemos os nossos governantes a viajarem de aeronaves em classe executiva enquanto os doadores, donos do dinheiro que esbanjam, viajam em classe económica.
O governo é campeão em gastar fundos públicos. Não podemos ficar admirados quando o nosso metical cai em queda livre.

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Comments
Vitor Mendes Pais rico que produz pobres!
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18 hrs
Golfinho Fastudo Fastudo Muitos esqueceram das culturas rendaves porque depois da produçao quem da preço é o comprador
Abubacar Selemangy Celmoque: condutores electricos de Mocambique. EMPACOL..MABOR, Vidreira de Moc, SICA, TUDOR, TEXMOQUE...tudo na maneta!
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17 hrs
Orlando Makhaza Quando me recordo da Mabor, e Tudor tiro lágrimas altos pneus, boas bactérias, alta durabilidade, residentes para o caramba. Só me dá nervo.
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9 hrs
Muriziwa Junior Rodolfo vamos parar aonde?
Calisto Chivura A Frelimo é quem fez a Frelimo é quem faz. Quando a Frelimo deixar de ser o fazedor de tudo em Moçambique ou melhor quando a Frelimo deixar de traçar o destino Moçambique vai ser um País prospero um Moçambique que sonhamos em 1975 um Moçambique pelo qual lutamos.
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12 hrs
Onecimo Luciano Raul Onecimo Nós somos cidadaos desta patria, afigura se muito urgente que façamos alguma coisa para pararmos este comboio da morte. De contrario todos vamos ao precipicio afundar.
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12 hrs
Antonio Martins Comprar armas, blindados, BTRs carros de assallto e outro material bêlico, tudo isto fsz parte da nossa pobreza.
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12 hrs
Siddick H. Jamú A casa e o carro da Presidente da Assembléia da República foi um gasto bem exorbitante. Lembrem-se. 
A solução talvez seja a que o Brasil está a tentar tomar.
Lourenço Cuanda Como não importar tomate,verdura, cebola, alho, etc se as ditas cinturas verdes nas cidades desapareceram, em troco, estão erguidas residências, parques de automoveis, armazens, entre outros porque as cidades se tornavam cada vez mais pequenas para a densidade populacional existente. 
Como não ir as cidades se o campo fornece quase nada porque as estradas são de pessimas qualidade, a agricultura é moribunda com quase 3 extensionistas para cada Distrito. As sementes que são oferecidas muita das vezes não germinam. 
Aqui no campo costumamos ouvir que o governo divide entre eles o rendimento de tudo lá na cidade e por isso tem saido muitos jovens para cidade, para ter a oportunidade de ser dado um pouco, porque o Distrito nada oferece, nem uma bola para nos distrair, mas sabemos que as Direcções provinciais da Educação têm armazens cheios de bolas até a apodrecerem. "Go ir mesmo assim"
Jose Domingos Manuel Amigo Edwin Hounnou. Não precisa ser Dr. Para perceber o porquê o país está metido na desgraça voluntária dos governantes do dia, achas que o propósito dos investimentos é o dito investimento? - Nem pensar, foi apenas identificar investimentos valioso para crescer a percentagem e poderem ficar assim como estão hoje. Por isso esqueça que neste país tem governo para o povo mais sim para o bolso.
João Da Guerra Santa Essa FRELIMO vai morrer amanhã é tudo isto vai ficar em normalidade
John John FMI é culpado de tudo
Job Mutombene Mutomoz A corrupção tomou conta da mente deles.

1 comentário:

Unknown disse...

Os do governo vivem as mil maravilhas,a custa dos nossos impostos. Enquanto a população vive na miséria, o antigo presidente falava na "erradicação da pobreza Absoluta" pelo visto, na verdade ele queria dizer" deixei-me enriquecer " sinceramente é uma vergonha.