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No encerramento das jornadas parlamentares conjuntas PSD/CDS, primeiro-ministro em gestão acena com dissolução do Parlamento.
O primeiro-ministro em funções, Passos Coelho, defendeu que o PS não tem uma solução alternativa de governo “estável e duradouro” e disse estar disponível para fazer uma revisão constitucional extraordinária para permitir fazer eleições já.
"Estou inteiramente disponível para dar o meu apoio à revisão constitucional para que o Parlamento possa ser dissolvido", disse Passos Coelho esta noite numa sessão com militantes, em Lisboa, referindo-se à limitação que existe na Lei fundamental para a convocação de novas legislativas.
Nas jornadas conjuntas PSD/CDS, o líder social-democrata defendeu que um governo “não pode [existir] contra a maioria absoluta do Parlamento e se o Parlamento não respeita a vontade popular”. “Em circunstâncias normais, o Parlamento devia ser dissolvido para que fosse o povo a decidir”, disse, defendendo que “quem quer governar em alternativa a quem ganhou com o apoio popular, devia em comprometer-se em garantir as condições de dissolução do parlamento”.
Num discurso violento, Passos Coelho acusou os socialistas e os restantes partidos de estarem a querer o poder sem terem o voto popular. “Será impossível estes partidos [PS, PCP, BE e PEV] prosseguirem a sua actuação no Parlamento e no Governo sem admitirem que vão ter um Governo que representa uma fraude eleitoral e um golpe político”, disse.
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