Associação descarta possibilidade de Governo de gestão e diz que única vantagem que vê num Governo PS é o facto de não conter ministros do BE e PCP.
A residência oficial do Presidência da República continuou esta sexta-feira a ser palco de fortes reacções negativas à formação de um Governo do PS suportado pelos partidos à sua esquerda. Desta feita, foi a vez da Associação das Empresas Familiares que, sem o assumir publicamente, deixou claras as suas forte reservas em relação a essa solução governativa.
O presidente, Peter Villax, confirmou, depois do encontro com o Presidente da República, ter debatido os “dois cenários possíveis” que Cavaco Silva tinha perante si. Mas nas considerações que fez foi notória a forma crítica como encarava um Executivo de António Costa. De fora deixou a possibilidade de um Governo de gestão, ao mesmo tempo que exigiu que, "muito rapidamente, o próximo ministro das Finanças venha dar confiança".
Mas nas considerações que fez foi notória a forma crítica como encarava um Executivo de António Costa. “Sem sector privado não há recuperação económica”, frisou. E, pegando nas “posições conjuntas” assinadas pelos partidos da esquerda que suportariam esse Executivo, Peter Villax fez notar que não existia qualquer indicação sobre quais “vão ser as políticas económicas” a implementar, as políticas de investimento e desenvolvimento, como se iria reduzir o desemprego e assumiu-se “precupado com a lista extensa de benefícios” acordados.
Sem explicação sobre como estes “benefícios sociais serão financiados”, Villax alertou para o risco de virem a ser pagos com a “almofada financeira” de oito mil milhões de euros que o anterior Governo havia “prudentemente amealhado”. E levantou a suspeita de que se queira “passar de uma política de formiga para uma política de cigarra”.
A associação fez depois circular um comunicado onde tornava mais explícita as vantagens e desvantagens de um Governo de iniciativa presidencial e de um Governo do PS. Neste último cenário, encontrava apenas um ponto a favor. “Os documentos de posição conjunta não contêm quaisquer exigências ministeriais para o BE e PCP. Esse é um facto que consideramos positivo”. Já sobre o Governo de iniciativa presidencial, o comunicado referia o “mérito de afastar do poder forças que sempre se manifestaram contra as políticas essenciais sobre as quais o nosso regime se baseia”.
Sem comentários:
Enviar um comentário