domingo, 8 de maio de 2016

Militantes islâmicos tomam vilarejo perto de Aleppo

O ataque foi realizado por uma aliança de insurgentes islâmicos conhecida como Jaish al-Fatah, que inclui a Frente Nusra, ligada à Al Qaeda
Por Redação, com Reuters – de Beirute/Amã:
Rebeldes tomaram um vilarejo das mãos de forças do governo nas redondezas de Aleppo durante a noite, disseram fontes rebeldes e um grupo monitor nesta sexta-feira, em uma conquista importante perto da cidade síria onde os Estados Unidos e a Rússia tentam reduzir os confrontos por meio de uma trégua.
O Observatório relatou que 43 dos mortos eram rebeldes e 30 de forças do governo nas batalhas entre quinta e sexta-feira
O Observatório relatou que 43 dos mortos eram rebeldes e 30 de forças do governo nas batalhas entre quinta e sexta-feira
O Observatório Sírio para Direitos Humanos relatou que 73 pessoas foram mortas na batalha por Khan Touman, a cerca de 15 quilômetros de Aleppo, em um local próximo à rodovia Damasco-Aleppo. Enquanto diversas fontes rebeldes disseram que a cidade foi capturada, uma fonte do Exército sírio negou a perda de Khan Touman.
O ataque foi realizado por uma aliança de insurgentes islâmicos conhecida como Jaish al-Fatah, que inclui a Frente Nusra, ligada à Al Qaeda, que rejeitou esforços diplomáticos para pausar a guerra e promover conversas de paz.
Os Estados Unidos e Rússia intermediaram nesta semana um cessar-fogo na cidade de Aleppo, onde cerca de 300 pessoas foram mortas nas últimas duas semanas em áreas do governo e dos rebeldes, como resultado de ataques aéreos e troca de tiros.
O Observatório relatou que 43 dos mortos eram rebeldes e 30 de forças do governo nas batalhas entre quinta e sexta-feira.

Ataques

Ataques aéreos em um campo que abriga sírios expulsos pela guerra mataram 28 pessoas perto da fronteira com a Turquia na quinta-feira, disse um grupo de monitoramento, e os combates continuaram em partes do norte da Síria apesar do acordo temporário para cessar as hostilidades na cidade de Aleppo.
O Observatório Sírio para os Direitos Humanos relatou que entre as vítimas fatais há mulheres e crianças e que o número demortos da ofensiva aérea, que atingiu um campo de pessoas deslocadas internamente próximo da cidade de Sarmada, deve aumentar.
Sarmada fica cerca de 30 quilômetros a oeste de Aleppo, para onde uma cessação das hostilidades mediada por Rússia e Estados Unidos levou algum alívio nesta quinta-feira. Mas os confrontos prosseguem nas imediações, e o presidente sírio, Bashar al-Assad, disse que ainda busca a vitória total sobre os rebeldes da Síria.
A mídia estatal síria afirmou que o Exército irá respeitar um “regime de calma” que entrou em vigor na cidade a partir da 1h da manhã local durante 48 horas, após duas semanas de mortes e destruição.
O Exército culpou insurgentes islâmicos por violar o pacto de quarta para quinta-feira com o que chamou de bombardeio indiscriminado de algumas áreas controladas pelo governo na dividida Aleppo. Moradores disseram que a violência diminuiu de manhã e que mais lojas reabriram.
Combates intensos foram relatados no sul do interior de Aleppo, perto da cidade de Khan Touman, onde a Frente Al Nusra, a filial síria da Al Qaeda, está entrincheirada perto de um bastião de milícias apoiadas pelo Irã, disse uma fonte dos rebeldes.
Forças do governo realizaram ataques aéreos na área e rebeldes estavam atacando posições governamentais nos arredores da cidade, relatou o canal de televisão pró-Damasco Al-Mayadeen e o Observatório.
A mídia pró-oposição disse que um insurgente islâmico cometeu um atentado suicida contra posições do governo em Khan Touman.
Uma estação de TV controlada pelo grupo libanês Hezbollah, que luta ao lado dos militares sírios, afirmou que o Exército usou um míssil teleguiado para destruir um carro-bomba antes de ele atingir seu alvo na área.
No leste do país, militantes do Estado Islâmico tomaram o campo de gás de Shaer, sua primeira conquista na área desértica de Palmira desde que perderam a cidade antiga em março, segundo fontes rebeldes e um grupo de monitoramento.

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